24 de abril de 2017

Bocas, saídas e outras que tais

Esta é uma pequena compilação de "saídas" do gnomo. Isto para que vejam o que mãe sofre. Juro, pela minha honra, que apenas uma é uma imitação de algo que lhe costumo dizer. O resto... são apenas coisas que lhe saem daquela boca para fora.

1.
TODOS os dias:
Ele - Mamã, estou cheioooooo de fome... posso comer qualquer coisinha?
Eu - Não, filhote, a mamã está mesmo mesmo a terminar o jantar...

3.8 segundos depois de ter começado a jantar:
Ele - Mamã, dóiiiii-me a barriga... não quero comer mais!

5 minutos depois de nos termos levantado da mesa (e depois de ter comido, no mínimo, 80% do conteúdo do prato e fruta):
Ele - Mamã, ainda tenho um pouco de fominha. Posso comer uma bolachinha?


2.
Enquanto lhe dava o pequeno-almoço, numa destas manhãs, para seguir para a escola, com o pai - esta é a tal, onde ele me imitou:
Ele - Mamã, dói-me a barriga!
Eu - Kiko, sempre que não te apetece alguma coisa, dizes que te dói a barriga. Essa já não pega, amiguinho! E agora, quero que comas.
Ele - Pois, e eu também quero ser rico e não sou!


3.
Fui às compras. Quando fui buscar o pequeno ao infantário, ele perguntou se o meu dia tinha corrido bem. Disse-lhe que sim, que tinha ido ao supermercado.
Antevendo a pergunta seguinte que seria "compraste alguma coisa para mim?", disse imediatamente que não tinha comprado doces nenhuns.
"Doces? Porque falaste em doces? Tu sabes que eu não gosto de doces..." foi a resposta.
Esclareci que estava a falar de bolachas... "eu ainda tenho muitas de animais e dinossauros...não quero mais".


4.
Não sei que horas eram da madrugada, e oiço o pequeno, no quarto dele: "mamã... mãe... ó mamã"... levanto-me KO de sono e vou ver o que se passa.
Ele, a esfregar os olhos... também KO de sono e diz-me "não me deste um beijo de boa noite!".
"Tens toda a razão, meu amor...", respondi.
Dei-lhe um beijo, aconcheguei-o e dormiu o resto da noite como um anjo.


21 de abril de 2017

"Agora, só falta a menina...."

Antes de começar o texto, propriamente dito, deixem-se esclarecer que tenho 5 anos de diferença do meu irmão, e o meu excelso homem tem 6 anos de diferença do dele. Somos, portanto, pessoas com irmãos, e pessoas que não são "seguidinhas" dos caçulas.

Nada contra as pessoas que têm filhos com pouquíssimos anos de diferença. Adoro que as pessoas tenham filhos: é uma excelente notícia para a natalidade deste País, mais crianças alegram a comunidade, etc..

Chateia-me é que estejam sempre a "pedir" um irmão ou irmã para o Henrique.
Ponto 1: quem tem de pedir é ele;
Ponto 2: não gostava que ele fosse filho único, mas a decisão não é só minha;
Ponto 3: não gostava que ele fosse filho único, mas a malta não tem filhos como quem compra maçãs;
Ponto 4: não gostava que ele fosse filho único, mas as condições para ter um 2.º filho sou eu e o meu excelso homem que as definimos.

Eu sei que as pessoas não fazem por mal. Mas, deslarguem-me! Obrigam-me a fazer um sorriso amarelo, só para não ser mal-educada. Principalmente, com pessoas de mais idade, e eu não quero ser rude com pessoas com idade para serem minhas avós.

Só há menos de um ano, é que comecei a dormir noites inteiras - e não são todas. O Henrique desfraldou também há menos de um ano. Deixem-me respirar, aproveitar estas pequenas conquistas, estas pequenas independências do Henrique e aproveitar o crescimento do meu anãozinho de jardim.

Há vantagens em que os filhos tenham idades aproximadas, tal como as há, em idades mais afastadas. E há também desvantagens, em ambos os cenários. Como em tudo na vida, atrevo-me ainda a acrescentar.

Posto isto... "mic drop"

19 de abril de 2017

A importância de ler

Um dos últimos livros comprados
no alfarrabista em Cascais
Gosto que o Henrique goste de livros. Dá-me um gozo tremendo irmos à FNAC e ele não desarredar pé dos livros; aliás, estamos ainda a entrar no CascaiShopping e já ele está a pedir para ir "à parte dos meninos grandes", que é como quem diz, a parte infantil da FNAC.

Gosto de ir a Cascais e que ele faça birra para ir a um alfarrabista que existe perto do Santini - a proprietária até já o conhece, mal entra naquele espaço que cheira a História e a letras.

Gosto que ele goste de livros tanto como eu. Gosto do entusiasmo dele quando vamos ao Hipopómatos na Lua, junto da Biblioteca Municipal de Sintra. Gosto que ele goste de histórias, de as ouvir e de as inventar.

Nestes dias de férias, não levámos nenhum livro dele. Mas não fez mal. Ele inventou histórias para dormir. Criou, na cabecinha dele, um conto com o Winnie, The Pooh e todos os personagens do Bosque dos Cem Acres.

Gosto que ele viaje e que descubra o mundo pelos livros. Gosto que ele questione. Gosto que ele use a imaginação para criar os seus enredos. Gosto que ele conheça dinossauros, heróis e vilões, através das páginas novas (ou não) de um livro.

Como costumo dizer sempre, quando me dizem que não sabem o que lhe oferecer: "na dúvida, ofereçam um livro. Nunca são demais!".

17 de abril de 2017

Spring break

Estiveram, em cima da mesa, algumas propostas, mas optámos por voltar ao distrito de Santarém. Temos lá casa, fica perto de Lisboa, podíamos descansar de verdade (e comer bem, vá...). 

O Henrique andava em pulgas para ficar de férias. E tirou "a barriga de miséria": andou de bicicleta, correu, brincou... tudo aquilo a que tinha direito. Nas Portas do Sol, gritou "aos atacantes" do reino que ali ninguém nos atingia, elegeu uma muralha como a sua "pefida" (preferida), e pode ser muito mais do que apenas uma criança que cumpre horários para levantar e ir dormir. 
Nestes dias, não dormiu a sesta, obviamente. 
"Mas à noite, ia mais cedo para a cama, de certezinha", disse-me uma das minhas tias. Lancei uma gargalhada, porque não... não ia mesmo. Nas férias, não houve grandes horários... e ele nunca tinha sono. 

Comemos (muita) da melhor sopa do mundo - a Sopa da Pedra, pois claro! - comemos "Arrepiados" (não conhecia e fiquei fã). E o Henrique ficou louco porque trouxe, de recordação, uma pedra. 

Até que chegou a hora de regressar. E houve uma birrinha de saudades, de um local que nos deixa satisfeitos, mas que ainda não tínhamos deixado. E ele que anda tão meloso, tão cheio de mimo... 




11 de abril de 2017

Os dias não chegam para tudo

Vejo-me, diariamente, a adiar vir aqui escrever. Todos os dias, o Kiko tem daqueles momentos, e que penso "não me posso esquecer disto, para o blogue", mas depois passa... a rotina atropela, tal camião desgovernado, qualquer boa-vontade que possa existir.

Os dias não chegam para tudo. Infelizmente. E chego às 22h00, a cair para o lado.

Mas o Kiko tem tido os seus momentos, sim. Cada vez me convenço mais que ele, mais do que um miúdo querido e carinhoso, tem uma esponja no lugar no cérebro, tal é a rapidez com que absorve aquilo que lhe é dito, e a forma como interpreta e adequa o que ouve.

Há uns dias - poucos dias - estávamos a jantar. O Henrique, com um ar muito entendido e tão senhor dele próprio, vira-se para o pai e pergunta:
"- Papá, já viste aquela série onde os maus fugiram de carro?" e desenvolveu por ali fora.

Olhámo-nos e rimos. Claro que rimos. O nosso pequeno de 4 anos, um fedelhito, a querer conversar sobre séries. Não começou a disparatar como é hábito, nem fez birra para ver bonecos... sentou-se, a jantar e quis conversar. Demos corda, para ver onde aquilo ia parar. E ele manteve sempre a postura de menino crescido.



20 de março de 2017

Saco dobrável - nova campanha Trybe

Nós - todos os que são pais/mães - sabemos o quanto é difícil... reformulo, temos noção do quanto é complicado gerir roupas e outros "tarecos" quando queremos, por exemplo, ir passar um fim-de-semana fora. São as roupas da mãe, as roupas do pai, as roupas da criança... e mais uma muda, não vá a criança sujar-se, e mais um par de sapatos extra, e falta ainda o peluche com que a criança dorme, e mais uns medicamentos não vá haver algum problema... etc etc etc

Quando damos por nós, parece que vamos de férias para a Polinésia durante 3 semanas, tal é a quantidade de tralha que levamos. Eu... eu, então... é o pânico. Ainda me lembro de preparar a mala para as férias na praia e levar uma muda de roupa por dia... claro que depois andava o tempo quase todo de chinelos e calções!

A Trybe tem uma nova campanha - em que já me inscrevi: um saco dobrável, concebido para transportar o equipamento de desporto ou artigos pessoais para os fins-de-semana fora, pequenas estadias ou escapadinhas...

Este saco é ideal para levar no avião: guarda-se facilmente no bolso e permite antecipar o excesso de bagagem no regresso da viagem. 

Querem melhor que isto? Não sei se há... 

Inscrevam-se na Trybe e habilitem-se a conseguir um destes sacos giríssimos... eu já tentei a minha sorte! Usem este link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89, sigam os passos e cruzem os dedos!

14 de março de 2017

Afinal... correu tudo bem!

O Henrique faz amanhã 4 anos.

Sim, vou mandar-me ao lugar-comum: o tempo passa a correr.

A fotografia que, hoje, posto é do dia 14 de março de 2013. Tirada pela hora de almoço, sensivelmente. O homem trabalhava e eu estava sozinha, entretida com a máquina, numa vã tentativa de me abstrair do facto que, no dia seguinte, ia conhecer o meu filho.

A cesariana estava marcada, portanto, tudo corria para aquela hora. Era uma questão de tempo. Sempre o tempo.

Foram 9 bons meses. A sério! Sem complicações irresolúveis. Umas contrações marotas e uma infeçãozinha mandaram-me para casa quase aos 7 meses, mas fora isso, nada a registar.

Esta foto marca o fim de uma caminhada. E o consequente início de outra. Por um lado, estava morta de medo. Mas, havia uma parte de mim que estava mais do que ansiosa por ter o Henrique nos braços. Parecendo que não, 9 meses custam a passar.

O meu medo não era do parto. Era o regresso a casa. Era vir para o nosso lar, e não saber o que fazer. Não ter aquela campainha perto da cama que, sendo acionada, tinha uma enfermeira, à minha cabeceira, com voz tranquila, dando-me o conforto necessário para saber que tudo iria correr bem.
Em casa,por mais campainhas que tocassem, não havia enfermeiras ou médicos que me acudissem. Iria ter de providenciar tudo. Só com o homem... tão verdinho como eu! Belos pais tens, meu rico filho!

Quatro anos passam num piscar de olhos. Passaram muito mais rápido do que os 9 meses anteriores. E o garoto fez-se! É tranquilo. Tudo correu bem!

6 de março de 2017

Adeus, Fevereiro. Até para o ano!

Um mês. Um mês em que passou o Dia dos Namorados, o meu aniversário, o Carnaval, e uns quantos dias em obras cá em casa.

Fevereiro que é o mês mais pequeno já passou e nele coube tanta coisa que ainda estou abananada. Passou o Carnaval. Direi antes: sobrevivi a mais um Carnaval. O meu "Pirata" de 2016 deu lugar a um "Capitão América" e a um "Homem Aranha" em 2017. Dois disfarce, sim... que aqui vive-se à grande. Ele que queria ser um super-herói... foi dois!

Celebrei 34 anos esparramada, dividida entre a cama e o sofá - só porque sim, e porque podia - sem mexer uma palha. Best day ever!

Fizemos o quarto do Henrique numa semana; pintámos a sala e o nosso quarto, na semana seguinte. era ver o mobiliário possível na cozinha. O caos. A confusão. Dava-me vontade de chorar cada vez que entrava em casa.

Entrevistei um dos Câmara Pereira e um Chef com Estrelas Michelin.

Fevereiro, tu que és um mês tão pequenito, fazes-me ainda choramingar cada vez que vejo manchas de tinta em locais que já tinha limpo umas dezenas de vezes.

Adeus Fevereiro. Até para o ano, sim!


(entretanto, estamos a 15 dias de começar a primavera, e só ontem percebi que, o meu Kiko, faz 4 anos para a semana!)

9 de fevereiro de 2017

A Clara vai ficar super-contente

Já aqui falei da Trybe umas quantas vezes, e esta semana, tive uma surpresa brilhante: recebi um pacotão de fraldas Dodot e uma embalagem de toalhitas, da mesma marca.

O Henrique há muito que não usa fraldas, mas a Clarinha - a nossa prima de 1 ano - vai ficar radiante por ganhar uma embalagem nova de fraldinhas, concebidas para manter a pele sempre seca.

Uma coisa que sempre adorei, é o facto das marcas usarem a palavra "tecnologia" para falarem sobre a melhoria das fraldas. Estas novas Dodot têm três tubos ultra-absorventes. E isto é o que realmente sempre gostei nesta marca... se não fosse o peso da dita fraldas, às vezes nem notava que o Henrique estava molhado.

Esta nova tecnologia como que "reparte" o xixi uniformemente pelos 3 Tubos Ultra-Absorventes, por isso é mais seco e dilata menos - e não cria aquele efeito "saco de chá" no bebé.

Com as toalhitas, confesso que nem sempre fui tão exigente, como com as fraldas, mas ainda assim o novo tecido das Toalhitas Dodot, graças à sua textura com ondas deslizantes e fibras compactas, limpa eficazmente e não é agressivo com a pele do bebé. 

Portanto, meus amigos (sim, vocês os três que ainda me lêem), se quiserem experimentar boas marcas, sigam este link https://trybe.com/?ref=da8e199b89 que vos deixo, e registem-se na Trybe. Podem não usar os produtos, como aconteceu agora comigo, mas podem dar a hipótese a alguém de quem gostam. Certo, Clarinha??


26 de janeiro de 2017

Maracaaaassss

O Henrique tem três aulas extra-curriculares semanais: música, ginástica e dança criativa / expressão corporal. Adora as três. São aulas curtinhas de 30/40 minutos cada e costuma estar prontíssimo para sair da escola às 17h00 - não se pense que a criatura anda a fazer "piscinas" para ser mais esperto!

Ontem, quarta-feira, vinha excitadíssimo com a aula de música.

Como habitualmente, quando o vou buscar, pergunto-lhe sempre pelo dia: o que almoçou, o que lanchou, qual o desenho que fez, a que brincou com os amigos, se alguém faltou... etc etc etc... basicamente, pergunto-lhe coisas para o fazer falar.
Até que cheguei à parte de perguntar pela aula de música. Só não deu pulos, porque estava sentado na cadeirinha.
Que tinham tocado maracas. E que ele gostava das maracas. E que tinha usado uma maraca amarela. E que o som da maraca é muito giro. E que só usou uma maraca, porque a professora tinha poucas, então os meninos só podiam ter uma maraca. Em resumo: ouvi ontem mais vezes a palavra "maraca" do que em toda a minha vida.

OLÉÉÉ!!!



24 de janeiro de 2017

Chuchinhas que tranquilizam

Sendo um assunto polémico, a verdade é que as chuchas são um instrumento bastante útil. O Kiko odiava, inicialmente. Se lhe punha a chucha era certo e sabido que 3 milésimos de segundo depois tinha sido cuspida. Quando tinha 4 meses, começou a achar-lhes piada. Deixou relativamente cedo, ou pelo menos, muito antes do que outros que vejo por aí - ainda não tinha 2 anos quando deixou de querer...

As chupetas Philips Avent foram uma das marcas que usei. A determinada altura, quando estava na fase de nascer dentes, comprava chuchas à velocidade de 2 por semana.

Estas chupetas acalmam e tranquilizam o bebé, dando-lhe o conforto que ele necessita em todas as fases de crescimento.

As tetinas ortodônticas, colapsáveis e simétricas da Philips Avent respeitam o desenvolvimento do palato, dentes e gengivas do bebé. Todas as chupetas da Philips Avent são feitas em silicone e não têm sabor nem cheiro.

Além que são muito giras... 

Ao contrário de outras – e acreditem que comprei muitas – estas têm, além de uma argola de segurança, uma cápsula protetora, para manter a tetina esterilizada. E têm ainda o bónus de puderem ser lavadas na máquina de lavar loiça.

Querem experimentar estas chuchas? Basta registarem-se na Trybe (sigam o link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89) e seguirem os passos. Não custa nada. A sério. Nem um cêntimo.

17 de janeiro de 2017

A importância da nossa opinião

Por vezes, encontramo-nos perante o produto A, B ou C e pensamos o quão interessante seria se nós, o público, o consumidor, pudéssemos ter uma palavra a dizer.

Podemos fazer isso, sabiam? A comunidade Trybe foi-me dada a conhecer muito recentemente. Investiguei mais um bocadinho e gostei do que vi.

A Trybe é uma das maiores comunidades internacionais de consumidores que, em apenas um ano se estabeleceu em mais de 100 mercados diferentes e distribuiu milhares de produtos pelo mundo inteiro, incluindo em Portugal.
Nasceu na Noruega com o propósito de aproximar as marcas aos seus consumidores, incentivando a partilha de opinião sobre os produtos que os utilizadores experimentam.

Resta dizer que é um serviço gratuito e super-simples, onde a única moeda em troca é mesmo... a nossa opinão!

Neste momento, estão a decorrer duas campanhas - toalhitas da Dodot e chuchas da Philips Avent - e qualquer um pode experimentar.

O registo é facílimo - graças aos anjinhos das comunicações, podemos aceder ao site através de qualquer dispositivo. Como já estou registada, acedam através do meu link: https://trybe.com/?ref=da8e199b89. Depois, basta clicarem em "testar" no produto que querem experimentar (toalhitas ou chuchas... ou os dois!). Façam o registo e respondam a um pequeno questionário (3 minutinhos, literamente!) e é só esperar pela seleção.
Todos os utilizadores devem confirmar se têm os dados do perfil completos e corretos, senão a probabilidade de serem escolhidos "amanda-se" por aí abaixo e nem chuchas, nem toalhitas vos salvam!

Quem gosta de ser "experimentador", vai adorar esta experiência!

E as mamãs vão-se encantar ;)
Mais (e melhores novidades vêm a caminho... mi aguardem!)









4 de janeiro de 2017

Esta coisa de crescer

Curiosamente, hoje o post é sobre mim.

Quando fiz 18 anos, pensei que não havia nada mais "crescido" do que atingir a maioridade. Oh a liberdade. Estava tão enganadinha, pobrezinha, Deus m'abençoe! Entrei na faculdade e, consequentemente, num banco para tratar de assuntos meus.

Depois terminei a faculdade. Oh a liberdade. Sure. Primeiro emprego. E, definitivamente, não havia nada mais adulto que isso. Comprei o meu primeiro carro. Fiz um seguro. Mudei de emprego. Comprei o meu segundo carro. Mudei de emprego, de cidade, de concelho, de distrito... e passei a viver com o meu namorado. Isto sim, era viver a minha "adultidade" no seu estado mais pleno.

Depois achei que não era suficiente. Engravidei. Tive um filho, logo fiquei responsável por uma vida humana. Eu! Eu, que ainda chamo "mano" ao meu irmão e que, às vezes, muito raramente, chamo "mamã" à minha mãe. Eu! Responsável por uma pessoa pequenina.

Isto são tudo "peanuts" comparado com a nova empreitada: mudar de casa, lidar com agentes imobiliários e proprietários. Lidar com horas para ver casas que, nas fotografias, são a última coca-cola do deserto, mas depois vai-se a ver e são num 4.º andar sem elevador. Casas que são giras, têm muito potencial, mas que são uma estupidez de tão caras, porque os proprietários têm hipotecas gigantes e pensam que o resto do mundo é uma cambada de papalvos que lhes vai pagar as dívidas.
E depois há casas que parecem todas iguais. Quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala... quarto, quarto, casa-de-banho, cozinha e sala...
E não me façam falar das casas para arrendar. Para além de serem poucas, estão todas em todas as agências imobiliárias conhecidas, portanto não é ilusão ver 20 e tal resultados numa busca e depois serem apenas 7 imóveis, com as mesmíssimas fotos.
E eu não quero uma casa em que sou obrigada a ficar com o louceiro gigante (literalmente, ocupava uma parede) em vidro - by the way, obviamente que não fizemos negócio!

Uma úlcera. Vai ser este o resultado da procura de casa!

2 de janeiro de 2017

Post pós-festas

Passou o Natal e chegou 2017.

Virar a página.

Começar de novo.

Longe vai o tempo em que fazia planos e listinhas de desejos para o ano seguinte. Contudo, os anos vieram dar-me razão: é um desperdício de tempo e energia.

Agora, levo as coisas de forma mais zen, e sem estar sujeita a ganhar uma úlcera.

2017 vai ser, apesar de tudo o que escrevi, um ano de mudança. Literalmente. Um dos nossos planos a curto prazo é mudar de casa. Estamos na fase de busca-visita.

Por isso, pessoas, este ano vai ser o ano em que me vou perder entre caixotes e caixinhas. Se não der notícias este trimestre, chamem a polícia.

5 de dezembro de 2016

O Pai Natal, é? Giro...

Fui buscar o pequeno à creche.

Minutos antes tinha confirmado: o Pai Natal ia estar no Fórum, a partir das 16h00. Hora perfeita.

Eu - Amor, queres ir ver se o Pai Natal está no centro comercial?
Kiko - VAMOOOOSSSS

E lá fomos. Fácil estacionar.

Chegados ao pé do Pai Natal, desce sobre a cabeça da minha criança, uma timidez inexplicável. Esconde-se atrás das minhas pernas. Balbucia um "olá" ao Pai Natal - que é bastante convincente, diga-se de passagem! - e vai acenando com a cabeça a tudo o que ele lhe disse: que não pode fazer birras, que tem de comer a sopa toda, para arrumar os brinquedos...

Em defesa do senhor: ele foi muito competente e fez o possível para animar o Kiko, mas o estafermozito já tinha a cena dele debaixo de olho: o comboio.
Lá se desembaraçou do Pai Natal, aceitou o livro que ele lhe deu com um "obrigado" meio-sumido e vá de correr para o comboio.

Uma elfa, muito simpática, pediu-nos para esperar, porque uma menina tinha começado naquele instante as suas voltinhas. O Henrique ficou de fora a contar as voltas. Sim... a rapariga tinha dito que eram 3 voltas e o anão esteve a contá-las.

Sim. Eu mereço.

3 de dezembro de 2016

O blogue e a vida real

Quando criei este blogue, a ideia era, simplesmente, escrever. Tratar este espaço como se fosse um diário onde registava momentos, situações, ideias, etc etc etc
Este blogue assistiu a namoros e a términos; assistiu a mudanças de emprego, e até de distrito de residência. Assistiu à minha gravidez, ao nascimento e ao crescimento do Kiko. Continuo a ser eu, aqui deste lado do ecrã. Com mais anos, com mais quilos e ainda sem cabelos brancos ou rugas, porque a Mãe Natureza, até este momento, tem sido simpática. 

E, ao olhar para outros blogues, não deixo de reparar como estes espaços tão pessoais se tornaram vendáveis. Produtos aos pontapés, lookbooks com as marcas escarrapachadas, os "preferidos" do mês... e penso: mas quem raio tem tempo para isto?! 

Durante a semana, é levantar, preparar o garoto e pôr mãos ao trabalho. Enquanto tomo o pequeno-almoço, vejo um episódio de uma sériezinha... vá... ainda dou essa de barato!
Ao fim-de-semana, sou acordada (cedo, claro...), e enquanto ainda estou meio-comatosa no sofá, o pequeno vê bonecos. 

Ou seja, não tenho cabeça, nem "alembradura" para tirar fotos quas'idílicas dos nossos momentos, do nosso pequeno-almoço, dos looks ou dos cuidados matinais. Epahh, não dá. Uma pessoa "normal" não consegue... 
E aqueles brunches impossíveis?? Quando vou a um brunch, e são raras vezes, sublinho desde já, devo, provavelmente, ter umas quatro horas de acordada, e se estou à mesa, com comida à frente, como-a. Não lhe tiro fotos. Lamento!

Hoje, sábado, tinha uma montanha de loiça para lavar, roupa para pôr na máquina e um chão de casa que nem é bom pensar. Ainda pensei em fazer a árvore, mas depois das últimas mudanças feitas no mobiliário... não sei onde pus as decorações. Por isso ainda não foi hoje que nasceu a árvore de Natal no cantinho da sala. Nem sequer uma luzinha pisca-pisca...

(nota mental: se quiser ser uma pessoa influente na sociedade, acho que tenho de começar a organizar-me)


24 de novembro de 2016

Toys'r'us... Continente... Pingo Doce...? Alguém?

Chega o Natal e começa o frenesim com as compras de Natal. Cá em casa, todos os anos é a mesma história: prendas só para as crianças. Mas depois, a mãe pede para comprar uma lembrança para os sogros; depois "ah, só uma coisinha pequena para os pais"... e quando damos por nós, estamos a caminho da Consoada com três sacos cheios e uma travessa com comida.

E todos os anos, começo a pensar nisto com antecedência. A sério: todos os anos. E, por norma, ando eu, dois dias antes do Natal à procura "daquela" lembrancinha que ainda falta para sei-lá-quem... (atenção: as prendas das crianças são sempre as primeiras a serem compradas, e essas sim, com tempo e vagar!).

Este ano, para além de haver mais um bebé, tenho um filho que, TODOS OS DIAS, estuda cuidadosamente TODOS os catálogos de brinquedos das redondezas. E dou por mim, a ver algumas coisas e a pensar "hmmm, nem é assim tão caro! É uma boa hipótese!".

O meu problema? Não sei se é adequado, não consigo perceber os pormenores pelas fotografias minúsculas, não oiço os sons... se são demasiado altos ou assustadores, e mais uma série de dúvidas existenciais do que aos brinquedos diz respeito. Gostava de pegar nas coisas e testá-las eu mesma. Experimentar tocar nas bonecas que, no catálogo, parecem fofinhas, mas que depois vai-se a ver e são duras... (ai, como me enganaste, Masha!).

Gostava de brincar (sim, literalmente, brincar) com os tablets "educativos" do Panda, do Noddy e da Patrulha Pata. Gostava de ver se as Barriguitas têm muitas pecinhas pequenas que se desmontam e se perdem ou que eventualmente podem ir parar a algum estômago. Gostava de saber o que é feito das boas e velhas caixas de Legos... (agora é preciso ter um mestrado em Física Quântica para comprar uma caixa de Legos!). Gostava de ver a articulação das pernas do Batman ou do Super-Homem ou do Hulk e perceber se o Kiko não tem qualquer hipótese de vazar a vista de alguma das primas com estes brinquedos...
Gostava de ver o tamanho dos brinquedos, para não me decepcionar, como já tem acontecido.

Sim, first world problems! Se alguém tiver cunhas na Toys'r'us, no Pingo Doce, no Continente... ou em qualquer outra loja... que me deixe ir ao armazém abrir caixas e brincar, agradecia!


22 de novembro de 2016

Constatação: ele já não é bebé!

A escolinha corre bem. Já tem montanhas de amiguinhos, em especial, o Rodrigo e a Madalena. Gosta das aulas de ginástica. E a comida é invariavelmente boa.

Olho para ele e vejo que o meu bebé está enorme. O meu bebé já não é bebé.
Olho para ele e quando penso em comprar, nos saldos, coisas para o próximo ano, tenho de fazer uma ginástica mental brutal para me lembrar que tenho de procurar roupas para 4-5 anos.

Ainda mal largou as fraldas e já me pede se o "Rudigo pode vi bincar comigo, na minha caja". Convidar amiguinhos cá para casa... imagine-se!!!

Vejo-o, sentadinho no sofá, com os catálogos de brinquedos, a escolher prendas para ele e para as três primas (as gémeas e a prima bebé). O ar compenetrado dele é avassalador (odeio a palavra "avassalador"... prefiro o equivalente inglês "overwhelming").

E sinto que o meu coração pode, de repente, saltar-me do peito, tal é a comoção que trago em mim.

Claro que também me tira do sério, enerva-me, ralho com ele e ponho-o de castigo. Os brinquedos já foram parar à arrecadação por duas vezes, e não põe os olhos em cima da bicicleta há semanas... ultrapassa todos os limites possíveis e imaginários. Aquela coisa da parentalidade positiva? Sure (só que não!).

Às vezes, penso que ele tem um diabinho e um anjinho por cima de cada ombro que lhe vão dando indicações. De quando em quando, um deles está de folga, certamente, e o outro fica a tomar conta do estaminé.

Estou a escrever este texto e a pensar em quanto ele é esperto, giro... usa a lógica de forma irrepreensível... e as birras... pufff... acontece-lhes o mesmo que ao Chocapic.

Há uns dias, fui buscá-lo à escola, e só quando estava no carro é que me apercebi que estava sem meias. Contou-me uma história estranha. Voltámos atrás, claro. A auxiliar lá me contou que depois da aula de dança mandou os meninos tirarem as meias antiderrapantes que usam, para calçarem as "normais". O Kiko, nesse dia, leva apenas e tão somente as antiderrapantes.
"Como ele é tão obediente, tirou as dele também, e nem me apercebi. Desculpe, mãe!", explicou ela.

Oi? Desculpe? Obediente? Ele? Quem és tu e o que fizeste ao meu filho?! São estas pequenas coisas...
Não devo estar a fazer sentido algum, mas, para mim, resulta...



1 de novembro de 2016

Estreia nas gastroenterites

Há semanas que não conseguia aqui vir. Tivemos a nossa primeira gastroenterite... e a segunda também.

Depois de um mês cheio de tosse, e já tendo esgotado todos os tratamentos domésticos possíveis, marcámos consulta na pediatra. Na véspera da consulta, o Kiko decidiu que ter diarreia e vómitos era uma excelente ideia. Se estávamos com dúvidas acerca de ir ou não à consulta, dissiparam-se por completo.

Viemos de lá com a recomendação de fazer refeições "dieta", e tomar um suplemento alimentar para reidratar o moço. Foi um "31" convencê-lo a tomar o bendito soro, mas lá tomou.
Foram umas belíssimas noites em que corríamos para a casa-de-banho a meio da noite... ou que temíamos um banho de vómito, cada vez que o petiz tossia.

E aos poucos lá ficou restabelecido.

Menos de duas semanas depois, lá ouvimos o temido "dói-me a barriga". Sabemos que não é treta quando a criança tem 3 anos e tal e já havia jantado - teve, portanto, início o "Calvário 2.0: o regresso da gastro". Mais vómitos, mais diarreia, mais noites mal dormidas... ai que saudades (só que não!)!!!

E cá estamos de novo: arroz branco cozido, carnes brancas e peixinho, por causa das tosses.
O que me custa mesmo é ver o bichinho, cheio de fome, e a não conseguir aguentar nada no estômago. Mas... já está a melhorar.

Às vezes, pergunto-me: como é que aquelas mães fashionistas e XPTO ao quadrado conseguem manter-se sãs, giras e frescas quando a filharada anda nestes preparos?!
Andava com olheiras até ao umbigo ainda da primeira semana mal dormida, quando "levei" com a segunda réplica... entre pôr o puto na casa-de-banho, lavar as roupas sujas, pôr a secar, tentar organizar a casa que, às tantas, já parece um cenário de guerra... tem de haver um qualquer segredo por aí algures que não conheço...

29 de setembro de 2016

Latosa em estado puro

O Henrique é um miúdo com a maior lata que, alguma vez, vi na vida. Tem resposta para tudo. Absolutamente.

Há uns dias, falava com o meu irmão ao telefone. "Que'o falá com o tio"... ora, pois com certeza, e passei-lhe o telefone para a mão.
"Olá tio"
"Olá, Henrique. Estás bom?"
"Sim. Já tomaste banho?"
"Ainda não. Vou jantar e depois vou tomar banho"
"Ahhh, parecia que me estava a cheirar mal..."

E devolve-me o telefone! Really?!

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Depois da primeira semana de escola, já ficou em casa dois dias, e tivemos de o ir buscar outros dois dias, porque sua excelência estava com febre. Entretanto, também já percebeu que a escola é coisa para ter de ir todos os dias. Então, todos os dias, TENTA, inventar desculpas para não levarmos.

"Tratam-me mal na escola..."
"A sério?! Mas eu já lá estive muitas vezes e nunca vi ninguém a tratar mal os meninos. Como é que te tratam mal?"
"Dão-me almoço... e lanche!"

NÃOOOOO... as auxiliares dão-lhe comida?! Que ultraje!! Estou chocadíssima com as condições desta instituição. Onde é que já se viu darem almoço (e lanche) às crianças?!

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Vou buscá-lo, todos os dias, depois da hora do lanche, até para ele ter mais um bocadinho de tempo para brincar com os outros miúdos. Depois, quando estamos no carro, tudo depende se dormiu bem a sesta ou não. Às vezes, desbobina tudo o que fez. Outras vezes, é preciso arrancar.

Cenário 1 - dias em que nem sequer consigo que me diga o que almoçou.
"O que fizeram hoje? Colagens ou pinturas?"
"Nada."
"Estiveste o dia todo na escola e não fizeram nada?"
"Não me apetece dizer-te."

Cenário 2: o tagarela em ação
"O que fizeram hoje? Colagens ou pinturas?"
"A professora cortou ovelhas e colámos ao pé dos puquinhos"
"Boa... e quais foram as cores que usaram?"
"Ó mãe... as ovelhas são bancas, e os puquinhos são rosa... não podiam ser verdes, não achas? E depois, fomos almoçar, e depois fomos brincar mais um bocadinho, e depois fomos dormir. Acordaram-nos e fomos lanchar e depois tu foste me buscar."

Assim, tudo muito explicadinho e com muitos "depois... e depois... e depois".

Ultimamente, ir para a escola tem sido "um bocadinhoooo mais divertido". É amigo da Madalena, da Estrelinha (?? foi o que percebi) e do Salvador. E já não usa tantas desculpas. Se bem, que, de quando em quando, lá vem um "o bibe aperta-me".
 

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