16 de agosto de 2012

Petição: vamos fechar Portugal em Agosto!

Tenho para mim que devia ser instituído na Constituição Portuguesa a total proibição de trabalhar em Agosto.

Agosto é aquele mês, por excelência, em que o nosso País simplesmente não existe. As pessoas vão de férias, as pessoas (mesmo que não estejam de férias) trabalham ao relantim, as pessoas têm calor, as pessoas ficam com preguiça... há uma instalação total de uma modorra indolente e invicta.

Em Agosto, passeia-se, mas com o medo de esturricar os miolos. Em Agosto, vai-se até uma esplanada. Em Agosto, as pessoas levantam-se mais cedo, sem dizerem "ainda é tão cedo!". Em Agosto, as pessoas deitam-se mais tarde - mesmo que trabalhem no outro dia - sem dizerem "aiiii, que já é tardíssimo!". Em Agosto, a frase mais ouvida é: "então... e essas férias?". Em Agosto, não se recebem emails de trabalho, nem chamadas telefónicas, nem caldinhos urgentes.

Para evitar situações desagradáveis, devia-se fechar certos departamentos do País logo a 1 de Agosto e só voltar a 1 de Setembro, mais fresquinhos e airosos.

Quem está comigo?

15 de agosto de 2012

O renascer do Cavaleiro das Trevas

Li algures nas ondas do éter internáutico que o Christopher Nolan, realizador dos últimos 3 Batman's, disse que o o final de "The Dark Knight Rises" é o final da trilogia e que impossibilita uma sequência.

O senhor é que é o especialista, mas, na minha singela opinião, o que faz é encerrar o capítulo de um livro e abrir logo outro de seguida... como naqueles livros em que já sabemos quem é o assassino, mas aparece uma pista que nos leva noutra direcção completamente diferente, e as nossas certezas desvanecem.

"The Dark Knight Rises" é um bom filme. Tem as sombras e a escuridão necessárias para que Batman se sinta como que desmotivado da sua "task mission". Tem um vilão. Tem os seus "sidekicks" bem definidos - sabemos quem são os bons e os maus. Tem um twist e tem um final que deixa coisas no ar...

Tem Christian Bale, tem Morgan Freeman, tem Michael Cain e Gary Oldman. Tem Marion Cotillard e Anne Hathway. É este leque poderosíssimo de actores que fazem deste filme um bom filme.

12 de agosto de 2012

A 4 dias úteis das férias...

... estou a descabelar-me! OHHHH YEAHHHH

E daqui a 10 dias faço check-in, de novo, aqui... boa vida, "mi aguardi"!


31 de julho de 2012

Cafuné

Prometi, não prometi?!

28 de julho de 2012

The final countdown

Juro pela minha saúde que continuo a gostar dos resistentes que, eventualmente, ainda me seguem. A sério que gosto muito de vós, mas tenho andado com um cansaço louco e várias questõezinhas de pé e nem sempre tenho vigor físico e mental para aqui escrever.

Sei que o cansaço não serve de desculpa para tudo, e que tem sido sempre a minha escapatória para me justificar perante vocês, mas prometo que me vou tentar retratar e tratar-vos da forma que merecem: carinho e respeito.

 Peço-vos mais umas semaninhas de paciência, porque daqui a alguns dias entro de férias (dia 20 de Agosto! OH HELL YEAHHH) e poderei extravasar tudo o me vai no peito; já poderei descansar o suficiente e escrever-vos coisinhas fofas e fazer-vos cafunés.

 A partir de hoje, estará estrategicamente, colocado um contador regressivo, na parte direita do Estrelices... daqui a umas semanas tudo vai mudar! Estou a planear uma surpresa para vocês e para o blog... todos nós merecemos um "refresh"!

Só preciso de perceber como não apagar certas coisinhas do blog - como já fiz no passado... if you know what I mean! Desafio-vos portanto a virem-me visitar daqui a mais ou menos 49 dias. Pode ser?

19 de julho de 2012

Mais um dos bons que partiu...

O James morreu. Assim, cruelmente levado por uma insuficiência renal que o fazia sofrer horrores, especialmente quando fazia hemodiálise.

O James morreu há uma semana e, lamentavelmente, só soube hoje. As notícias que vêm do outro lado do Atlântico nem sempre correm com a velocidade desejada.

O James morreu e com ele morreu também a gargalhada que dizia lançar quando lia os meus textos. De quando em quando enviava-me um email a agradecer. E estupidamente, demasiado embrenhada nas minhas coisas, nem sempre agradecia a gentileza.

Hoje, bem alto, quero dizer OBRIGADA, JAMES...

28 de junho de 2012

O Euro já lá foi, o S. Pedro está quase a chegar (e os Olímpicos também... )

Eu, pecadora, me confesso. Não tinha fé nenhuma no jogo de ontem. Por várias razões: porque os nossos suplentes são aqueles que toda a gente conhece, enquanto que os outros tinham, só por exemplo, o Torres e o Fabregas; porque os sacanas dos espanhóis são fechadinhos fechadinhos, porque os sacanas dos espanhóis são campeões da Europa; porque os sacanas dos espanhóis são campeões do Mundo; porque os sacanas dos espanhóis também estão em crise e que, sendo assim, as forças misteriosas e ocultas que regem os destinos do futebol podiam ficar divididas entre nós e eles... porque o árbitro é turco; porque... mimimimimi... podia ficar aqui o resto do dia.

Saí do trabalho e apanhei um trânsito do "demóino". Comecei a enervar-me. Cheguei a casa já depois das 19h... enervadíssima.

Vi as equipas a alinharem-se no campo. Ouvi os hinos. Vi os primeiros 45 minutos e gostei. Vi os segundos 45 minutos e também gostei, mas os nervos continuaram ali, a mangar de mim...

Vi o prolongamento e pensei "Catano, querem ver que me enganei e ainda vamos à final...".

A merda dos penalties deu cabo de tudo.

Eu, pecadora, me confesso: assim que vi o Bruno Alves pegar na bola, agarrei no penacho verde-amarelo-vermelho que ofereceram, meti aquilo dentro da mala, porque já sabia que ia correr mal.

Gosto muito do Bruno Alves da selecção. É um rapaz apessoado, bastante saudável e tudo e tudo e tudo, mas não é moço que se meta a chutar penalties. Porque não é. Ponto final.

Foi um dia enervante, "portantes". Mas venham os Jogos Olímpicos e uma vitóriazinha da Telma Monteiro que isto já me passa.

Metam, na televisão, um puto qualquer a ler uma carta que "escreveu" aos atletas olímpicos a dar-lhes força para irem mais longe, mais forte e mais rápido e a "portugalidade" volta aos seus níveis de confiança.

24 de junho de 2012

Senhora?! SENHORA?!

Uma pessoa não pode ir ao supermercado sem ser, violentamente, violada na sua moral.... onde é que este mundo vai parar?!

Num corredor estreito de uma grande superfície comercial, eu aguardava que um miúdo e o seu respectivo pai passassem para eu chegar aos iogurtes, quando, de repente, vindo do nada como uma chapada, o senhor vira-se para o filho e diz:

"Deixa passar esta senhora!"

Senhora? Senhora? SENHORAAA??? Senhora é a minha mãe, palerma!!

E o domingo que tinha começado tão bem. GRRRRRR...

13 de junho de 2012

Trauma de S. António

Os festejos de Santo António despertam em mim, todos os anos, um misto de alegria (pelas festas, pelos petiscos, por ser Verão, etc...) e de tristeza profunda.

Explicando...

Há muitos e muitos anos, teria eu à volta de 12 ou 13 anos - não façam contas, foi à mais de metade da minha vida - na escola preparatória que frequentava preparava-se um arraial dedicado aos Santos Populares. Todos os anos, o ano lectivo encerrava com uma festarola normalmente sugerida pelos alunos e preparada durante o último período.

O "projecto" proposto na disciplina de Ciências Naturais era, imagine-se, cuidar de manjericos. A professora deu-nos todas as instruções possíveis e imaginários que apontámos nos nossos dossiers, e levámos os nossos vasinhos para casa, cerca de uma semana antes do arraial.

Passados uns dias, chego das aulas e vejo o meu manjerico completamente falecido. Nem uma folha se lhe aproveitava.

O meu desespero. Ia chumbar a Ciências. Tinha morto o manjerico. O arraial ia ser um fiasco, porque o manjerico estava morto. Como ia dizer à professora no dia seguinte que tinha assassinado o manjerico?

No dia seguinte, meio a medo, fui falar com a professora. Aparentemente, os manjericos morrerem era banal. Aparentemente, todos os manjericos de uma outra turma tinham-se finado... a escola já previa isso e tinha manjericos para dar e vender.

NÃO PODIAM TER DITO LOGO, RAIOS?!

10 de junho de 2012

Eu, o Euro 2012 e o Sto. António

Imagine-se que é preciso vir o Euro 2012 para este blogue dar de si. 

Do 1.º jogo tenho a dizer que os caracóis estavam soberbos, as bifanas podiam ter sido melhores e a sardinha (congelada?) estava bastante aprazível. Obviamente que vi o jogo, mas confesso que a minha atenção estava no pratinho de moluscos que estava à minha frente e na imperial bem fresquinha que me soube pela vida. 

Acho que é tãooooo português virem as desculpas da falta de sorte que nem me dei ao trabalho de ouvir as flash interviews, nem de ler os cabeçalhos dos jornais. É o triste fadinho que nos persegue desde 1996 (quando começámos a ser presença regular nas fases finais destes campeonatos). 

Não achei que Portugal tivesse jogado mal; mas entraram "borradinhos" (expressão do meu excelso gajo!) e não foram os últimos 10 / 15 minutos que iam mudar o rumo das coisas, numa altura em que estavam já desesperados. Aquele lance do Pepe que fez gritar todos aqueles que estavam no espaço da Voz do Operário é que deveria ter lançado a equipa para a frente...

Enfim... quarta-feira temos mais Portugal... e lá estaremos nós a apoiar, de calculadora numa mãe e um rosário na outra. 
 

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