16 de dezembro de 2013

9 meses

Henrique,

nasceste com 8 meses, 2 semanas e 5 dias... e ontem, completaste 9 meses de vida. Não é preciso ser um génio matemático para perceber que já estás há mais tempo "cá fora" do que "lá dentro".
O meu direito absoluto e supremo de reclamar que estiveste mais tempo na minha barriga, a crescer quentinho e feliz, esgotou-se, e neste momento, meu filho, já foste partilhado, dividido e re-dividido pelo meio mundo que conhecemos.

Dantes, há uns largos meses, não passavas de um bebé mexidão que as pessoas só conheciam através das ondinhas da minha roupa... mas isso era dantes, de um tempo que quase já nem lembro.

Neste momento, já passaste por colos, já partilhaste sorrisos e gargalhadas, já palraste e já te tornaste o centro das atenções sempre que desejaste, já choraste, já fizeste birrinhas e lamuriaste-te... és o meu géniozinho da lâmpada, que me concedeu todos os desejos que nem sequer sabia que tinha.

És daqueles miúdos que odeiam ser contrariados e a frase que mais ouves (e que menos gostas) é: "Não! Isso são as coisas da mamã / do papá... e não são para mexer!". É choro na certa (hehehe).
Já queres estar de pé, apesar de não te aguentares sozinho sequer 1 segundo, mas dá-te gozo ver o Mundo por outra perspectiva.

E... não estivéssemos nós pertinho do Natal... All I Want For Christmas Is You.




28 de novembro de 2013

(e ainda o sono do bichinho Henrique)

É certo e sabido que 1h volvida desde qualquer refeição, o Henrique começa a ficar com sono. Os sinais: esfregar olhos e nariz, choraminguice, e resmungos esteja deitado, sentado ou a fazer o pino. 
Eram mais ou menos 14h20 - ele almoçou um nadinha antes das 13h30 - estava com uma pedrada de sono. Resmunga, choraminga, esperneia... agarro-o ao colo e tento embalá-lo um pouco. 
Ele olhou para mim com o ar mais deslavado do Mundo e com cara de "mission accomplished". Deito-o na cama, bem aconchegado, e dou-lhe umas palmadinhas para ver se o bichinho começa a acalmar. 

Nicles. 

Mais resmungos, mais choros, mais "esperneação"... e eis que lembro que são praticamente 3 da tarde e tenho telefonemas para fazer até às 4h. Deixo-o a resmungar sozinho e pego no telefone. A chamada dura 2 curtos minutos. No fim, não oiço nada... apenas o silêncio sepulcral de uma casa quase vazia. Vou espreitar ao quarto. Bichinho dorme o mais profundo sono.

Mission accomplished!

(Claro, claro... isso querias tu!)

Meia hora depois, o fim do mundo. Choro, choro, choro... tinha "perdido" a chucha. "Rolha" na boca, mais umas palmadinhas no rabiosque, uns miminhos na bochecha e o João Pestana voltou.

Mission accomplished!

26 de novembro de 2013

A arte de bem dormir

Desde que nasceu, o Henrique nunca dormiu uma noite completa. Nestes oito meses e tal, dá para contar pelos dedos das mãos, o número de noites razoáveis que deu aos pais.
Mas, há duas noites, juro pela minha saúde que fui à cama dele, apenas confirmar que o puto ainda dormia. Eram quase 4 da manhã e daquela boca ainda não tinha saído um único suspiro.

Passados 10 minutos acordou... mea culpa! Depois, só voltou a acordar perto das 8h. Foi a melhor noite de sempre desde que ele nasceu. Nunca me senti tão fresca e revigorada. Dormi umas boas 7h e tal ou 8h, sei lá... foi uma boa noite.

Contudo, por cada boa noite com que ele nos brinda, dá outras 50 más. Quantas e quantas vezes não estive já, de madrugada, mais de duas horas para ver se ele parava de chorar, ou de papaguear, para tentar ir dormir mais um bocado?!

Infelizmente, dormir não é muito a cena do Henrique. Fizemos já "queixinha" à pediatra, e ela só perguntou: "Dos dois, qual é aquele que tem menos necessidade de dormir?". O santo do paizinho, claro, que aqui a menina gosta de preguiçar na cama como se o destino da Humanidade daí resultasse.

Como já disse há umas semanas, já tentámos de tudinho para o rapaz dormir. Mas, está visto que não é a praia dele.

Um aparte: Enquanto escrevo, dorme o sono dos justos há mais de 1h. 
Tento nem respirar muito alto, para ver se dormindo uma sesta mais comprida durante a tarde, fica acordado depois do lanche e se se aguenta até ao jantar...

A novidade ao jantar tem sido um cházinho da Nutribén (Alivit Sonhos... também o há para as cólicas, by the way), que uns amigos sugeriram. O menino deles também é um diabrete para dormir, e o chá surtiu um pequeno efeito durante uns tempos.
O meu pequenitates é de ondas... um dia, recusa, por completo, o dito chá, noutros dias apenas beberica, e noutros ainda, bebe tudinho. Melhorias no sono? Nem vê-las... ou talvez, o facto de ter deixado de acordar 58 vezes por noite, para acordar apenas 37 (números aleatórios, pois claro...) seja efeito do chá. Pelo sim, pelo não, vou dando. Mal também não faz.



15 de novembro de 2013

Esta...é para ti, Henrique! (Your Song)

O Elton John, filho, quando faz música é para o Mundo... e andava eu, às voltas, sem saber que música seria perfeita para este post do teu 8.º mês quando a ouvi na rádio.


And you can tell everybody, this is your song
It maybe quite simple but now that it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words
How wonderful life is while you're in the world

E, não, não acho que seja demais dizer que a vida se tornou realmente maravilhosa desde que estás no Mundo. 

Gosto de continuar aqui a escrever-te, Henrique, pelo menos uma vez por mês, descrevendo aquilo que já alcançaste, que já sabes fazer. Hoje, aos oito meses, já te sentas sozinho, já tens 2 dentes e já passaste os oito quilos. A força que tens é avassaladora. A vontade que tens de aprender, de conseguir... não há palavra no dicionário que a descreva. 
(não és melhor, nem pior que outros bebés, mas és o meu... e só eu sei como és único!)

És encantador, meu filho; deixas um rasto de sorrisos por onde quer que passes. 
(o pote de ouro devia estar no teu sorriso, ou no brilho dos teus olhos, ao invés de no fim do arco-íris) 

Já é fácil perceber do que gostas: o teu brinquedo favorito... a tua música favorita... as tuas brincadeiras favoritas...
(e a tua alegria é contagiante, acredita...)

Já tens oito meses, e, para mim, continua a parecer que nasceste ontem.





7 de novembro de 2013

Ansiedade da separação

Esta é uma daquelas coisas que se lêem nos livros, e pensamos que, só com o tempo, é que vemos se o nosso bebé sofre ou não daquela "maleita".

Dizem os livros que quando os bebés se apercebem, efectivamente, da dependência que têm dos pais (especialmente em relação à mãe) podem sentir-se ansiosos cada vez que a mãe sai do seu campo de visão, nem que seja por cinco minutinhos. O bebé pode chorar, acordar à noite, etc... e normalmente os "sintomas" aparecem por volta dos 7/8 meses. 

O Henrique nunca foi bebé de gostar de estar sozinho. Entretém-se um bocado, mas logo procura ficar o mais próximo de mim ou do pai, mas ultimamente tem sido demais. O que me fez pensar imediatamente no diagnóstico "ansiedade da separação" aconteceu há pouquíssimos dias.

Atenção que não sou psicóloga, nem pediatra, nem nada que se pareça, mas o meu filho conheço eu.

E o que se passou foi o seguinte: hora do jantar do Henrique. Por cada colherada que levava à boca, estava cinco minutos a chorar. Um berreiro que não há memória. Parecia que não podia estar a ser mais contrariado. Como se jantar estivesse quase a ser um acto criminoso. Como se eu o estivesse a forçar, literalmente, com ferros, a abrir a boca para comer.
O pai veio ver o que se passava. Assim que agarrou na mão do pai, não mais a largou. A presença do meu excelso homem acalmou a cria que, assim, terminou de jantar rapidamente.

Nos últimos dias tem vindo a acordar mais vezes durante a noite e para adormecer mais depressa só agarrado à minha mão. E sem falar de que temos de estar - sempre - um de olho nele, porque, se por mero acaso, saímos ambos da sala (quem diz sala, diz quarto ou cozinha), instala-se a choradeira.

Estará o meu bacanito a passar por esta fase? Ansiedade da separação, you suck!

3 de novembro de 2013

A fase "bolacha Maria"

Desde que o Henrique nasceu e durante grande parte destes 7 meses e tal, rara era a vez em que saía de casa sem o pânico daquilo a que chamava "fúria bolçadora" da minha meia-dose de gente.

Havia o "quase a sair e levar banho de bolçado" que se resolvia entre dois palavrões e uma limpadela rápida com as toalhitas dele.
Ou a variante"já estou no carro, e eis que ele se bolça todo" que se resolvia com dois palavrões e uma limpadela com as toalhitas.
Ou ainda (e por fim) "saímos, e já estamos no café (ou em qualquer outro sítio) e ele bolça de tal forma que me suja todinha" que se resolvia com uma limpadela com as toalhitas dele e uma série de palavrões ditos mentalmente, não fosse estar a ser ouvida.

Entretanto, a fase de bolçar acalmou e já consigo sair sem ter um ataque de pânico e limpa, sem qualquer vestígios de nódoas de bolçado. Imaginem que já me dei ao luxo de sair e esquecer de levar toalhitas.

Agora entrámos num patamar diferente. Uma fase completamente nova, mas igualmente suja e gosmenta. Estamos na fase "bolacha Maria". O Henrique já tem, a romper, dois dentitos e já se entretêm (ligeiramente) com a boa e velha bolacha Maria. Claro que ter dois dentes a romper é completamente diferente de já ter, efectivamente, dois dentes.
Assim, ele mete a bolacha na boca e chucha-a. Enche-a de saliva e a dita bolacha vai-se desfazendo e ele vai comendo-a. Com a baba, vêm restos de "sumo" de bolacha que o sujam a ele, a mim e a tudo o que estiver num raio de meio metro.

Uma alegria; mas, pelo menos, não são bolachas Oreo... o chocolate é bem mais difícil de lavar!


2 de novembro de 2013

Silente Sculpture

Desde sempre me vi sensível a problemas que envolvam crianças. Lembro-me de participar em campanhas de recolha de material escolar e alimentos para crianças dos países menos desenvolvidos e sempre me fez imensa confusão como é possível que os mais pequenos sejam as maiores vítimas das confusões e guerras geradas por adultos.

Recentemente, através do blog Quadripolaridades, soube da história do Nuno, pai do pequeno Matthew. O Matthew nasceu surdo e os médicos dizem que a única hipótese de ouvir é através de implantes cocleares. Segundo ele, em Portugal, apenas um implante é comparticipado, para fazer o segundo terá de pagar 30.000€.

Imediatamente, pensei no Henrique. E na felicidade que é ele reconhecer a minha voz de entre outras. E na felicidade que é vê-lo a brincar com rocas e outras traquitanas que fazem barulho e a interagir com elas. E como seria se eu... perdoem-me, como seria se NÓS (nós, os pais do Henrique, e o próprio Henrique) não tivéssemos essa alegria?

O Nuno criou uma página de Facebook (http://www.facebook.com/silentesculpture) para divulgar um projecto. Não quer dinheiro. Aliás, já por mais de uma vez recusou dar o NIB para contribuições monetárias para a sua causa. Apenas pede que sejam feitos "Likes" (ou "Gostos") na página para que esta ganhe visibilidade suficiente, para que consiga patrocínios para um grande evento, onde irá expor uma escultura gigante feita de balões.

Não há melhor forma de ajudar. Dêem ideias, partilhem a página e façam-na chegar ao maior número possível de pessoas...

Pelo Matthew.

29 de outubro de 2013

Guerra das bimbó-coisas

O verdadeiro robot de cozinha... (topam o trocadilho visual?!) 
Ele já havia a Bimby. Sempre que eu e o meu excelso gajo conversamos com um "convertido", a discussão, sobre as enormes vantagens da dita cuja, termina (invariavelmente) com a frase: "Se quiserem, dou o número da vendedora... ela faz-vos uma demonstração, sem compromissos".

Pela conversa, a Bimby faz tudo. E só a determinada altura, é que o meu homem percebeu que, para fazer uma simples sopa, é preciso mão humana para descascar os legumes...
Sinceramente, acredito que a Bimby seja útil. Não é a oitava maravilha do mundo moderno, mas é um electrodoméstico simpático e que evita que eu queime a sopa do puto (sim, já aconteceu... e também já deixei caramelizar o puré de fruta!).

Mas... dar quase 1000 euros por um electrodoméstico?! E se me avaria a máquina de lavar? Ou o frigorífico? É uma despesona, convenhamos, mesmo que paga a prestações. É muita fralda empenhada na compra de uma coisa que me vai comer electricidade.

Agora, aparece o Continente, sorridente e lampeiro, com a Yämmi, "máquina de cozinhar multifunções", pelo simpático preço de 349 euros. Já li várias análises ao bicho, todos os prós e contras, todos os comparativos possíveis e imaginários com a Bimbocas... e, a diferença não é assim tão grande.

A frase mais gira que li foi a comparar a Bimby com um automóvel topo de gama e a Yämmi com um utilitário. Sabemos que existem os topos de gama, cobiça-mo-los, mas só temos dinheiro para um Fiat. E com os robots de cozinha é a mesma coisa.

Não contente com a coisa, vem o Pingo Doce e diz que também tem uma maquineta. Só se sabe que se vai chamar Chef Express. Os mais curiosos já sabem que o distribuidor é o mesmo do MyCook (outro robot de cozinha, valha-se-me Deus!) e que, supostamente, iria ser lançado em Outubro. Pois bem que hoje é dia 29 e de Chef Express... nicles.
Mas, dizem as más-línguas que o PD só anunciou o lançamento para que o povo não fosse em debandada geral correr para o Continente, para lançar a dúvida nas pessoas ("Compro uma ou compro a outra? Ahh, se calhar é melhor esperar mais um bocadinho para comparar in loco") e que a Chef Express, na realidade, só sai lá para o Natal. Também há a teoria, que o PD está a tentar negociar um preço
mais baixo do que o da Yämmi. Anyway, quem ganha é o consumidor.

O meu excelso homem já sacudiu a água do capote. "Ah, fica ao teu critério se compramos ou não!". O traidor! Por mim, vou-me fazendo de morta, e fingindo que não é nada comigo, mas passados 3 meses e meio desde que o miúdo começou a comer sopas, já custa estar sempre encostada ao fogão. Porque dantes, a malta desenrascava-se com umas sandes e umas pizzas e já está; agora com o Henrique, a coisa já pia fininho e quer eu queira, quer não, tenho mesmo de cozinhar.

28 de outubro de 2013

Sou uma espécie de Hulk (mas só entre as 00h e as 07h30 da manhã)

Vou confessar, alto e bom som: de noite (atenção, só de noite), sou uma péssima mãe. Há segundos em que me apetece atirar o Henrique às urtigas, deixá-lo a berrar na sala a noite toda para dormir descansada uma noitezinha apenas.
Mas, calhou-me na rifa um filho mamão, esganadinho de apetite e que acorda TODAS as noites umas 58 vezes para comer, ou para gemer um niquinho, ou para palrar, ou para outra porra qualquer que se lembre na altura.

Juro, pela minha saúde, que já tentei de tudo para ver se a criança acalma à noite e se deixa os pais dormir. Já tentei:
- jantar seguido de biberão de leite quentinho;
- jantar, seguido de brincadeira até ele estar a rastejar de sono;
- jantar, seguido de brincadeira, seguida de biberão de leite;
- jantar, brincadeira e mama.

Mas o puto não quer saber dos meus esforços e continua a acordar... e a acordar... e a acordar... and so on!

Ontem, o pai contou-lhe uma história. "O Tambor encontrou um ovo". Haverá coisa menos excitante? Pensamos nós que não. E claro que passou a noite acordado. E o pai ficou rabujento porque tinha de trabalhar de manhã.

Gostava, honestamente, de saber o que raio é que as outras mães fazem que conseguem que os seus rebentos durmam a noite toda. Que feitiços é que lançam? Que tipo de ameaças fazem? Tem de haver um segredo, de certezinha absoluta, não me lixem...

(aposto que foi tema nas aulas de preparação do parto - raios, Henrique, por tua causa não terminei o sacana do curso!)

Creio que ainda é um bocado cedo para experimentar Xanax, mas mais umas noites a não dormir, e viro o Hulk e depois, não respondo pelos meus actos. Mas não me apetecia nadinha fazer capa de jornal. 

23 de outubro de 2013

Cenas que podem ter (ou não) padrão leopardo

1 - Cada vez que olho para o Henrique, já não lhe consigo vislumbrar os traços de bebézinho. Está cada vez maior e mais pesado, as feições mudam e mudam, e o meu recém-nascido daqui a nada tem sete meses e meio (quando der por ela, já passou um ano! M-E-D-O!!!);

2 - Ando a fazer sopa para o meu besourinho dia sim-dia não... ou o puto anda a comer como se o mundo estivesse a acabar ou faço doses pequenas. Ainda tenho de analisar esta situação;

3 - Daqui a 2 meses é Natal, já se tinham apercebido?! A campainha só soou quando percebi que a publicidade a todo o tipo de bonecada aumentou;

4 - Encontrei umas calças que me servem... aleluia, Senhor! Foi na Springfield, e ainda estou emocionada;

5 - Comprei a minha primeira peça com padrão leopardo. Umas sabrinas. Na La Redoute. E não me lembrava que as tinha encomendado, até o distribuidor ter vindo bater à porta na 3.ª feira às 8 da manhã;

6 - Ainda a La Redoute. Encomendei uma blusa, uma saia e as sabrinas. Entregaram-me as sabrinas, com uma pressa que, quase pensei ter pago portes de urgência; saia e blusa estão "em trânsito" na página online da dita empresa.

Enfim... cenas!


 

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