28 de janeiro de 2014

Coisas fofinhas de ser mãe

Quando troco a fralda ao Henrique, se estiver com tempo, dou-lhe beijinhos na barriga. Muitos. Digo "a mamã vai papar a tua barriga". E dou-lhe beijinhos repenicados, dos normais, dos lambuzados... não interessa. Dou-lhe beijinhos.

Ele gosta, ri-se e para mim. O meu coração aquece ao ver aquele sorriso "bi-dente".

Ontem, mesmo ao finzinho do dia, quase quase na hora de o pôr para dormir, estávamos a brincar em cima da cama, com o macaquinho de peluche e com a fraldinha de pano. A determinada altura, deito-me e digo que vou para o "ó-ó". E a minha barriga, naquele momento, ficou destapada. A camisola subiu ligeiramente e a barriga ficou à mostra.

O Henrique inclina-se sobre mim e lambuza-me a barriga, num beijinho trapalhão. Um beijinho que só ele soube dar. Parva como sou, fiquei de lágrima no olho.
Uma coisa que eu faço para o ver sorrir, para ele tornou-se um gesto a fazer.

Se isto não aquece o coração, não sei o que aquecerá.

23 de janeiro de 2014

Experiências Yämmi

Como já tinha dito, a malta comprou a Yämmi, ou "Bimba" (só para amigos, e que é como quem diz, a Bimby de contrafacção).

Fora as sopas, que, sinceramente, não têm ciência absolutamente nenhuma, já me aventurei com umas quantas coisinhas. Temos 15 dias para a experimentar e convém que a coisa fique bem experimentada, para vermos a funcionalidade da bicha.

A ver, já fiz:

- sopas e puré de fruta para o Henrique;
- sopas para nós, os ditos adultos;
- muffins de chocolate;
- pão com chouriço;
- peixe em papelote (ao vapor);
- frango com esparguete;
- scones;
- doce de morango.


E, por agora, foi tudo. Hoje, queria ver se fazia qualquer coisa que metesse gelo, para testar a força da bicha a triturar gelo... granizado de limão parece-me bem.

Uma amiga já teve problemas com a dela, e, por essa Internet fora, já outras pessoas se queixaram de erros que a Bimba acusa e de problemas que levaram à substituição da dita cuja... assusta um bocado, mas a verdade é que ainda não tive razão de queixa da minha.

17 de janeiro de 2014

Curiosidade ou algo mais?: " 'Mein Kampf' de Adolf Hitler no top de vendas online "

A notícia não é de hoje, mas julgo que passou despercebida. A obra "Mein Kampf", escrita por Adolf Hitler, está no top de vendas de ebooks.

Abaixo a notícia completa retirada da edição online do Diário de Notícias:

Edições digitais do livro ideológico do ditador nazi estão a atrair a curiosidade dos leitores. A privacidade de leitura que as novas tecnologias oferecem favorece a procura da polémica obra que fundamentou o nazismo na Alemanha.

As edições digitais de 'Mein Kampf', o livro escrito por Adolf Hitler, que se tornou na "Bíblia" da ideologia nazi na Alemanha, transformou-se, nos últimos tempos, em bestseller nas livrarias electrónicas.


Segundo o jornal britânico "The Guardian", o editor Chris Faraone, que escreve no site Vocativ.com, afirma que "só através das edições gratuitas da obra, em língua inglesa, foram feitos 100 mil downloads, enquanto nas versões pagas se tem assistido a um aumento exponencial das vendas". Em sites como a Amazon, onde um exemplar digital custa cerca de um dólar, 'Mein Kampf' lidera o top dos livros mais vendidos, na secção de "Propaganda e Psicologia Política".

As edições eletrónicas de 'Mein Kampf' estão a ser um surpreendente fenómeno de vendas online mas Chris Faraone não acredita que se trate de uma questão ideológica. Para o editor, o aumento da procura "poderá ter a ver com a curiosidade e com o facto de, agora, poder ser lido na privacidade dos iPads".

Para o editor, o sucesso da obra em formatos digitais poderá estar associado à curiosidade das pessoas pela obra, que a podem assim ler de uma forma mais "clandestina". "Devido ao tipo de livro ideológico que é, e à pesada carga ideológica que tem, as pessoas tinham receio de o comprar numa livraria, de o ler no metro ou mesmo colocá-lo na estante da sua sala, para não serem conotadas com o nazismo ou serem criticadas por isso. E agora têm a oportunidade de satisfazer a sua curiosidade com mais privacidade" diz.

No entanto, não só a curiosidade pela obra poderá justificar, só por si, o aumento da procura. Fatores como o aumento do desemprego, a degradação das condições sociais e as dificuldades económicas causadas pelas medidas de austeridade que têm sido implementadas por todo o mundo são, normalmente, fatores que fazem disparar a insatisfação popular e o aumento da adesão a ideologias radicais e extremistas.

15 de janeiro de 2014

10 meses de Henrique e I don't wanna miss a thing

Henrique,

és o bebé mais irrequieto à face da Terra. É preciso estar com mil olhos bem atentos a observar a tua asneira seguinte. E ainda não andas. Nem quero imaginar quando já puderes andar pela casa toda.

Mas, o mais maravilhoso de tudo, é que mexes em tudo o que podes, e depois, olhas para nós, ris, e o Mundo pára ali mesmo. Tens o sorriso mais fácil, mais bonito, mais simpático que alguma vez consegui sequer prever, durante a gravidez.

Tens o Mundo à tua frente.
Tens um olhar de "malandro" - é o que dizem; sei lá eu o que isso quer dizer. Tens vida nos gestos, no palrar, no riso e nesse tal olhar de "malandro".

És isto e muito mais e não me canso de olhar para ti. Fá-lo-ia todos os dias.

14 de janeiro de 2014

Yämmi - a minha experiência

Os meus muffins (ou melhor, o que sobrava), no dia seguinte.
Comprámos a Yämmi. Depois de algum tempo de indecisão (compramos? não compramos? esperamos que saia a máquina do Pingo Doce?), fizemos um manguito ao Sr. Soares dos Santos e optámos por ir a um estabelecimento comercial da pertença da Sonae (Sr. Belmiro, já sabe... o chequezinho já pode ser enviado) e trouxemos a mimosa da máquina para casa.

Além de ler o livro de instruções, a primeira coisa que fiz foi montar a máquina e tentar perceber para que serviam as peças (para quem a for comprar: o copo medidor - que serve de tampinha à tampa do copo principal - está encafuado numa das placas de esferovite!), como funcionava as cenas do tempo/velocidade.
E... imagine-se... aquilo é super-fácil de entender.

Para experimentar, só fiz uma sopa para o miúdo. Tinha poucas coisas na despensa e não valia a pena estar a inventar logo no primeiro dia. E a verdade é que saiu tão boa e tão cremosa como qualquer uma das sopas que costumo fazer-lhe, com a vantagem que durante o tempo de cozedura pude dar atenção ao menino, em vez de estar constantemente alerta ao tacho, com medo que viesse tudo por fora, ou que queimasse...

Programei a coisa para 30 minutos, e nesse tempo pude brincar com o Henrique, arrumei a louça que estava no escorredor, estive ao telefone... findo o tempo, um sinal sonoro "disse-me" que a os legumes estavam cozidos e que já podia triturar.
O Henrique tem medo da varinha mágica. Mal lhe põe os olhos em cima, começa logo o beicinho e tenho de o tirar da cozinha para terminar a sopa. Com a Yämmi, não foi preciso. Num minutinho, e com pouquíssimo barulho, triturei a sopa, e sem ter de transferir, constantemente, o Henrique entre a sala e a cozinha.

Ontem, depois de uma passagem pelo supermercado, experimentei-me noutras aventuras. Muffins de chocolate. Em menos de 20 minutos (e destes, 15 minutos foi o tempo de forno), tinha um tabuleiro com 11 muffins quentinhos, crocantes e com um interior também em chocolate que derretia... uma delícia.
Para o jantar, num dia frio, nada melhor que uma sopinha. Tentei a sopa camponesa. E, mais uma vez, durante a cozedura, vi tranquilamente a cerimónia da entrega da Bola de Ouro, estive ao telefone com o meu irmão, brinquei com o Henrique... uma série de pequenas coisinhas que não faria. Até podia ter ido tomar banho descansada, sabendo que a máquina desliga sozinha.

Se comprava a Bimby? Pelo preço absurdo não, mas esta, pelo que vejo tem uma relação qualidade/preço aprazível. Ou como li no blog As Dicas da Ba: "Não se pode comparar um simples utilitário com um carro topo de gama. Se cumprem a mesma função? Cumprem, andam os dois, mas sabemos que há diferenças. Aqui é a mesma coisa."

9 de janeiro de 2014

Lembram-se do Matthew

Lembram-se do projecto Silente Sculpture? (podem relembrar aqui)

O Nuno, pai do pequeno Matthew, continua a lutar pelo dinheiro para a operação do filhote. E para tal, estão a ser organizados alguns eventos para angariação de fundos.

Para já, o Matthew está a votos na página Corine de Farme, pelo título de Bebé Corine de Farme. Está em 1.º lugar na votação e o prémio são 500 euros. Façam lá um likezinho...

No dia 31 de Janeiro, vai decorrer o evento "Vem ajudar-me a ouvir o som da música", às 22h, no Casino de Espinho. A 3 de Fevereiro, decorre o "Matthew Kart", às 16h, no KART CENTER de Matosinhos.

Vão ao Facebook do projecto e vejam os pormenores na parte dos Eventos.

Dona de casa ou mãe?

Imagem retirada daqui
Quando soube que já não iria trabalhar após o término da licença, fiquei um pouco mais "aliviada" por saber que ia ficar com mais tempo para mim, para o Henrique e para a casa.

Durante a gravidez, consegui, a bem ou a mal, ter a casa minimamente arrumada: éramos só dois, apesar do apartamento não ser muito grande, e apesar das coisas do Henrique terem trazido uma confusão-extra. Quem me conhece, sabe que gosto das coisas arrumadinhas, do chão limpo e sem grandeeeesss vestígios de pó por cima dos armários...
Nos últimos três meses, havia uma rapariga que vinha fazer a limpeza, porque a minha barriga já não me permitia calçar quanto mais lavar chão e outras coisas do género.

A verdade é que continuo sem grande tempo para a casa. Diariamente, jogamos "Tetris" com as nossas tralhas. As coisas do Henrique vieram trazer, não uma confusão-extra, mas o caos.
O sacana do miúdo não me deixa fazer grande coisa, porque, quando está acordado, quer a minha atenção e, quando finalmente ele dorme uma sesta, tento fazer o menor barulho possível para ter um niquinho de tempo para mim, para esticar as pernas em cima do sofá, ler um bocado...

Se vou lavar a loiça, o puto acorda com o som do esquentador... aspirar então, está fora de questão. Opto por varrer, mas já se sabe que, no Inverno, é um pavor por causa da humidade. Tenho sempre a casa a parecer sei lá o quê... lavo o fogão, mas logo a seguir tenho de fazer jantar, e suja-se tudo. ARRRRGHHHH

E as paredes do quarto? Cheio de manchas de bolor... raio de humidade. Que só poderei limpar numa altura em que o Henrique não estiver a dormir, ou com sono, ou com vontade de brincar...

Alguém consegue dizer-me qual a fórmula mágica para conseguir uma casa com aspecto de casa, e ainda ter tempo para brincar com o miúdo, e ainda conseguir pôr a leitura em dia?

31 de dezembro de 2013

Adeus, 2013. Olá, 2014.

É nesta altura que se fazem os balanços. Que se vê o que correu bem (e mal) no ano que termina. Que se fazem promessas para o ano que começa. Que se pedem desejos...

Um breve resumo do meu 2013:
Janeiro: fiquei de baixa com gravidez de risco;
Fevereiro: fiz 30 anos;
Março: fui mãe do serzinho mais lindo, perfeito, chorão e resmungão da face da Terra;
Abril: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Maio: os primeiros sorrisos espontâneos da mini-dose;
Junho: pré-anúncio de desemprego;
Julho: fiquei, oficialmente, desempregada e tornei-me tia de duas gémeas absolutamente maravilhosas;
Agosto: era Verão... estava calor... não fomos à praia;
Setembro: 6 meses de mini-dose;
Outubro: apareceram os 2 primeiros dentes da mini-dose;
Novembro: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Dezembro: o 1.º Natal da minha mini-dose.

Abril, para mim, foi um mês "perdido". O 1.º mês do Henrique. O mês em que devo ter tomado banho uma vez por semana, almocei (e jantei) sempre comida fria. O mês das cólicas. O mês em que ele só aumentou 200 e poucas gramas. O mês em chorei tanto como ele. O mês em que dormi, uma média, de 3/4 horas por noite...

E Novembro... bem, foi Novembro. Aquele mês, ali, antes de Dezembro.

2013 vai ser o ano mais inesquecível de todo o sempre. Vai ser o ano em que li menos, dormi menos... vai ser o ano em que terminou o Dexter, o Breaking Bad, o Fringe e o Spartacus (que, segundo vários sites brasileiros, não deveria ter morrido... senhores, Spartacus existiu mesmo. A série era baseada em factos reais. O pobre desgraçado morreu mesmo... finou-se... foi tocar o samba para outra esquina lá no Céu).

Enfim... agora vem 2014. Vai ser bom, não vai?




16 de dezembro de 2013

9 meses

Henrique,

nasceste com 8 meses, 2 semanas e 5 dias... e ontem, completaste 9 meses de vida. Não é preciso ser um génio matemático para perceber que já estás há mais tempo "cá fora" do que "lá dentro".
O meu direito absoluto e supremo de reclamar que estiveste mais tempo na minha barriga, a crescer quentinho e feliz, esgotou-se, e neste momento, meu filho, já foste partilhado, dividido e re-dividido pelo meio mundo que conhecemos.

Dantes, há uns largos meses, não passavas de um bebé mexidão que as pessoas só conheciam através das ondinhas da minha roupa... mas isso era dantes, de um tempo que quase já nem lembro.

Neste momento, já passaste por colos, já partilhaste sorrisos e gargalhadas, já palraste e já te tornaste o centro das atenções sempre que desejaste, já choraste, já fizeste birrinhas e lamuriaste-te... és o meu géniozinho da lâmpada, que me concedeu todos os desejos que nem sequer sabia que tinha.

És daqueles miúdos que odeiam ser contrariados e a frase que mais ouves (e que menos gostas) é: "Não! Isso são as coisas da mamã / do papá... e não são para mexer!". É choro na certa (hehehe).
Já queres estar de pé, apesar de não te aguentares sozinho sequer 1 segundo, mas dá-te gozo ver o Mundo por outra perspectiva.

E... não estivéssemos nós pertinho do Natal... All I Want For Christmas Is You.




28 de novembro de 2013

(e ainda o sono do bichinho Henrique)

É certo e sabido que 1h volvida desde qualquer refeição, o Henrique começa a ficar com sono. Os sinais: esfregar olhos e nariz, choraminguice, e resmungos esteja deitado, sentado ou a fazer o pino. 
Eram mais ou menos 14h20 - ele almoçou um nadinha antes das 13h30 - estava com uma pedrada de sono. Resmunga, choraminga, esperneia... agarro-o ao colo e tento embalá-lo um pouco. 
Ele olhou para mim com o ar mais deslavado do Mundo e com cara de "mission accomplished". Deito-o na cama, bem aconchegado, e dou-lhe umas palmadinhas para ver se o bichinho começa a acalmar. 

Nicles. 

Mais resmungos, mais choros, mais "esperneação"... e eis que lembro que são praticamente 3 da tarde e tenho telefonemas para fazer até às 4h. Deixo-o a resmungar sozinho e pego no telefone. A chamada dura 2 curtos minutos. No fim, não oiço nada... apenas o silêncio sepulcral de uma casa quase vazia. Vou espreitar ao quarto. Bichinho dorme o mais profundo sono.

Mission accomplished!

(Claro, claro... isso querias tu!)

Meia hora depois, o fim do mundo. Choro, choro, choro... tinha "perdido" a chucha. "Rolha" na boca, mais umas palmadinhas no rabiosque, uns miminhos na bochecha e o João Pestana voltou.

Mission accomplished!
 

(c)2009 Estrelices. Based in Wordpress by wpthemesfree Created by Templates for Blogger