8 de dezembro de 2008

Eu sei que sou estranha

Ando muito preguiçosa. E adoentada. E quando estou assim, a única coisa que me apetece é ficar sossegada. Pensam que tive essa sorte? Nem por sombras. O meu irmão teve um acidente. Bastante grave, diga-se de passagem. Mas, nesta família, devemos ter nascido com uma estrelinha do nosso lado, porque apesar do carro ter recebido guia de marcha para a sucata, ele só tem uns arranhões - consequência dos vidros partidos.

Foi só mais uma mini-crise familiar. Mas suficiente para todos nos apercebermos que somos ínfimos. E que, hoje, agora mesmo, estou a escrever estas palavras... mas e amanhã? A Djinn, há uns meses, lançou-me o desafio de enumerar as oito coisas que quero fazer antes de morrer. Querida, não me esqueci do desafio, mas continuo sem saber quais são os itens da minha lista. Posso fazer uma lista com apenas um item? 'Ser feliz' conta como coisa a fazer?

Às vezes, penso noutra coisa... e acho que só nestas alturas em que algo de grave nos bate à porta é que temos tendência para pensar nisso... quem é que seria a última pessoa a ouvir a minha voz? Quem é que seria a primeira pessoa a sentir a minha falta?

18 estrelinhas:

aoutrarua@gmail.com disse...

Quem será que eu quero que oiça a minha voz ou que sinta primeiro a minha falta? Depende de como vivemos. E coisas assim ensinam-nos isso mesmo, a viver felizes com pequenas coisas. Fico contente que tudo não tenha passado de um susto.
(Olá :-P)

Miguel F. Carvalho disse...

ser feliz não conta!!

não podemos olhar para a felicidade como uma coisa que vamos encontrar um dia (estilo viagem de comboio Lisboa ao Porto... já cheguei ao Porto!!)

o objectivo não é chegar à felicidade mas vivê-la no dia a dia... quem procura a felicidade para um dia futuro nunca a vai conseguir viver no presente...

Cristina disse...

Outrarua, olá e bem-vinda! São apenas pensamentos que me assaltam. Óbvio que a minha família está no primeiro plano... são eles o meu amparo... e para além da esfera familiar?! É isso que me torra o pensamento :)

Miguel, não vale, mas devia valer. Quantas e quantas pessoas não têm momentos de felicidade? Tento fazer, de cada instante da minha vida, um momento feliz e do qual não me arrependa... às vezes sou bem sucedida, outras vezes nem tanto. Mas é a caminhar que se constrói um trilho! :)

Beijoooosss

Abobrinha disse...

Cristina

Não és nada estranha e eu também já coloquei este tipo de questões no meu blogue e não só (mas eu SOU estranha).

Não sei quanto tempo demorariam a sentir a tua falta nem quem seria o primeiro. Mas acredita que sentiriam. E olha que estou só a falar pelo que li aqui no teu tasco. Ou seja, falta-me todo o resto da tua vida, pelo que deve ser uma lista ainda mais considerável.

Vá, despacha-te com a lista de coisas que queres fazer antes de quinar! Mas faz isso light, que é para o pessoal se rir! Nem sempre ser sério demais é bom!

Cristina disse...

Abobrinha, toda a minha vida é imenso tempo. E acredita... tenho uns 'vipes' graves :D

NI disse...

Minha querida, se és estranha então não existe adjectivo para me classificar.

Tal como tu, tento encontrar a felicidade em pequenos instantes.

Tal como tu, coloco a minha família em 1º lugar. Mas gostaria de ter hipóteses de me despedir de uma outra pessoa em particular.

As melhoras para o teu irmão caçula que teve muita sorte e para ti.

Beijos

Cristina disse...

Ni, é essa a minha dificuldade: despedir-me-ia de quem em primeiro lugar? Da pessoa que ocupa o meu coração? Da minha melhor amiga? Do meu melhor amigo? Do amigo com quem não falo há um mês, porque andamos emburrados um com o outro e somos demasiado retorcidos para dar o braço a torcer?

O meu irmão está fino... obrigada pelo carinho :)

Abobrinha disse...

Cristina

Estava a falar de toda a tua vida "offline": tens mais pessoas que sentiriam a tua falta, acredito.

De quem te despedirias primeiro ou em último? Isso não seria escolha tua a não ser que escolhesses a tua hora. E isso podia ser má onda!

Preocupa-te com as tais pequenas coisas e disparates, porque o resto não controlas. Diverte-te!

E se não tivesses "vaipes", também não teria piada nenhuma, não achas? Um pouco de loucura e de profundidade só fazem bem! Mas um pouco de superficialidade também! TUdo na dose certa!

Cristina disse...

Abobrinha, sim, eu percebi. Suponho que tenho. Mas, às vezes, não tenho assim tanta certeza...

Gosto de colocar as questões nos limites: se eu soubesse que ia morrer, quem é que seria a primeira pessoa a quem eu iria telefonar?!

Ia telefonar àquela pessoa mais especial e dizer "Gosto muito de ti"? Ia telefonar ao meu amigo e dizer-lhe "És um parvalhão, mas eu adoro-te! E desculpa"? Ia ligar à minha melhor amiga e dizer-lhe "És uma das pessoas que mais amo nesta vida"?

Ou mais radical ainda: quem me iria levar a sério e atender ao meu pedido?!

Metade de Meio Litro disse...

Sigo o teu Blog à algum tempo, mas só hoje me atrevi a comentar.

Passei por uma situação semelhante, mas, no meu caso era eu que ia dentro do carro, também não houve danos graves, só a viatura foi para a sucata.

A felicidade absoluta não existe, a vida é feita de binómios, bem/mal, quente/frio, doce/salgado,...

Existem sim momentos felizes e são esses que devemos procurar, às vezes é tão simples, uma visita surpresa de um amigo, um telefonema inesperado, um sorriso na rua de um desconhecido, a felicidade de um amigo, enfim...

Em relação à tua dúvida final, não posso responder, posso apenas dizer que também os leitores do teu blog, mesmo aqueles que não conheces, sentiriam a tua falta, não duvides.

E se me permites, para o final uma sugestão para um próximo fim-de-semana de lazer.

http://www.quinta-santabarbara.com/benvindos.htm

aoutrarua@gmail.com disse...

Quem te levava a sério? Quem te conhece suficientemente bem para perceber na tua voz! Atender o pedido, qualquer pessoa decente...
O que eu quero dizer é que a marca que deixarias a cada pessoa, quem te ia perceber, socorrer ou até pressentir que algo estava errado com poucas palavras da tua parte, tudo isso, depende de como vives agora :-) Por isso, eu poria 2 itens na minha lista: ser feliz e fazer felizes aqueles que são importantes para mim.

Cristina disse...

Metade de Meio Litro, estou a experimentar agora momentos de felicidade, não duvides. Este post é apenas mais um... este blog não pode ser só palhaçada ;)

Outrarua, o Miguel disse que "ser feliz" não conta :D

Beijooooss

Sadeek disse...

Mi cuuuuuuore.....ainda bem que o ano está a acabar... :S

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOS

Tinta Permanente disse...

Vejo a felicidade como um estado normal, inicial, adquirido... e não algo por conquistar.

Pensa na boa sorte. Bjs.

Cristina disse...

Sadeek, ainda bem mesmo. Porque apesar de uma ou outra coisa boas, 2008 é para esquecer... definitivamente!

Tinta, não diria adquirido... confesso que vejo os momentos felizes que tenho como uma recompensa pelos momentos menos bons que tenho passado. Afinal de contas, não pode ser tudo mau, não é?

Beijinhos

♥ Pedaços de Cor♥ disse...

Eu sinceramente nao saberia responder bem a essas perguntas... mas acho que nunca saberemos.

As melhoras para ti e para o teu mano.

beijihno **

Djinn disse...

Minha querida amiga, tu sabes que era apenas uma brincadeira :)
A minha opinião real sobre o assunto conhece-la muito bem!

Ah e olha que não me esqueci da pijama party ;) tou a preparar as coisas para janeiro ;) ehehehhe
beijinhos!

Cristina disse...

Pedaços de Cor, eu não sei responder. E por mais que pense... não chego a nenhuma conclusão

Djinn, eu sei que era uma brincadeira, mas fiquei a matutar. Não é defeito, é feitio

Beijoooosss

 

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