3 de dezembro de 2008

Exclusividade... sim ou não?

Hoje, em conversa com uma 'blogger' falámos na questão da exclusividade nas relações. Atenção... falávamos em relações, e não em casamentos ou namoros firmados - supondo que, nesses casos, as pessoas são fiéis à sua cara-metade.

E numa relação que não é carne, nem é peixe? Duas pessoas gostam uma da outra, passam tempo juntas... até que ponto se deve 'exigir' exclusividade numa relação que, aparentemente, não passa disso mesmo... uma relação sem compromisso?

E este foi o momento 'O Sexo e a Cidade' do dia... este blogue segue, dentro de momentos, a sua linha editorial costumeira.

31 estrelinhas:

Bombocaa disse...

A eterna questão...mas exigir é 1 termo forte...não me lembro de ter sido mencionado
ehehehehe

exclusividade ou não...mas dp ainda me lembrei de outra...mas pr outras conversas...claro
:)

NI disse...

Só consigo encarar uma relação a dois em regime de exclusividade.

Sei que há muitos adeptos das denominadas "amizades coloridas". Respeito quem defende esta forma de estar mas não partilho dessa forma de estar na vida.

Poderão dizer que esta minha forma de pensar é antiquada e tem a ver com o facto de eu pertencer a uma geração mais velha.

Não penso que seja uma questão geracional. Tem a ver com valores e princípios dos quais não abdico.

Beijos

Cristina disse...

Bombocaa, tens razão: não foi mencionado, por isso é que o pus entre aspas (comecei a usar estas aspas quando entrei para o jornal) :)

Ni, estou a deixar à conseideração de cada pessoa. Pessoalmente, já me começo a cansar das 'amizades coloridas', porque não levam a lado nenhum. Passam-se bons momentos? Sem dúvida. E depois? Neste caso, confesso que sou tão antiquada como tu. E também não creio que seja uma questão geracional :)

Beijoooosss

Speeder_76 disse...

Engraçado... tou agora numa relação de "amizade colorida", sem duração definida, e sem preodicidade definida também.

Se gosto desta relação? Nâo muito. Mas já sei com o que devo contar, pois foi algo que establecemos desde o inicio, para não criarmos exprectativas um com o outro. Agora, que adoraria ter uma relação normal e exclusiva, claro! Mas até lá...

João disse...

Eu acho que a exclusividade deve ser só da mulher para o homem..

Cristina disse...

Speeder, mais cedo ou mais tarde, toda a gente tem uma relação assim. E também, mais cedo ou mais tarde, toda a gente pensa em assentar de vez. A conversa que tive com a Bombocaa incidiu sobre a exclusividade que se tem na relação-sem-compromisso.

Porque é que não nos damos uma oportunidade de ser felizes? Medo de complicar desnecessariamente algo simples? Só se complica se quisermos... o futuro de cada relação depende exclusivamente dos seus intervenientes.

Beijinho

mik@ disse...

suponho que a partir do momento em que te importas que a outra pessoa nao seja só tua é porque algo mudou e queres uma relação mais firme...
bah complicado.

Cristina disse...

João, estás-te a habilitar a levar um murro... :D

Mik@, eu gosto de coisas complicadas. Por isso é que lancei a discussão... para obrigar toda a gente a discutir a questão :D

Beijoooossss

L.M disse...

O Speeder tirou-me as palavras! :p
O que as amizades coloridas têm de melhor é saber à partida o que se se espera daquele tipo de relação. Ambos precisam de mimos mas sem grandes complicações.
Mas até numa amizade colorida existe sempre um pouco de exclusividade. Numa relação séria essa exclusividade tem de ser total para que dê certo mas assim como a exclusividade é essencial também a lealdade, sinceridade, a conversação, a honestidade, enfim uma série de coisas! Pelo menos é a minha opinião.

Bombocaa disse...

Bem afinal os pensamentos nem são assim tão diferentes...e dp ha aí uma pessoa que diz exactamente aquilo q se veio a falar no fim ...a exclusividade de 1 so parte
:)

Cristina disse...

LM, também já estive envolvida em amizades coloridas, namoro firmado e encontros ocasionais. Acho que já passei por vários níveis de relação e todas elas têm vantagens e desvantagens. Contudo, tenho tendência a pensar no futuro... "O que pode sair daqui?". Entendes?

E ao estar numa relação, estou de corpo e alma. E concordo contigo quando referes a lealdade e a confiança. Acima de tudo temos de confiar. :)

Bombocaa, deixa-os pousar... acho que esta conversa ainda vai dar pano para mangas :)

Beijoooosss

sessaoexperimental disse...

ui...este tema tem pano para mangas....vamos a ver afinal o que é uma relação?...é algo entre duas pessoas(pelo menos nesta discusão) todas as clasificações...colorida..seria...assim assim etc. não fazem la muito sentido...se duas pessoas gostam de estar juntas...é uma relação simples.... ;) agora exclusividade....isso não existe...ninguem é exclusivo de ninguem...ninguem é propriedade...cada um entrega-se ao outro....e isso devia bastar...as complicações começam qd se começa a pensar nesse conceito abstracto de exclusivo...porque existem as chamadas relações "serias" em que ambos têm a cabeça cheia de armações ahahah e as ditas "coloridas" que são relações muito mais fortes do que aquelas que existe um plano..daqui a x anos casamos depois temos uma criança e depois....bla bla bla...ahahah :D
eu puco penso em exclusividade...não a exigo...não falo disso....a pessoa que esta comigo é que tem que decidir se quer estar apenas cmg ou não....se eu aceito isso?....essa é outra conversa...ahahhahaha :D

Bjocas babe!!! xi grande ;)

Cristina disse...

Calvin lançaste uma ideia que a Bombocaa e eu falámos e o João (meio a brincar) referiu: a 'exclusividade' por parte de apenas um dos intervenientes. Se se aceita ou não!

Como já disse e reforço: quando estou com alguém, sou exclusiva dessa pessoa. Não falo em ser propriedade de A ou B. Falo na relação que tenho. Não me sentiria à vontade por estar a 'trocar fluídos' com outra pessoa que não aquela com quem tenho uma relação, seja qual for o seu grau. Mas isto sou eu.

E referes outro ponto interessante: as relações ditas 'coloridas' vs relações 'firmadas' e qual o seu grau de transparência.

Continuemos a discussão, porque eu cá estou a gostar. Beijoooooossss

Djinn disse...

Pois, este tema daría pano para mangas, eu sou sincera não consigo estar numa relação que não seja de exclusividade.
Respeito quem as queira ter, mas como diz a Ni não partilho essa forma de estar na vida.

Já estive e em consciência respeitei sempre a outra parte e o conceito até ao dia em que entendi não querer mais. Aí coloquei o ponto final e fiz parágrafo na minha vida.

Cristina disse...

Djinn, pois... e há esse lado também: se se aceita a relação não-exclusiva, até quando é que é possível levá-la a 'bom porto'?

Beijo

Bombocaa disse...

Bem...isto tá bom...afinal n andamos com os pensamentos tão em baixo cm tudo isso nina...ha mais como nós...uns com um palavreado...outros com outro...mas estamos lá
:)
eheheh

SunGod disse...

olha... o belo do post pra chegar ao cento de comentários :P

resumindo (coisa que até não é do meu apanágio mas pronto :P) porque o tema tem muito que se comente...

1º sou antiquado neste aspecto, nasci certamente na época errada, e tal como a blogueira se estou com alguém, estou com alguém, não penso, não fantasio e (quase) que não olho para mais ninguém :P e espero também que quem comigo esteja o saiba e funcione da mesma forma, pelo menos a 90% (eu vou acreditando)... Podem chamar exclusividade, eu prefiro chamar respeito e força de sentimentos, senão não se iniciaria nada não é?
2º Não me vejo, pelo menos até à data, envolvido numa relação "colorida", embora já tenha tido algumas possibilidades... mas não é do meu feitio. normalmente se interessa procura-se iniciar algo, se não interessa, amigos na mesma :D
3º Pelo meu (mau) feitio entendo que deva ser difícil lidar comigo em algumas situações, portanto procuro não exigir nada e procurar dar tudo o que posso...conclusão, normalmente o lixado sou eu lol
4º (e ultimo) não gosto de pensar em exclusividades, no verdadeiro sentido da palavra. porquê? porque normalmente isso leva-me a pensar em possessão, o que normalmente descamba em ciúme, algum doentio e, por consequência, à destruição da relação, seja ela de que tipo for e, obviamente, a discussões estúpidas e sem sentido ou nexo. Como detesto e não sei viver ou agir em ambientes conflituosos, deixo o ciúme debaixo de uma pedra...
e aqui chego ao meu ponto de vista fundamental... não será a tal "exclusividade" algo dúbio e que tem a ver apenas e só com os devidos intervenientes? Senão como explicar as relações de swing e outras? Não partirá da cabeça, valores, amplitude de visão e outras de cada um? Afinal, quem pode dizer que um casal que todos os fins de semana procura fugir da sua rotina indo ao encontro de outras pessoas não vive uma relação de exclusividade? afinal trata-se apenas de carne, não de sentimentos ou, se quiserem chamar, almas! Isto para citar um exemplo...
e pronto, para quem queria isto resumido acho que não me correu bem :P

Cor do Sol disse...

Se gostares mesmo da pessoa, ainda que apregoes que a falta de exclusividade não te magoa isso é mentira e cria marcas muito profundas.

SunGod disse...

ah... conclusão 2:

exclusividade, sim, mas nunca de uma forma radical... afinal de contas, nunca se sabe o que o destino trás :D

Cristina disse...

Bombocaa, por isso é que foste a 1.ª a ter conhecimento deste post... se não fosses tu, ele não existia ;)

Sungod, caraças, pá. Pensei que o homem dos testamentos fosse o Calvin. Como te conheço minimamente (afinal de contas, foram alguns anos de convívio), sei qual é a tua opinião sobre este assunto. A exclusividade nunca foi posta em questão durante o tempo em que estivemos juntos. Mas a questão que levantas sobre o 'swing' já é radicalizar a coisa.
A minha ideia (e da Bombocaa) era uma coisa mais simples: numa 'amizade colorida', chamemos-lhe assim, até que ponto se pode exigir... entre aspas... "quecas e beijinhos, só comigo e mais ninguém!"??

Cor, sim, sem dúvida. Quando se fala em amor, o caso muda um pouco de figurino. Apaixono-me com relativa facilidade, talvez por isso, quando me envolvo, é porque gosto da pessoa, senão não o faria. E talvez por isso, a minha zona de conforto seja perto da outra pessoa. E isso faz com que seja fiel, mesmo que a relação não o exija.

Uiiii... este tema está a ser bem dissecado!! Bombocaa, we did it!! :)

Beijoooosss

Ana disse...

Para mim, uma amizade colorida nao deve exigir exclusividade, a amizade colorida "nasce" como forma de as pessoas se poderem conhecer e se a relacao progredir e continuam a querer juntos passa-se ao proximo nivel, mas isto se ambos o quiserem, se uma das partes nao quer passar a outro patamar, fica com um problema que e ou aceita a relacao como estava (sem exclusividade) ou afasta-se!
( na esperanca que essa parte que nao cedeu sinta a falta...)

SunGod disse...

nem ninguem falou disso... a questão do swing era precisamente essa... chegar ao radical da questão, ou afinal conheces mais algum tipo de relação onde a fronteira entre a exclusividade e o levianismo é tão parca? eu consigo, por um lado, compreender a mente dos swingueiros (esta palavra é bonita lol)... afinal de contas "podes ter uma noite ocasional com outra pessoa, desde que com o meu conhecimento, e desde que continues a amar-me por mim tudo bem" não me parece uma coisa assim tão descabida...

na questão sobre amizades coloridas nem se coloca essa hipótese... afinal de contas quem se mete num tipo de relação dessas já sabe à partida ao que está sujeito não? ora se é um tipo de relação para, como tu dizes, beijinhos e quecas, então, a colocar-se a hipótese da exclusividade já se está a entrar no campo dos sentimentos mais aprofundados, logo a caminhar para uma relação, ou pelo menos tentativa de uma relação mais séria e com outros objectivos, e, portanto, com outro nome...senão, qual era a lógica de existirem "amizades coloridas"? :P

ah... para finalizar... convívio? pronto está bem lol é uma maneira suave de dizer as coisas (nada de arrebitares o nariz que eu percebi a intenção) :P

Miguel F. Carvalho disse...

para mim não há relações sem compromisso, seja a nível amoroso, familiar, amizade...

se há um elo que nos liga a outro - relação - os princípios têm de ser sempre os mesmos... honestidade, sinceridade, cumplicidade...

uma relação sem compromisso não tem isso tudo, ou se tem, encontra-se certa forma fragilizada...

Tinta Permanente disse...

ãhh, eu prefiro continuar católica! lol

mik@ disse...

olha eu tenho uma coisa assim, nem peixe nem carne... amizade colorida. acaba por ser uma treta porque há momentos em que se precisa de mais e é complicado exigir isso a um amigo... enfim... comigo nao ha pontos sem nós. eu só queria que fosse tudo mais simples :)

Blue_@ngel disse...

Esse assunto é uma faca de dois gumes.
Normalmente o que acontece é que não há exclusividade de um lado e do outro há. E quando isso acontece, há confusão.

Beijocaas.

Ulricka disse...

Para mim nao ha ca relacoes que nao sao nem carne nem peixe. Ou e ou nao e. Ja tive a minha dose disso e acho que quero algo mais, pelo menos mais verdadeiro.
Se nao ha exclusividade entao nao e uma relacao, pode ser muitas outras coisas...
Beijinhos e desculpa a falta de acentos. :)

Cristina disse...

Ana, e achas que poderá haver essa inevitabilidade do sentir saudades?!

Sungod, fazes-me perder minutos de vida a ler os teus comentários, pá!! Eu sei que percebeste a ideia... quanto ao tema: o swing já passa uma outra fronteira. Isso já nem sequer se mete em questão numa 'amizade colorida' já que é disso que falamos. Um casal, amigos ou simplesmente conhecidos, não interessa, costumam dar umas quecas e uns amassos. Até que ponto um dos intervenientes pode enciumar e exigir a tal exclusividade? Isso é o que eu quero saber. Aliás, a minha posição está mais do que esclarecida. Quero saber o que pensam disto!

Miguel, vais de encontro ao que penso. Porque apesar da tal relação não exija compromisso, há um grau de intimidade que é inerente.

Tinta, e não é preciso dizer mais nada.

Blue, pois... é uma questão complicadita. Mas já percebeste que sou uma gaja que gosta da confusão.

Ulricka, houve um avanço nas relações. Quando eramos miúdos, curtíamos, agora hás as 'amizades coloridas', porque a sociedade tornou-se um bocado hipócrita no que ao amor diz respeito. Não é necessariamente mau, mas leva a graus diferentes de satisfação.

Beijoooosss

Ana disse...

Isso agora depende muito da razao pela qual a parte em questao se encontra numa relacao desse tipo.
Se essa parte tiver saido de uma relacao longa em que saiu desgastada, se a relacao anterior foi tambem uma "amizade colorida", se a pessoa esta sozinha ha muito tempo ou nao, e tambem e diferente para homens e para mulheres, como seria de esperar mas mais que isso tem muito a ver com as "mazelas" da relacao anterior e as razoes pela qual a pessoa se encontra numa relacao deste tipo.
A amizade colorida a partida e uma relacao em que ambas as partes por uma razao ou outra decidem que se querem conhecer, houve algo no passado de ambas que as levou a escolher nao ter, nem dar exclusividade a um outro, mas muitas vezes as mulheres entram na relacao com a velha ideia que "ah e tal, ele muda!" e depois isso nem sempre acontece... os homens neste campo ja racionalizam mais a coisa! (como em quase tudo)
Depois de uma das partes ver que ja conheceu, que quer mais, ai e como disse deve ser verdadeira consigo mesma e com o outro, se o outro quiser avancar, optimo, se ele nao quiser a bola esta do teu lado, ou ficas e aceitas as coisas como sao ou afastaste para nao o sentimento nao crescer e/ou afastaste na esperanca que a pessoa sinta falta. (Eu pessoalmente ja vi casos em que isso aconteceu!)

Abobrinha disse...

Cristina

Não vou comentar a questão mais que isto: ninguém se meta num esquema que não está preparado para aguentar. A maioria das mulheres envolve-se, pelo que não aguenta com estas situações. Não sem se magoar seriamente, e isso ninguém merece.

Há coisas que eu não aguento, há coisas que eu não compreendo porque não fazem parte do que eu sou. Para mim uma relação (qualquer que ela seja) é de exclusividade, sem necessidade para pré-definir... e eu não sabia que era preciso definir as coisas assim. Mas vive-se e aprende-se...

Bacardi disse...

Boas a todos. Caí aqui vindo do blog da Abobrinha. Se não gostarem de mim, peçam-lhe satisfações a ela :P

Falando um pouco a sério de relações a brincar, vejo as amizades coloridas como um pré-namoro, um “deixa ver se dá”, com alguém por quem acho que poderei vir a sentir algo sério. Quando é assim, digo logo de inicio como sou e o que espero: e sou a favor da exclusividade de ambas as partes. Se a outra pessoa não for assim, opto por manter ou não essa relação. Isso depende de caso para caso. Mas, mais do que a exclusividade ou qualquer outra coisa, prezo a sinceridade.

Se for só alguém com quem matar o tempo nem levanto esse tipo de questões. Vejo essa pessoa como amiga e boa companhia. Da mesma forma que não peço a uma amiga para não ter namorados porque gosto da companhia dela, também não pediria a uma”amiga com extras” para não ter nada com ninguém.

 

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