14 de abril de 2015

Quero voltar prá ilha!!!!

Este era o bordão de um sketch dos "Malucos do Riso", ou algo que o valha! Mas define o meu estado de espírito.

A verdade é que estando desempregada há quase 2 anos, e já tendo:

- enviado CV's para este Mundo e o próximo;
- ido a mais entrevistas do que aquelas que me consigo recordar - até para balconista;
- frequentado dois cursos do IEFP;
- cumprido, escrupulosamente, os meus deveres enquanto subsidiária do IEFP, durante um ano e tal;
- tentado lançar as bases para um negócio na área da comunicação;
- tentado ser consultora da Mary Kay;
- visto todos os anúncio do dia, do dia anterior, da semana anterior, do mês anterior, para ter a certeza que não "escapou" nenhuma oportunidade;
- feito registos em todos os sites de emprego e de trabalho temporário;
- tentado e retentado ser jornalista...

... and so on...

... a verdade é que, torno a ver-me sem chão. Há luzes ao fundo do túnel que nos dão ânimo para avançar, que depois, quando lá chegamos revelam ser uma velitas manhosas que se apagam à mínima brisa da nossa chegada. É esgotante! É frustrante! É lamentável chegar a este ponto!

Estou triste, sim! Por mais que me digam para levantar a cabeça e seguir em frente. Mas chega aquele dia, aquela hora em que questionamos tudo: a nossa competência, o nosso profissionalismo, a nossa capacidade para resolver situações complicadas, a nossa experiência...

Hoje, mas só hoje, por favor, deixem-me estar cansada de ser eu! Amanhã, voltamos à programação habitual.

This is me, only for today!!!




8 de abril de 2015

Dieta líquida

Batido de banana, laranja e aveia e a
gelatina caseira de sumo de laranja
Disse-me o médico que, na véspera do internamento para a cirurgia, teria de fazer uma dieta líquida. Ou seja: nada de refeições com sólidos. Água, sumos naturais, sopa, e blábláblá pardais ao ninho.

Ontem, apercebi-me que o tal dia distante que seria a "véspera do internamento" é hoje. Ao pequeno-almoço, deslizei um bocadinho e, além da caneca com leite, comi duas bolachinhas maria embebidas no leite... estavam tão molecas, que contam como líquido, de certeza.

Ao almoço, creme de nabiças e água.

O meu estômago clama por comida!

Pensei que agora ao lanche poderia fazer uma refeição mais completa. Vou beber um iogurte líquido e um batido de banana, laranja e aveia (sempre é mais consistentezinho!).
(receita: juntei uma banana, meia laranja, um pouco de flocos de aveia e um bocadinho de leite... passei a varinha mágica et voilà!)

Para sobremesa, fiz uma saudável gelatina de sumo de laranja. Um miminho que também mereço.
(receita: quatro folhas de gelatina sem sabor já hidratadas, o sumo de 3 laranjas... tudo mexidinho em água a ferver, e depois, frigorífico com esta misturada!)

Conclusão: dietas não fazem o meu género! Sou, definitivamente, mais gaja de pão com manteiga, feijoada de chocos e iogurte de pedaços.

Mãe fora, dia santo na loja?!

Nestes (quase) 25 meses de maternidade, nunca estive afastada do Henrique mais de 10 horas. A isso se deve o facto de estar desempregada e o facto de puder realizar alguns trabalhos a partir de casa, por telefone (senhor Alexander Graham Bell, I love you!).

Amanhã, vou sair de casa bem cedo, estar o dia todo fora e a noite também... e, no dia seguinte, sabe Deus a que horas regresso (espero estar em casa pela hora do jantar!). Já ensinei ao pequeno uma cantilena em que ele promete portar-se "bem" e tomar conta da "caca" (casa) e do "papai".  Expliquei que não vou dormir com ele, e que ele tem de ser bonzinho com o papá... mas não estou muito convencida que ele tenha entendido!

Vai ser uma coisa esperta, vai!

31 de março de 2015

Youzz.net - Campanha Purina One

Como já havia dito há alguns meses, sou embaixadora Youzz.net - uma "comunidade de influenciadores", a partir da qual somos, regularmente, seleccionados para campanhas de experimentação de produtos e serviços que tanto podem ir desde protectores solares, como, neste caso, alimentação para gatos.

Esta é já a terceira campanha para a qual sou seleccionada. E ao responder ao questionário de qualificação, tive sempre em mente o Óscar.
O Óscar começou a fazer parte da família quando era tãoooo pequeno que nem dava para ver o sexo. Começámos por pensar que era uma menina, até que percebemos que não era... :)

E assim fiquei super-contente quando soube que fui uma das sortudas que ganhou algumas semanas de alimentação para ele. A marca: Purina!

O ar deliciado - e pachorrento - do caramelo :)
A verdade é que, já há alguns anos, tínhamos tido uma experiência com a Purina. O nosso falecido Simba tinha um problema renal e o veterinário aconselhou-nos esta marca por ter todos os componentes nutritivos para ele, sem afectar a sua saúde, ao contrário de outras marcas que abusavam dos sais. 

O Óscar pareceu aderir a esta marca... o que vos parece?! ;)

Se quiserem experimentar, tenho algumas amostras, e vales de desconto, para oferecer... é só dizerem! :)

Quem quiser aderir - gratuitamente - basta clicar no banner abaixo, registar-se e participar o mais activamente possível. E boa sorte! 

28 de março de 2015

Introdução ao bacio - lição n.º 1

O modelito adquirido é semelhante a este
Na última consulta do pequeno, introduzimos o tema "desfralde". Sinceramente, há muito tempo que temia esta fase.
- O desmame da mama foi feito tão naturalmente que quase nem dei conta: houve um dia em que simplesmente ele deixou de querer mamar. Assim. Sem pré-aviso, após 21 meses.

- O (quase) desmame da chucha foi igual e quase em simultâneo. Houve um dia em que simplesmente me deu a chucha. Chuchou na chupeta - consecutivamente - desde os 4/5 meses até aos 22, vá. Agora, pede-ma muito raramente. Tão raramente que, na última vez, nem sabia onde é que ela estava.

O desfralde, esse, foi uma coisa que sempre me assustou. A minha ideia sempre foi a seguinte: no ano em que ele fizesse 2 anos, mal o tempo começasse a melhorar, íamos começar a tirar a fralda, aos poucos.

Uma pessoa lê mil descrições, em busca de uma que sirva de guia, e nenhuma é igual. O ponto comum é o bebé sentir-se preparado. E eu olho para o Henrique e ainda o vejo tão bebé, sem vestígios de "maturidade" para largar a fralda. Ainda assim, fui comprar o adereço que faltava.

(disseram as enfermeiras que ele já deu as primeiras indicações de que se está a preparar: avisa após fazer cocó na fralda. Falta o essencial: pedir para fazer, ou avisar antes de fazer)

Instalou-se a dúvida: comprar bacio ou redutor de sanita? Com tampa ou sem tampa? Optei por um bacio, sem tampa (assim 'comássim, ele é gajo e NUNCA vai baixar a tampa)...

Logo na primeira vez que tentámos, fiquei cerca de um quarto de hora a brincar com o Kiko, na casa de banho, com o tablet no colo a ver as aplicações com animais, bebés, carros... não fez nada, mas pelo menos, tentámos.

(uma coisa de cada vez, fáxavôr: ainda me estou a mentalizar do facto dele já ter 2 anos) 





19 de março de 2015

DOIS anos

(texto escrito Imagem retirada daqui
(texto escrito no Dia do Pai, com o papá no coração - porque ainda não chegou do trabalho!)

O Henrique completou 2 anos, no domingo. E eu, tão assoberbada de amor (e de tarefas em mãos!), nem consegui vir, aqui, celebrar mais um marco na vida do piolho eléctrico.

O Henrique completou 2 anos, no domingo. E tal como há dois anos, o dia estava bonito: sol, uma temperatura amena. Tal como há dois anos, a família fez questão de estar connosco. Foram os avós de Mem Martins e os do Picoto, os tios de Lisboa e os do Picoto e as primas que saíram de casa para vir festejar.

O Henrique completou 2 anos, no domingo. Houve o "Parabéns a Você", houve bolo com o rosto sorridente do Mickey, houve risos, houve um piquenique e sobras para trazer para casa.

O Henrique completou 2 anos. E foi isto: um domingo muito feliz!





10 de março de 2015

Um desfiar de dores

Uns dois dentes a romper.
Baba e mãos na boca até às amígdalas.

Tosse seca.
Tosse seca acompanhada de vómito.

Nariz ranhoso.
Um caso sério de "alergia" a limpar o nariz.

Assim vai a vida do anãozinho. O que nos vale é que o bom humor prevalece, e me anda aqui a saltitar como uma pulga eléctrica (e a gritar por mim a cada 30 segundos).
Com a maternidade devia vir um curso universitário de pediatria... nisto ninguém pensa, não é?!

9 de março de 2015

A frustração do desemprego

Há uns anos, o primeiro-ministro disse que as pessoas deviam ver o desemprego como "uma oportunidade" de fazer algo diferente, para abrirmos horizontes e explorarmos alternativas.

Quando fiquei desempregada, tornei-me mãe a tempo inteiro e dona de casa semi-competente. Os primeiros meses são fáceis. Há tanto para pôr em dia. As conversas, o sono, a leitura, as séries de televisão...
Quando se tem a sorte de ter um subsídio de desemprego, a questão monetária também não é a maior preocupação. Temos de fazer as apresentações obrigatórias no Centro de Emprego, há as formações que o Instituto de Emprego nos apresenta... em certa medida, é estar a usufruir de um direito que nos assiste enquanto contribuintes, após anos de descontos para a Segurança Social.
Como não paramos de procurar emprego, vamos a entrevistas e esperamos pelos melhor.

Mas os meses passam.
E o tempo... esse ditador!... não pára. Não nos pergunta "a mamã dá licença?". Mas ainda assim, levantamos a cabeça e "bola para a frente, que atrás vem gente!". O subsídio ainda vai chegando à nossa conta bancária, repensamos o que estamos a fazer bem e mal, e talvez pensemos na hipótese da criação de um pequeno negócio.

E os meses continuam a passar.
E quando damos por nós, estamos há semanas sem ser chamados para entrevistas. Entretanto, o subsídio já terminou. Vemos a confiança a começar a desaparecer. E afinal, a criação de um negócio é mais complicado do que parecia.
Com um bocadinho de sorte, conseguimos fazer um trabalho ou outro, sem complicações, sem pressões...

E quando já desesperamos por um telefonema, algo, alguém, alguma coisa que nos pareça uma oportunidade... definhamos. Caímos na tentação de não sair de casa - mesmo num dia bonito - afinal, sair para quê? Para onde?
E sentimos a pressão dos outros "já encontraste alguma coisa?", "tens ido a entrevistas?", "já mandaste o currículo para o sítio X?", "não podes só centrar-te na tua área, tens de procurar noutros sítios, noutras áreas..." - mesmo que a intenção seja boa, não há ninguém mais frustrado nesta equação que o desempregado.

Podemos sempre tentar ser proactivos. Fazer coisas. Dedicar o tempo livre a fazer bolos e salgados para fora, pintar, fazer bijuteria... e depois vamos ao Facebook e há centenas de grupos de artesanato e pastelaria, cada um com oito mil artesãos e pasteleiros registados, com peças fantásticas e com bolos dignos do "Cake Boss".

E depois, pronto, acordamos um dia, fazemos a cama, tomamos o pequeno-almoço, enquanto damos uma espreitadela no Facebook, e nos sites de anúncios de emprego, lavamos a loiça, arrumamos aquela roupa que apanhámos no dia anterior, passamos a ferro umas camisas - aiiii que já passou a hora do almoço - comemos qualquer coisa (porque já passaram horas desde a última refeição!) - damos um jeito ao chão da casa, sentamo-nos um bocadinho a descansar, a ler um bocado, talvez... e eis que estamos no fim do dia.
Seis da tarde.
E mais um dia de trabalho cumprido.
Amanhã é outro dia... igual a este!

11 de fevereiro de 2015

Dicionário Henriquês-Português

O Henrique, tal como 99% dos bebés, tem a sua maneira muito peculiar de falar. Já vai arriscando algumas palavras, mas sem se esticar muito.
Assim, e para memória futura (vossa, não a minha, entenda-se!) aqui vai uma amostra do léxico Henriquês:

papai - papá + pai
mamãe - mamã + mãe
nhãoooo (assim mesmo, a arrastar o "ãooo") - não (e temos a variante "ó nhãoooo", com o gesto dramático de levar as mãos à cabeça)
rô - arroz
gôgu - golo ou bola
tão - tostão ou botão (conforme o contexto da conversa)
Ruca - (não necessita de tradução)
Mickey - (idem)
rã - (idem)
cão - (idem)
pão - (idem)
pátum - prato ou pato (conforme estiver a almoçar/jantar ou tomar banho)
pan - Panda
ôôô - Jake e os Piratas
xixi - (não necessita de tradução)
pica-pica - bolacha (por alguma razão desconhecida, embora eu tenha uma teoria)
diu / deu - adeus

Os sons dos animais: consegue "reproduzir" o cão, gato, pato, porco, rato, vaca e o carneiro.

À medida que for necessário, vou acrescentando palavras.



5 de fevereiro de 2015

Sair em reportagem

Já não o fazia há, praticamente, cinco anos. Estava destreinada, mas, curiosamente, tranquila. Há coisas que são tão naturais que as fazemos de olhos fechados.
Foi necessário "estudar" o meu objecto, preparar o início de conversa, perceber quem é quem e quem faz o quê...

Cheguei um pouquinho antes da hora.

E depois, a coisa fluiu.

Cerca de uma hora de conversa. Sobre o assunto. Sobre tudo e sobre nada.

Sair do local com um calorzinho na barriga, por perceber que a escolha que fiz, aos 18 anos, era a correcta. Que o jornalismo é o que me preenche, apesar dos stresses que provoca, apesar das injustiças que existem neste micro-cosmo, apesar da contra-informação, apesar das dificuldades...

Agora, é lançar os dedos ao teclado e deixar as palavras caírem sobre o papel. Aiiii, as saudades que eu tinha disto!

 

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