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29 de março de 2019

6 anos de Henrique

Nota mental: com 6 anos, o Henrique faz contas simples de somar e subtrair, conta até o mandarmos calar. Escreve o nome completo, em letra manuscrita. Reconhece todas as letras. Gosta de super-heróis. Tem a mania que é palhaço. É super-generoso, mas, de vez em quando, faz a sua birrinha. No segundo seguinte, "mamã, eu já não preciso que me ajudes a (inserir atividade), porque já sou crescido. Continuo a contar-lhe uma história todas as noites. 

14 de fevereiro foi o dia em que escrevi a última vez que escrevi neste espaço. Depois disso, já passou o meu aniversário, em que o Henrique insistiu que tínhamos de fazer uma festa. 



Sou sincera: depois da morte da minha mãe, fazer anos tornou-se quase agridoce, porque a personagem principal dessa novela já não está cá. Mas foi um bom dia.

O Henrique fez anos três semanas depois. A festinha já estava a ser combinada com a mãe de um amiguinho que faz anos no mesmo dia, e foi o fim-de-semana mais cansativo que tive nos últimos meses. Mas foi bom e ele estava muito feliz.

No fim de contas, nada mais importa: a felicidade dele. O sorriso estampado na cara. A testa transpirada de tanto correr e brincar.

Agora, preparamo-nos para outro salto: a entrada na primária. As matrículas começam a daqui a pouco mais de 15 dias. Até lá, vamos fazer o 1.º Cartão do Cidadão. Olho para ele e os meus olhos de mãe continuam a ver o bebé. Mas ele já fez 6 anos. Continuo a querer protegê-lo, mas sei que ele tem de desenvolver as suas próprias ferramentas para se desenrascar.

Esqueceram-se de me avisar que isto de ser mãe também é querer ter uma vontade constante de vomitar, agora que ele está a aprender a andar de bicicleta sem as rodinhas de apoio. Esqueceram-se de me dizer que há dores de barriga cada vez que temos de comprar roupa cada vez maior. Esqueceram-se de avisar que ouvi-lo a falar, cada vez com mais clareza, provoca em nós, mães, nós na garganta e que ficamos sem saber o que dizer com as respostas que ouvimos.

Quero voltar a este espaço com mais frequência. Prometi a mim mesma e àqueles que ainda se dão ao trabalho de ler o que por aqui vou escrevendo. A nossa agenda para os próximos meses será esta:
em abril, vamos matriculá-lo na primária. Maio vai ser o último mês completo na creche. Em junho, será a festa de finalistas da pré-primária. Em julho, tem a última temporada de praia com os coleguinhas da pré. Em agosto, está de férias e, em setembro, começa uma nova etapa.

Se não conseguir aqui vir, ando muito por aqui: Capa Mole & Companhia. São bem-vindos!

14 de fevereiro de 2019

Chupa-chupa de morango

A noção de amor, para o meu filho, ainda é algo meio nublado: a mãe e o pai amam-no, mas de forma diferente de como se amam. Os avós, os tios e as primas também o amam. Mas de outra forma também diferente.

Desde o ano letivo passado, o Henrique tem uma namorada. A Joana. Quando lhe perguntei o que é que ele e a "namorada" fazem, ele respondeu que brincam. Ou seja, a Joana é a menina que mais brinca com ele; tal como o melhor amigo é aquele menino que brinca, todos os dias, com ele - se há um dia que falha, já me chega a casa tristinho a dizer que o outro já não é amigo dele, porque não quis brincar com ele. Mas, no outro dia, já está tudo bem.

Sobre a Joana. Brincam juntos na sala, partilham os lápis de cor, e, julgo, estão na mesma mesa no refeitório.

Na escola, não há a celebração do Dia dos Namorados; há sim, o Dia dos Amigos. Mas, ele não é tonto, nem surdo e já percebeu que isto do Dia dos Amigos não é assim tão linear, por isso, ontem, a meia voz, pediu se eu comprava uma prenda para ele dar à Joana.

"Pode ser um chupa-chupa de morango, filho?", perguntei, já a pensar naqueles que tenho guardados para uma qualquer eventualidade.

Que sim, que podia ser. E o meio sorriso tímido de antes abriu-se, de alívio.

Hoje, com o chupa-chupa de morango no bolso do bibe, foi feliz para a escola. Que seja sempre tudo assim: simples como um chupa-chupa de morango.

4 de fevereiro de 2019

Henrique e a escrita

Desde que me lembro que conto histórias ao Henrique, ao deitar. Quando ele se porta mal, um dos castigos é ficar sem história e aquilo mexe mesmo com ele.
Ainda não teria 3 anos, quando me disse, pela primeira vez, que gostava de saber ler para ler os seus livros quando lhe apetecesse.

Já não me lembro quando me pediu para lhe ensinar a escrever o nome. Quando, na escola, a educadora lhes pediu para escreverem os seus nomes (a copiar), já ele sabia de olhos fechados.

Ontem, insistiu para lhe ensinar o alfabeto, e esteve a treinar durante uma hora, o nome em manuscrito.

Onde é que isto vai parar?!



7 de outubro de 2018

O incêndio

No sábado, "nasceu", mesmo ao fim da noite (????) um incêndio na Serra de Sintra que, passadas apenas duas horas, já havia tomado proporções escandalosas. Felizmente, a ação dos meios de socorro foi bastante rápida e, apesar de, no concelho de Cascais, ter havido evacuação de aldeias, não houve danos de maior a lamentar.

Foi um incêndio bastante feio. E o vento estava, claramente, a sabotar o trabalho dos bombeiros. Estive até à uma e tal da manhã, a seguir as atualizações pela televisão.

Toda esta conversa para chegares onde, Cristina Maria? No domingo de manhã, acendi a televisão para saber como estava a situação. O Henrique, ao meu lado, estava abismado a olhar para as imagens da televisão.
Quando lhe disse que aquele incêndio não era muito longe da nossa casa, e que até lá tínhamos estado, nas férias do verão, redobrou a atenção. E começou a dizer o que faria se fosse bombeiro: que levava mangueiras muito grandes para apagar o fogo e que tinha de levar os outros amigos bombeiros.

(há séculos que ele diz que quer ser bombeiro quando for grande e não perde nem uma hipótese, por menor que seja, para entrar numa ambulância ou num carro de combate a incêndios. Fim do aparte.)

Depois começou a lamentar que todos os seus carrinhos de bombeiros não eram de verdade para ele puder ir ajudar.

Mais tarde, fomos almoçar num estabelecimento em São Pedro de Sintra, onde costumamos ir, e, pouco depois, acabam por entrar três militares (dos Comandos). Ficou louco só de ver os "senhores tropas" e ainda mais quando lhe sussurrei que, provavelmente, eles tinham estado no incêndio.

Viraram heróis, claro!

Um nadinha antes de sairmos, o bom do Henrique não se conteve e interpelou os três:

"Olá, senhores tropas. Vocês estiveram no incêndio?"

Gargalhada. Um deles perguntou-lhe se ele sentia o cheiro a fumo nas roupas deles e outro disse-lhe que até tinham chegado primeiro do que os bombeiros.

O alarme do Henrique disparou. "Primeiro do que os bombeiros? Como é que é possível?". E foi com esta dúvida que ele lhes virou costas e saímos. Mas, o entusiasmo ninguém lho tirou. "Papá, aqueles senhores tropas estavam MESMO no incêndio. E chegaram primeiro de todos!".

Bombeiros e Comandos... acho que o Henrique encontrou uma nova vocação.

Foto RTP

18 de setembro de 2018

O raio do feitiozinho torcido

Desde há umas semanas que o meu rico filho não passa um dia sem ouvir dois berros. Atenção: amo o meu filho incondicionalmente. Não tenho nada, em toda a vida, tão valioso como ele... mas, anda com um feitio que dói só de pensar.

Quando começou a ser maiorzinho, falavam dos "terríveis dois", mas, ao pé deste ogrezinho em forma de gente, os dois anos foram canja.

Está naquela fase em que já faz uma data de coisas sozinho: despir e vestir, lavar os dentes, calçar-se, comer... e depois pensa que já consegue fazer TUDO sozinho e fica irritado quando o ajudo, mais não seja, para nos despacharmos. A independência é uma coisa muito gira, mas fica altamente frustrado quando as coisas não correm como ele quer.

Irrita-se facilmente quando não ganha um jogo, por exemplo. Andamos a tentar fazê-lo entender que perder é uma parte da vida e que, nem sempre, ele irá conseguir ganhar tudo. Andamos a tentar fazê-lo entender o conceito de persistência e de fair-play. Quando jogamos alguma coisa, não o deixo vencer sempre, para que perceba que também gosto de ganhar. Quando perde é "fizeste batota" e "já não quero mais". Este capítulo da vida dele vai ser trabalhoso, mas há umas semanas, deixou uma menina mais pequena ganhar uma corrida - lá bom coração tem o moço!

É generoso e não se importa (muito) de partilhar, mas se embica que não, irrita-se. E fica brutalmente chateado se alguém não lhe empresta algo, mesmo depois dele o ter feito.

E já nem falo das respostas sarcásticas e meio atravessadas (mas com o seu quê de "touché"), porque isso já vem desde que aprendeu a falar...

Às vezes, comentamos entre nós que este feitiozinho só lhe devia dar daqui a uns bons 10 anos, mas o fulaninho adiantou-se à adolescência.

Parte-me a cabeça, põe-me a paciência em cheque-mate e rapidamente passo de "és a melhor mãe" para "já não vou brincar mais contigo, és péssima"... mas depois faz-me desenhos carregados de corações, porque sabe que gosto, dá-me abraços apertados, porque são os meus favoritos, faz-me ataques de beijos...

(e a louca sou eu?!)


29 de abril de 2018

O que temos feito ultimamente?!

Estou em "silêncio" há algum tempo, neste espaço. Mas isso não quer dizer que não andemos a fazer cenas, porque andamos.









15 de março de 2018

5 anos!

Henrique,

não sei o que vai acontecer no Mundo nos próximos anos. Confesso-te, meu amor: ao contrário do que possas pensar, a mamã não sabe tudo.

Sei que te amo. Todos os dias. Mas, isso, também tu sabes, porque to digo. Todos os dias. Mas, a mamã não sabe se algum dia vais ler este blogue, e estes textos que escrevo para ti. Um dia, os computadores, os blogues... vão ser obsoletos! Serão, para ti, conceitos tão antigos que irão dar vontade de rir. Vão ser coisas do tempo dos teus pais, tal como, para mim, foram os sofás floridos ou as alcatifas nos quartos.

Sei que, ainda hoje, no dia em que fazes 5 anos... acordo e fico sempre feliz por estares aqui.

Sei que, ainda hoje, se ficas com febre, fico aterrorizada com a simples ideia de teres qualquer coisa mais grave do que um simples picozito de temperatura.

Sei que, ainda hoje, se cais e fazes beicinho - e mesmo quando dizes que está tudo bem e que não te magoaste - à noite, dói-me o coração ao ver mais uma nódoa negra nas tuas pernitas.

Sei que, quando dizes "eu consigo!"/"eu faço!"/"já sou crescido!", tens razão - que és capaz e que já és um menino crescido - quero ser eu a abotoar-te os botões ou a vestir-te o pijama.

Sei que, ainda hoje, gosto de cheirar o teu cabelo e aspirar o teu aroma depois do banho. Fecho os olhos e tento conservar essa memória olfactiva, para sempre! Tal como o fiz, naquele primeiro dia.

Sei que, ainda hoje, quero prolongar a tua bebezice. Tens 5 anos, eu sei. Eu estava lá. Tenho uma cicatriz, abaixo do umbigo, que me lembra - todos os dias! - todas as dores que senti nas semanas e meses após o teu nascimento. Mas, hoje, estás aqui. Ao meu lado. E, caramba, como vale a pena!

Parabéns, filhote! Adoro-te, daqui até à Terra do Pai Natal, que é mais longe do que a Lua - porque não a conseguimos ver da janela da cozinha!



4 de março de 2018

Personalidade de peluche

Há umas semanas, um dos peluches do Henrique descoseu-se. O pobre bicho tem estado a um canto, esquecido, literalmente. É o Cenouras, um coelho amarelo, simpático e bem-educado.

O Henrique tem também o Pedro, um passarinho, um bocado barulhento. Mas, o seu preferido é o Bobi João, um filhote de panda com a mesma idade - 5 anos, e que é o seu grande companheiro de brincadeiras.

Todos os peluches do Henrique têm um nome e uma personalidade, e é engraçado ver como ele interage com os peluches, de acordo, com as personalidades que lhes imaginou. E o mais estranho ainda é que eu "conheço" cada um deles.

Quando o deito, despeço-me dele e do peluche escolhido para essa noite, e tenho de dar um discurso sempre condizente. Se é o "Pedro" tenho de o avisar que à noite não se brinca e que está na hora de dormir. Se é o Cenouras, basta-me dizer boa noite e desejar-lhes bons sonhos. Se é o Bobi João, tenho de lhe dar um beijinho de boa noite e fazer umas coceguinhas na barriga, porque ele gosta.

Admiro-me com esta capacidade do Henrique em criar. Criar, no geral. A imaginação que ele tem, força-me a prestar atenção aos detalhes, porque se me engano, está o caldo entornado!

Posto isto: já cosi o rasgão da cabeça do Cenouras. E adivinhem quem se portou lindamente, nessa noite?

22 de junho de 2017

O fascínio da cozinha

Desde que me mudei para Sintra, comecei a cozinhar mais. E - juro! - que não é a pior coisa do mundo. Claro que há coisas que me saem piorzito, mas, no fim de contas, toda a gente come, não reclama e até à data não houve problemas.

Depois, comprámos a Yammi. Houve um período de fascínio, em que a usava diariamente. Agora, uso-a mais no inverno para "despachar" as sopas, ou alguma sobremesa.

Mas, ultimamente, quem anda fascinado com o mundo da cozinha é o Kiko. Anda perfeitamente embevecido com Os Segredos da Tia Cátia, no 24 Kitchen.
Juro pela minha saúde. O rapaz fica a olhar para a televisão enquanto a Tia Cátia ciranda, de um lado para o outro, a selar bifes ou a picar coentros.

Tia Cátia, ganhou um fã!

(vou-lhe mostrar também a Filipa Gomes, e daqui a uns anos tenho, em casa, 
um vencedor do Masterchef... quais Pedro Jorge, qual carapuça!)



30 de maio de 2017

Uma ida ao Teatro

No passado domingo, fomos ao Politeama ver A Pequena Sereia, de Filipe La Féria. O convite partiu dos tios, e o Kiko, as primas, eu, a tia e a avó Fátima lá estivemos, na primeira fila.

Com o Kiko, a cena do "comportamento" é sempre um risco, mas eu estava com um bom feeling. Já tem 4 anos, era uma história infantil, ele nunca tinha estado num teatro "a sério"... era uma boa conjugação.

E correu lindamente. Estava perfeitamente deslumbrado com o espaço, com o que se passava no palco... os olhitos brilhavam, batia palmas, olhava para tudo como que absorvendo cada momento... é esta a magia do teatro.

Fotos: Produções Filipe La Féria





26 de maio de 2017

Eu, o Henrique e o GPS

Trabalho, trabalho, trabalho, mãe no hospital, visita relâmpago a Leiria, trabalho, trabalho, trabalho, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique, Henrique... acho que já perceberam a ideia...

(e com esta camadona de nervos, apareceram-me duas borbulhas no queixo... carai)

O que me vai safando, no meio disto tudo, são as conversas com o Henrique - são assim como tomar um paracetamol quando estamos com uma dorzita! Alivia a dor, até à próxima vaga.

No dia da visita ao hospital, estava eu, à noite, a tentar instalar o GPS no telemóvel, porque no dia seguinte teria uma entrevista e tinha de me orientar. O Henrique queria brincar, obviamente.
Eu - Filhote, espera só um minuto que a mãe está a pôr uma coisa no telefone...
Ele - O que é?
Eu - É uma coisa chamada GPS...
Ele - GPS? O que é?
Eu - A mamã amanhã tem de ir a um sítio um bocadinho mais longe, e este GPS ajuda a mamã a conduzir. Vai dizer assim "vira para a direita", "vai por esta rua"... estás a perceber? É para a mamã não se perder.
Ele - Sim.

E ficou por aí mesmo. No dia seguinte, quando o fui buscar à escola, disse que tinha apanhado o mesmo atalho que o pai costuma usar.
Ele - E usaste o GPS?
Eu - Não, filhote. Este caminho, a mamã conhecia, e não foi preciso usar.
Ele - Mas tu disseste que o GPS era para te ajudar a conduzir. Então porque o meteste no telefone, se não ias usar?

PUMBA: Henrique 358 - Mãe 0


8 de maio de 2017

Dia da Mãe'17

O meu Dia da Mãe foi celebrado hoje, segunda-feira. A festinha da escola marcou o dia, adiado, porque, para o meu filho, só seria Dia da Mãe quando houvesse festa. E assim foi!

Passámos a manhã, com outras crianças e respetivas mães. Fizemos pinturas, comemos bolinho e bebemos um copo de sumo. Foram duas horinhas, numa segunda-feira que a tornou com menos "sabor a segunda-feira". Duas horinhas em que as crianças desfrutaram das mães quando, num dia "normal", não o fariam. 

Somos mães todos os dias, a toda a hora... pedimos encarecidamente a Deus e aos anjinhos que nos concedam, mais não seja, a possibilidade de tomar banho, sem ouvir um metralhado "mamã, mamã, mamã...". Só as mães percebem o efeito de cinco minutos na casa-de-banho. 

Recebi um "dreamcatcher" (caçador de sonhos). Sempre tive, na minha casa de "solteira", espanta-espíritos no quarto, e adorei, portanto, a coincidência.

Este amuleto indígena tem, por trás uma lenda. Segundo a Wikipédia, "antigamente havia duas tribos em guerra. A raiva e o rancor que geraram energias desarmônicas, que faziam com que as crianças tivessem pesadelos. Então a deusa grande mãe búfala desceu à terra e pediu ao xamã da aldeia que fizesse um aro com um galho de salgueiro Os bons sonhos sabiam para onde ir, passando pelo furo central. Aos primeiros raios de sol, as energias ruins se dissipavam".

E é isto. Sou uma mãe, feliz, com o seu próprio caçador de sonhos! 


24 de abril de 2017

Bocas, saídas e outras que tais

Esta é uma pequena compilação de "saídas" do gnomo. Isto para que vejam o que mãe sofre. Juro, pela minha honra, que apenas uma é uma imitação de algo que lhe costumo dizer. O resto... são apenas coisas que lhe saem daquela boca para fora.

1.
TODOS os dias:
Ele - Mamã, estou cheioooooo de fome... posso comer qualquer coisinha?
Eu - Não, filhote, a mamã está mesmo mesmo a terminar o jantar...

3.8 segundos depois de ter começado a jantar:
Ele - Mamã, dóiiiii-me a barriga... não quero comer mais!

5 minutos depois de nos termos levantado da mesa (e depois de ter comido, no mínimo, 80% do conteúdo do prato e fruta):
Ele - Mamã, ainda tenho um pouco de fominha. Posso comer uma bolachinha?


2.
Enquanto lhe dava o pequeno-almoço, numa destas manhãs, para seguir para a escola, com o pai - esta é a tal, onde ele me imitou:
Ele - Mamã, dói-me a barriga!
Eu - Kiko, sempre que não te apetece alguma coisa, dizes que te dói a barriga. Essa já não pega, amiguinho! E agora, quero que comas.
Ele - Pois, e eu também quero ser rico e não sou!


3.
Fui às compras. Quando fui buscar o pequeno ao infantário, ele perguntou se o meu dia tinha corrido bem. Disse-lhe que sim, que tinha ido ao supermercado.
Antevendo a pergunta seguinte que seria "compraste alguma coisa para mim?", disse imediatamente que não tinha comprado doces nenhuns.
"Doces? Porque falaste em doces? Tu sabes que eu não gosto de doces..." foi a resposta.
Esclareci que estava a falar de bolachas... "eu ainda tenho muitas de animais e dinossauros...não quero mais".


4.
Não sei que horas eram da madrugada, e oiço o pequeno, no quarto dele: "mamã... mãe... ó mamã"... levanto-me KO de sono e vou ver o que se passa.
Ele, a esfregar os olhos... também KO de sono e diz-me "não me deste um beijo de boa noite!".
"Tens toda a razão, meu amor...", respondi.
Dei-lhe um beijo, aconcheguei-o e dormiu o resto da noite como um anjo.


21 de abril de 2017

"Agora, só falta a menina...."

Antes de começar o texto, propriamente dito, deixem-se esclarecer que tenho 5 anos de diferença do meu irmão, e o meu excelso homem tem 6 anos de diferença do dele. Somos, portanto, pessoas com irmãos, e pessoas que não são "seguidinhas" dos caçulas.

Nada contra as pessoas que têm filhos com pouquíssimos anos de diferença. Adoro que as pessoas tenham filhos: é uma excelente notícia para a natalidade deste País, mais crianças alegram a comunidade, etc..

Chateia-me é que estejam sempre a "pedir" um irmão ou irmã para o Henrique.
Ponto 1: quem tem de pedir é ele;
Ponto 2: não gostava que ele fosse filho único, mas a decisão não é só minha;
Ponto 3: não gostava que ele fosse filho único, mas a malta não tem filhos como quem compra maçãs;
Ponto 4: não gostava que ele fosse filho único, mas as condições para ter um 2.º filho sou eu e o meu excelso homem que as definimos.

Eu sei que as pessoas não fazem por mal. Mas, deslarguem-me! Obrigam-me a fazer um sorriso amarelo, só para não ser mal-educada. Principalmente, com pessoas de mais idade, e eu não quero ser rude com pessoas com idade para serem minhas avós.

Só há menos de um ano, é que comecei a dormir noites inteiras - e não são todas. O Henrique desfraldou também há menos de um ano. Deixem-me respirar, aproveitar estas pequenas conquistas, estas pequenas independências do Henrique e aproveitar o crescimento do meu anãozinho de jardim.

Há vantagens em que os filhos tenham idades aproximadas, tal como as há, em idades mais afastadas. E há também desvantagens, em ambos os cenários. Como em tudo na vida, atrevo-me ainda a acrescentar.

Posto isto... "mic drop"

19 de abril de 2017

A importância de ler

Um dos últimos livros comprados
no alfarrabista em Cascais
Gosto que o Henrique goste de livros. Dá-me um gozo tremendo irmos à FNAC e ele não desarredar pé dos livros; aliás, estamos ainda a entrar no CascaiShopping e já ele está a pedir para ir "à parte dos meninos grandes", que é como quem diz, a parte infantil da FNAC.

Gosto de ir a Cascais e que ele faça birra para ir a um alfarrabista que existe perto do Santini - a proprietária até já o conhece, mal entra naquele espaço que cheira a História e a letras.

Gosto que ele goste de livros tanto como eu. Gosto do entusiasmo dele quando vamos ao Hipopómatos na Lua, junto da Biblioteca Municipal de Sintra. Gosto que ele goste de histórias, de as ouvir e de as inventar.

Nestes dias de férias, não levámos nenhum livro dele. Mas não fez mal. Ele inventou histórias para dormir. Criou, na cabecinha dele, um conto com o Winnie, The Pooh e todos os personagens do Bosque dos Cem Acres.

Gosto que ele viaje e que descubra o mundo pelos livros. Gosto que ele questione. Gosto que ele use a imaginação para criar os seus enredos. Gosto que ele conheça dinossauros, heróis e vilões, através das páginas novas (ou não) de um livro.

Como costumo dizer sempre, quando me dizem que não sabem o que lhe oferecer: "na dúvida, ofereçam um livro. Nunca são demais!".

17 de abril de 2017

Spring break

Estiveram, em cima da mesa, algumas propostas, mas optámos por voltar ao distrito de Santarém. Temos lá casa, fica perto de Lisboa, podíamos descansar de verdade (e comer bem, vá...). 

O Henrique andava em pulgas para ficar de férias. E tirou "a barriga de miséria": andou de bicicleta, correu, brincou... tudo aquilo a que tinha direito. Nas Portas do Sol, gritou "aos atacantes" do reino que ali ninguém nos atingia, elegeu uma muralha como a sua "pefida" (preferida), e pode ser muito mais do que apenas uma criança que cumpre horários para levantar e ir dormir. 
Nestes dias, não dormiu a sesta, obviamente. 
"Mas à noite, ia mais cedo para a cama, de certezinha", disse-me uma das minhas tias. Lancei uma gargalhada, porque não... não ia mesmo. Nas férias, não houve grandes horários... e ele nunca tinha sono. 

Comemos (muita) da melhor sopa do mundo - a Sopa da Pedra, pois claro! - comemos "Arrepiados" (não conhecia e fiquei fã). E o Henrique ficou louco porque trouxe, de recordação, uma pedra. 

Até que chegou a hora de regressar. E houve uma birrinha de saudades, de um local que nos deixa satisfeitos, mas que ainda não tínhamos deixado. E ele que anda tão meloso, tão cheio de mimo... 




14 de março de 2017

Afinal... correu tudo bem!

O Henrique faz amanhã 4 anos.

Sim, vou mandar-me ao lugar-comum: o tempo passa a correr.

A fotografia que, hoje, posto é do dia 14 de março de 2013. Tirada pela hora de almoço, sensivelmente. O homem trabalhava e eu estava sozinha, entretida com a máquina, numa vã tentativa de me abstrair do facto que, no dia seguinte, ia conhecer o meu filho.

A cesariana estava marcada, portanto, tudo corria para aquela hora. Era uma questão de tempo. Sempre o tempo.

Foram 9 bons meses. A sério! Sem complicações irresolúveis. Umas contrações marotas e uma infeçãozinha mandaram-me para casa quase aos 7 meses, mas fora isso, nada a registar.

Esta foto marca o fim de uma caminhada. E o consequente início de outra. Por um lado, estava morta de medo. Mas, havia uma parte de mim que estava mais do que ansiosa por ter o Henrique nos braços. Parecendo que não, 9 meses custam a passar.

O meu medo não era do parto. Era o regresso a casa. Era vir para o nosso lar, e não saber o que fazer. Não ter aquela campainha perto da cama que, sendo acionada, tinha uma enfermeira, à minha cabeceira, com voz tranquila, dando-me o conforto necessário para saber que tudo iria correr bem.
Em casa,por mais campainhas que tocassem, não havia enfermeiras ou médicos que me acudissem. Iria ter de providenciar tudo. Só com o homem... tão verdinho como eu! Belos pais tens, meu rico filho!

Quatro anos passam num piscar de olhos. Passaram muito mais rápido do que os 9 meses anteriores. E o garoto fez-se! É tranquilo. Tudo correu bem!

26 de janeiro de 2017

Maracaaaassss

O Henrique tem três aulas extra-curriculares semanais: música, ginástica e dança criativa / expressão corporal. Adora as três. São aulas curtinhas de 30/40 minutos cada e costuma estar prontíssimo para sair da escola às 17h00 - não se pense que a criatura anda a fazer "piscinas" para ser mais esperto!

Ontem, quarta-feira, vinha excitadíssimo com a aula de música.

Como habitualmente, quando o vou buscar, pergunto-lhe sempre pelo dia: o que almoçou, o que lanchou, qual o desenho que fez, a que brincou com os amigos, se alguém faltou... etc etc etc... basicamente, pergunto-lhe coisas para o fazer falar.
Até que cheguei à parte de perguntar pela aula de música. Só não deu pulos, porque estava sentado na cadeirinha.
Que tinham tocado maracas. E que ele gostava das maracas. E que tinha usado uma maraca amarela. E que o som da maraca é muito giro. E que só usou uma maraca, porque a professora tinha poucas, então os meninos só podiam ter uma maraca. Em resumo: ouvi ontem mais vezes a palavra "maraca" do que em toda a minha vida.

OLÉÉÉ!!!



4 de janeiro de 2017

Esta coisa de crescer

Curiosamente, hoje o post é sobre mim.

Quando fiz 18 anos, pensei que não havia nada mais "crescido" do que atingir a maioridade. Oh a liberdade. Estava tão enganadinha, pobrezinha, Deus m'abençoe! Entrei na faculdade e, consequentemente, num banco para tratar de assuntos meus.

Depois terminei a faculdade. Oh a liberdade. Sure. Primeiro emprego. E, definitivamente, não havia nada mais adulto que isso. Comprei o meu primeiro carro. Fiz um seguro. Mudei de emprego. Comprei o meu segundo carro. Mudei de emprego, de cidade, de concelho, de distrito... e passei a viver com o meu namorado. Isto sim, era viver a minha "adultidade" no seu estado mais pleno.

Depois achei que não era suficiente. Engravidei. Tive um filho, logo fiquei responsável por uma vida humana. Eu! Eu, que ainda chamo "mano" ao meu irmão e que, às vezes, muito raramente, chamo "mamã" à minha mãe. Eu! Responsável por uma pessoa pequenina.

Isto são tudo "peanuts" comparado com a nova empreitada: mudar de casa, lidar com agentes imobiliários e proprietários. Lidar com horas para ver casas que, nas fotografias, são a última coca-cola do deserto, mas depois vai-se a ver e são num 4.º andar sem elevador. Casas que são giras, têm muito potencial, mas que são uma estupidez de tão caras, porque os proprietários têm hipotecas gigantes e pensam que o resto do mundo é uma cambada de papalvos que lhes vai pagar as dívidas.
E depois há casas que parecem todas iguais. Quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala... quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala...
E não me façam falar das casas para arrendar. Para além de serem poucas, estão todas em todas as agências imobiliárias conhecidas, portanto não é ilusão ver 20 e tal resultados numa busca e depois serem apenas 7 imóveis, com as mesmíssimas fotos.
E eu não quero uma casa em que sou obrigada a ficar com o louceiro gigante (literalmente, ocupava uma parede) em vidro - by the way, obviamente que não fizemos negócio!

Uma úlcera. Vai ser este o resultado da procura de casa!

5 de dezembro de 2016

O Pai Natal, é? Giro...

Fui buscar o pequeno à creche.

Minutos antes tinha confirmado: o Pai Natal ia estar no Fórum, a partir das 16h00. Hora perfeita.

Eu - Amor, queres ir ver se o Pai Natal está no centro comercial?
Kiko - VAMOOOOSSSS

E lá fomos. Fácil estacionar.

Chegados ao pé do Pai Natal, desce sobre a cabeça da minha criança, uma timidez inexplicável. Esconde-se atrás das minhas pernas. Balbucia um "olá" ao Pai Natal - que é bastante convincente, diga-se de passagem! - e vai acenando com a cabeça a tudo o que ele lhe disse: que não pode fazer birras, que tem de comer a sopa toda, para arrumar os brinquedos...

Em defesa do senhor: ele foi muito competente e fez o possível para animar o Kiko, mas o estafermozito já tinha a cena dele debaixo de olho: o comboio.
Lá se desembaraçou do Pai Natal, aceitou o livro que ele lhe deu com um "obrigado" meio-sumido e vá de correr para o comboio.

Uma elfa, muito simpática, pediu-nos para esperar, porque uma menina tinha começado naquele instante as suas voltinhas. O Henrique ficou de fora a contar as voltas. Sim... a rapariga tinha dito que eram 3 voltas e o anão esteve a contá-las.

Sim. Eu mereço.

 

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