Lembram-se do último episódio: coisa estranha na garganta e otorrino? Pois... a menina marcou consulta numa clínica leiriense para hoje. Às três da tarde chegava ao local, para ter consulta daí a 15 minutos. Chegou, deu entrada e sentou-se à espera que a chamassem. Tranquila!
A nossa heroína da história (ou chamar-lhe-ei "estória"?) é chamada. É lhe indicado o consultório do Dr. Otorrino. A menina entra e logo um sorriso de abre. "O Dr. Otorrino parece simpático" pensou ela. Mandou-a sentar novamente. A menina explicou:
- O Dr. Dentista, durante a consulta, viu algo na minha garganta, que achou que fugia um pouco ao normal... e recomendou que viesse, para ter a certeza que nada de estranho havia comigo.
- Então, vamos ver o que se passa!
Mandou-a trocar de cadeira, e sentar-se na cadeira especial de Dr. Otorrino.
- Vamos ver então o que te traz cá.
- Aiiiii.. rebentei o fio! - grita a menina.
E centenas de bolinhas verdes espalham-se pelo chão do consultório do Dr. Otorrino. A menina desatou a rir. O Dr. Otorrino ri-se à gargalhada. A mãe da menina, a rir, começa a apanhar as bolinhas verdes que há pouco tempo constituíam o fio verde da menina. A vergonha. O horror. O drama. Passado este momento embaraçoso, o Dr. Otorrino acende uma lâmpada, direccionada para a garganta da menina e com um pauzinho de gelado (hehehehe) investiga-a.
- Isto não é absolutamente nada. O que se passa é que deves ter problemas no nariz, e ao dormir, as secreções vão para a garganta, e provoca aquilo que o Dr. Dentista viu: uma espécie de bolhinhas brancas na parede da garganta, que deveria ser lisa. Mas é claro que ele não poderia saber isto. Respiras bem?
- Sim.
- Mas vamos ver na mesma.
Conclusão: a menina tem o septo do nariz ligeiramente inclinado para a direita (completamente invisível a olho nu), o que a impede de respirar "normalmente". Mas a garganta está fixolas.
Depois, durante a tarde, a mãe da menina telefonou para o consultório do Dr. Dentista. Atende a empregada.
- A menina não tem nada!
- Ahhhh... ainda bem. O Dr. Dentista estava preocupado. Já tinha, até, falado no assunto ao Dr. Dentista Irmão. Mas ligo-lhe já já, mas ele não se preocupar mais.
Conclusão 2: O Dr. Dentista e o Dr. Dentista Irmão são amorosos e preocupam-se, a sério, com a menina.
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7 de março de 2008
5 de março de 2008
Uma aventura nos consulórios médicos - 1.º episódio
Era uma vez, uma menina que foi hoje ao dentista. Quando lá chegou, o doutor da bata azul e máscara pediu-lhe que se sentasse e abrisse a boca. A menina, obediente, e com confiança no senhor, fez o que este lhe pedira.
No momento, em que uma luz se acende mesmo por cima da cabeça da menina, três pares de olhos espreitam para dentro da sua boca. A nossa heroína ouve então:
- Hummm... Dalila, vê isto aqui. O que te parece?!
- O quê?
- Isto é um bocadinho... estranho!
- Se calhar, o melhor era um otorrino.
A menina começa a suar. "Otorrino" "isto é estranho". Expressões que a deixam assustada. Conclusão: a menina tem uma "lesão" na garganta - as aspas são propositadas... o próprio médico descreveu a coisa estranha como «uma lesão entre aspas».
A menina saiu, então, do consultório do dentista com menos 70 euros na conta, uma receita médica de uns quantos itens e uma carta para entregar ao doutor otorrino, por causa de uma coisa estranha da garganta, que nem o próprio dentista soube classificar. Segue-se a consultinha no otorrino, na sexta-feira.
No momento, em que uma luz se acende mesmo por cima da cabeça da menina, três pares de olhos espreitam para dentro da sua boca. A nossa heroína ouve então:
- Hummm... Dalila, vê isto aqui. O que te parece?!
- O quê?
- Isto é um bocadinho... estranho!
- Se calhar, o melhor era um otorrino.
A menina começa a suar. "Otorrino" "isto é estranho". Expressões que a deixam assustada. Conclusão: a menina tem uma "lesão" na garganta - as aspas são propositadas... o próprio médico descreveu a coisa estranha como «uma lesão entre aspas».
A menina saiu, então, do consultório do dentista com menos 70 euros na conta, uma receita médica de uns quantos itens e uma carta para entregar ao doutor otorrino, por causa de uma coisa estranha da garganta, que nem o próprio dentista soube classificar. Segue-se a consultinha no otorrino, na sexta-feira.
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