13 de maio de 2009

Diário de uma peregrinação involuntária - parte II

Dia 3 (13 de Maio)
Como já havia dito, fui destacada para fazer a cobertura das cerimónias do 13 de Maio. Hoje, tive de acordar bem cedo, para chegar a Fátima antes da enchente de peregrinos de última hora.
Curiosamente, cerca de duas horas antes da sessão solene ainda havia muita gente a caminho. Pessoas que, basicamente, vivem perto do Santuário e que em duas horas se metem lá.
Chegámos - eu e o fotógrafo - estivemos um bocado na palheta com os restantes colegas jornalistas que já lá estavam e começámos os preparativos: saber horários, quais os locais permitidos, qual o percurso da procissão, quais os ritos daquele tipo de cerimónias... parecendo que não, há um enorme trabalho nos bastidores, para acolher toda aquela gente.
Foram quase três horas. O trabalho restante não foi complicado de levar a cabo, porque o grosso já tinha sido feito. Hoje, tinha de estar alerta para a homilia e para a mensagem proferida no final pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto.
Depois, era necessário recolher os números oficiais e esperar, pacientemente, pelos 'takes' da Agência Lusa.

Foi este o meu primeiro 13 de Maio, enquanto jornalista. Cansativo e algo trabalhoso, porque não me podia esquecer que a religião é um assunto delicado e Fátima mexe muito com as emoções e as fragilidades das gentes.

Acho que fiz um bom trabalho. Obviamente, deve haver algumas lacunas, por não conhecer a forma como tudo se processava, mas, no cômputo geral, julgo não me ter saído mal. O meu chefe não apontou nada à qualidade dos textos, nem à forma como estavam estruturados. Um ponto para mim?
 

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