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29 de abril de 2018

O que temos feito ultimamente?!

Estou em "silêncio" há algum tempo, neste espaço. Mas isso não quer dizer que não andemos a fazer cenas, porque andamos.









3 de dezembro de 2016

O blogue e a vida real

Quando criei este blogue, a ideia era, simplesmente, escrever. Tratar este espaço como se fosse um diário onde registava momentos, situações, ideias, etc etc etc
Este blogue assistiu a namoros e a términos; assistiu a mudanças de emprego, e até de distrito de residência. Assistiu à minha gravidez, ao nascimento e ao crescimento do Kiko. Continuo a ser eu, aqui deste lado do ecrã. Com mais anos, com mais quilos e ainda sem cabelos brancos ou rugas, porque a Mãe Natureza, até este momento, tem sido simpática. 

E, ao olhar para outros blogues, não deixo de reparar como estes espaços tão pessoais se tornaram vendáveis. Produtos aos pontapés, lookbooks com as marcas escarrapachadas, os "preferidos" do mês... e penso: mas quem raio tem tempo para isto?! 

Durante a semana, é levantar, preparar o garoto e pôr mãos ao trabalho. Enquanto tomo o pequeno-almoço, vejo um episódio de uma sériezinha... vá... ainda dou essa de barato!
Ao fim-de-semana, sou acordada (cedo, claro...), e enquanto ainda estou meio-comatosa no sofá, o pequeno vê bonecos. 

Ou seja, não tenho cabeça, nem "alembradura" para tirar fotos quas'idílicas dos nossos momentos, do nosso pequeno-almoço, dos looks ou dos cuidados matinais. Epahh, não dá. Uma pessoa "normal" não consegue... 
E aqueles brunches impossíveis?? Quando vou a um brunch, e são raras vezes, sublinho desde já, devo, provavelmente, ter umas quatro horas de acordada, e se estou à mesa, com comida à frente, como-a. Não lhe tiro fotos. Lamento!

Hoje, sábado, tinha uma montanha de loiça para lavar, roupa para pôr na máquina e um chão de casa que nem é bom pensar. Ainda pensei em fazer a árvore, mas depois das últimas mudanças feitas no mobiliário... não sei onde pus as decorações. Por isso ainda não foi hoje que nasceu a árvore de Natal no cantinho da sala. Nem sequer uma luzinha pisca-pisca...

(nota mental: se quiser ser uma pessoa influente na sociedade, acho que tenho de começar a organizar-me)


22 de novembro de 2016

Constatação: ele já não é bebé!

A escolinha corre bem. Já tem montanhas de amiguinhos, em especial, o Rodrigo e a Madalena. Gosta das aulas de ginástica. E a comida é invariavelmente boa.

Olho para ele e vejo que o meu bebé está enorme. O meu bebé já não é bebé.
Olho para ele e quando penso em comprar, nos saldos, coisas para o próximo ano, tenho de fazer uma ginástica mental brutal para me lembrar que tenho de procurar roupas para 4-5 anos.

Ainda mal largou as fraldas e já me pede se o "Rudigo pode vi bincar comigo, na minha caja". Convidar amiguinhos cá para casa... imagine-se!!!

Vejo-o, sentadinho no sofá, com os catálogos de brinquedos, a escolher prendas para ele e para as três primas (as gémeas e a prima bebé). O ar compenetrado dele é avassalador (odeio a palavra "avassalador"... prefiro o equivalente inglês "overwhelming").

E sinto que o meu coração pode, de repente, saltar-me do peito, tal é a comoção que trago em mim.

Claro que também me tira do sério, enerva-me, ralho com ele e ponho-o de castigo. Os brinquedos já foram parar à arrecadação por duas vezes, e não põe os olhos em cima da bicicleta há semanas... ultrapassa todos os limites possíveis e imaginários. Aquela coisa da parentalidade positiva? Sure (só que não!).

Às vezes, penso que ele tem um diabinho e um anjinho por cima de cada ombro que lhe vão dando indicações. De quando em quando, um deles está de folga, certamente, e o outro fica a tomar conta do estaminé.

Estou a escrever este texto e a pensar em quanto ele é esperto, giro... usa a lógica de forma irrepreensível... e as birras... pufff... acontece-lhes o mesmo que ao Chocapic.

Há uns dias, fui buscá-lo à escola, e só quando estava no carro é que me apercebi que estava sem meias. Contou-me uma história estranha. Voltámos atrás, claro. A auxiliar lá me contou que depois da aula de dança mandou os meninos tirarem as meias antiderrapantes que usam, para calçarem as "normais". O Kiko, nesse dia, leva apenas e tão somente as antiderrapantes.
"Como ele é tão obediente, tirou as dele também, e nem me apercebi. Desculpe, mãe!", explicou ela.

Oi? Desculpe? Obediente? Ele? Quem és tu e o que fizeste ao meu filho?! São estas pequenas coisas...
Não devo estar a fazer sentido algum, mas, para mim, resulta...



29 de abril de 2016

A simpatia das pessoas

Hoje, tinha um trabalho às 10 da manhã. Mas ainda tinha de passar pelo supermercado e comprar pilhas para a máquina fotográfica. Podia ter feito isto ontem? Podia, mas não me ocorreu.

Assim, seriam 9 e qualquer coisa, passei pelo hipermercado, peguei numa embalagem de pilhas no valor 0,99€ e fui para a caixa. Estava lá uma senhora com as suas compras. Educadamente, pedi para passar à frente, porque só tinha uma embalagem de pilhas.
Olhou para mim como se eu fosse uma pessoinha e disse que não. Que tinha de ir para Lisboa, e que ia apanhar a greve dos taxistas, e o IC19 e não-sei-o-quê-mais...

Sorri e acenei.

Depois, esperei que ela passasse as compras e pagasse, fiz a minha compra e paguei. No meu processo de compra, demorei menos de 1 minuto. A espera que tive de enfrentar com as compras dela, foi de cinco minutos, sensivelmente.
Esses cinco minutos não me fizeram falta. A estrada estava pouco movimentada e, em 15 minutos, pus-me no meu destino, mas a ação foi estúpida. Até porque depois acabámos por sair do estacionamento ao mesmo tempo.

Filho, se um dia, leres os devaneios da tua mãe neste blogue, toma nota de uma coisa muito importante: nunca ninguém perdeu nenhum braço, nenhum rim, nem nenhum outro órgão vital do seu corpo por ser bem educado e gentil.
Se, mais tarde, um dia, te encontrares numa fila de supermercado, e se a pessoa atrás de ti, educadamente, pedir a vez por só ter uma coisinha nas mãos, cede. A pessoa agradecer-te-á e vais-te sentir melhor contigo mesmo.



4 de março de 2016

Henrique, o argumentador

Ainda não tem 3 anos, e nem sequer um metro, mas... já tenta arranjar argumentos para entrar em discussão.

Gosto particularmente que ele seja aguerrido; sei que, dele, não fazem farinha. 

As últimas dele:

De manhã, começa a dançar uma música qualquer do Panda. A letra diz qualquer coisa como "é um urso não-sei-o-quê". O pai diz-lhe "O Panda não é um urso".
O Kiko diz que sim. O pai diz que não. O Kiko diz que sim. Às duas por três, vira-se para o pai e responde "Não é um gato, pois não?"

Foi a gargalhada. Ele riu-se também, por nos ver a rir. E repete a gracinha, mesmo que não tenha percebido muito bem porque nos rimos.

****

Decidiu não quer jantar. É frango no forno, com batatinhas, e uns bróculos cozidinhos - até é algo que ele gosta. Todos comemos o mesmo, mas o Henrique vira a cabeça, fecha a boca... um pandemónio. Digo-lhe: "Estou farta. Vai ser o pai da dar-te o jantar".
Ele, com o ar mais "blazé" do mundo, desvia o olhar de mim, olha para o pai e depois responde-me "Ele não pode. Está a ver televisão!" - assim como quem diz "aguenta-te à bomboca, porque o pai está ocupado!"

Ele observa, raciocina e responde. É o meu puto. Não é melhor do que os outros, mas é o meu puto. 


5 de fevereiro de 2016

A saga da máscara de Carnaval

O meu piratinha de pantufas! 
Nunca fui uma moça de grandes folias carnavalescas. Reza a lenda que chorei desalmadamente na primeira vez que me mascararam, a ponto de terem de me tirar toda a indumentária.

Agora, sou mãe... e estive naquela se iria comprar ou não máscara de Carnaval para o meia-leca. E se ele não gostar? E se estiver frio para xuxu? E se ele gostar num dia e no outro me mandar à fava? E se...? E se...? E se...?

Perguntámos se ele queria uma máscara. Disse que sim. Aliás, já me tinha pedido uma para o Dia das Bruxas... - a meio de Novembro!
Queria ser polícia. De certeza? Sim.

Passada uma semana... queria ser bombeiro! De certeza? Sim.

Passados 3 dias... queria ser pirata? De certeza? Sim.

Hoje, decidi. Que se lixe. Vou ver o que ainda há e seja o que os deuses do Carnaval quiserem.

Só encontrei - dentro das escolhas dele - o fato de pirata. Completei com um chapéu e um binóculo. Ficou DE-LI-RAN-TE!

Adorou a ideia de ser pirata. Diz que parece o Jake e grita "ahoy" a todos os instante!

Estou feliz feliz feliz por o meu piratinha ter ficado assim com a escolha apressada da mãe! Sou oficialmente mãe de um pirata - sem olhos de vidro, nem pernas de pau - mas com um olhar de malandrice ternurenta!

27 de novembro de 2015

Mea Culpa

Passaram quase 20 dias desde que aqui escrevi pela última vez. Invejo pessoas, mulheres profissionais que têm 2 ou mais filhos, as suas carreiras, conseguem ter a casa uns níveis acima da condição de "caos", conseguem andar impecáveis e mesmo assim, ter conversas interessantes, porque, pelo meio, conseguem ler notícias.

A minha casa está razoável - desarrumada como é condição obrigatória de quem tem filhos com quase 3 anos - ando com tantas borbulhas na cara, como quando era adolescente, nos meus tempos livres, prefiro ler um livro a deprimir-me com o noticiário (e falando nisso: tenho de actualizar o Capa Mole & Companhia).

(entretanto, também tive uma mini-crise pelo meio: o meu telemóvel faleceu, e tive urgência em escolher um, e comprá-lo. Escolher foi a pior parte. Têm noção do número estapafúrdio de telemóveis/smartphones que existe??? É ridículo. Ainda sou do tempo em que escolhíamos um Nokia, e que a dúvida estava apenas na cor das capas...)

Enfim. Mas também sou despassarada. E muito.

Está feito o "mea culpa". Vou ali e já volto!


6 de novembro de 2015

Uma tenda fixe

O Kiko, desde o Verão, que me mói a cabeça por causa de uma tenda. Começou por ser a tenda do Panda, por causa das noites fixes de Verão, e para guardar os brinquedos. Convenhamos que se eu comprasse tudo o que é anunciado no canal Panda, já tinha sido desalojada...

Inventei de fazer uma tenda "à antiga", com lençóis e mantas e o diabo a quatro... ele adorou, e eu armava barraca na sala quase dia-sim dia-não.

Ontem, ao passar pela Tiger, encontrei isto:
Uma tenda, super-fácil de montar e que deixou o miúdo em êxtase. Agora, tenho um mamarracho de uma tenda no meio da sala, e um filho feliz... acho que valeu a pena o investimento! 

29 de outubro de 2015

May the Force be with you

A Zippy dispensa quaisquer apresentações, mas tenho de partilhar aqui as coisas tão absolutamente fascinantes para pais "geek" que querem o melhor para os seus filhos. Eu incluída!






27 de outubro de 2015

Artes manuais: o foguetão!

O Kiko anda com a mania dos foguetões. Quer ir à Lua e às estrelas, para brincar e fazer um amigo. Só isto. TUDO nesta casa, mal cai nas mãos dele torna-se um foguetão.

Então, decidi fazer-lhe um foguetão. Não tinha cola em casa, mas tinha fita-cola... e se há coisa que aprendi com os "MythBusters" foi: tudo funciona bem com fita-cola.

"Roubei" daqui um molde de foguetão com um rolo de papel higiénico e foi a alegria da minha criança.

Não coloco aqui a foto da minha "masterpiece", porque, afinal, nem tudo cai bem com fita-cola. É uma questão de estética. Mas deixou-o feliz, e isso é que conta!

Mas para os interessados, aqui está o molde!



26 de outubro de 2015

Eu mereço, né?!

O Henrique está a pequena pessoa com maior capacidade de resposta que conheço. Diz a minha mãe, por outras palavras que, "karma is a bitch!".

Ontem, estive numa acesa discussão com o meu filho sobre abrir e fechar a porta da despensa. Dizia-me ele que queria "vê uma coija". Dizia-lhe eu que não havia ali nada para ver. E estávamos neste abre e fecha a porta da despensa, quando eu respondo "mas achas que estou a achar piada? Estás a ver a mãe a rir?!".
"Maj eu xim", diz o fedelho à gargalhada - prontamente acompanhada pelo pai.

Mereço?!

Mais tarde, já de noite. Reparo numa das mesinhas da sala toda riscada. Lápis de cera, pois então, que eu julgava inofensivos.
"Henrique, olha esta mesa toda riscada. Quem fez isto?". Normalmente, ele responderia "o pai", e era disto que eu estava à espera, quando o fedelho diz "foi o 'ápis". Pelo menos não se tentou desculpar... tecnicamente, foi o lápis, certo?!

E agora... continuo a merecer?!





20 de outubro de 2015

Serviço público (sobre brincos!)

Adaptadores
Além do Pingo Doce e da La Redoute, sou uma "gaja" pouco dada a colocar, neste blogue, marcas dos meus consumíveis. É um facto que, como toda a gente, consumo coisas: roupa, tecnologia, alimentação, produtos de beleza, etc, etc, etc... mas raramente, aqui faço "alarde" das minhas compras.

Mas, hoje, abro uma excepção. E a revelação tem uma história, como é óbvio!

Sou alérgica a metais que não sejam ouro e prata. Frescura ou ser geneticamente finória... eu sei lá, ó diabo! Em miúda - como todas as miúdas da "minha apanha" - tinha as orelhas furadas, usava o belo do brinquinho de ouro que tinha sido a prenda de sei-lá-eu-quem na primeira comunhão.

Entretanto, chegou a adolescência e, armada ao pingarelho, como todas as miúdas da minha idade, comprava a revista "Super Pop" (lembram-se? lembram-se? lembram-se?). Volta e meia, vinham uns brinquinhos todos fashion, como brinde. E eu usava. E apanhei a maior alergia àquela porra, de que há memória na História da Humanidade.
Foi feio, mesmo... vou evitar os pormenores nojentos!!!

Conclusão: fiquei traumatizada, de tal forma, que nunca mais usei brincos. Os buraquitos fecharam e nunca mais se falou no assunto.

E, as marcas, no geral, não têm muito o hábito de ter brincos de mola.

Mas, eis que a Parfois tem uns adaptadores muito catitas. E tem brincos de mola, sem níquel - o que quase me garante que não provocam reacções alérgicas. E fiquei tão feliz quando o soube que fui lá fazer uma visita à loja que se tornou, neste momento, a minha BFF (best friend forever). Comprei uns adaptadores prateados, só porque não tinham dourados - senão tinha trazido os dois conjuntos - pelo simples preço de um euro. UM EURO. Andei eu a babar-me em cima de revistas com conjuntos de brincos giríssimos, todos estes anos, quando a Parfois tinha adaptadores por uma "tuta".

Pessoas alérgicas, tenho uma palavra para vocês: Parfois. Escusam de agradecer! Ou então era só eu que não sabia disto!

19 de outubro de 2015

Mais do que um ginásio

Imagem da página do Facebook do The Little Gym das Laranjeiras
28 de Setembro. Foi a última vez que aqui escrevi. A verdade é que o tempo não tem abundado. Ao contrário do que se pensa, estar/trabalhar em casa não é sinónimo de "tempo à fartazana"... que não é!

E aconteceram tantas coisas e tão giras nas últimas três semanas. Fomos, por exemplo, com o Henrique (a convite das priminhas Laura e Maria!) experimentar uma aula no Little Gym, nas Laranjeiras.

O Little Gym é um ginásio dedicado apenas às crianças. Têm aulas para bebés, quase desde o momento em que se conseguem virar. E o Henrique foi a uma aula para crianças até aos 3 anos... e pelo que me pareceu, ele era o mais velhinho que lá estava,
Inicialmente, o nosso anãozinho estava meio tímido, mas assim que pôs os olhos nas primas, descontraiu e soltou-se.
E o monitor que estava com os miúdos, o João, era muito super-profissional. Não só conseguia com que os pequenitos o seguissem e fizessem os exercícios, como explicava aos pais que, por razões óbvias acompanhavam as crianças, qual era o objectivo do exercício.

Dar cambalhotas, fazer o pino, pisar pontos específicos de uma barra, andar de lado em barras paralelas (coordenando mãos e pés)... todas as brincadeiras que os bebés desta idade gostas foram os exercícios daquele dia.

Às duas por três, o Henrique só queria mesmo era correr de um lado para o outro, como sempre faz. Mas, no fim, não queria vir embora e dizia que tinha sido "munto fixe!".
Mas, imaginem-me só a logística semanal para ir de Sintra até às Laranjeiras, e, já nos estou a ver, a dizer "hoje não vamos, para a semana", e o "para a semana" é adiado. E cria-se a expectativa que não é correspondida.

Aos pais, experimentem a aulinha. É menos de uma horinha, eles queimam as energias, saem de lá felizes, e ainda convivem com crianças diferentes.

O endereço da página de Facebook é este: https://www.facebook.com/The-Little-Gym-das-Laranjeiras-147181128097/?ref=ts

Houve muitos mais momentos interessantes, nestas semanas, mas, por hoje, fiquem com esta sugestão. Mais não seja só mesmo pela experiência do exercício adaptado a bebés. Mais não seja para participarem também com o vosso filhote. 




























































31 de agosto de 2015

Depois das férias, o que resta....?

Entre trabalho, problemas com o carro "de família", inspecções, revisões e férias, apercebi-me que não escrevo há mais de um mês...

Mas as novidades também não são muitas. Além das pequenas patifarias do anãozinho. Todos os dias, tem uma ideia diferente, uma reacção a algo, uma piadola na ponta da língua, uma marotice preparada... põe-me os nervos em frangalhos, é certo, mas isto também é ser mãe.

Ser mãe é ouvir 30 vezes num minuto "mãe, ó mãe, mãeeeeee, mamã... ó mamãããããã... mãeeeeeeee...". "O QUÊ????", pergunto eu!!!. "Nada", responde ele com a maior descontracção!

Ser mãe é estar sentada no bidé, a observá-lo no redutor à espera que ele faça xixi, enquanto domina os puzzles que descarreguei no tablet. E quando não há nada, vestir-lhe umas cuequinhas e passados 5 minutos ter a sala alagada em xixi!

Ser mãe é ter de dividir a única bolinha de Berlim na praia... e tê-lo a olhar para mim com olhos de cachorrinho quando acaba.

Ser mãe é fazer montes de bolinhos de areia, na praia, e ouvir SEMPRE "mais, mamã, ôto!".

Ser mãe é lutar para o tirar da piscina e convencê-lo que ir tomar um banho quente é boa ideia!

Ser mãe é estar completamente imóvel com ele a dormir no meu peito...

Ser mãe é ouvi-lo a chamar-me "mamã Babie". Ou "mamã tonta"!

Ser mãe é ouvi-lo a pedir-me uma história: atira-me com o livro para cima e diz "vá, mamã, tenta!" (porque estou sempre a dizer-lhe para tentar fazer isto ou aquilo...!)

Bem... ser mãe é isto e muito mais! E prometo que, agora na rentrée, vou ser mais assídua.

13 de julho de 2015

Armei barraca!!!

Uma das coisas que mais me chateia é recorrer "n" vezes à televisão para conseguir arranjar bocadinhos para outras tarefas como lavar a loiça, ler um bocadinho, trabalhar...
Recorrer à TV é um hábito terrível, eu sei e confesso, e apercebo-me disso quando enumero os desenhos animados preferidos do Henrique. Como disse? Ele tem desenhos animados preferidos? Não era suposto, certo?

Legos, papel e lápis de cor, instrumentos musicais "caseiros"... eu esforço-me, a sério que sim!

Hoje, foi dia de tenda. Canso-me de ouvir no Canal Panda a publicitarem a tenda do Panda, e andava a contar os dias para o Henrique começar a magicar. E hoje, construímos uma tenda. Resultado: esteve lá encafuado meia manhã a brincar, e decidiu que era lá que iria fazer a sesta.

"Bigado, mãe!" ou "Fissi" (o mesmo que "fixe"), foi o que mais se ouviu por estas bandas!!! De encher o coração!
Tenda da brincadeira

Tenda da sesta

8 de julho de 2015

Ai a minha vida: tenho um "mino gando" auto-suficiente!

Imagem retirada daqui
O Henrique é um palhacito - acho que já o terei dito por aqui, algures. É um miúdo gozão, e com a mania que tem graça. Mas depois tem saídas que uma pessoa olha para ele e pergunta-se de onde raio é que tirou aquela ideia.

Há uns dias, estava constantemente a pedir-me para ir à "paia". Ele que só foi à praia meia-dúzia de vezes no ano passado, e numa altura em que nem nós ainda tínhamos falado em praia.

Agora, pegou na mochilinha dele, encheu-a com brinquedos, queria metê-la às costas e dizia "coia, coia" (escola). Escola?! Hein?! Queres ir à escola?! Como é que ele se lembrou de uma coisa destas?! Ele NUNCA esteve - sequer um dia - numa escola...

Ninguém me preparou para isto: criar um filho tão auto-suficiente que decide, sozinho, onde quer ir (hoje, pela primeira vez disse que era um "mino gando" - menino grande - ele que insiste sempre que é um bebé!!!). Acho que vou começar a preparar-me: daqui a mais umas semanas, faz a mala e vai fazer um interrail!

2 de junho de 2015

Jura

Passada a virose, andei num rodopio...

Re-re-comecei a fazer uma coisa que sempre gostei muito. Re-re-comecei a escrever como uma maluca, a telefonar, a perguntar, a apagar coisas, a tirar fotografias, a ler o meu nome no finzinho de um trabalho... 

E entretanto, apanhei (?), fiquei (?) uma conjuntivite... há sempre espaço, na minha vida, para coisas novas. E esta foi mesmo novidade. 

De momento, há um turbilhão de coisas a passar. Decisões a tomar. Ver que caminhos tomar. Voltarei a ser mais regular. Eu volto sempre. Juro. 

14 de abril de 2015

Quero voltar prá ilha!!!!

Este era o bordão de um sketch dos "Malucos do Riso", ou algo que o valha! Mas define o meu estado de espírito.

A verdade é que estando desempregada há quase 2 anos, e já tendo:

- enviado CV's para este Mundo e o próximo;
- ido a mais entrevistas do que aquelas que me consigo recordar - até para balconista;
- frequentado dois cursos do IEFP;
- cumprido, escrupulosamente, os meus deveres enquanto subsidiária do IEFP, durante um ano e tal;
- tentado lançar as bases para um negócio na área da comunicação;
- tentado ser consultora da Mary Kay;
- visto todos os anúncio do dia, do dia anterior, da semana anterior, do mês anterior, para ter a certeza que não "escapou" nenhuma oportunidade;
- feito registos em todos os sites de emprego e de trabalho temporário;
- tentado e retentado ser jornalista...

... and so on...

... a verdade é que, torno a ver-me sem chão. Há luzes ao fundo do túnel que nos dão ânimo para avançar, que depois, quando lá chegamos revelam ser uma velitas manhosas que se apagam à mínima brisa da nossa chegada. É esgotante! É frustrante! É lamentável chegar a este ponto!

Estou triste, sim! Por mais que me digam para levantar a cabeça e seguir em frente. Mas chega aquele dia, aquela hora em que questionamos tudo: a nossa competência, o nosso profissionalismo, a nossa capacidade para resolver situações complicadas, a nossa experiência...

Hoje, mas só hoje, por favor, deixem-me estar cansada de ser eu! Amanhã, voltamos à programação habitual.

This is me, only for today!!!




8 de abril de 2015

Dieta líquida

Batido de banana, laranja e aveia e a
gelatina caseira de sumo de laranja
Disse-me o médico que, na véspera do internamento para a cirurgia, teria de fazer uma dieta líquida. Ou seja: nada de refeições com sólidos. Água, sumos naturais, sopa, e blábláblá pardais ao ninho.

Ontem, apercebi-me que o tal dia distante que seria a "véspera do internamento" é hoje. Ao pequeno-almoço, deslizei um bocadinho e, além da caneca com leite, comi duas bolachinhas maria embebidas no leite... estavam tão molecas, que contam como líquido, de certeza.

Ao almoço, creme de nabiças e água.

O meu estômago clama por comida!

Pensei que agora ao lanche poderia fazer uma refeição mais completa. Vou beber um iogurte líquido e um batido de banana, laranja e aveia (sempre é mais consistentezinho!).
(receita: juntei uma banana, meia laranja, um pouco de flocos de aveia e um bocadinho de leite... passei a varinha mágica et voilà!)

Para sobremesa, fiz uma saudável gelatina de sumo de laranja. Um miminho que também mereço.
(receita: quatro folhas de gelatina sem sabor já hidratadas, o sumo de 3 laranjas... tudo mexidinho em água a ferver, e depois, frigorífico com esta misturada!)

Conclusão: dietas não fazem o meu género! Sou, definitivamente, mais gaja de pão com manteiga, feijoada de chocos e iogurte de pedaços.

9 de março de 2015

A frustração do desemprego

Há uns anos, o primeiro-ministro disse que as pessoas deviam ver o desemprego como "uma oportunidade" de fazer algo diferente, para abrirmos horizontes e explorarmos alternativas.

Quando fiquei desempregada, tornei-me mãe a tempo inteiro e dona de casa semi-competente. Os primeiros meses são fáceis. Há tanto para pôr em dia. As conversas, o sono, a leitura, as séries de televisão...
Quando se tem a sorte de ter um subsídio de desemprego, a questão monetária também não é a maior preocupação. Temos de fazer as apresentações obrigatórias no Centro de Emprego, há as formações que o Instituto de Emprego nos apresenta... em certa medida, é estar a usufruir de um direito que nos assiste enquanto contribuintes, após anos de descontos para a Segurança Social.
Como não paramos de procurar emprego, vamos a entrevistas e esperamos pelos melhor.

Mas os meses passam.
E o tempo... esse ditador!... não pára. Não nos pergunta "a mamã dá licença?". Mas ainda assim, levantamos a cabeça e "bola para a frente, que atrás vem gente!". O subsídio ainda vai chegando à nossa conta bancária, repensamos o que estamos a fazer bem e mal, e talvez pensemos na hipótese da criação de um pequeno negócio.

E os meses continuam a passar.
E quando damos por nós, estamos há semanas sem ser chamados para entrevistas. Entretanto, o subsídio já terminou. Vemos a confiança a começar a desaparecer. E afinal, a criação de um negócio é mais complicado do que parecia.
Com um bocadinho de sorte, conseguimos fazer um trabalho ou outro, sem complicações, sem pressões...

E quando já desesperamos por um telefonema, algo, alguém, alguma coisa que nos pareça uma oportunidade... definhamos. Caímos na tentação de não sair de casa - mesmo num dia bonito - afinal, sair para quê? Para onde?
E sentimos a pressão dos outros "já encontraste alguma coisa?", "tens ido a entrevistas?", "já mandaste o currículo para o sítio X?", "não podes só centrar-te na tua área, tens de procurar noutros sítios, noutras áreas..." - mesmo que a intenção seja boa, não há ninguém mais frustrado nesta equação que o desempregado.

Podemos sempre tentar ser proactivos. Fazer coisas. Dedicar o tempo livre a fazer bolos e salgados para fora, pintar, fazer bijuteria... e depois vamos ao Facebook e há centenas de grupos de artesanato e pastelaria, cada um com oito mil artesãos e pasteleiros registados, com peças fantásticas e com bolos dignos do "Cake Boss".

E depois, pronto, acordamos um dia, fazemos a cama, tomamos o pequeno-almoço, enquanto damos uma espreitadela no Facebook, e nos sites de anúncios de emprego, lavamos a loiça, arrumamos aquela roupa que apanhámos no dia anterior, passamos a ferro umas camisas - aiiii que já passou a hora do almoço - comemos qualquer coisa (porque já passaram horas desde a última refeição!) - damos um jeito ao chão da casa, sentamo-nos um bocadinho a descansar, a ler um bocado, talvez... e eis que estamos no fim do dia.
Seis da tarde.
E mais um dia de trabalho cumprido.
Amanhã é outro dia... igual a este!

 

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