14 de dezembro de 2017

Uma questão de números

Medalhões de pescado com legumes variados: cenoura,
couves de Bruxelas, batata doce, cebola
Mesmo antes de ter perdido a minha mãe, estava numa tentativa de perder peso. Nada de especial: queria sair da casa dos 60 quilos e baixar até aos 55 (ou um bocadinho menos, vá!). A gravidez do Henrique trouxe-me uns quantos quilos extra e apesar de ter andado numa de ganhar-perder-ganhar peso, queria voltar a sentir-me bem.



Sempre vesti números "pequenos" e apesar do tamanho "M" não ser muito, queria (quero!) voltar a sentir-me bem com o meu corpo.

Bolo de caneca, de banana, aveia e canela
(sem adição de açúcares)
Depois de 31 de agosto, estive uma temporada a comer pouco e mal. Depois, passei essa fase e entrei na "que se dane!!" e comia só porcarias.

Voltei a focar-me, de volta, não há muito tempo. Acho que para já, estive a tentar minimizar os efeitos daquelas semanas de "estragação". Estou, hoje, com 58kg. Para já, falta-me perder três quilitos (quem diz três, diz quatro ou cinco!).

Não estou a seguir nenhuma dieta.. atenção. Fiz apenas pequenos ajustes à minha alimentação, por minha conta e risco: aumentei o consumo de água, redução dos doces, reduzir o consumo de pão branco, comer mais saladas e vegetais, etc etc etc... e a verdade é que tenho conseguido.

Ao pequeno-almoço, tenho comido ovos, ou panquecas de banana e aveia, ou pão escuro com fiambre de peru ou queijo de cabra. Sempre acompanhado de leite - do "normal", porque gosto de leite e não percebi ainda a cruzada contra o pobre desgraçado. Depois, termino com um café.

Os almoços, por norma, são sobras do jantar do dia anterior. Se não tiver sobrado nada, faço uma salada com uns ovos mexidos. Termino com fruta.

Ao lanche, como fruta ou iogurte natural sem açúcar com sementes (chia e abóbora) com mel, ou fruta fresca com mel, ou nozes e mel.

Ao jantar, como sopa, seguida de um queijo fresco (com abacate, temperado com pimenta e um niquinho de sal).

Nos intervalos, como frutos secos (especialmente nozes, ou uma mão cheia de amendoins - sei que os amendoins não são os ideais, mas gosto!), ou uma peça de fruta.

Desde que o tempo começou a ficar mais frio, voltei a reduzir o consumo de água. Aqui está um ponto que tenho de trabalhar, para melhorar... e muito! Aos fins-de-semana, é o caos total e absoluto. São os dias em que exagero, são os dias em que lá vai pizza, batatas fritas, sobremesas, um bolito caseiro ou crepes para o lanche de domingo, pequenos-almoços que envolvem manteiga e croissants... enfim, fosse eu seguida por uma nutricionista e ela abespinhar-se-ia a cada descrição!

Mas, regra geral tenho sido uma linda menina e mereço ver ao espelho, as minhas roupas a ficarem mais largas!

Quiche de frango, com salada de beterraba, alface e tomate cherry.
Gelatina de maracujá para sobremesa

8 de dezembro de 2017

Hoje, farias anos!

Mãe, quero que saibas que te recordo. Farias, hoje, 64 anos.

O Henrique far-te-ia um desenho. Iríamos almoçar algures, como quase sempre neste dia... ou encomendarias, como nos últimos "ajuntamentos" de família. Mas, hoje, não estás cá. Continua a ser difícil conceber uma ideia de estar sem ti.

Nestes meses - 3 meses e uma semana - tenho pensado nas nossas vidas. Não me consigo lembrar se te disse, vezes suficientes, o quanto te amava. Foste minha colega de trabalho, foste minha companheira na associação, foste minha comparsa nas idas à semana académica - íamos sempre ver os Xutos & Pontapés - foste a mãe que me ouvia, foste o exemplo de mulher e de mãe que quero ser para o Henrique... aliás, se eu for 1/10 de mãe que foste, já fico feliz!

Hoje eram os teus anos. Os primeiros em que, simplesmente, não estás! Virá o Natal - sem ti! O aniversário do meu irmão - sem ti! O meu aniversário - sem ti! O aniversário do teu 1.º neto - sem ti! O Dia da Mãe - sem ti! E vamos criar aqui um ciclo de "dia sem ti!" e não gosto. Não que os meus gostos sejam para aqui chamados, mas não gosto de estar sem ti. Se isto fosse uma merda de um electrodoméstico, ia devolver sem pestanejar.

Este é aquele dia que eu temia. Desde o 1.º dia que temo a chegada deste 8 de dezembro. Nunca mais vai ser um dia de festa, de celebração da tua vida... vai passar sempre a ser mais um dia em que me fazes falta. Como irá ser o 25 de dezembro, o 26 de janeiro, o 23 de fevereiro, o 15 de março e o 1.º Domingo de cada mês de maio...

À tua, mãe... sempre à tua!



5 de dezembro de 2017

Têm uma ideia de negócio, mas não sabem como começar?

(post escrito em parceria com a ONG, Acredita Portugal)

Quando foi a última vez que se ouviu falar - à séria - em empreendedorismo? Durante a Web Summit, talvez... e quando foi a última vez que pensaram "este emprego não é para mim, devia mudar isto!"? E que tal um concurso de empreendedorismo?!

Então, tenho o prazer em informar que já estão abertas as inscrições para a 8.ª edição do Concurso Acredita Portugal, o maior concurso de empreendedorismo do país. O concurso apoia qualquer pessoa com uma ideia de negócio, mas não sabe como avançar, ou quem já arrancou, mas quer feedback de especialistas.

As inscrições podem ser submetidas online, de forma gratuita, até ao dia 14 de janeiro de 2018 através de https://goo.gl/KKpNxx. Qualquer pessoa se pode candidatar, independentemente da formação e idade. O objetivo é premiar os melhores projetos e ajudar todos os portugueses a desenvolver as suas ideias empreendedoras.

Há mais de 500.000 € em prémios e os finalistas terão contacto direto com investidores.

O concurso disponibiliza ainda um programa de pré-aceleração, em que mentores e especialistas dão feedback personalizado a cada projeto, preparando-o para o mercado.

Mais informações em: https://goo.gl/eiQ26v.


30 de novembro de 2017

Vai em paz, Zé Pedro

Das minhas primeiras lembranças de Xutos & Pontapés é de ouvir A Casinha. Lembro-me de andar a saltitar no pátio da casa dos meus avós a cantá-la, aos berros! Eram os primeiros acordes de rock que ouvia e que me enchiam de adrenalina.

Os Xutos acompanham-me desde criança, portanto.

Outra das minhas lembranças é de ir, com a minha mãe, durante as semanas académicas, assistir ao concerto da banda. A minha mãe que, com 50 anos, pulava e cantava como se tivesse os mesmos 20 do pessoal que a rodeava.

Para mim, a perda de hoje... a perda do Zé Pedro, é dupla.

Morreu o músico e morreu o fundador da banda que nos ligava, a mim e à minha mãe.

Hoje, não vou pôr A Casinha. Vou postar o Para Sempre. Porque as memórias ficam comigo. E, quando um dia fôr velhinha, quero ligar-me à Internet e ler este texto e ouvir esta música e lembrar-me de dias felizes, que o eram sem que eu soubesse.


3 de novembro de 2017

In The End

It starts with one thing
I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To explain in due time
All I know
Time is a valuable thing
Watch it fly by as the pendulum swings
Watch it count down to the end of the day
The clock ticks life away

It's so unreal
Didn't look out below
Watch the time go right out the window
Trying to hold on, but you didn't even know
Wasted it all just to watch you go
I kept everything inside
And even though I tried, it all fell apart
What it meant to me
Will eventually be a memory of a time when

I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter

One thing, I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To remind myself of a time when
I tried so hard
In spite of the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I'm surprised it got so
Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore
Not that you knew me back then
But it all comes back to me in the end
You kept everything inside
And even though I tried, it all fell apart
What it meant to me will eventually be a memory of a time when

I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter

I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should know
I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should know

I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter


30 de outubro de 2017

Como explicar a morte a uma criança?

A morte da minha mãe foi um momento crucial para mim - tal como será, certamente, a morte de um ente amado, para qualquer pessoa que me leia.
As enfermeiras - ao longo dos dias - iam-nos dizendo para nos prepararmos para o pior.

"Como é que alguém se prepara para a morte? E mais: para a morte da própria mãe?", perguntava eu. É impossível. Não há preparação possível. Há um processo de mentalização e pouco mais.

E depois, avistava outra questão fundamental: como vou contar ao Henrique que a avó morreu? A avó com quem ele dormia sempre que a visitávamos?
Como explicar a morte a uma criança de 4 anos que ainda nem sequer consegue perceber esse conceito? Se, nem eu - no alto dos meus 34 anos - consigo processar, como fazer uma criança entender? Li algumas coisas. Simplificar, responder às perguntas da forma mais clara possível... e atenção: as crianças são imprevisíveis e poderão aceitar melhor do que se espera.

Não sou psicóloga. Não tenho formação com crianças. A única coisa que tinha é o meu tacto de mãe.

A minha mãe morreu a uma 5.ª feira. O funeral foi na 6.ª e eu estava um caco. O Henrique tinha passado 5 dias em casa dos avós paternos - o maior número de dias separado de mim, desde sempre. Ele começava a escolinha na 2.ª feira. Falei com a educadora dele. Havíamos combinado que só diríamos mais tarde, para ele passar - sem sobressaltos - a primeira semana de escola. No sábado seguinte, durante a tarde, foi o momento.

Usei a minha educação cristã, para embelezar um pouco a coisa.

"A avó São estava, como tu sabes, muito doente. Então, foi ficando cada vez mais fraquinha e mais fraquinha e morreu. Agora, ela é quase como uma estrela... é o teu anjo da guarda. Lembras-te quando te ensinei a oração do anjunho? Anjinho da Guarda / Minha companhia / Guarda a minha alminha / De noite e de dia... - quer dizer, que, agora, a avó São vai estar sempre sempre a tomar conta de ti. Vai ser o nosso anjo mais especial!"

Expliquei que me iria ver triste e, se calhar, a chorar um pouco, mas que não se preocupasse, porque eram só saudades.
Inicialmente, riu-se. Ouve tantas vezes o pai a dizer que "morreu" na Playstation que a morte, para ele, deveria resolver-se com um revive de um parceiro de equipa.

"Percebes, filho, o que a mamã está a dizer? Quando formos a casa da avó, ela já não vai estar lá. Nunca mais. Só o avô e os tios".

À noite, a coisa "bateu-lhe". Começou a fazer perguntas:
- se a avó estava fraquinha, porque não comeu mais comida para ficar forte, mamã? Dizes sempre que a comida nos deixa mais fortes e com energia...
- porque é que a avó morreu?
- agora quem vai brincar comigo ao jogo da pesca?
- se tu morreres, quem toma conta de mim?
- e se eu morrer...?

Perguntas em catadupa que me fizeram engolir em seco, tentar abafar o meu próprio desgosto e explicar o melhor que podia, de maneira satisfatória.

Acho que entendeu. Hoje, já dois meses praticamente volvidos, de quando em quando, dá-me um beijo e um abraço, assim do nada: "para não ficares mais triste, mamã, porque a avó morreu!".


27 de outubro de 2017

Aprender sem ti, Mãe!

(Tenho o Henrique a dormir tranquilamente ao meu lado. 
É a tranquilidade dele que me vai acalmando, em certa medida)

Estas duas últimas semanas têm sido portentosas. Demasiadas memórias, o aproximar dos dois meses sem a minha mãe... a pedra tumular que foi colocada hoje. Escolher a pedra já tinha sido uma tarefa hercúlea, mas vê-la colocada... foi uma verdadeira chapada de realidade.

Estão quase a passar dois meses e ainda tenho - várias vezes - o reflexo de pegar no telefone e ligar-lhe. Fico com um aperto que vai da garganta ao peito, quando me apercebo do que acabei de tentar fazer... a voz dela fica a ecoar no meu cérebro durante um bocado e perco, por momento, as energias. Sento-me, depois molho a cara... e sigo!

Incrível como estes quase dois meses têm sido quase uma aprendizagem.

Uma mãe veste-nos, alimenta-nos, ensina-nos os primeiros passos e as primeiras palavras... e agora? Quando a nossa referência desaparece? Eu não sou só a Cristina. Eu sou a mãe do Henrique. Eu sou a filha da São e do Vitor, mas agora sem São. Qual é a minha identidade sem a pessoa que me deu a identidade? Sem aquela que me ensinou a andar, quais são os meus próximos passos? É isto que tenho de aprender; aprender a guiar-me sem a mão dela na minha mão..

Façam-me um favor: desliguem o computador, agora, e vão abraçar as vossas mães. Dava tudo para o puder voltar a fazer.


19 de outubro de 2017

Os pais (também) são seres que nos são emprestados

José Saramago escreveu um dia:
"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo."

E com os pais passa-se o mesmo. Esperamos deles que nos alimentem, nos vistam e nos eduquem. Que nos amem. Que nos ensinem. Que nos beijem e nos castiguem. Mas, no fim, quando já adultos, percebemos que isto de ser filho não é tão linear assim. Que, afinal, os pais não vão ficar sempre ali para nos amparar.

A minha vida - e a do meu irmão - sofreu um revés. Um enorme revés. O maior deles todos: perdemos a nossa melhor amiga. A nossa confidente. A mulher das nossas vidas.

E tudo me lembra ela. As caixas de plástico que ela enviou com comida e nunca foram devolvidas. As roupas que visto ao Kiko e que foi ela que ofereceu. As roupas para o miúdo que ainda tenho guardadas (porque eram grandes) que foi ela que deu. Abrir o congelador e encontrar lá coisas que ela mandou. Ou abrir uma gaveta e encontrar o postal de Natal com a letra dela.

Todos os dias choro. Choro quando se aproximam as horas em que lhe ligava. Choro quando vejo uma foto dela. Choro quando me lembro dela, do sorriso, da voz e choro, choro, choro...

A dor de perder a mãe não tem comparação. É que não é só perder a mãe. É perder o porto seguro, é perder o pé na piscina e não conseguir vir ao de cima. Ser filho... também é um ato de coragem! E ninguém nos prepara para isto!



17 de outubro de 2017

Odeio 2017

A minha mãe morreu. Às 06h00 do dia 31 de agosto, tornando, assim, 2017, oficialmente, o pior ano de toda a minha vida.
A dor que trago em mim é tão esmagadora que estive, até ao dia de hoje, a pensar se havia de voltar a escrever, ou se deixava definhar os blogues.

Mas como me disseram, escrever ajuda-me a libertar a alma.

Não é fácil lidar com a morte. Não é fácil lidar com a morte de um pai - especialmente, daquele que nos trouxe ao mundo, limpou-nos o rabo, mudou-nos a fralda, nos velava quando adoecíamos, dava beijos nos dói-dóis, nos escutava, nos amparava... a minha mãe era isto e muito mais.

A dor que trago é tão grande que não existem, no mundo, medidas suficientes para a contabilizar. Tenho vindo, lentamente, a perceber que não há como lidar com a dor da perda. Aprendi sim, a adaptá-la aos dias. A encaixá-la nos momentos "mortos" do dia.
A tristeza, a amargura, a raiva... não desaparecem. Creio que, dificilmente, desaparecerão.

Continuo a chorar, enquanto escrevo estas linhas. Sei que as lágrimas não ma devolverão. Sei que ela odiaria ver-me assim, mas é tão mais forte do que eu.
Quando desligo o chip de "filha" e ligo o chip de "mãe", as lágrimas páram. O Henrique merece ter a mãe a 100% para ele. E, isto, aprendi com a melhor!


19 de agosto de 2017

'Tadinho do bloguezinho da sua mãe

Em muitos dos meus dias, penso no Estrelices. Não é um pensamento constante, nem coerente... nuns dias penso que deveria voltar a escrever; em outros, penso em acabar de vez com isto; depois, penso que deveria fazer ao blogue, aquilo que defendo para o Planeta Terra - implodir esta porra de uma vez só, e começar de novo. 
Mas, penso naquilo que me fez criar o blogue, e vejo-o como a minha primeira grande criação, e como sou daquelas pessoas que gosta de guardar até o cotão, por razões emocionais, cá o vou mantendo. De quando em quando, dou-lhe uma golfada de oxigénio para que não se extinga de uma vez. 

Sempre que me ausento, a razão é sempre a mesma: como ganho a vida a escrever, "canso-me" de escrever por recreação, só porque sim... e, nos últimos tempos, há coisas que não têm andado famosas, o que leva a exaustão a um patamar completamente diferente. 

Nem sequer as piadolas do Henrique me têm feito abrir o Blogger. 

Não vos contei aquela vez em que ralhei com ele e, 
num desabafo, disse: 
"Poças... não há quem te ature!". 
A resposta do cavalheiro: 
"se eu tivesse um irmão, não tinhas de me aturar!". 
BANG. Henrique - estratosférico vs Mãe - 0.

A necessidade de parar para reorganizar a mente (e a vida!) é urgente! Voltarei em Setembro - até lá, o meu cérebro está a banhos. 


22 de junho de 2017

O fascínio da cozinha

Desde que me mudei para Sintra, comecei a cozinhar mais. E - juro! - que não é a pior coisa do mundo. Claro que há coisas que me saem piorzito, mas, no fim de contas, toda a gente come, não reclama e até à data não houve problemas.

Depois, comprámos a Yammi. Houve um período de fascínio, em que a usava diariamente. Agora, uso-a mais no inverno para "despachar" as sopas, ou alguma sobremesa.

Mas, ultimamente, quem anda fascinado com o mundo da cozinha é o Kiko. Anda perfeitamente embevecido com Os Segredos da Tia Cátia, no 24 Kitchen.
Juro pela minha saúde. O rapaz fica a olhar para a televisão enquanto a Tia Cátia ciranda, de um lado para o outro, a selar bifes ou a picar coentros.

Tia Cátia, ganhou um fã!

(vou-lhe mostrar também a Filipa Gomes, e daqui a uns anos tenho, em casa, 
um vencedor do Masterchef... quais Pedro Jorge, qual carapuça!)



20 de junho de 2017

O nosso tamanho no Mundo

Resisti a escrever qualquer coisa sobre os últimos acontecimentos. A sério que sim. Tive tempo suficiente para o fazer, mas... palavras para quê? Para quem?

Olho para o Henrique a pular feliz, a pensar na festinha e no passeio de final de ano letivo, a preparar as coisinhas dele para a época de praia, e penso nos pais que perderam os filhos. Nas famílias - iguais à minha - que desapareceram. E choro, porque nunca mais, as coisas vão voltar a ser o que eram para estas comunidades.

Antes que comece a "caça às bruxas", antes que se comecem a apontar dedos... que se chorem e enterrem os mortos!
Que se faça um luto sério, consciente e sem ruídos.
Que, por um momento (só por um momento), o futebol seja só um jogo ou a política seja só algo com que temos de viver. Que se esqueçam as quezílias. Que os buracos na estrada, um passeio com ervas ou o preço da gasolina não seja mais que isso: pormenores em algo muito maior do que nós!



30 de maio de 2017

Uma ida ao Teatro

No passado domingo, fomos ao Politeama ver A Pequena Sereia, de Filipe La Féria. O convite partiu dos tios, e o Kiko, as primas, eu, a tia e a avó Fátima lá estivemos, na primeira fila.

Com o Kiko, a cena do "comportamento" é sempre um risco, mas eu estava com um bom feeling. Já tem 4 anos, era uma história infantil, ele nunca tinha estado num teatro "a sério"... era uma boa conjugação.

E correu lindamente. Estava perfeitamente deslumbrado com o espaço, com o que se passava no palco... os olhitos brilhavam, batia palmas, olhava para tudo como que absorvendo cada momento... é esta a magia do teatro.

Fotos: Produções Filipe La Féria





26 de maio de 2017

Eu, o Henrique e o GPS

Trabalho, trabalho, trabalho, mãe no hospital, visita relâmpago a Leiria, trabalho, trabalho, trabalho, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique... acho que já perceberam a ideia...

(e com esta camadona de nervos, apareceram-me duas borbulhas no queixo... carai)

O que me vai safando, no meio disto tudo, são as conversas com o Henrique - são assim como tomar um paracetamol quando estamos com uma dorzita! Alivia a dor, até à próxima vaga.

No dia da visita ao hospital, estava eu, à noite, a tentar instalar o GPS no telemóvel, porque no dia seguinte teria uma entrevista e tinha de me orientar. O Henrique queria brincar, obviamente.
Eu - Filhote, espera só um minuto que a mãe está a pôr uma coisa no telefone...
Ele - O que é?
Eu - É uma coisa chamada GPS...
Ele - GPS? O que é?
Eu - A mamã amanhã tem de ir a um sítio um bocadinho mais longe, e este GPS ajuda a mamã a conduzir. Vai dizer assim "vira para a direita", "vai por esta rua"... estás a perceber? É para a mamã não se perder.
Ele - Sim.

E ficou por aí mesmo. No dia seguinte, quando o fui buscar à escola, disse que tinha apanhado o mesmo atalho que o pai costuma usar.
Ele - E usaste o GPS?
Eu - Não, filhote. Este caminho, a mamã conhecia, e não foi preciso usar.
Ele - Mas tu disseste que o GPS era para te ajudar a conduzir. Então porque o meteste no telefone, se não ias usar?

PUMBA: Henrique 358 - Mãe 0


12 de maio de 2017

Da Trybe, com amor :)

Recebi, recentemente, o saco Newfeel, cortesia da Trybe. Trata-se de um saco dobrável, ideal para levar no avião ou para viajar no fim de semana. Guarda-se facilmente no bolso e permite antecipar o excesso de bagagem no regresso da viagem!

Seja para um fim-de-semana, para levar para o ginásio, ou para transportar o portátil, são várias as vantagens deste produto (e o preço também é bastante simpático, diga-se de passagem).

- é facílimo de arrumar. Sendo dobrável, arruma-se, literalmente, a ele próprio, graças à bolsa exterior.
- se for para viajar de avião, este saco tem 35 litros de capacidades, e medidas aprovadas pela IATA: 45x33x18.
- tem uma alça regulável.

Mais uma vez, tive a possibilidade de obter este saco através da Trybe. Trata-se de um site que, regularmente, dá a possibilidade aos seus users de experimentar, a custo zero, produtos de várias naturezas.
Inscrevam-se e habilitem-se a conseguir um destes sacos giríssimos... eu já tentei a minha sorte! E este foi o resultado. Usem este link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89, sigam os passos e cruzem os dedos!

saco arrumado

saco aberto

uma das possíveis utilizações do saco Newfeel

8 de maio de 2017

Dia da Mãe'17

O meu Dia da Mãe foi celebrado hoje, segunda-feira. A festinha da escola marcou o dia, adiado, porque, para o meu filho, só seria Dia da Mãe quando houvesse festa. E assim foi!

Passámos a manhã, com outras crianças e respetivas mães. Fizemos pinturas, comemos bolinho e bebemos um copo de sumo. Foram duas horinhas, numa segunda-feira que a tornou com menos "sabor a segunda-feira". Duas horinhas em que as crianças desfrutaram das mães quando, num dia "normal", não o fariam. 

Somos mães todos os dias, a toda a hora... pedimos encarecidamente a Deus e aos anjinhos que nos concedam, mais não seja, a possibilidade de tomar banho, sem ouvir um metralhado "mamã, mamã, mamã...". Só as mães percebem o efeito de cinco minutos na casa-de-banho. 

Recebi um "dreamcatcher" (caçador de sonhos). Sempre tive, na minha casa de "solteira", espanta-espíritos no quarto, e adorei, portanto, a coincidência.

Este amuleto indígena tem, por trás uma lenda. Segundo a Wikipédia, "antigamente havia duas tribos em guerra. A raiva e o rancor que geraram energias desarmônicas, que faziam com que as crianças tivessem pesadelos. Então a deusa grande mãe búfala desceu à terra e pediu ao xamã da aldeia que fizesse um aro com um galho de salgueiro Os bons sonhos sabiam para onde ir, passando pelo furo central. Aos primeiros raios de sol, as energias ruins se dissipavam".

E é isto. Sou uma mãe, feliz, com o seu próprio caçador de sonhos! 


4 de maio de 2017

Planta Soja - a minha tentativa de comer saudável!

Recentemente, foi-me dado a conhecer o creme vegetal, Planta Soja. Nunca tinha comido nada de soja. Convenhamos: não sou uma pessoa de arriscar por aí além, e odeio as "modinhas". E, para mim, a soja está, neste preciso momento, associada à moda da doideira da alimentação saudável.

De repente, toda a gente anda louca com a soja e há tudo em soja. O que acaba por me afastar.

Colocando de parte a minha rezinguice, experimentei. E gostei bastante. O sabor é super suave e não é assim tãooooo diferente da manteiga "normal", é fácil de espalhar, e o preço é simpático.

Falo de manteiga "normal", porque quem me tira a manteiga, tira-me tudo...

Gostei da primeira experiência com esta nova Planta Soja. E estou bastante tentada em dar continuidade a estas novas vagas de alimentos. Mas continuo a odiar as modinhas, 'tá?

#youzzplantasoja #youzzportugal

24 de abril de 2017

Bocas, saídas e outras que tais

Esta é uma pequena compilação de "saídas" do gnomo. Isto para que vejam o que mãe sofre. Juro, pela minha honra, que apenas uma é uma imitação de algo que lhe costumo dizer. O resto... são apenas coisas que lhe saem daquela boca para fora.

1.
TODOS os dias:
Ele - Mamã, estou cheioooooo de fome... posso comer qualquer coisinha?
Eu - Não, filhote, a mamã está mesmo mesmo a terminar o jantar...

3.8 segundos depois de ter começado a jantar:
Ele - Mamã, dóiiiii-me a barriga... não quero comer mais!

5 minutos depois de nos termos levantado da mesa (e depois de ter comido, no mínimo, 80% do conteúdo do prato e fruta):
Ele - Mamã, ainda tenho um pouco de fominha. Posso comer uma bolachinha?


2.
Enquanto lhe dava o pequeno-almoço, numa destas manhãs, para seguir para a escola, com o pai - esta é a tal, onde ele me imitou:
Ele - Mamã, dói-me a barriga!
Eu - Kiko, sempre que não te apetece alguma coisa, dizes que te dói a barriga. Essa já não pega, amiguinho! E agora, quero que comas.
Ele - Pois, e eu também quero ser rico e não sou!


3.
Fui às compras. Quando fui buscar o pequeno ao infantário, ele perguntou se o meu dia tinha corrido bem. Disse-lhe que sim, que tinha ido ao supermercado.
Antevendo a pergunta seguinte que seria "compraste alguma coisa para mim?", disse imediatamente que não tinha comprado doces nenhuns.
"Doces? Porque falaste em doces? Tu sabes que eu não gosto de doces..." foi a resposta.
Esclareci que estava a falar de bolachas... "eu ainda tenho muitas de animais e dinossauros...não quero mais".


4.
Não sei que horas eram da madrugada, e oiço o pequeno, no quarto dele: "mamã... mãe... ó mamã"... levanto-me KO de sono e vou ver o que se passa.
Ele, a esfregar os olhos... também KO de sono e diz-me "não me deste um beijo de boa noite!".
"Tens toda a razão, meu amor...", respondi.
Dei-lhe um beijo, aconcheguei-o e dormiu o resto da noite como um anjo.


21 de abril de 2017

"Agora, só falta a menina...."

Antes de começar o texto, propriamente dito, deixem-se esclarecer que tenho 5 anos de diferença do meu irmão, e o meu excelso homem tem 6 anos de diferença do dele. Somos, portanto, pessoas com irmãos, e pessoas que não são "seguidinhas" dos caçulas.

Nada contra as pessoas que têm filhos com pouquíssimos anos de diferença. Adoro que as pessoas tenham filhos: é uma excelente notícia para a natalidade deste País, mais crianças alegram a comunidade, etc..

Chateia-me é que estejam sempre a "pedir" um irmão ou irmã para o Henrique.
Ponto 1: quem tem de pedir é ele;
Ponto 2: não gostava que ele fosse filho único, mas a decisão não é só minha;
Ponto 3: não gostava que ele fosse filho único, mas a malta não tem filhos como quem compra maçãs;
Ponto 4: não gostava que ele fosse filho único, mas as condições para ter um 2.º filho sou eu e o meu excelso homem que as definimos.

Eu sei que as pessoas não fazem por mal. Mas, deslarguem-me! Obrigam-me a fazer um sorriso amarelo, só para não ser mal-educada. Principalmente, com pessoas de mais idade, e eu não quero ser rude com pessoas com idade para serem minhas avós.

Só há menos de um ano, é que comecei a dormir noites inteiras - e não são todas. O Henrique desfraldou também há menos de um ano. Deixem-me respirar, aproveitar estas pequenas conquistas, estas pequenas independências do Henrique e aproveitar o crescimento do meu anãozinho de jardim.

Há vantagens em que os filhos tenham idades aproximadas, tal como as há, em idades mais afastadas. E há também desvantagens, em ambos os cenários. Como em tudo na vida, atrevo-me ainda a acrescentar.

Posto isto... "mic drop"

19 de abril de 2017

A importância de ler

Um dos últimos livros comprados
no alfarrabista em Cascais
Gosto que o Henrique goste de livros. Dá-me um gozo tremendo irmos à FNAC e ele não desarredar pé dos livros; aliás, estamos ainda a entrar no CascaiShopping e já ele está a pedir para ir "à parte dos meninos grandes", que é como quem diz, a parte infantil da FNAC.

Gosto de ir a Cascais e que ele faça birra para ir a um alfarrabista que existe perto do Santini - a proprietária até já o conhece, mal entra naquele espaço que cheira a História e a letras.

Gosto que ele goste de livros tanto como eu. Gosto do entusiasmo dele quando vamos ao Hipopómatos na Lua, junto da Biblioteca Municipal de Sintra. Gosto que ele goste de histórias, de as ouvir e de as inventar.

Nestes dias de férias, não levámos nenhum livro dele. Mas não fez mal. Ele inventou histórias para dormir. Criou, na cabecinha dele, um conto com o Winnie, The Pooh e todos os personagens do Bosque dos Cem Acres.

Gosto que ele viaje e que descubra o mundo pelos livros. Gosto que ele questione. Gosto que ele use a imaginação para criar os seus enredos. Gosto que ele conheça dinossauros, heróis e vilões, através das páginas novas (ou não) de um livro.

Como costumo dizer sempre, quando me dizem que não sabem o que lhe oferecer: "na dúvida, ofereçam um livro. Nunca são demais!".

17 de abril de 2017

Spring break

Estiveram, em cima da mesa, algumas propostas, mas optámos por voltar ao distrito de Santarém. Temos lá casa, fica perto de Lisboa, podíamos descansar de verdade (e comer bem, vá...). 

O Henrique andava em pulgas para ficar de férias. E tirou "a barriga de miséria": andou de bicicleta, correu, brincou... tudo aquilo a que tinha direito. Nas Portas do Sol, gritou "aos atacantes" do reino que ali ninguém nos atingia, elegeu uma muralha como a sua "pefida" (preferida), e pode ser muito mais do que apenas uma criança que cumpre horários para levantar e ir dormir. 
Nestes dias, não dormiu a sesta, obviamente. 
"Mas à noite, ia mais cedo para a cama, de certezinha", disse-me uma das minhas tias. Lancei uma gargalhada, porque não... não ia mesmo. Nas férias, não houve grandes horários... e ele nunca tinha sono. 

Comemos (muita) da melhor sopa do mundo - a Sopa da Pedra, pois claro! - comemos "Arrepiados" (não conhecia e fiquei fã). E o Henrique ficou louco porque trouxe, de recordação, uma pedra. 

Até que chegou a hora de regressar. E houve uma birrinha de saudades, de um local que nos deixa satisfeitos, mas que ainda não tínhamos deixado. E ele que anda tão meloso, tão cheio de mimo... 




11 de abril de 2017

Os dias não chegam para tudo

Vejo-me, diariamente, a adiar vir aqui escrever. Todos os dias, o Kiko tem daqueles momentos, e que penso "não me posso esquecer disto, para o blogue", mas depois passa... a rotina atropela, tal camião desgovernado, qualquer boa-vontade que possa existir.

Os dias não chegam para tudo. Infelizmente. E chego às 22h00, a cair para o lado.

Mas o Kiko tem tido os seus momentos, sim. Cada vez me convenço mais que ele, mais do que um miúdo querido e carinhoso, tem uma esponja no lugar no cérebro, tal é a rapidez com que absorve aquilo que lhe é dito, e a forma como interpreta e adequa o que ouve.

Há uns dias - poucos dias - estávamos a jantar. O Henrique, com um ar muito entendido e tão senhor dele próprio, vira-se para o pai e pergunta:
"- Papá, já viste aquela série onde os maus fugiram de carro?" e desenvolveu por ali fora.

Olhámo-nos e rimos. Claro que rimos. O nosso pequeno de 4 anos, um fedelhito, a querer conversar sobre séries. Não começou a disparatar como é hábito, nem fez birra para ver bonecos... sentou-se, a jantar e quis conversar. Demos corda, para ver onde aquilo ia parar. E ele manteve sempre a postura de menino crescido.



20 de março de 2017

Saco dobrável - nova campanha Trybe

Nós - todos os que são pais/mães - sabemos o quanto é difícil... reformulo, temos noção do quanto é complicado gerir roupas e outros "tarecos" quando queremos, por exemplo, ir passar um fim-de-semana fora. São as roupas da mãe, as roupas do pai, as roupas da criança... e mais uma muda, não vá a criança sujar-se, e mais um par de sapatos extra, e falta ainda o peluche com que a criança dorme, e mais uns medicamentos não vá haver algum problema... etc etc etc

Quando damos por nós, parece que vamos de férias para a Polinésia durante 3 semanas, tal é a quantidade de tralha que levamos. Eu... eu, então... é o pânico. Ainda me lembro de preparar a mala para as férias na praia e levar uma muda de roupa por dia... claro que depois andava o tempo quase todo de chinelos e calções!

A Trybe tem uma nova campanha - em que já me inscrevi: um saco dobrável, concebido para transportar o equipamento de desporto ou artigos pessoais para os fins-de-semana fora, pequenas estadias ou escapadinhas...

Este saco é ideal para levar no avião: guarda-se facilmente no bolso e permite antecipar o excesso de bagagem no regresso da viagem. 

Querem melhor que isto? Não sei se há... 

Inscrevam-se na Trybe e habilitem-se a conseguir um destes sacos giríssimos... eu já tentei a minha sorte! Usem este link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89, sigam os passos e cruzem os dedos!

14 de março de 2017

Afinal... correu tudo bem!

O Henrique faz amanhã 4 anos.

Sim, vou mandar-me ao lugar-comum: o tempo passa a correr.

A fotografia que, hoje, posto é do dia 14 de março de 2013. Tirada pela hora de almoço, sensivelmente. O homem trabalhava e eu estava sozinha, entretida com a máquina, numa vã tentativa de me abstrair do facto que, no dia seguinte, ia conhecer o meu filho.

A cesariana estava marcada, portanto, tudo corria para aquela hora. Era uma questão de tempo. Sempre o tempo.

Foram 9 bons meses. A sério! Sem complicações irresolúveis. Umas contrações marotas e uma infeçãozinha mandaram-me para casa quase aos 7 meses, mas fora isso, nada a registar.

Esta foto marca o fim de uma caminhada. E o consequente início de outra. Por um lado, estava morta de medo. Mas, havia uma parte de mim que estava mais do que ansiosa por ter o Henrique nos braços. Parecendo que não, 9 meses custam a passar.

O meu medo não era do parto. Era o regresso a casa. Era vir para o nosso lar, e não saber o que fazer. Não ter aquela campainha perto da cama que, sendo acionada, tinha uma enfermeira, à minha cabeceira, com voz tranquila, dando-me o conforto necessário para saber que tudo iria correr bem.
Em casa,por mais campainhas que tocassem, não havia enfermeiras ou médicos que me acudissem. Iria ter de providenciar tudo. Só com o homem... tão verdinho como eu! Belos pais tens, meu rico filho!

Quatro anos passam num piscar de olhos. Passaram muito mais rápido do que os 9 meses anteriores. E o garoto fez-se! É tranquilo. Tudo correu bem!

6 de março de 2017

Adeus, Fevereiro. Até para o ano!

Um mês. Um mês em que passou o Dia dos Namorados, o meu aniversário, o Carnaval, e uns quantos dias em obras cá em casa.

Fevereiro que é o mês mais pequeno já passou e nele coube tanta coisa que ainda estou abananada. Passou o Carnaval. Direi antes: sobrevivi a mais um Carnaval. O meu "Pirata" de 2016 deu lugar a um "Capitão América" e a um "Homem Aranha" em 2017. Dois disfarce, sim... que aqui vive-se à grande. Ele que queria ser um super-herói... foi dois!

Celebrei 34 anos esparramada, dividida entre a cama e o sofá - só porque sim, e porque podia - sem mexer uma palha. Best day ever!

Fizemos o quarto do Henrique numa semana; pintámos a sala e o nosso quarto, na semana seguinte. era ver o mobiliário possível na cozinha. O caos. A confusão. Dava-me vontade de chorar cada vez que entrava em casa.

Entrevistei um dos Câmara Pereira e um Chef com Estrelas Michelin.

Fevereiro, tu que és um mês tão pequenito, fazes-me ainda choramingar cada vez que vejo manchas de tinta em locais que já tinha limpo umas dezenas de vezes.

Adeus Fevereiro. Até para o ano, sim!


(entretanto, estamos a 15 dias de começar a primavera, e só ontem percebi que, o meu Kiko, faz 4 anos para a semana!)

9 de fevereiro de 2017

A Clara vai ficar super-contente

Já aqui falei da Trybe umas quantas vezes, e esta semana, tive uma surpresa brilhante: recebi um pacotão de fraldas Dodot e uma embalagem de toalhitas, da mesma marca.

O Henrique há muito que não usa fraldas, mas a Clarinha - a nossa prima de 1 ano - vai ficar radiante por ganhar uma embalagem nova de fraldinhas, concebidas para manter a pele sempre seca.

Uma coisa que sempre adorei, é o facto das marcas usarem a palavra "tecnologia" para falarem sobre a melhoria das fraldas. Estas novas Dodot têm três tubos ultra-absorventes. E isto é o que realmente sempre gostei nesta marca... se não fosse o peso da dita fraldas, às vezes nem notava que o Henrique estava molhado.

Esta nova tecnologia como que "reparte" o xixi uniformemente pelos 3 Tubos Ultra-Absorventes, por isso é mais seco e dilata menos - e não cria aquele efeito "saco de chá" no bebé.

Com as toalhitas, confesso que nem sempre fui tão exigente, como com as fraldas, mas ainda assim o novo tecido das Toalhitas Dodot, graças à sua textura com ondas deslizantes e fibras compactas, limpa eficazmente e não é agressivo com a pele do bebé. 

Portanto, meus amigos (sim, vocês os três que ainda me lêem), se quiserem experimentar boas marcas, sigam este link https://trybe.com/?ref=da8e199b89 que vos deixo, e registem-se na Trybe. Podem não usar os produtos, como aconteceu agora comigo, mas podem dar a hipótese a alguém de quem gostam. Certo, Clarinha??


26 de janeiro de 2017

Maracaaaassss

O Henrique tem três aulas extra-curriculares semanais: música, ginástica e dança criativa / expressão corporal. Adora as três. São aulas curtinhas de 30/40 minutos cada e costuma estar prontíssimo para sair da escola às 17h00 - não se pense que a criatura anda a fazer "piscinas" para ser mais esperto!

Ontem, quarta-feira, vinha excitadíssimo com a aula de música.

Como habitualmente, quando o vou buscar, pergunto-lhe sempre pelo dia: o que almoçou, o que lanchou, qual o desenho que fez, a que brincou com os amigos, se alguém faltou... etc etc etc... basicamente, pergunto-lhe coisas para o fazer falar.
Até que cheguei à parte de perguntar pela aula de música. Só não deu pulos, porque estava sentado na cadeirinha.
Que tinham tocado maracas. E que ele gostava das maracas. E que tinha usado uma maraca amarela. E que o som da maraca é muito giro. E que só usou uma maraca, porque a professora tinha poucas, então os meninos só podiam ter uma maraca. Em resumo: ouvi ontem mais vezes a palavra "maraca" do que em toda a minha vida.

OLÉÉÉ!!!



24 de janeiro de 2017

Chuchinhas que tranquilizam

Sendo um assunto polémico, a verdade é que as chuchas são um instrumento bastante útil. O Kiko odiava, inicialmente. Se lhe punha a chucha era certo e sabido que 3 milésimos de segundo depois tinha sido cuspida. Quando tinha 4 meses, começou a achar-lhes piada. Deixou relativamente cedo, ou pelo menos, muito antes do que outros que vejo por aí - ainda não tinha 2 anos quando deixou de querer...

As chupetas Philips Avent foram uma das marcas que usei. A determinada altura, quando estava na fase de nascer dentes, comprava chuchas à velocidade de 2 por semana.

Estas chupetas acalmam e tranquilizam o bebé, dando-lhe o conforto que ele necessita em todas as fases de crescimento.

As tetinas ortodônticas, colapsáveis e simétricas da Philips Avent respeitam o desenvolvimento do palato, dentes e gengivas do bebé. Todas as chupetas da Philips Avent são feitas em silicone e não têm sabor nem cheiro.

Além que são muito giras... 

Ao contrário de outras – e acreditem que comprei muitas – estas têm, além de uma argola de segurança, uma cápsula protetora, para manter a tetina esterilizada. E têm ainda o bónus de puderem ser lavadas na máquina de lavar loiça.

Querem experimentar estas chuchas? Basta registarem-se na Trybe (sigam o link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89) e seguirem os passos. Não custa nada. A sério. Nem um cêntimo.

17 de janeiro de 2017

A importância da nossa opinião

Por vezes, encontramo-nos perante o produto A, B ou C e pensamos o quão interessante seria se nós, o público, o consumidor, pudéssemos ter uma palavra a dizer.

Podemos fazer isso, sabiam? A comunidade Trybe foi-me dada a conhecer muito recentemente. Investiguei mais um bocadinho e gostei do que vi.

A Trybe é uma das maiores comunidades internacionais de consumidores que, em apenas um ano se estabeleceu em mais de 100 mercados diferentes e distribuiu milhares de produtos pelo mundo inteiro, incluindo em Portugal.
Nasceu na Noruega com o propósito de aproximar as marcas aos seus consumidores, incentivando a partilha de opinião sobre os produtos que os utilizadores experimentam.

Resta dizer que é um serviço gratuito e super-simples, onde a única moeda em troca é mesmo... a nossa opinão!

Neste momento, estão a decorrer duas campanhas - toalhitas da Dodot e chuchas da Philips Avent - e qualquer um pode experimentar.

O registo é facílimo - graças aos anjinhos das comunicações, podemos aceder ao site através de qualquer dispositivo. Como já estou registada, acedam através do meu link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89. Depois, basta clicarem em "testar" no produto que querem experimentar (toalhitas ou chuchas... ou os dois!). Façam o registo e respondam a um pequeno questionário (3 minutinhos, literamente!) e é só esperar pela seleção.
Todos os utilizadores devem confirmar se têm os dados do perfil completos e corretos, senão a probabilidade de serem escolhidos "amanda-se" por aí abaixo e nem chuchas, nem toalhitas vos salvam!

Quem gosta de ser "experimentador", vai adorar esta experiência!

E as mamãs vão-se encantar ;)
Mais (e melhores novidades vêm a caminho... mi aguardem!)









4 de janeiro de 2017

Esta coisa de crescer

Curiosamente, hoje o post é sobre mim.

Quando fiz 18 anos, pensei que não havia nada mais "crescido" do que atingir a maioridade. Oh a liberdade. Estava tão enganadinha, pobrezinha, Deus m'abençoe! Entrei na faculdade e, consequentemente, num banco para tratar de assuntos meus.

Depois terminei a faculdade. Oh a liberdade. Sure. Primeiro emprego. E, definitivamente, não havia nada mais adulto que isso. Comprei o meu primeiro carro. Fiz um seguro. Mudei de emprego. Comprei o meu segundo carro. Mudei de emprego, de cidade, de concelho, de distrito... e passei a viver com o meu namorado. Isto sim, era viver a minha "adultidade" no seu estado mais pleno.

Depois achei que não era suficiente. Engravidei. Tive um filho, logo fiquei responsável por uma vida humana. Eu! Eu, que ainda chamo "mano" ao meu irmão e que, às vezes, muito raramente, chamo "mamã" à minha mãe. Eu! Responsável por uma pessoa pequenina.

Isto são tudo "peanuts" comparado com a nova empreitada: mudar de casa, lidar com agentes imobiliários e proprietários. Lidar com horas para ver casas que, nas fotografias, são a última coca-cola do deserto, mas depois vai-se a ver e são num 4.º andar sem elevador. Casas que são giras, têm muito potencial, mas que são uma estupidez de tão caras, porque os proprietários têm hipotecas gigantes e pensam que o resto do mundo é uma cambada de papalvos que lhes vai pagar as dívidas.
E depois há casas que parecem todas iguais. Quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala... quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala...
E não me façam falar das casas para arrendar. Para além de serem poucas, estão todas em todas as agências imobiliárias conhecidas, portanto não é ilusão ver 20 e tal resultados numa busca e depois serem apenas 7 imóveis, com as mesmíssimas fotos.
E eu não quero uma casa em que sou obrigada a ficar com o louceiro gigante (literalmente, ocupava uma parede) em vidro - by the way, obviamente que não fizemos negócio!

Uma úlcera. Vai ser este o resultado da procura de casa!

2 de janeiro de 2017

Post pós-festas

Passou o Natal e chegou 2017.

Virar a página.

Começar de novo.

Longe vai o tempo em que fazia planos e listinhas de desejos para o ano seguinte. Contudo, os anos vieram dar-me razão: é um desperdício de tempo e energia.

Agora, levo as coisas de forma mais zen, e sem estar sujeita a ganhar uma úlcera.

2017 vai ser, apesar de tudo o que escrevi, um ano de mudança. Literalmente. Um dos nossos planos a curto prazo é mudar de casa. Estamos na fase de busca-visita.

Por isso, pessoas, este ano vai ser o ano em que me vou perder entre caixotes e caixinhas. Se não der notícias este trimestre, chamem a polícia.
 

(c)2009 Estrelices. Based in Wordpress by wpthemesfree Created by Templates for Blogger