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9 de março de 2015

A frustração do desemprego

Há uns anos, o primeiro-ministro disse que as pessoas deviam ver o desemprego como "uma oportunidade" de fazer algo diferente, para abrirmos horizontes e explorarmos alternativas.

Quando fiquei desempregada, tornei-me mãe a tempo inteiro e dona de casa semi-competente. Os primeiros meses são fáceis. Há tanto para pôr em dia. As conversas, o sono, a leitura, as séries de televisão...
Quando se tem a sorte de ter um subsídio de desemprego, a questão monetária também não é a maior preocupação. Temos de fazer as apresentações obrigatórias no Centro de Emprego, há as formações que o Instituto de Emprego nos apresenta... em certa medida, é estar a usufruir de um direito que nos assiste enquanto contribuintes, após anos de descontos para a Segurança Social.
Como não paramos de procurar emprego, vamos a entrevistas e esperamos pelos melhor.

Mas os meses passam.
E o tempo... esse ditador!... não pára. Não nos pergunta "a mamã dá licença?". Mas ainda assim, levantamos a cabeça e "bola para a frente, que atrás vem gente!". O subsídio ainda vai chegando à nossa conta bancária, repensamos o que estamos a fazer bem e mal, e talvez pensemos na hipótese da criação de um pequeno negócio.

E os meses continuam a passar.
E quando damos por nós, estamos há semanas sem ser chamados para entrevistas. Entretanto, o subsídio já terminou. Vemos a confiança a começar a desaparecer. E afinal, a criação de um negócio é mais complicado do que parecia.
Com um bocadinho de sorte, conseguimos fazer um trabalho ou outro, sem complicações, sem pressões...

E quando já desesperamos por um telefonema, algo, alguém, alguma coisa que nos pareça uma oportunidade... definhamos. Caímos na tentação de não sair de casa - mesmo num dia bonito - afinal, sair para quê? Para onde?
E sentimos a pressão dos outros "já encontraste alguma coisa?", "tens ido a entrevistas?", "já mandaste o currículo para o sítio X?", "não podes só centrar-te na tua área, tens de procurar noutros sítios, noutras áreas..." - mesmo que a intenção seja boa, não há ninguém mais frustrado nesta equação que o desempregado.

Podemos sempre tentar ser proactivos. Fazer coisas. Dedicar o tempo livre a fazer bolos e salgados para fora, pintar, fazer bijuteria... e depois vamos ao Facebook e há centenas de grupos de artesanato e pastelaria, cada um com oito mil artesãos e pasteleiros registados, com peças fantásticas e com bolos dignos do "Cake Boss".

E depois, pronto, acordamos um dia, fazemos a cama, tomamos o pequeno-almoço, enquanto damos uma espreitadela no Facebook, e nos sites de anúncios de emprego, lavamos a loiça, arrumamos aquela roupa que apanhámos no dia anterior, passamos a ferro umas camisas - aiiii que já passou a hora do almoço - comemos qualquer coisa (porque já passaram horas desde a última refeição!) - damos um jeito ao chão da casa, sentamo-nos um bocadinho a descansar, a ler um bocado, talvez... e eis que estamos no fim do dia.
Seis da tarde.
E mais um dia de trabalho cumprido.
Amanhã é outro dia... igual a este!

4 de março de 2014

As opiniões são como os pregos

Imagem retirada daqui
"As opiniões são como os pregos; 
quanto mais se martelam, mais se enterram."
Alexandre Dumas

Lá, no longínquo ano de 2006,em que "pari" este blog, não pretendia... aliás, deixem-me reformular, não imaginava sequer que ele viesse a tornar-se um mommy-blog. Era eu uma cachopa desempoeirada com 20 e pouquitos anos, e só queria um sítio onde escrever as minhas coisas.

Até 2012. Aí quando soube que tinha engravidado, as coisas alteraram-se. Ainda foram necessários mais 2 meses, até anunciar a boa nova. 
Depois, e com as hormonas aos trambolhões, e a engordar à média de 1 kg por mês, era quase obrigatório usar a minha nova condição como inspiração para escrever.

(até porque escrever sempre foi algo que fiz bem, modéstia à parte)

Foram, praticamente 6 meses, que fui limando as arestas do novo Estrelices, mais virado para escrever sobre crianças, e sobre a maternidade, no geral. 

Recentemente, a revista Notícias Magazine, que costuma vir no JN e no DN, fez uma reportagem sobre as mommy-bloggers mais famosas: Cocó na Fralda, Biberons e Batons, O Mundo da Carlota, entre outras...

E, como o sucesso e a visibilidade de alguns fazem a dor de corno de outros, houve um blogger, senhor, que escreve num espaço ligado à comunicação e relações públicas, disse que as mães atrás do ecrã só sabem falar de criancinhas, de cocós, fraldas e pouco mais. Que são desinteressantes. Que as mães atrás do ecrã são burrinhas (não disse, mas insinuou!).
Enfim, umas quantas mais patetices.
Como se as mães atrás dos ecrãs não tivessem vida social, ou não lessem livros e jornais, não vissem os blocos de noticiário, não vissem cinema e séries. Como se as mães atrás do ecrã fossem apenas mães e não fossem profissionais.

O senhor apenas se esqueceu de alguns pormenores. Que os mommy-blogs, tal como os de moda, de fotografia, de lifestyle, de decoração, de humor... são apenas uma categoria. Uma categoria que, nos últimos anos, tem vindo a ganhar espaço e a fazer-se ouvir. Porque uma mãe gosta de ouvir histórias de crianças, porque uma grávida gosta de se informar sobre o que a espera... enfim, é um público muito específico, algo que o senhor ainda não deve ter descortinado.

O senhor apenas se esqueceu - não sei se terá filhos, se não - que ter um filho, muda uma pessoa. Que de pontinho numa ecografia, passa a bebé. E que é mágico, um orgulho ver aquele serzinho a crescer, a aprender a conhecer, a andar, a comer pela sua própria mão...

Mas, as opiniões... não passam disso mesmo: opiniões. E cada um tem a sua.

25 de junho de 2008

Considerações matutinas

1 - O Vale e Azevedo tem um mandato de captura, mas toda a gente sabe onde ele está. Aliás, deu ontem uma entrevista. Lindo foi ele ter dito que se o quiserem prender, "venham buscar-me. Não vou pagar um avião para ser preso, em Portugal. Nunca fugi!" - estou indecisa se vou rebolar às gargalhadas ou se chore!

2 - A porcaria do ambientador que a minha colega comprou faz-me alergia.

3 - Pensei que podia começar a vestir umas roupas mais "fashion": umas saias, uns vestidos, calções e tudo o mais que possa mostrar as pernocas. MAS esta manhã, durante o duche, descobri uma nódoa negra numa perna, do tamanho do Hemisfério Sul. As saias ficam... vá, lá para Agosto. São as minhas melhores previsões.

4 - Agora... serviço público: depois de uma noitada a trabalhar, quando estiverem na casa-de-banho a tratar da vossa higiene pessoal, no que aos dentinhos diz respeito, tomem atenção à bisnaga que agarram... pode ser o creme da barba do vosso pai! Se não tivesse aberto os olhos a tempo, creio que não ia ser bonito!

5 - Como eu previa, o Boavista não desce de divisão. Perde 9 pontitos. Que giros! Vá... jornais desportivos on-line, já podem pôr o Paços de Ferreira na parte da Liga Vitalis.

6 - A Amy Winehouse vai cantar na festa de aniversário de Nelson Mandela. É de mim ou esta merda é uma enormíssima falta de respeito e de bom-senso? Falta de respeito para com ela, porque a porcaria da indústria não a consegue explorar mais - a mulher está praticamente morta e insistem em pô-la em palco. E falta de respeito para com Nelson Mandela... merecia um bocadinho melhor do que ter uma drogada assumida (e morta) a cantar para ele!

7 - A música dos Mesa é mesmo gira.

17 de maio de 2008

Querem um conselho de amiga?

Sim, sei perfeitamente que se os conselhos fossem bons, não se davam... vendiam-se! Mas apontem nos vossos livrinhos dos ensinamentos da Cristina: NUNCA, em ocasião alguma, bebam Bacardi Cola, antes de terem jantado. O pior não é beber, é o pós-beber: a desgraçada da ressaca. Ainda tenho a cabeça zonza.

5 de março de 2008

Considerações em tempo de intervalo

Neste intervalo do jogo do FCP da Liga dos Campeões, tenho umas considerações a fazer. É rápido:

- O Shalke 04 é uma equipa muito fraquinha;
- Continuo a achar que o Lucho é um luxo nesta equipa do FCP - além de que tem qualquer coisa que me agrada nele;
- O Jesualdo só devia ter metido o Tarik na segunda parte;
- o Adriano continua feio que se farta!

E pronto... é só isto!

Edição:
começaram os penalties.

Edição 2:
Lamentavelmente, o FCP ficou pelo caminho. Tinha esperança na passagem aos "quartos". Mas mantenho: o Schalke 04 é muito fraquinho!
 

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