15 de abril de 2014

A maior das sortes

Hoje, enquanto dava iogurte ao Henrique, apercebi-me que é do caraças ter este privilégio que é vê-lo crescer. A maior parte das mães que conheço tem de deixar os seus rebentinhos aos 4, 5, 6 meses na creche com pessoas que, sendo profissionais, não são família, não têm o mesmo calor no colo que uma avô, um avó, a mamã...

Apercebi-me que é do caraças conseguir, inclusivamente, controlar o nascimento dos dentes, saber de cor as músicas que ele gosta, perceber quais são os episódios do Pocoyo que andam a passar repetidos e enchê-lo de beijos quando me apetece...

É uma merda (e peço desculpa pelo termo) estar desempregada, só haver um ordenado a entrar em casa, e beca-beca-beca... se, no início, se levava a coisa com mais descontracção, chega uma altura que se começa a fazer contas à vida e que a coisa assim não se pode arrastar muito mais tempo.
Pensa-se que a alternativa é trabalhar em casa (ou trabalhar mais em casa, porque já se sabe para quem "sobra" as tarefas domésticas...).

E depois, olho para o Henrique. Crescido. Feliz. Saudável. Com as birras normais em bebés da idade dele. E volto a pensar que realmente sou uma mulher com uma sorte do caraças (mesmo com o fogão sujo até à 5.ª casa...).

Imagem retirada daqui

7 de abril de 2014

Henrique e o mar

Ontem, domingo, levantámo-nos bem cedo. O senhorzito Henrique achou que era um bom dia para fazer coisas em família, por isso, vai de acordar os pais e fazê-los levantar o rabinho da cama.

E a verdade é que... até foi bom. Tomámos o pequeno-almoço cedo, e aproveitámos para ir passear até às praias. Começámos pela Praia Grande. O Henrique dormia. Vimos o quanto a praia está com um aspecto desolador. As últimas tempestades levaram o areal, e deixaram à vista as enormes rochas que, usualmente, estão bem escondidinhas.

Passámos à Praia das Maçãs... o Henrique dormia. O sacana acordou-nos cedíssimo e cometia o sacrilégio de estar a dormir como um anjo. Vimos o que havia para ver e estávamos já a pensar em voltar para casa, quando nos apeteceu pão com chouriço. O Henrique acorda.

Voltámos então para trás - que a manhã até estava agradável - e, pela primeira vez, o Henrique viu o mar. Pisou o areal (ainda que calçado!). Divertiu-se (muito! imenso!) a ver os outros meninos a brincar. Riu. Gargalhou. Foi tão feliz que nos deixou a nós felizes.

Cada dia me convenço mais que é um privilégio assistir ao aprendizado de alguém. Ver a felicidade dele em experimentar coisas, ver coisas, tocar em coisas que tomo por adquiridas. Como o mar... ou crianças a brincar com discos voadores... ou encher-se de areia da praia...

Os créditos da fotografia são do papá

2 de abril de 2014

A propósito da estreia, amanhã, do "Sei lá!" da Margarida Rebelo Pinto

Imagem retirada daqui
Os ensinamentos que retirei dos livros da Margarida Rebelo Pinto, nomeadamente do "Sei lá":









FIM

27 de março de 2014

Higiene Oral no latente e criança

Dentição:
A dentição é o um processo que leva à formação e à erupção dos dentes.
O desenvolvimento dos dentes compreende três fases:

* A mineralização (calcificação);
* A erupção (rompimento dos dentes);
* Esfoliação (quando caem).

A mineralização começa ainda no período pré-natal e termina por volta dos 25 anos para a dentição permanente.

Em geral, a erupção inicia-se por volta dos 6 meses e os primeiros dentes a romper costumam ser os incisivos centrais inferiores, seguidos pelos incisivos centrais superiores; posteriormente rompem os outros até completar a dentição decídua, composta por 20 dentes, até aos 3 anos. A esfoliação ou queda dos dentes começa cerca dos 6 anos e continua até aos 12 anos.

A erupção da dentição permanente pode iniciar-se logo a seguir à esfoliação ou pode haver um intervalo de 4-5 meses.


Erupção dentária e infecções:
Como já referimos anteriormente, os dentes começam a romper por volta dos 6 meses coincidindo com a diminuição fisiológica dos anticorpos transmitidos pela mãe durante os últimos meses de gravidez e portanto com uma diminuição das defesas. Nesta altura, existe uma maior susceptibilidade a infecções, como sejam respiratórias, diarreia e /ou rubor da pele na região anal. 


Manifestações clínicas:
Em muitos bebés a erupção dentária é assintomática ou provoca um desconforto ligeiro, mas pode surgir:

*Salivação abundante;
* Nervosismo ou irritabilidade invulgares;
* “Morder” constantemente as mãos, a criança leva tudo à boca para aliviar o desconforto;
* Rejeição do biberão porque as gengivas se encontram sensíveis;
* Problemas de sono (agitação, choro, etc.)
* A gengiva torna-se mais vermelha e, por vezes, inchada.

Outros sintomas apesar de raros podem surgir como:
* Febre baixa (37,5º)
* Fezes um pouco mais moles do que o normal;
* Eritema da fralda.
* Irritação na pele (dermatite da baba) na zona do queixo.


Tratamento:
* Paciência e carinho;
* Oferecer alimentos duros como côdea de pão (se idade superior a 6 meses);
* Bebidas frescas;
* Anéis de dentição específicos;
* Gel de massagem gengival e massajar suavemente;
* Aplicação de creme protetor em caso de “dermatite da baba” e da eritema da fralda.


Prevenção:
* Prevenção de cáries dentárias, mesmo em dentes de leite;
* Evitar embeber a chucha em açúcar ou mel;
* Instituir hábitos de higiene orais de preferência após as refeições;

Higiene Oral:
Kit de higiene oral do Henrique, estreado ontem
Uma boa higiene dentária requer apenas alguns minutos por dia, mas o tempo despendido será largamente compensado em dentes e gengivas que se manterão sãos durante toda a vida.

Após os seis meses de vida é recomendado os seguintes cuidados básicos, mesmo que o bebé não tenha ainda dentes:

Alimentação variada e equilibrada, evitando a ingestão de alimentos ricos em açúcares (doces, chocolates, etc.); evitar “snacks” entre as refeições;

Escolher uma pasta dentífrica ou gel com flúor de qualidade comprovada ou recomendada por um médico ou enfermeiro. Não ponha mais que um botão de ervilha de pasta na escova;

Escolha uma escova de dentes com cerdas macias e arredondadas na extremidade, do tamanho adequado à boca do seu filho e capaz de alcançar todos os dentes. Substitua a escova de 3 em 3 ou de 4 em 4 meses.

Os dentes devem ser escovados pelo menos duas vezes por dia; de manhã e à noite; se puder, devem ser escovados também depois das refeições. 

Não consentir que o seu filho utilize os dentes para rasga, puxar, dobrar ou abrir objetos;

Após os 3-4 anos consultar um dentista, mesmo que não existam queixas, pelo menos uma vez por ano.


Enfª Cláudia Rainha (Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica)
Ruth Campos (Aluna de Enfermagem do 4º ano de licenciatura da ESEL)

26 de março de 2014

Alimentação

Imagem retirada daqui
O Henrique começou a comer sopa, fruta e papa, a partir dos 4 meses. Como não mamava, em exclusivo, e o aumento de peso estava a ser residual, o médico de família... e depois a pediatra, aconselharam a introduzir a alimentação complementar.

O miúdo só estranhou nos primeiros 2 dias e depois era vê-lo a comer. Hoje, praticamente com um ano e duas semanas, come sopa, fruta, papa, iogurtes, pão, bolachas Maria, queijo flamengo... a sopa já levou todos os ingredientes e mais alguns, peixe, frango, peru, coelho...

Entretanto, estamos preparados para dar o passo seguinte: comer o mesmo que nós. E aqui, vou ser muito sincera - e, ao mesmo tempo, devo parecer extremamente parva - faz-me um bocado de confusão, os bebés passarem de uma alimentação "controlada", sem sal, nem gorduras, nem outros condimentos... para uma alimentação que poderá levar pimenta, sal, gordura (como margarina, por exemplo), ou ser regada como vinho branco ou cerveja (faço pratos no forno em que ponho um pouco, para não secar e dar um saborzito extra).

(pausa para respirar... viram bem o tamanho deste último parágrafo?!)

Estou a ser totó, ou esta minha "preocupação" tem razão de ser?

25 de março de 2014

Crónica de uma mãe com a mania que é esperta

Isto de ter um filho que nunca dormiu uma noite inteira dava para uma tese de doutoramento. E quando ele tem uma noite, digamos, boa?

Desde que o Henrique nasceu, tem sido um constante levantar. Inicialmente, porque ele tinha de mamar. Depois, porque estava tão habituado a acordar para mamar que, simplesmente continuou. E continuou. E continuou. E ... bem, acho que já perceberam a ideia.

Lembro-me de uma noite em que ele só acordou às 5h da manhã, e também recordo (com saudade!) as noites em que ele acordava de 3 em 3 horas.
Mas depois há noites em que acorda de 1h30/1h30, ou, em dias bons de 2/2 horas.

A verdade é que estou com isto tão entranhado que, há duas noites, já passava das 3 da manhã e fui ver se ele respirava. Verídico!
Acordei completamente estremunhada e, sinceramente, não sei o que raios me passou pela cabeça. Levantei-me e espreitei-o por cima da grade da caminha dele. Estava a dormir. A mexer os pés, mas a dormir.
Já que estava de pé, fui ao wc, e voltei a deitar-me.
(neste momento, o colchão fez barulho!)

E ainda não tinham passado 5 minutos, e ele acordou, mesmo. Tentei fingir-me de morta, para ver se ele voltava a dormir, mas, às duas por três, o palrar dele estava a ficar mais... sonoro... do que deveria e antes que acordasse o pai, lá fui eu.

Conclusões a tirar deste episódio?: PORQUE RAIO ME LEVANTEI???

Imagem retirada daqui

Por causa das tosses, esta última noite, eram 3 da manhã e ele já tinha acordado duas vezes, como que a dizer "toma lá, para não seres esperta...!". A vingança é um prato que se serve frio... e o Henrique já percebeu isso, o sacana. 


19 de março de 2014

Notícia: Lançado projecto de cuidados especializado no Hospital Amadora-Sintra

Imagem retirada daqui
Sou mãe de um bebé de termo. O Henrique nasceu, praticamente, às 39 semanas (faltava 1 dia e meio), mas conheço mulheres... mães de bebés prematuros. Aliás, demasiado prematuros. Bebés que, antes mesmo de conhecerem o colo da mãe, conhecem as unidades de neonatologia.
Por isso, recebo esta notícia com um sorriso nos lábios.

Notícia da Ag. Lusa "roubada" da edição online do Diário de Notícias (clicar no texto para ler notícia completa):

Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro...

17 de março de 2014

Festinha

E pronto... o meu bebé fez 1 ano. Tivemos, do meu lado, a almoçar connosco, os meus pais, o meu irmão e a namorada e a minha avó.
E depois ao lanche, tivemos os outros avós, os tios e uma das primas (a outra estava doentinha :( )

Foi um dia, no mínimo, diferente. Ele, coitadinho, não percebeu patavina do que se passava: via a casa cheia de gente, e apercebia-se que era o centro das atenções, mas mais do que isso...

O bolo - encomendado em Sintra - estava decorado com o Pocoyo e amigos... o desenho animado preferido do Henrique.
Cantámos os Parabéns, apagámos a vela e abrimos os presentes...

E depois? Depois, a terminar o grande dia, ficámos os três sozinhos. A descansar de um dia cansativo para todos.


15 de março de 2014

UM ANO... o mais louco, fantástico, intenso e feliz ano da minha (nossa!) vida.

Henrique,

bem-vindo, meu amor. Este é o dia do teu aniversário. Um ano após o teu nascimento, vamos ter a casa cheia, com as pessoas que mais te amam no mundo... daqui a uns anos, pode gritar, barafustar, ser um adolescente irritante e revoltado, mas, mesmo assim, o amor que sentimos por ti, não se esgota.

Queres saber como foi este dia, no ano passado?

A mamã conta. Lembro-me tão claramente, como se visse e revisse a "gravação" na minha mente. Entrei no hospital, às 8 da manhã. Estava sem comer, desde o dia anterior.
Deixei o papá na sala de espera e fui fazer o CTG... estavas mexidão como de costume. Passado um bocado, voltei para ao pé do papá, até que fui chamada novamente, para receber a ordem de internamento.

(o papá ficou a roer as unhas, de tanto nervosismo, na sala)

Estive com uma enfermeira que me fez muitas perguntas, e depois com uma médica. Encaminharam-me para uma sala, para mudar de roupa.

(aí disse às enfermeiras que o papá estava sem saber de mim há muito tempo. As enfermeiras garantiram que o iam buscar)

Fui para a sala de operações. A mamã foi ligada a máquinas e aplicaram a anestesia. Daí a pouquinho, num sopro, estava deitada e com as médicas e enfermeiras à minha volta.
Até que ouvi um som de um choro...

("o bebé ainda nem está todo cá fora e já chora...", disse uma enfermeira)

Também chorei... a emoção era muita. Tanta que nem me cabia no peito. Até que nos apresentaram. Mostraram-te a mim. Só te disse: "olá, filho!".
Levaram-te, fizeram-te análises, limparam-te e vestiram-te. Eu estava a ser fechada. Depois... depois aconteceu o que eu tinha sonhado há tantas e tantas noites: tu, nos meus braços.

("olá, macaquinho. Afinal eras tu que me davas pontapés... 
xiiiiii, que és a cara chapada do teu pai!", foram as minhas palavras para ti)

Eras cabeludo, minúsculo, o ratinho mais lindo que alguma vez eu tinha visto na vida...
E depois fomos ter com o papá. O papá que não sabia de nada. O papá que se apaixonou por ti, assim que te viu. O papá que te pegou com jeito, mas a medo...

("mamã, quer dar mama?", perguntaram. "Sim, quero!", respondi)

E depois fomos para o quarto. E não conseguíamos tirar os olhos de ti. O nosso filho.

Hoje, ouvimos a Adele, com a música "Skyfall". Só o papá, até hoje é que sabia, mas esta foi a música que estava a passar no rádio, que se ouvia no bloco operatório, no momento em que nasceste.

12 de março de 2014

Compras (e lá vamos novamente bater no ceguinho...)

Não sou a típica "gaja" que olha para um manequim, numa loja, e automaticamente percebe se a coisa funciona, ou não. Normalmente, a minha primeira reacção é: "não serve". Ou "não gosto". Ou "é giro, mas não resulta comigo". Ou "ODEIO FAZER COMPRAAASSSS".

Logo, não me revejo naqueles sites e blogues em que toda a gente é linda e maravilhosa, e que se sente feliz mesmo com um vestido de serapilheira. As fashionistas não me dizem muito e ver mulheres - que sei que são mães - tão impecavelmente vestidas, penteadas e maquilhadas... para mim, é uma missão impossível.

E, os bebés? Vestidos nas Laranjinhas desta vida, com fofos muito fofinhos... com ar limpinho e comportadinho. Pagava para ver o Henrique nesses outfits, a comer maçã, a ver o sumo a escorrer-lhe pelo pescoço e a emporcalhar tudo à volta dele.

As roupas que compro ao Henrique... tento que sejam práticas, para ambos. Calças que eu não lamente ver arrastadas pelo chão, ou camisolas que possam ir à máquina dia sim-dia não, com nódoas de fruta ou com vestígios de bolacha.

Ontem, fui à Primark e, além de umas t-shirts para mim, comprei também, para o Henrique, um casaco mais levezinho, apropriado para estes dias de Primavera, para começar a abandonar os casacões de Inverno (logo que perceba que o bom tempo vem para ficar!), e uma camisolinha para daqui a uns meses, de algodão.


A camisola tinha-a visto num dos cartazes que costumam estar espalhados na loja, e só descansei quando a encontrei. Achei que o puto na imagem estava com tanta pinta, que o Henrique teria de ter AQUELA camisola. Pancadas!

(no âmbito da formação que estou a fazer - em Marketing - estou a elaborar um trabalho sobre a Primark que me deixou, agradavelmente, surpreendida... mas isso é tema para outro dia!)

Há umas semanas, tinha comprado, nos saldos, uns casacos para o próximo Inverno - julgo que referi isso algures por aqui - mas não os tinha mostrado. Aqui estão eles... um mais para dias de chuva, mas com um interior formidável, quentinho, e outro mais grosso, para aqueles dias de Inverno frios, mas que nos permitem passear um pouco.
Estes casacos são Zippy (comprados na Modalfa). 

 

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