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5 de fevereiro de 2016

A saga da máscara de Carnaval

O meu piratinha de pantufas! 
Nunca fui uma moça de grandes folias carnavalescas. Reza a lenda que chorei desalmadamente na primeira vez que me mascararam, a ponto de terem de me tirar toda a indumentária.

Agora, sou mãe... e estive naquela se iria comprar ou não máscara de Carnaval para o meia-leca. E se ele não gostar? E se estiver frio para xuxu? E se ele gostar num dia e no outro me mandar à fava? E se...? E se...? E se...?

Perguntámos se ele queria uma máscara. Disse que sim. Aliás, já me tinha pedido uma para o Dia das Bruxas... - a meio de Novembro!
Queria ser polícia. De certeza? Sim.

Passada uma semana... queria ser bombeiro! De certeza? Sim.

Passados 3 dias... queria ser pirata? De certeza? Sim.

Hoje, decidi. Que se lixe. Vou ver o que ainda há e seja o que os deuses do Carnaval quiserem.

Só encontrei - dentro das escolhas dele - o fato de pirata. Completei com um chapéu e um binóculo. Ficou DE-LI-RAN-TE!

Adorou a ideia de ser pirata. Diz que parece o Jake e grita "ahoy" a todos os instante!

Estou feliz feliz feliz por o meu piratinha ter ficado assim com a escolha apressada da mãe! Sou oficialmente mãe de um pirata - sem olhos de vidro, nem pernas de pau - mas com um olhar de malandrice ternurenta!

2 de março de 2014

Carnavalices

Imagem retirada daqui. MAS, vestiria assim o meu diabrete
Nunca fui, especialmente, fã do Carnaval. Lembro-me que, na escola primária, pouco mais levava do que uma máscara. E, por norma, o elástico estragava-se à velocidade da luz o que impossibilitava muitas mais utilizações. Recordo-me de duas: uma de Mickey e outra de palhaço. Imaginem, por isso, o quanto adorava o Carnaval.

Mais tarde, na preparatória, alinhava nas cenas da turma. Seria, talvez, a menos entusiasta, mas não queria ser a "desmancha-prazeres" e a "cortes". Ali, na faixa até aos 16 anos, sensivelmente, ia ver os desfiles, com os meus amigos, ia a uma ou outra festa, mas sempre vestida à civil; não havia cá pinturas exageradas, nem roupas que não as minhas.

Até que, finalmente, me deixei desses "assados" e pude dizer que "não, obrigadinha!".

Apesar disso tudo, não vou negar ao Henrique a hipótese de achar graça. Equacionei mascará-lo este ano, confesso. Não me massacrei a tentar encontrar um disfarce, ou a pedir emprestado... mas depois, parei 2 minutos: "o miúdo vai lá perceber o que se passa, céus!".

Fica, portanto, para o próximo ano; ou para o outro. Quando ele for maiorzinho e não me obrigar a apanhar de 30 em 30 segundos qualquer acessório que lhe ponha na cabeça. Quando ele perceber o que se passa. Quando ele, realmente, quiser vestir-se (ou não). Provavelmente, quando estiver na escolinha, vai alinhar nas carnavalices... mas, se depois, mais tarde, ele não gostar, também não o vou obrigar só porque sim.

Fica a promessa.
 

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