29 de agosto de 2006

Qual é a melhor idade para correr riscos?

Tenho 23 anos, tirei o curso há 1 ano e estou nesta Junta de Freguesia há 9 meses (sensivelmente)... todos os dias há alguém que me diz que em Leiria não vou ter qualquer hipótese de me desenvolver enquanto jornalista. Todos os dias há alguém que me pergunta "Porque não vens para Lisboa?". Todos os dias tenho pesadelos sobre todo esta situação: porque sou uma menina da mamã, porque tenho aqui os meus amigos, porque tenho medo de deixar um trabalho, aparentemente, seguro, porque tenho cá o meu namorado, porque... porque... merda!!

"Se não arriscares agora, vais ter dificuldades mais tarde" - disse-me o Pedro um dia destes. Eu sei que ele tem razão, mas eu sou uma menina da aldeia com medo da cidade grande. Vejo-me pequenina ao lado dos prédios grandes, negros, com bocas gigantescas e que me gritam «Não és daqui!!»

Eu sei que devia esquecer por uns instantes que tenho medo, mas outros arriscaram e tiveram êxito, porque serei eu uma excepção? Eu sei que esta é a melhor idade para arriscar, ou vou-me desculpar com a crise e, mais tarde, serei uma trintona frustrada e desiludida com a vida que eu própria escolhi...?

6 estrelinhas:

xica disse...

O truque é não pensar muito...arriscas e pronto! Se ambicionas por uma carreira no jornalismo, lança-te a ela...afinal Lisboa não é assim tão longe! Não percas tempo rapariga...

Danilo Mattos disse...

A gente tem o costume de trocar liberdade por segurança. Troca-se a liberdade de andar pela segurança de não tropecar. Nem sempre vale a pena. É muito dificíl decidir sobre isso. Ainda mais quando o terreno é irregular. Espero que te decida pelo melhor que só vc sabe qual é.

LIJEALSO disse...

Uma vez, no âmbito de uma discussão entre 2 pessoas alguém disse: a verdade está algures no meio de vós...

Entre o lá e cá, onde quer que sejam, entre as inquietação e o sossego, entre o ficar e o partir, aí está a solução.


Mesmo que tal não pareça, deixamos a nossa marca onde passamos (por vezes imperceptível). O caminho não é olhar para trás e ver oque deixámos para trás...é ir marcando, lá à frente, o nosso caminho...

Beijos.

k@chume disse...

Riscos são riscos, no entanto, eu encaro essa tua questão da seguinte forma: 1º Vida de jornalista não é fácil, isto porque é, seguramente, o sector onde há a maior taxa de desemprego. 2º Não basta teres qualidades na área, precisas também de muita sorte. Posto isto, tens alguma "cunha", neste meio, em Lisboa? Eu - que ainda estou, e cada vez mais, a aprender isto de ser jornalista - pelo sei, através de uma colega que estudou e trabalhou lá 11 anos, és "comida viva". É certo que é isso que puxa por ti, mas eu coloco "..." sobretudo porque olho para o panorama de emprego. Gosto do que faço, mas tenho consciencia que a oportunidade de ouro, agora, estou a tê-la aqui em Leiria, na imprensa regional. Mais tarde, logo se vê. Para quem já não tem a "segurança" dos papás, compreendes porque vejo as coisas assim :)

Garras12 disse...

HUM...ora bem, deixa la ver como é que vou descalçar esta bota.

Eu não sabia que eras jornalista eh pa!!!!! quando eu disse que odiava jornalistas (comentario ao post 10 coisas que gosto vs odeio) não queria generalizar, no fundo estava-me a referir aqueles otarios sensacionalistas e que só fazem é vasculhar e ingerir na vida das pessaos aproveitando para explorar certas coisas.

Isso é que eu odeio, mas o jornalismo de reportagem é muito bom e de qualidade....Espero ter sido claro no meu odio aos jornalistas...

Estou perdoado?

:)

Agora em relação a ti, o facto de trabalhares na junta de freguesia ou no Times vai dar na mesma, so que a diferença é apenas financeira, estatutária o trabalho é igual...Estás a ser jornalista na mesma...:)

O problema das pessoas nos dias que correm é que tentam atingir a todo o custo e o mais rapido possivel patamares profissionais que lhes permitam ter status e dinheiro a rodos, nem que para isso tenham de esquecer todos os valors inerentes à própria profissão.

Eu sou daquele tipo de pessoa que acredita que para se ser, por ex, um bom Padeiro, temos de saber como plantar o trigo, que tipo de trigo existe, qual o melhor para fazer a farinha, qual a melhor forma de a fazer, como a usar para a confecção de um bom pão, e para isso nada melhor do que começar por ai mesmo....plantar trigo, moer trigo, fazer farinha, escolher a melhor para então dar origem ao magnifico pão.

Sabes, uma das coisas que eu adoro é piripiri, picantes etc...essas coisas fascinam-me, não costumo abusar disso na comida, mas confesso que me fascina.

Então, eu podia muito bem comprar pimentas, ir a iternet sacar uma receita de piripiri e confessioná-la...simples, rapido eficaz...mas perdia toda a emoção.

Resolvi então pesquisar os varios tipos de pimenta que existem, fui a procura nas cooperativas, comprei sementes de vários tipos de pimenteira, plantei la em casa, fiz uma cultura variada, desde chili pepper, piripiri e malagueta, demorou quase 6 meses até atingirem um metro de altura, começaram a dar flor e neste momento eu tenho centenas de varios tipos de pimentas verdinhas prontas a amadurecer, entretanto fui investigar qual a melhor forma de fazer o molho picante caseiro, falei com pessoas, vi como se faz e tou pronto a fazer o meu primeiro molho picante.:)

:)

Garras12 disse...

Ah esqueci-me de te dizer uma coisa.

A tua decisão de mudares para a cidade ou seja la para onde for, só a ti diz respeito, não deixes que os outros te moldem as ideias, pensa por ti, tira as tuas conclusões e pensa naquilo que é melhor para ti.

Eu moro numa cidade grande, ja vivi em Setubal que é parecido ao Funchal, já vivi em Lisboa e digo-te uma coisa...ha mais trintonas frustradas nessas cidades do que em Leiria, disto podes ter tu a certeza.

Eu não dou conselhos a ninguem, não me acho no direito de o fazer, a unica coisa que gosto de fazer é alertar as pessoas para as vantagens e desvantagens das coisas, do meu ponto de vista e se queres que te seja sincero...Entre Leiria e Lisboa eu escolhia Leiria.

Se me perguntassem entre LEIRIA e PARIS, eu escolhia Paris....sem duvida.

 

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