31 de agosto de 2015

Depois das férias, o que resta....?

Entre trabalho, problemas com o carro "de família", inspecções, revisões e férias, apercebi-me que não escrevo há mais de um mês...

Mas as novidades também não são muitas. Além das pequenas patifarias do anãozinho. Todos os dias, tem uma ideia diferente, uma reacção a algo, uma piadola na ponta da língua, uma marotice preparada... põe-me os nervos em frangalhos, é certo, mas isto também é ser mãe.

Ser mãe é ouvir 30 vezes num minuto "mãe, ó mãe, mãeeeeee, mamã... ó mamãããããã... mãeeeeeeee...". "O QUÊ????", pergunto eu!!!. "Nada", responde ele com a maior descontracção!

Ser mãe é estar sentada no bidé, a observá-lo no redutor à espera que ele faça xixi, enquanto domina os puzzles que descarreguei no tablet. E quando não há nada, vestir-lhe umas cuequinhas e passados 5 minutos ter a sala alagada em xixi!

Ser mãe é ter de dividir a única bolinha de Berlim na praia... e tê-lo a olhar para mim com olhos de cachorrinho quando acaba.

Ser mãe é fazer montes de bolinhos de areia, na praia, e ouvir SEMPRE "mais, mamã, ôto!".

Ser mãe é lutar para o tirar da piscina e convencê-lo que ir tomar um banho quente é boa ideia!

Ser mãe é estar completamente imóvel com ele a dormir no meu peito...

Ser mãe é ouvi-lo a chamar-me "mamã Babie". Ou "mamã tonta"!

Ser mãe é ouvi-lo a pedir-me uma história: atira-me com o livro para cima e diz "vá, mamã, tenta!" (porque estou sempre a dizer-lhe para tentar fazer isto ou aquilo...!)

Bem... ser mãe é isto e muito mais! E prometo que, agora na rentrée, vou ser mais assídua.

13 de julho de 2015

Armei barraca!!!

Uma das coisas que mais me chateia é recorrer "n" vezes à televisão para conseguir arranjar bocadinhos para outras tarefas como lavar a loiça, ler um bocadinho, trabalhar...
Recorrer à TV é um hábito terrível, eu sei e confesso, e apercebo-me disso quando enumero os desenhos animados preferidos do Henrique. Como disse? Ele tem desenhos animados preferidos? Não era suposto, certo?

Legos, papel e lápis de cor, instrumentos musicais "caseiros"... eu esforço-me, a sério que sim!

Hoje, foi dia de tenda. Canso-me de ouvir no Canal Panda a publicitarem a tenda do Panda, e andava a contar os dias para o Henrique começar a magicar. E hoje, construímos uma tenda. Resultado: esteve lá encafuado meia manhã a brincar, e decidiu que era lá que iria fazer a sesta.

"Bigado, mãe!" ou "Fissi" (o mesmo que "fixe"), foi o que mais se ouviu por estas bandas!!! De encher o coração!
Tenda da brincadeira

Tenda da sesta

8 de julho de 2015

Ai a minha vida: tenho um "mino gando" auto-suficiente!

Imagem retirada daqui
O Henrique é um palhacito - acho que já o terei dito por aqui, algures. É um miúdo gozão, e com a mania que tem graça. Mas depois tem saídas que uma pessoa olha para ele e pergunta-se de onde raio é que tirou aquela ideia.

Há uns dias, estava constantemente a pedir-me para ir à "paia". Ele que só foi à praia meia-dúzia de vezes no ano passado, e numa altura em que nem nós ainda tínhamos falado em praia.

Agora, pegou na mochilinha dele, encheu-a com brinquedos, queria metê-la às costas e dizia "coia, coia" (escola). Escola?! Hein?! Queres ir à escola?! Como é que ele se lembrou de uma coisa destas?! Ele NUNCA esteve - sequer um dia - numa escola...

Ninguém me preparou para isto: criar um filho tão auto-suficiente que decide, sozinho, onde quer ir (hoje, pela primeira vez disse que era um "mino gando" - menino grande - ele que insiste sempre que é um bebé!!!). Acho que vou começar a preparar-me: daqui a mais umas semanas, faz a mala e vai fazer um interrail!

1 de julho de 2015

"Agora é que ele está na fase gira!", é o que me dizem

As crianças são umas esponjas.

Agora, que começa a fazer gracinhas, é que é giro...

E, de repente, dou por mim a pensar nisto e a juntar as duas equações. Realmente, o Henrique está na fase de absorver tudo o que se lhe diz, aprende a uma velocidade digna de um filme de Hollywood, e põe em prática aquilo que aprende da forma mais inaudita possível.

Por exemplo... e aconteceu hoje... há umas horas apenas... o Henrique estava agarrado às minhas pernas, no seu desporto favorito: chamar por mim. Já meio impaciente e entre risos, digo-lhe "Tu és chatooooo!". Começou a saltitar e a cantarolar "sato", "sato", "sato"... Henrique 1 - Mãe 0.

Tenho muito a mania de, volta e meia, dizer "ai que a mamã é tonta!". Erro! Há uns dias, esqueci-me de levar fraldas para o quarto. Disse: "ai que me esqueci das tuas fraldinhas... a mamã vai buscar, fica aí sentadinho!". Resposta dele: "mamã tonta!"... Henrique 2 - Mãe 0

A verdade é que não se pode dizer nadinha ao pé dele que, a determinada altura, o feitiço vira-se contra o feiticeiro, e tudo o que dissermos poderá ser usado contra nós!!! (repeti-me, não foi?!)

2 de junho de 2015

Jura

Passada a virose, andei num rodopio...

Re-re-comecei a fazer uma coisa que sempre gostei muito. Re-re-comecei a escrever como uma maluca, a telefonar, a perguntar, a apagar coisas, a tirar fotografias, a ler o meu nome no finzinho de um trabalho... 

E entretanto, apanhei (?), fiquei (?) uma conjuntivite... há sempre espaço, na minha vida, para coisas novas. E esta foi mesmo novidade. 

De momento, há um turbilhão de coisas a passar. Decisões a tomar. Ver que caminhos tomar. Voltarei a ser mais regular. Eu volto sempre. Juro. 

21 de maio de 2015

Virose ou Síndrome de Sansão?

O miúdo tem estado doente há uma semana: febre, diarreia, tosse puxada a vómitos, falta de apetite and so on. Um filme. Uma semana sem dormir em condições. Um lamúrio quas'eterno. É uma criança, quem o pode condenar?
Disse o médico que o examinou que era uma virose (a habitual desculpa médica que cala qualquer pai quando pergunta "afinal o que é que ele tem?"). 

Mas... e chamaram-me a atenção, hoje, para isso: ele só ficou doente depois de termos ido cortar-lhe o cabelo. Sofrerá ele de Sansonite aguda? 



21 de abril de 2015

Espremer mamas, ou o fado da ignorância


Amamentei o Henrique, até aos 21 meses, sensivelmente... ele tem agora 25 meses e uns trocos, portanto, até Janeiro, volta e meia, lá estava eu com a mamoca de fora. Ele tinha fome especialmente à noite - nem era bem fome, era uma laricazita, um ratito no estômago... durante o dia, nem se lembrava que a mãe tinha mamas.

Quero com isto dizer que, se há 6/7 meses, me pedissem para espremer as mamas sob a ameaça de perder um direito que me assistia, não havia leite para esguichar. 
Sem estimulação frequente do bebé, as minhas mamocas estavam mais sequitas que um deserto. Até porque a mama de gaja não é um reservatório de leite. Não é coisa para ter ali um stock de leite. Mas, se o metesse na mama, o rapaz mamava até se fartar. 

Para quem não sabe, a produção de leite dá-se durante o acto da amamentação. 

A polémica que se instalou não deriva mais do que da ignorância das pessoas que estão à frente dos organismos em questão. E o que mais me choca, é que esses organismos são hospitais, que mais do que ninguém deviam conhecer a biologia humana, ou a biologia da mama. E o que me choca aindaaa maaaiiisss, é saber que isto era, apenas e tão só, um processo para descobrir licenças fraudulentas. O chico-espertismo dos gestores no seu mais alto nível... 

Além de ofensivo e "pidesco", usando a expressão que um conhecido meu utilizou no Facebook, este acto de obrigar uma mulher a "espremer a mama" para provar a amamentação é estúpido, só por si. É prova, não de amamentação, mas de ignorância e estupidez. 

Mas isto, vai dar pano para mangas. Diz até que a polémica já chegou a Bruxelas (aqui). E diz também que a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego já está metida ao barulho, e que "salienta que nenhuma mulher é obrigada a fazer prova de evidência de leite".

O que vos digo é que, tivesse eu leite para espremer, esguichava-lho directamente na tromba para não se armarem em espertos. 

14 de abril de 2015

Quero voltar prá ilha!!!!

Este era o bordão de um sketch dos "Malucos do Riso", ou algo que o valha! Mas define o meu estado de espírito.

A verdade é que estando desempregada há quase 2 anos, e já tendo:

- enviado CV's para este Mundo e o próximo;
- ido a mais entrevistas do que aquelas que me consigo recordar - até para balconista;
- frequentado dois cursos do IEFP;
- cumprido, escrupulosamente, os meus deveres enquanto subsidiária do IEFP, durante um ano e tal;
- tentado lançar as bases para um negócio na área da comunicação;
- tentado ser consultora da Mary Kay;
- visto todos os anúncio do dia, do dia anterior, da semana anterior, do mês anterior, para ter a certeza que não "escapou" nenhuma oportunidade;
- feito registos em todos os sites de emprego e de trabalho temporário;
- tentado e retentado ser jornalista...

... and so on...

... a verdade é que, torno a ver-me sem chão. Há luzes ao fundo do túnel que nos dão ânimo para avançar, que depois, quando lá chegamos revelam ser uma velitas manhosas que se apagam à mínima brisa da nossa chegada. É esgotante! É frustrante! É lamentável chegar a este ponto!

Estou triste, sim! Por mais que me digam para levantar a cabeça e seguir em frente. Mas chega aquele dia, aquela hora em que questionamos tudo: a nossa competência, o nosso profissionalismo, a nossa capacidade para resolver situações complicadas, a nossa experiência...

Hoje, mas só hoje, por favor, deixem-me estar cansada de ser eu! Amanhã, voltamos à programação habitual.

This is me, only for today!!!




8 de abril de 2015

Dieta líquida

Batido de banana, laranja e aveia e a
gelatina caseira de sumo de laranja
Disse-me o médico que, na véspera do internamento para a cirurgia, teria de fazer uma dieta líquida. Ou seja: nada de refeições com sólidos. Água, sumos naturais, sopa, e blábláblá pardais ao ninho.

Ontem, apercebi-me que o tal dia distante que seria a "véspera do internamento" é hoje. Ao pequeno-almoço, deslizei um bocadinho e, além da caneca com leite, comi duas bolachinhas maria embebidas no leite... estavam tão molecas, que contam como líquido, de certeza.

Ao almoço, creme de nabiças e água.

O meu estômago clama por comida!

Pensei que agora ao lanche poderia fazer uma refeição mais completa. Vou beber um iogurte líquido e um batido de banana, laranja e aveia (sempre é mais consistentezinho!).
(receita: juntei uma banana, meia laranja, um pouco de flocos de aveia e um bocadinho de leite... passei a varinha mágica et voilà!)

Para sobremesa, fiz uma saudável gelatina de sumo de laranja. Um miminho que também mereço.
(receita: quatro folhas de gelatina sem sabor já hidratadas, o sumo de 3 laranjas... tudo mexidinho em água a ferver, e depois, frigorífico com esta misturada!)

Conclusão: dietas não fazem o meu género! Sou, definitivamente, mais gaja de pão com manteiga, feijoada de chocos e iogurte de pedaços.

Mãe fora, dia santo na loja?!

Nestes (quase) 25 meses de maternidade, nunca estive afastada do Henrique mais de 10 horas. A isso se deve o facto de estar desempregada e o facto de puder realizar alguns trabalhos a partir de casa, por telefone (senhor Alexander Graham Bell, I love you!).

Amanhã, vou sair de casa bem cedo, estar o dia todo fora e a noite também... e, no dia seguinte, sabe Deus a que horas regresso (espero estar em casa pela hora do jantar!). Já ensinei ao pequeno uma cantilena em que ele promete portar-se "bem" e tomar conta da "caca" (casa) e do "papai".  Expliquei que não vou dormir com ele, e que ele tem de ser bonzinho com o papá... mas não estou muito convencida que ele tenha entendido!

Vai ser uma coisa esperta, vai!
 

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