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8 de dezembro de 2017

Hoje, farias anos!

Mãe, quero que saibas que te recordo. Farias, hoje, 64 anos.

O Henrique far-te-ia um desenho. Iríamos almoçar algures, como quase sempre neste dia... ou encomendarias, como nos últimos "ajuntamentos" de família. Mas, hoje, não estás cá. Continua a ser difícil conceber uma ideia de estar sem ti.

Nestes meses - 3 meses e uma semana - tenho pensado nas nossas vidas. Não me consigo lembrar se te disse, vezes suficientes, o quanto te amava. Foste minha colega de trabalho, foste minha companheira na associação, foste minha comparsa nas idas à semana académica - íamos sempre ver os Xutos & Pontapés - foste a mãe que me ouvia, foste o exemplo de mulher e de mãe que quero ser para o Henrique... aliás, se eu for 1/10 de mãe que foste, já fico feliz!

Hoje eram os teus anos. Os primeiros em que, simplesmente, não estás! Virá o Natal - sem ti! O aniversário do meu irmão - sem ti! O meu aniversário - sem ti! O aniversário do teu 1.º neto - sem ti! O Dia da Mãe - sem ti! E vamos criar aqui um ciclo de "dia sem ti!" e não gosto. Não que os meus gostos sejam para aqui chamados, mas não gosto de estar sem ti. Se isto fosse uma merda de um electrodoméstico, ia devolver sem pestanejar.

Este é aquele dia que eu temia. Desde o 1.º dia que temo a chegada deste 8 de dezembro. Nunca mais vai ser um dia de festa, de celebração da tua vida... vai passar sempre a ser mais um dia em que me fazes falta. Como irá ser o 25 de dezembro, o 26 de janeiro, o 23 de fevereiro, o 15 de março e o 1.º Domingo de cada mês de maio...

À tua, mãe... sempre à tua!



19 de outubro de 2017

Os pais (também) são seres que nos são emprestados

José Saramago escreveu um dia:
"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo."

E com os pais passa-se o mesmo. Esperamos deles que nos alimentem, nos vistam e nos eduquem. Que nos amem. Que nos ensinem. Que nos beijem e nos castiguem. Mas, no fim, quando já adultos, percebemos que isto de ser filho não é tão linear assim. Que, afinal, os pais não vão ficar sempre ali para nos amparar.

A minha vida - e a do meu irmão - sofreu um revés. Um enorme revés. O maior deles todos: perdemos a nossa melhor amiga. A nossa confidente. A mulher das nossas vidas.

E tudo me lembra ela. As caixas de plástico que ela enviou com comida e nunca foram devolvidas. As roupas que visto ao Kiko e que foi ela que ofereceu. As roupas para o miúdo que ainda tenho guardadas (porque eram grandes) que foi ela que deu. Abrir o congelador e encontrar lá coisas que ela mandou. Ou abrir uma gaveta e encontrar o postal de Natal com a letra dela.

Todos os dias choro. Choro quando se aproximam as horas em que lhe ligava. Choro quando vejo uma foto dela. Choro quando me lembro dela, do sorriso, da voz e choro, choro, choro...

A dor de perder a mãe não tem comparação. É que não é só perder a mãe. É perder o porto seguro, é perder o pé na piscina e não conseguir vir ao de cima. Ser filho... também é um ato de coragem! E ninguém nos prepara para isto!



17 de outubro de 2017

Odeio 2017

A minha mãe morreu. Às 06h00 do dia 31 de agosto, tornando, assim, 2017, oficialmente, o pior ano de toda a minha vida.
A dor que trago em mim é tão esmagadora que estive, até ao dia de hoje, a pensar se havia de voltar a escrever, ou se deixava definhar os blogues.

Mas como me disseram, escrever ajuda-me a libertar a alma.

Não é fácil lidar com a morte. Não é fácil lidar com a morte de um pai - especialmente, daquele que nos trouxe ao mundo, limpou-nos o rabo, mudou-nos a fralda, nos velava quando adoecíamos, dava beijos nos dói-dóis, nos escutava, nos amparava... a minha mãe era isto e muito mais.

A dor que trago é tão grande que não existem, no mundo, medidas suficientes para a contabilizar. Tenho vindo, lentamente, a perceber que não há como lidar com a dor da perda. Aprendi sim, a adaptá-la aos dias. A encaixá-la nos momentos "mortos" do dia.
A tristeza, a amargura, a raiva... não desaparecem. Creio que, dificilmente, desaparecerão.

Continuo a chorar, enquanto escrevo estas linhas. Sei que as lágrimas não ma devolverão. Sei que ela odiaria ver-me assim, mas é tão mais forte do que eu.
Quando desligo o chip de "filha" e ligo o chip de "mãe", as lágrimas páram. O Henrique merece ter a mãe a 100% para ele. E, isto, aprendi com a melhor!


26 de dezembro de 2007

After Christmas

Ora aí está mais um Natal passado. Tenho a comunicar que, efectivamente, o Pai Natal existe. Só não tem barbas brancas. Nem uma barriga enorme. Nem anda de trenó puxado por renas. Nem é assim tão velho. Mas... lê o meu blog. O meu Pai Natal é moreno, usa barba, é assim a puxar para o magrito, anda na casa dos vinte e picos e conduz um Opel. Pronto, e ofereceu-me o CD do Ben Harper.

A minha família quer porque quer (à força) que eu engorde... só este Natal recebi 4 caixas de bombons. Querem adoçar-me a boca, aqueles malandros.

Mas este Natal teve um sabor diferente. O meu irmão não esteve em casa. O sacana pegou nele e pôs-se num avião para França passar o Natal com a namorada e a família dela. O meu primeiro Natal sem o meu irmão. Fica marcado! Pelo menos eu fiquei marcada. Falar com ele via-MSN antes da Consoada não substitui a presença daquele puto.

Fiquei marcada por outra coisa: o meu primo mais velho. Imaginem aquele primo com quem andam sempre à disputa. Aquele que vos chateia a cabeça desde que eram miúdos. Aquele que vos estragava os brinquedos e fugia de vocês para não brincarem juntos. Esse mesmo. Estivemos em sintonia, em casa da avó... por meia-hora, voltámos a ser miúdos de 5,6 e 7 anos. Os mesmos miúdos que se deitavam na rua, na noite de Natal, porque alguém dizia sempre "O Menino Jesus deve estar quase a chegar. Vão ver se o vêem!" E lá íamos... crentes que o Menino Jesus chegava mesmo (as modernices do Pai Natal-Coca-Cola ainda não tinham chegado às nossas casas)!! Fomos miúdos. Novas picardias... e o beijinho da reconciliação de Natal.

As prendas? O que interessam as prendas, quando aos 24 anos voltei a ter 5, mesmo que por meia-hora?

11 de dezembro de 2007

Um pedido simples

E porque a Marta pediu...

22 de junho de 2007

Desafios

Demorei bastante a responder aos desafios que me propuseram, mas não foi por mal. Tenho tido algum trabalho e o tempo tem sido escasso. Mas agora aqui estou eu, em força.

Vou começar por ordem. Primeiro, e na sequência do meu post sobre os livros que tenho em lista de espera na minha mesa-de-cabeceira, fui desafiada pelo Afonso a enumerar os últimos cinco livros que li. Pois bem, foram os seguintes (já não me recordo qual foi a ordem correcta):

1 - O Hipnotista, de Konsalik (esse senhor Escritor);
2 - A Viagem, de Danielle Steel (sim, também gosto de romances lamechas);
3 - Zorro, de Isabel Allende (gostava de descobrir como é que o Zorro apareceu, na literatura);
4 - A Vingança de Olhos Negros, de Lisa Gardner (uma belíssima escritora de suspense);
5 - Sete Anos no Tibete, de Heinrich Harrer (o filme estava muito giro e despertou-me a curiosidade).

Seguindo... ontem fui desafiada pelo Pe. Cl a escrever a minha definição de "Amor". Este é que me deu "água pela barba". O que escrever sobre o assunto?? Tal como o meu desafiante, socorri-me de "cábulas" para conseguir escrever qualquer coisa que me parecesse minimamente aceitável. Uso o livro d' "O Principezinho" para tudo e a passagem da conversa entre o Principezinho e a raposa é talvez a melhor e mais bonita definição de amor que conheço.

«Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...»

Segundo os meu dois desafiantes, teria de enumerar cinco blogs para continuarem a corrente. Como receio "massacrar" os meus amigos bloggers, desafio todos os que me visitarem. É um geral... mas depois, avisem-me, para vos ir espreitar!
 

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