28 de abril de 2016

20 dias e uma inscrição depois

Vinte dias desde a última publicação.

Tanto tempo, Cristo.

Nestes 20 dias, escrevi tantos caracteres que até me dói a cabeça só de pensar.

E também inscrevemos o Kiko no jardim-de-infância.

Mais do que as tiradas dele, este foi aquele momento em que, olhei para o meu filho, e o vi como ele realmente é: um menino de 3 anos, que até já vai à escolinha.

Conhecemos o espaço. Não havia muito para ver, até porque era ali que, desde a primeira vez que se falou no assunto, o queríamos inscrever. Conhecíamos a reputação da qualidade de serviço dos colaboradores, do local, da direção... e nunca tivemos dúvidas.

Comprámos o bibe. O bibe!!! Imagine-se.

Assistimos a alguns momentos de uma aula de ginástica. Sabemos que, ali, ele vai aprender a ver as horas, a desenhar as primeiras letras, vai brincar e fazer os primeiros amiguinhos.

Em Setembro, vai começar uma nova rotina. Para todos nós. Para ele, que nunca conheceu outro local que não o colo da mãe e a casa dos avós. Para os avós que vão ficar privados deste tagarela, na maior parte do dia. E para mim, que o vou entregar a "estranhos" pela primeira vez.

Tento estar animada. Tento mostrar-lhe que a escola "vai ser um máximo!". Mas, aqui para nós, que ninguém nos ouve, estou com o coração do tamanho de uma ervilha-bebé.

O meu bebé já é um menino crescido de 3 anos.

7 de abril de 2016

E se fosse eu...?

A Plataforma de Apoio aos Refugiados desafiou os alunos a porem-se no papel de um refugiado, e a fazerem as suas mochilas como se tivessem de fugir.

Isto deixou-me atormentada. Vejo as imagens na televisão, de pais, crianças, jovens... não consigo sequer conceber os sacrifícios que terão feito para se colocarem a salvo. Mas, nunca pensei muito no que levaria comigo, se a isso fosse obrigada.

E acho que muitos de nós, simplesmente, não o fazem. 

Fi-lo esta manhã. 

Reuni uma série de coisas que levaria comigo. Essencialmente, são coisas para o Henrique, como é óbvio: 
- uma manta;
- um gorro;
- uma muda de roupa e um par de meias secas;
- benuron;
- fraldas (cerca de 20);
-escova e pasta de dentes;
- a identificação dele e cartão de saúde.

Para mim, levava:
- uma muda de roupa;
- carteira com dinheiro e identificação;
- telemóvel e carregador;
- escova e pasta de dentes.

Coisas gerais:
- bolachas;
- água (cerca de 500 ml)
- 4 latas de atum;
- uma embalagem de toalhitas.

Pesei isto tudo: quase 5 quilos. Talvez as fraldas fossem "dispensáveis", mas tendo em conta que, agora, neste momento, ele ainda as usa, teriam de ir. Tentei enfiar tudo dentro da minha mochila do 10.º ano. Com muito custo, coube tudo - por pouco não rebentava os fechos - mas consegui enfiar todos os meus essenciais.

E se fossem vocês?


24 de março de 2016

Mimobox - a experiência!

As redes sociais entupiam-me de publicidade à Mimobox - a empresa que, mensalmente, envia aos seus subscritores uma caixa com "gifts" para mães e filhos.

Como o Kiko estava a fazer os 3 anos, decidi subscrever durante um mês para ver que tipo de prendinhas recebíamos. 

Recebemos hoje a caixa: 

- uma embalagem com cubos "MegaBlocks";
- duas revistas: Saber Viver e Prevenir;
- uma embalagem de Fruut;
- uma caixa Blédina com 4 embalagem de fruta 100%;
- uma embalagem de Lyomer C - água do mar;
- um creme hidratante Mixa;
- um shampô/gel banho Mixa para o pequeno;
- amostra de BB Cream da Garnier;
- um vale de uma mensalidade grátis num centro Helen Doron;
- um voucher para tratamento de sobrancelhas, num espaço Wink;
- uma embalagem de toalhetes desmaquilhantes Comodynes;
- um catálogo da Zippy;
- um livrinho infantil em inglês.

Uffffaaaaa... consegui descrever tudo. 

Mas mais do que os produtos, é a emoção de receber uma caixa tão grande com miminhos. Não sei, sinceramente, quem estava mais entusiasmado: eu ou o Kiko.

Mal pôs os olhos nos bloco, tipo lego, não se calou mais... e o mesmo para a fruta bebível da Blédina. Lá o convenci que aquilo calhava bem era com o almoço.

Enfim, no geral, gostei. O valor da subscrição (recorde-se que só assinei um mês - existem outros planos, adaptados a cada carteira!) foi de 22€ e só os dois produtos da Mixa, comprados num supermercado custam mais de 14€. Foi um preço irrisório para a quantidade (e qualidade!) dos produtos. 



23 de março de 2016

3.º aniversário vezes dois

Ele fez anos. Três. A conta que Deus fez.

E fizemos duas festas. A primeira, com a família paterna que estava "à mão de semear" num dia de semana, como era o caso. Os avós, os tios e as primas. Houve confusão, houve muita comida espalhada pelo chão, houve caos, choros, mas gargalhadas, beijos e abraços.

É tão fácil vê-lo feliz!

Houve um bolo de anos mal-amanhado, com uma vela "3", com confettis coloridos; houve os "Parabéns a Você", houve uns pulmões bem cheios de ar a soprarem, e apagarem, facilmente, e sozinho, pela primeira vez, a vela do aniversário.

A segunda festa foi com a família materna. Avós e tios - que deste lado ainda não há primos para se juntarem ao maralhal.

Um almoço de família, feito a quatro mãos. O bolo do Donald por que tanto ele ansiava. A felicidade em ver os avós e os tios que vê menos vezes do que as queria.

Tão fácil. Tã
Festa 1 - Foto pelo tio Pedro Vilela
Bolo 2 - Foto by mum

9 de março de 2016

O dia em que achámos boa ideia levar o Kiko ao IKEA

Decidimos alterar a disposição da nossa casa de forma a fazermos um quarto para o Kiko. Pesados prós e contras, optámos pela solução mais segura, e assim, fazemos também uma pequena remodelação a certos itens.

No fim-de-semana último, fomos ao IKEA. Eu tinha onde estar da parte da tarde, por isso, depois do pequeno-almoço lá fomos. O Henrique estava connosco, obviamente. Pensámos que íamos conseguir dar conta. Somos tãooooo ingénuos.
Para começar, estava um autêntico oceano de crianças no parquinho infantil que existe lá; por isso, deixar o miúdo lá não pareceu muito boa ideia.

Depois, o problema foi... resumindo, todo o espaço IKEA. Sofás, camas, quartos, cadeiras... todo o espaço para correr, mexer, sentar-se, abancar, literalmente.

"Anda, Kiko"

"Não mexas"

"Já te avisei"

"Fogo, Henrique, vamos. Sai daí"

"Não largues a mão dos pais"

Posteriormente, cometemos o erro de dizer que íamos à procura de uma cama para ele. Esteve o tempo todo a perguntar pela cama dele. O tempo todo. T-O-D-O!

Um miúdo passou com uma pequena mota de brincar. Começou a massacrar-nos que queria uma mota. Lá o convencemos a procurar connosco uma mota igual! Quando vínhamos para casa, chorou porque não queria ir embora.

A parte positiva é que, pelo menos, saímos de lá com ideias alinhavadas quanto ao que queremos!

4 de março de 2016

Henrique, o argumentador

Ainda não tem 3 anos, e nem sequer um metro, mas... já tenta arranjar argumentos para entrar em discussão.

Gosto particularmente que ele seja aguerrido; sei que, dele, não fazem farinha. 

As últimas dele:

De manhã, começa a dançar uma música qualquer do Panda. A letra diz qualquer coisa como "é um urso não-sei-o-quê". O pai diz-lhe "O Panda não é um urso".
O Kiko diz que sim. O pai diz que não. O Kiko diz que sim. Às duas por três, vira-se para o pai e responde "Não é um gato, pois não?"

Foi a gargalhada. Ele riu-se também, por nos ver a rir. E repete a gracinha, mesmo que não tenha percebido muito bem porque nos rimos.

****

Decidiu não quer jantar. É frango no forno, com batatinhas, e uns bróculos cozidinhos - até é algo que ele gosta. Todos comemos o mesmo, mas o Henrique vira a cabeça, fecha a boca... um pandemónio. Digo-lhe: "Estou farta. Vai ser o pai da dar-te o jantar".
Ele, com o ar mais "blazé" do mundo, desvia o olhar de mim, olha para o pai e depois responde-me "Ele não pode. Está a ver televisão!" - assim como quem diz "aguenta-te à bomboca, porque o pai está ocupado!"

Ele observa, raciocina e responde. É o meu puto. Não é melhor do que os outros, mas é o meu puto. 


12 de fevereiro de 2016

Campanha Youzz.net: Revitalift Laser X3

Chegam-se os 30 e o rosto acusa a passagem do tempo. Uma ruguita que ontem não estava ali, agora faz-se acompanhar de mais três, ao pé dos olhos.

Fui seleccionada pela Youzz.net para a campanha de experimentação do creme reparador diurno  Revitalift Laser X3, da LÓréal Paris.

Reza a lenda que Revitalift Laser X3 possui alta concentração de ativos e tripla ação anti-idade.
1. Corrige as rugas: sua fórmula rica em Ácido Hialurônico fragmentado penetra rapidamente para reparar* e corrigir minunsiosamente as rugas.
2. Redensifica a pele: Um tratamento rico em Pro-Xylane, reforça as fibras que sustentam a pele para redensificá-la plenamente*.
3: Remodela o rosto: Pela primeira vez, uma concentração de 3% de Pro-Xylane foi integrado a um tratamento Revitalift para estimular a produção dos componentes naturais da pele, preenchendo seu interior e remodelando o rosto.
(*teste in vitro)

E a verdade é que, sempre que o aplico (e não é todos os dias, confesso!), sinto o rosto imediatamente hidratado. Não sei dizer com as palavras bonitas que as bloggers fashion-coisas costumam usar, mas sinto a pele mais lisa e hidratada. E, julgo, que isso é das coisas mais importantes para (pelo menos) nos deixar a impressão de bem-estar.

Ainda tenho amostras e vales de desconto (o preço é cerca de 29,99€). Por isso, amiguinhas, se alguém quiser experimentar, just tell me! ;)

5 de fevereiro de 2016

A saga da máscara de Carnaval

O meu piratinha de pantufas! 
Nunca fui uma moça de grandes folias carnavalescas. Reza a lenda que chorei desalmadamente na primeira vez que me mascararam, a ponto de terem de me tirar toda a indumentária.

Agora, sou mãe... e estive naquela se iria comprar ou não máscara de Carnaval para o meia-leca. E se ele não gostar? E se estiver frio para xuxu? E se ele gostar num dia e no outro me mandar à fava? E se...? E se...? E se...?

Perguntámos se ele queria uma máscara. Disse que sim. Aliás, já me tinha pedido uma para o Dia das Bruxas... - a meio de Novembro!
Queria ser polícia. De certeza? Sim.

Passada uma semana... queria ser bombeiro! De certeza? Sim.

Passados 3 dias... queria ser pirata? De certeza? Sim.

Hoje, decidi. Que se lixe. Vou ver o que ainda há e seja o que os deuses do Carnaval quiserem.

Só encontrei - dentro das escolhas dele - o fato de pirata. Completei com um chapéu e um binóculo. Ficou DE-LI-RAN-TE!

Adorou a ideia de ser pirata. Diz que parece o Jake e grita "ahoy" a todos os instante!

Estou feliz feliz feliz por o meu piratinha ter ficado assim com a escolha apressada da mãe! Sou oficialmente mãe de um pirata - sem olhos de vidro, nem pernas de pau - mas com um olhar de malandrice ternurenta!

11 de janeiro de 2016

Kiko vai à Biblioteca Municipal

Para quê uma "Anita", quando temos um "Kiko"?

O Kiko adora livros. Tem um orgulho gigante na sua "'eca" (biblioteca) que já conta com alguns volumes e títulos que ele nos obriga a ler até à exaustão. Hoje, fomos a Sintra. Íamos sem pressas, e o tempo está melhor do que nos dias anteriores.

Perguntei-lhe se queria ir à Biblioteca. Ao ouvir esta palavra, os olhos arregalaram-se e disse-me logo que sim. Que queria ir. Queria um livro. Disse-lhe que lá havia muitos. Perguntou-me se podia trazer para casa. "Não sei, filho, temos de perguntar". Acedeu, e lá fomos.

Foi como entrar no paraíso. A secção infanto-juvenil da Biblioteca Municipal de Sintra é bastante convidativa a que se entre, nos sentemos e percamos horas de volta de todos aqueles livros. Está decorada de forma a que as crianças queiram mesmo lá estar: vários puffs e colchões coloridos estão dispostos a que os mais pequenos possam deitar-se a estar confortáveis. Pequenos brinquedos espalhados pelo espaço. Uma grande variedade de livros para todas as idades e todos os tamanhos de mãos.

Os livros... nota-se... já foram bastante manuseados, lidos e relidos. Muitos deles já não são novos. Livros que peguei e pensei "eu tinha um destes!".

Cadeiras pequeninas, mesas pequeninas, copos repletos de lápis de cor... um pequeno paraíso para gente com menos de um metro.




A Biblioteca Municipal de Sintra tem em vigor a campanha Bebé Leitor, para o pequenitates até 3 anos. Infelizmente, não tinha comigo alguns documentos necessários para tornar o Kiko um orgulhoso portador do cartão  Bebé Leitor, mas farei isso, certamente.

4 de janeiro de 2016

2016 chegou e não defini absolutamente nada

Quando se aproxima o final de cada ano, as hormonas pululam feitas loucas nos corpos humanos. Ele é ensaiar desejos para o ano vindouro, definir metas a concretizar, etc etc etc

Eu já me deixei disso. Não vale a pena. Chegamos a um terço do ano e tudo o que havíamos formulado entre um copo de vinho, uma garfada no arroz de marisco e uma dentada na lagosta com molho de manteiga de alho já foi à vida...

No ano de 2015, queria perder peso. E comecei. Durou uns 10 dias.

Em 2016, preciso perder peso. E trabalhar mais. E mudar de casa. E pôr o miúdo na creche. E trabalhar mais. E sair mais. E ler mais. E continuar a fazer coisas para pôr o miúdo a rir a gargalhada, como fazer a brincadeira "O que é que os ornitomimos comem?" (nota da autora: ornitomimo é uma espécie de dinossauro, por quem o Kiko nutre especial simpatia desde que começou a ver "O Comboio dos Dinossauros"). E ir mais à praia. E trabalhar mais, não sei se já tinha referido esta parte.

Isto são coisas que preciso fazer. Têm de ser concretizadas. A bem ou a mal. Preferia que fosse a bem: não sou, especialmente, apegada a confrontos.

Agora, se vão ser feitas na primeira ou segunda metade do ano... não sei!

Para já, o meu plano é este: deixar passar esta constipação. Depois, começar a mexer o rabo. Há umas aplicações de treinos, muito jeitosinhas, para telemóvel e tablet, e em vez de esperar pelo fim do Inverno para começar a correr, vou iniciar por aqui.

Depois... uma coisa de cada vez! Mas, a começar agora: em Janeiro!
 

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