21 de abril de 2017

"Agora, só falta a menina...."

Antes de começar o texto, propriamente dito, deixem-se esclarecer que tenho 5 anos de diferença do meu irmão, e o meu excelso homem tem 6 anos de diferença do dele. Somos, portanto, pessoas com irmãos, e pessoas que não são "seguidinhas" dos caçulas.

Nada contra as pessoas que têm filhos com pouquíssimos anos de diferença. Adoro que as pessoas tenham filhos: é uma excelente notícia para a natalidade deste País, mais crianças alegram a comunidade, etc..

Chateia-me é que estejam sempre a "pedir" um irmão ou irmã para o Henrique.
Ponto 1: quem tem de pedir é ele;
Ponto 2: não gostava que ele fosse filho único, mas a decisão não é só minha;
Ponto 3: não gostava que ele fosse filho único, mas a malta não tem filhos como quem compra maçãs;
Ponto 4: não gostava que ele fosse filho único, mas as condições para ter um 2.º filho sou eu e o meu excelso homem que as definimos.

Eu sei que as pessoas não fazem por mal. Mas, deslarguem-me! Obrigam-me a fazer um sorriso amarelo, só para não ser mal-educada. Principalmente, com pessoas de mais idade, e eu não quero ser rude com pessoas com idade para serem minhas avós.

Só há menos de um ano, é que comecei a dormir noites inteiras - e não são todas. O Henrique desfraldou também há menos de um ano. Deixem-me respirar, aproveitar estas pequenas conquistas, estas pequenas independências do Henrique e aproveitar o crescimento do meu anãozinho de jardim.

Há vantagens em que os filhos tenham idades aproximadas, tal como as há, em idades mais afastadas. E há também desvantagens, em ambos os cenários. Como em tudo na vida, atrevo-me ainda a acrescentar.

Posto isto... "mic drop"

19 de abril de 2017

A importância de ler

Um dos últimos livros comprados
no alfarrabista em Cascais
Gosto que o Henrique goste de livros. Dá-me um gozo tremendo irmos à FNAC e ele não desarredar pé dos livros; aliás, estamos ainda a entrar no CascaiShopping e já ele está a pedir para ir "à parte dos meninos grandes", que é como quem diz, a parte infantil da FNAC.

Gosto de ir a Cascais e que ele faça birra para ir a um alfarrabista que existe perto do Santini - a proprietária até já o conhece, mal entra naquele espaço que cheira a História e a letras.

Gosto que ele goste de livros tanto como eu. Gosto do entusiasmo dele quando vamos ao Hipopómatos na Lua, junto da Biblioteca Municipal de Sintra. Gosto que ele goste de histórias, de as ouvir e de as inventar.

Nestes dias de férias, não levámos nenhum livro dele. Mas não fez mal. Ele inventou histórias para dormir. Criou, na cabecinha dele, um conto com o Winnie, The Pooh e todos os personagens do Bosque dos Cem Acres.

Gosto que ele viaje e que descubra o mundo pelos livros. Gosto que ele questione. Gosto que ele use a imaginação para criar os seus enredos. Gosto que ele conheça dinossauros, heróis e vilões, através das páginas novas (ou não) de um livro.

Como costumo dizer sempre, quando me dizem que não sabem o que lhe oferecer: "na dúvida, ofereçam um livro. Nunca são demais!".

17 de abril de 2017

Spring break

Estiveram, em cima da mesa, algumas propostas, mas optámos por voltar ao distrito de Santarém. Temos lá casa, fica perto de Lisboa, podíamos descansar de verdade (e comer bem, vá...). 

O Henrique andava em pulgas para ficar de férias. E tirou "a barriga de miséria": andou de bicicleta, correu, brincou... tudo aquilo a que tinha direito. Nas Portas do Sol, gritou "aos atacantes" do reino que ali ninguém nos atingia, elegeu uma muralha como a sua "pefida" (preferida), e pode ser muito mais do que apenas uma criança que cumpre horários para levantar e ir dormir. 
Nestes dias, não dormiu a sesta, obviamente. 
"Mas à noite, ia mais cedo para a cama, de certezinha", disse-me uma das minhas tias. Lancei uma gargalhada, porque não... não ia mesmo. Nas férias, não houve grandes horários... e ele nunca tinha sono. 

Comemos (muita) da melhor sopa do mundo - a Sopa da Pedra, pois claro! - comemos "Arrepiados" (não conhecia e fiquei fã). E o Henrique ficou louco porque trouxe, de recordação, uma pedra. 

Até que chegou a hora de regressar. E houve uma birrinha de saudades, de um local que nos deixa satisfeitos, mas que ainda não tínhamos deixado. E ele que anda tão meloso, tão cheio de mimo... 




11 de abril de 2017

Os dias não chegam para tudo

Vejo-me, diariamente, a adiar vir aqui escrever. Todos os dias, o Kiko tem daqueles momentos, e que penso "não me posso esquecer disto, para o blogue", mas depois passa... a rotina atropela, tal camião desgovernado, qualquer boa-vontade que possa existir.

Os dias não chegam para tudo. Infelizmente. E chego às 22h00, a cair para o lado.

Mas o Kiko tem tido os seus momentos, sim. Cada vez me convenço mais que ele, mais do que um miúdo querido e carinhoso, tem uma esponja no lugar no cérebro, tal é a rapidez com que absorve aquilo que lhe é dito, e a forma como interpreta e adequa o que ouve.

Há uns dias - poucos dias - estávamos a jantar. O Henrique, com um ar muito entendido e tão senhor dele próprio, vira-se para o pai e pergunta:
"- Papá, já viste aquela série onde os maus fugiram de carro?" e desenvolveu por ali fora.

Olhámo-nos e rimos. Claro que rimos. O nosso pequeno de 4 anos, um fedelhito, a querer conversar sobre séries. Não começou a disparatar como é hábito, nem fez birra para ver bonecos... sentou-se, a jantar e quis conversar. Demos corda, para ver onde aquilo ia parar. E ele manteve sempre a postura de menino crescido.



 

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