1 de julho de 2015

"Agora é que ele está na fase gira!", é o que me dizem

As crianças são umas esponjas.

Agora, que começa a fazer gracinhas, é que é giro...

E, de repente, dou por mim a pensar nisto e a juntar as duas equações. Realmente, o Henrique está na fase de absorver tudo o que se lhe diz, aprende a uma velocidade digna de um filme de Hollywood, e põe em prática aquilo que aprende da forma mais inaudita possível.

Por exemplo... e aconteceu hoje... há umas horas apenas... o Henrique estava agarrado às minhas pernas, no seu desporto favorito: chamar por mim. Já meio impaciente e entre risos, digo-lhe "Tu és chatooooo!". Começou a saltitar e a cantarolar "sato", "sato", "sato"... Henrique 1 - Mãe 0.

Tenho muito a mania de, volta e meia, dizer "ai que a mamã é tonta!". Erro! Há uns dias, esqueci-me de levar fraldas para o quarto. Disse: "ai que me esqueci das tuas fraldinhas... a mamã vai buscar, fica aí sentadinho!". Resposta dele: "mamã tonta!"... Henrique 2 - Mãe 0

A verdade é que não se pode dizer nadinha ao pé dele que, a determinada altura, o feitiço vira-se contra o feiticeiro, e tudo o que dissermos poderá ser usado contra nós!!! (repeti-me, não foi?!)

2 de junho de 2015

Jura

Passada a virose, andei num rodopio...

Re-re-comecei a fazer uma coisa que sempre gostei muito. Re-re-comecei a escrever como uma maluca, a telefonar, a perguntar, a apagar coisas, a tirar fotografias, a ler o meu nome no finzinho de um trabalho... 

E entretanto, apanhei (?), fiquei (?) uma conjuntivite... há sempre espaço, na minha vida, para coisas novas. E esta foi mesmo novidade. 

De momento, há um turbilhão de coisas a passar. Decisões a tomar. Ver que caminhos tomar. Voltarei a ser mais regular. Eu volto sempre. Juro. 

21 de maio de 2015

Virose ou Síndrome de Sansão?

O miúdo tem estado doente há uma semana: febre, diarreia, tosse puxada a vómitos, falta de apetite and so on. Um filme. Uma semana sem dormir em condições. Um lamúrio quas'eterno. É uma criança, quem o pode condenar?
Disse o médico que o examinou que era uma virose (a habitual desculpa médica que cala qualquer pai quando pergunta "afinal o que é que ele tem?"). 

Mas... e chamaram-me a atenção, hoje, para isso: ele só ficou doente depois de termos ido cortar-lhe o cabelo. Sofrerá ele de Sansonite aguda? 



21 de abril de 2015

Espremer mamas, ou o fado da ignorância


Amamentei o Henrique, até aos 21 meses, sensivelmente... ele tem agora 25 meses e uns trocos, portanto, até Janeiro, volta e meia, lá estava eu com a mamoca de fora. Ele tinha fome especialmente à noite - nem era bem fome, era uma laricazita, um ratito no estômago... durante o dia, nem se lembrava que a mãe tinha mamas.

Quero com isto dizer que, se há 6/7 meses, me pedissem para espremer as mamas sob a ameaça de perder um direito que me assistia, não havia leite para esguichar. 
Sem estimulação frequente do bebé, as minhas mamocas estavam mais sequitas que um deserto. Até porque a mama de gaja não é um reservatório de leite. Não é coisa para ter ali um stock de leite. Mas, se o metesse na mama, o rapaz mamava até se fartar. 

Para quem não sabe, a produção de leite dá-se durante o acto da amamentação. 

A polémica que se instalou não deriva mais do que da ignorância das pessoas que estão à frente dos organismos em questão. E o que mais me choca, é que esses organismos são hospitais, que mais do que ninguém deviam conhecer a biologia humana, ou a biologia da mama. E o que me choca aindaaa maaaiiisss, é saber que isto era, apenas e tão só, um processo para descobrir licenças fraudulentas. O chico-espertismo dos gestores no seu mais alto nível... 

Além de ofensivo e "pidesco", usando a expressão que um conhecido meu utilizou no Facebook, este acto de obrigar uma mulher a "espremer a mama" para provar a amamentação é estúpido, só por si. É prova, não de amamentação, mas de ignorância e estupidez. 

Mas isto, vai dar pano para mangas. Diz até que a polémica já chegou a Bruxelas (aqui). E diz também que a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego já está metida ao barulho, e que "salienta que nenhuma mulher é obrigada a fazer prova de evidência de leite".

O que vos digo é que, tivesse eu leite para espremer, esguichava-lho directamente na tromba para não se armarem em espertos. 

14 de abril de 2015

Quero voltar prá ilha!!!!

Este era o bordão de um sketch dos "Malucos do Riso", ou algo que o valha! Mas define o meu estado de espírito.

A verdade é que estando desempregada há quase 2 anos, e já tendo:

- enviado CV's para este Mundo e o próximo;
- ido a mais entrevistas do que aquelas que me consigo recordar - até para balconista;
- frequentado dois cursos do IEFP;
- cumprido, escrupulosamente, os meus deveres enquanto subsidiária do IEFP, durante um ano e tal;
- tentado lançar as bases para um negócio na área da comunicação;
- tentado ser consultora da Mary Kay;
- visto todos os anúncio do dia, do dia anterior, da semana anterior, do mês anterior, para ter a certeza que não "escapou" nenhuma oportunidade;
- feito registos em todos os sites de emprego e de trabalho temporário;
- tentado e retentado ser jornalista...

... and so on...

... a verdade é que, torno a ver-me sem chão. Há luzes ao fundo do túnel que nos dão ânimo para avançar, que depois, quando lá chegamos revelam ser uma velitas manhosas que se apagam à mínima brisa da nossa chegada. É esgotante! É frustrante! É lamentável chegar a este ponto!

Estou triste, sim! Por mais que me digam para levantar a cabeça e seguir em frente. Mas chega aquele dia, aquela hora em que questionamos tudo: a nossa competência, o nosso profissionalismo, a nossa capacidade para resolver situações complicadas, a nossa experiência...

Hoje, mas só hoje, por favor, deixem-me estar cansada de ser eu! Amanhã, voltamos à programação habitual.

This is me, only for today!!!




8 de abril de 2015

Dieta líquida

Batido de banana, laranja e aveia e a
gelatina caseira de sumo de laranja
Disse-me o médico que, na véspera do internamento para a cirurgia, teria de fazer uma dieta líquida. Ou seja: nada de refeições com sólidos. Água, sumos naturais, sopa, e blábláblá pardais ao ninho.

Ontem, apercebi-me que o tal dia distante que seria a "véspera do internamento" é hoje. Ao pequeno-almoço, deslizei um bocadinho e, além da caneca com leite, comi duas bolachinhas maria embebidas no leite... estavam tão molecas, que contam como líquido, de certeza.

Ao almoço, creme de nabiças e água.

O meu estômago clama por comida!

Pensei que agora ao lanche poderia fazer uma refeição mais completa. Vou beber um iogurte líquido e um batido de banana, laranja e aveia (sempre é mais consistentezinho!).
(receita: juntei uma banana, meia laranja, um pouco de flocos de aveia e um bocadinho de leite... passei a varinha mágica et voilà!)

Para sobremesa, fiz uma saudável gelatina de sumo de laranja. Um miminho que também mereço.
(receita: quatro folhas de gelatina sem sabor já hidratadas, o sumo de 3 laranjas... tudo mexidinho em água a ferver, e depois, frigorífico com esta misturada!)

Conclusão: dietas não fazem o meu género! Sou, definitivamente, mais gaja de pão com manteiga, feijoada de chocos e iogurte de pedaços.

Mãe fora, dia santo na loja?!

Nestes (quase) 25 meses de maternidade, nunca estive afastada do Henrique mais de 10 horas. A isso se deve o facto de estar desempregada e o facto de puder realizar alguns trabalhos a partir de casa, por telefone (senhor Alexander Graham Bell, I love you!).

Amanhã, vou sair de casa bem cedo, estar o dia todo fora e a noite também... e, no dia seguinte, sabe Deus a que horas regresso (espero estar em casa pela hora do jantar!). Já ensinei ao pequeno uma cantilena em que ele promete portar-se "bem" e tomar conta da "caca" (casa) e do "papai".  Expliquei que não vou dormir com ele, e que ele tem de ser bonzinho com o papá... mas não estou muito convencida que ele tenha entendido!

Vai ser uma coisa esperta, vai!

31 de março de 2015

Youzz.net - Campanha Purina One

Como já havia dito há alguns meses, sou embaixadora Youzz.net - uma "comunidade de influenciadores", a partir da qual somos, regularmente, seleccionados para campanhas de experimentação de produtos e serviços que tanto podem ir desde protectores solares, como, neste caso, alimentação para gatos.

Esta é já a terceira campanha para a qual sou seleccionada. E ao responder ao questionário de qualificação, tive sempre em mente o Óscar.
O Óscar começou a fazer parte da família quando era tãoooo pequeno que nem dava para ver o sexo. Começámos por pensar que era uma menina, até que percebemos que não era... :)

E assim fiquei super-contente quando soube que fui uma das sortudas que ganhou algumas semanas de alimentação para ele. A marca: Purina!

O ar deliciado - e pachorrento - do caramelo :)
A verdade é que, já há alguns anos, tínhamos tido uma experiência com a Purina. O nosso falecido Simba tinha um problema renal e o veterinário aconselhou-nos esta marca por ter todos os componentes nutritivos para ele, sem afectar a sua saúde, ao contrário de outras marcas que abusavam dos sais. 

O Óscar pareceu aderir a esta marca... o que vos parece?! ;)

Se quiserem experimentar, tenho algumas amostras, e vales de desconto, para oferecer... é só dizerem! :)

Quem quiser aderir - gratuitamente - basta clicar no banner abaixo, registar-se e participar o mais activamente possível. E boa sorte! 

28 de março de 2015

Introdução ao bacio - lição n.º 1

O modelito adquirido é semelhante a este
Na última consulta do pequeno, introduzimos o tema "desfralde". Sinceramente, há muito tempo que temia esta fase.
- O desmame da mama foi feito tão naturalmente que quase nem dei conta: houve um dia em que simplesmente ele deixou de querer mamar. Assim. Sem pré-aviso, após 21 meses.

- O (quase) desmame da chucha foi igual e quase em simultâneo. Houve um dia em que simplesmente me deu a chucha. Chuchou na chupeta - consecutivamente - desde os 4/5 meses até aos 22, vá. Agora, pede-ma muito raramente. Tão raramente que, na última vez, nem sabia onde é que ela estava.

O desfralde, esse, foi uma coisa que sempre me assustou. A minha ideia sempre foi a seguinte: no ano em que ele fizesse 2 anos, mal o tempo começasse a melhorar, íamos começar a tirar a fralda, aos poucos.

Uma pessoa lê mil descrições, em busca de uma que sirva de guia, e nenhuma é igual. O ponto comum é o bebé sentir-se preparado. E eu olho para o Henrique e ainda o vejo tão bebé, sem vestígios de "maturidade" para largar a fralda. Ainda assim, fui comprar o adereço que faltava.

(disseram as enfermeiras que ele já deu as primeiras indicações de que se está a preparar: avisa após fazer cocó na fralda. Falta o essencial: pedir para fazer, ou avisar antes de fazer)

Instalou-se a dúvida: comprar bacio ou redutor de sanita? Com tampa ou sem tampa? Optei por um bacio, sem tampa (assim 'comássim, ele é gajo e NUNCA vai baixar a tampa)...

Logo na primeira vez que tentámos, fiquei cerca de um quarto de hora a brincar com o Kiko, na casa de banho, com o tablet no colo a ver as aplicações com animais, bebés, carros... não fez nada, mas pelo menos, tentámos.

(uma coisa de cada vez, fáxavôr: ainda me estou a mentalizar do facto dele já ter 2 anos) 





19 de março de 2015

DOIS anos

(texto escrito Imagem retirada daqui
(texto escrito no Dia do Pai, com o papá no coração - porque ainda não chegou do trabalho!)

O Henrique completou 2 anos, no domingo. E eu, tão assoberbada de amor (e de tarefas em mãos!), nem consegui vir, aqui, celebrar mais um marco na vida do piolho eléctrico.

O Henrique completou 2 anos, no domingo. E tal como há dois anos, o dia estava bonito: sol, uma temperatura amena. Tal como há dois anos, a família fez questão de estar connosco. Foram os avós de Mem Martins e os do Picoto, os tios de Lisboa e os do Picoto e as primas que saíram de casa para vir festejar.

O Henrique completou 2 anos, no domingo. Houve o "Parabéns a Você", houve bolo com o rosto sorridente do Mickey, houve risos, houve um piquenique e sobras para trazer para casa.

O Henrique completou 2 anos. E foi isto: um domingo muito feliz!





 

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