29 de outubro de 2013

Guerra das bimbó-coisas

O verdadeiro robot de cozinha... (topam o trocadilho visual?!) 
Ele já havia a Bimby. Sempre que eu e o meu excelso gajo conversamos com um "convertido", a discussão, sobre as enormes vantagens da dita cuja, termina (invariavelmente) com a frase: "Se quiserem, dou o número da vendedora... ela faz-vos uma demonstração, sem compromissos".

Pela conversa, a Bimby faz tudo. E só a determinada altura, é que o meu homem percebeu que, para fazer uma simples sopa, é preciso mão humana para descascar os legumes...
Sinceramente, acredito que a Bimby seja útil. Não é a oitava maravilha do mundo moderno, mas é um electrodoméstico simpático e que evita que eu queime a sopa do puto (sim, já aconteceu... e também já deixei caramelizar o puré de fruta!).

Mas... dar quase 1000 euros por um electrodoméstico?! E se me avaria a máquina de lavar? Ou o frigorífico? É uma despesona, convenhamos, mesmo que paga a prestações. É muita fralda empenhada na compra de uma coisa que me vai comer electricidade.

Agora, aparece o Continente, sorridente e lampeiro, com a Yämmi, "máquina de cozinhar multifunções", pelo simpático preço de 349 euros. Já li várias análises ao bicho, todos os prós e contras, todos os comparativos possíveis e imaginários com a Bimbocas... e, a diferença não é assim tão grande.

A frase mais gira que li foi a comparar a Bimby com um automóvel topo de gama e a Yämmi com um utilitário. Sabemos que existem os topos de gama, cobiça-mo-los, mas só temos dinheiro para um Fiat. E com os robots de cozinha é a mesma coisa.

Não contente com a coisa, vem o Pingo Doce e diz que também tem uma maquineta. Só se sabe que se vai chamar Chef Express. Os mais curiosos já sabem que o distribuidor é o mesmo do MyCook (outro robot de cozinha, valha-se-me Deus!) e que, supostamente, iria ser lançado em Outubro. Pois bem que hoje é dia 29 e de Chef Express... nicles.
Mas, dizem as más-línguas que o PD só anunciou o lançamento para que o povo não fosse em debandada geral correr para o Continente, para lançar a dúvida nas pessoas ("Compro uma ou compro a outra? Ahh, se calhar é melhor esperar mais um bocadinho para comparar in loco") e que a Chef Express, na realidade, só sai lá para o Natal. Também há a teoria, que o PD está a tentar negociar um preço
mais baixo do que o da Yämmi. Anyway, quem ganha é o consumidor.

O meu excelso homem já sacudiu a água do capote. "Ah, fica ao teu critério se compramos ou não!". O traidor! Por mim, vou-me fazendo de morta, e fingindo que não é nada comigo, mas passados 3 meses e meio desde que o miúdo começou a comer sopas, já custa estar sempre encostada ao fogão. Porque dantes, a malta desenrascava-se com umas sandes e umas pizzas e já está; agora com o Henrique, a coisa já pia fininho e quer eu queira, quer não, tenho mesmo de cozinhar.

28 de outubro de 2013

Sou uma espécie de Hulk (mas só entre as 00h e as 07h30 da manhã)

Vou confessar, alto e bom som: de noite (atenção, só de noite), sou uma péssima mãe. Há segundos em que me apetece atirar o Henrique às urtigas, deixá-lo a berrar na sala a noite toda para dormir descansada uma noitezinha apenas.
Mas, calhou-me na rifa um filho mamão, esganadinho de apetite e que acorda TODAS as noites umas 58 vezes para comer, ou para gemer um niquinho, ou para palrar, ou para outra porra qualquer que se lembre na altura.

Juro, pela minha saúde, que já tentei de tudo para ver se a criança acalma à noite e se deixa os pais dormir. Já tentei:
- jantar seguido de biberão de leite quentinho;
- jantar, seguido de brincadeira até ele estar a rastejar de sono;
- jantar, seguido de brincadeira, seguida de biberão de leite;
- jantar, brincadeira e mama.

Mas o puto não quer saber dos meus esforços e continua a acordar... e a acordar... e a acordar... and so on!

Ontem, o pai contou-lhe uma história. "O Tambor encontrou um ovo". Haverá coisa menos excitante? Pensamos nós que não. E claro que passou a noite acordado. E o pai ficou rabujento porque tinha de trabalhar de manhã.

Gostava, honestamente, de saber o que raio é que as outras mães fazem que conseguem que os seus rebentos durmam a noite toda. Que feitiços é que lançam? Que tipo de ameaças fazem? Tem de haver um segredo, de certezinha absoluta, não me lixem...

(aposto que foi tema nas aulas de preparação do parto - raios, Henrique, por tua causa não terminei o sacana do curso!)

Creio que ainda é um bocado cedo para experimentar Xanax, mas mais umas noites a não dormir, e viro o Hulk e depois, não respondo pelos meus actos. Mas não me apetecia nadinha fazer capa de jornal. 

23 de outubro de 2013

Cenas que podem ter (ou não) padrão leopardo

1 - Cada vez que olho para o Henrique, já não lhe consigo vislumbrar os traços de bebézinho. Está cada vez maior e mais pesado, as feições mudam e mudam, e o meu recém-nascido daqui a nada tem sete meses e meio (quando der por ela, já passou um ano! M-E-D-O!!!);

2 - Ando a fazer sopa para o meu besourinho dia sim-dia não... ou o puto anda a comer como se o mundo estivesse a acabar ou faço doses pequenas. Ainda tenho de analisar esta situação;

3 - Daqui a 2 meses é Natal, já se tinham apercebido?! A campainha só soou quando percebi que a publicidade a todo o tipo de bonecada aumentou;

4 - Encontrei umas calças que me servem... aleluia, Senhor! Foi na Springfield, e ainda estou emocionada;

5 - Comprei a minha primeira peça com padrão leopardo. Umas sabrinas. Na La Redoute. E não me lembrava que as tinha encomendado, até o distribuidor ter vindo bater à porta na 3.ª feira às 8 da manhã;

6 - Ainda a La Redoute. Encomendei uma blusa, uma saia e as sabrinas. Entregaram-me as sabrinas, com uma pressa que, quase pensei ter pago portes de urgência; saia e blusa estão "em trânsito" na página online da dita empresa.

Enfim... cenas!


19 de outubro de 2013

Se não perdi hoje o juízo, então... o futuro sorri!

"Há dias de manhã, que, um gajo, à tarde, não pode sair à noite" e há dias em que Sua Excelência Dom Henrique parece filho do próprio Demo.

Hoje, dia em que me deu um ataque de "caspa" e cansada de ver a minha casa a parecer uma barraca, lembrei-me que era um bom dia para limpar. Hoje, logo hoje, o Henrique estava "naqueles dias" e lembrou-se que era um bom dia para querer colo e atenção em dobro.
Ele choramingava quando estava ao colo, ele choramingava quando estava deitado, ele choramingava sentado a brincar, ele choramingava a fazer o pino e saltos encarpados... só se ouvia um queixumezinho chorado que entrava pelos ouvidos e se entranhava no cérebro (por ele andávamos na "boa vai ela" o dia inteiro) .
Eu, atarefada, e com a casa de pantanas, o hall de entrada com sacos do lixo, balde e esfregona... o pai a começar a perder a paciência com tanto choro de mimo... parecia uma casa de gente louca.

Felizmente que, agora, a casa já parece menos barraca e mais lar de gente decente e de bem, o puto dorme quase há uma hora (cheira-me a uma noite longaaaaa com ele sempre acordado), e que posso relaxar um nadinha.

Há dias assim... mas mais um bocadinho e era ver-me a dar em maluca, e a berrar pela janela, e a fazer outras coisas típicas de pessoas que não batem com as cinco oitavas, sei lá.

15 de outubro de 2013

1, 2, 3, 4, 5, 6... SETE

Henrique,

um dia, ou talvez não, vais ler este blogue e vais ver o quanto a minha vida mudou. Hoje, dia 15 de Outubro fazes sete meses. E mais do que nunca, a frase que tantas e tantas vezes me apitaram ao ouvido "Olha, eles crescem num instante!" provoca-me picadinhas no peito, por reconhecer que é verdade (um dia também vais perceber que é difícil dar o braço a torcer).

Estás enorme... quando comparado com aquele ratinho que me meteram nos braços há mais de uma meia dúzia de meses (um dia também vais saber quanto é meia dúzia).

Já praticamente te sentas... e nota-se a tua frustração a léguas de distância quando te queres sentar sozinho e ainda não consegues.
És tão curioso que me fazes levar as mãos à cabeça de cada vez que te inclinas (demasiado) sobre algo que queres ver, cheirar, saborear... queres absorver o Mundo através desses teus olhos enormes. "Parece que fala e ri com o olhar!" já me disseram. Esses teus olhos em que toda a gente repara... essas duas janelas para o Universo que dizem muito mais do que qualquer dicionário.

És dos bebés mais simpáticos que conheço. Tens um sorriso constante. Um sorriso (ainda) desdentado. Um sorriso malandreco. Um sorriso galanteador. Um sorriso que faz, literalmente, todos sorrirem contigo, desde nós, os teus pais, até à pessoa que se cruza contigo num corredor do centro comercial. Por mais de uma vez, parámos o nosso trajecto para que desconhecidos se rissem contigo, falassem contigo.

É um privilégio ser tua mãe, Henrique. Um enorme privilégio!
(mesmo apesar das más noites que ainda insistes em dar!)

.

27 de setembro de 2013

Como parecer um panda despenteado em menos de 20 minutos?


(Post mil deste blogue... LET'S PARTYYY!!!)


Esta semana, fui tratar da renovação do Cartão do Cidadão que já tinha expirado há uns dias. Levantei-me cedíssimo, como de costume, por causa de sua alteza real, D. Henrique, tratei dele, depois levantou-se o meu excelso homem, tomámos o pequeno-almoço, estivemos cá por casa, o puto a dormir. Entretanto, chegou a hora do menino almoçar e no final, decidi que era a melhor altura para sair e tratar do assunto.

Pai e filho foram até uma pastelaria e eu fui à conservatória. Tinha uma série de gente à frente, mas estava pronta a resistir à tentação de sair porta fora. Esperei um bom bocado e tive sorte, porque alguns dos números à minha frente, certamente cansados de esperar, foram à sua vidinha e fui, rapidamente, atendida.

Aqui é que começa a cena: a senhora mandou-me pôr à frente daquela maquineta das fotos, tirar os óculos, e não sorrir. Conclusão: assim que a foto apareceu à minha frente ia-me causando um pequeno AVC. Olheiras até ao queixo, cabelo despenteado (o Henrique descobriu que a mãe tem cabelos!) e uma borbulhita por cima do lábio. E é desta linda forma que vou aparecer no mais oficial dos documentos nos próximos 5 anos.

Ao menos que me deixassem usar os óculos... sempre ficava uma despenteada com ar digno. Assim tipo, génia aluada. Mas, não. Pareço um panda que acabou de se cruzar com um tufão.

Nota mental para daqui a 5 anos: quando fores fazer a renovação do cartão, maquilha-te, Cristina Maria. O Henrique já terá 5 anos e já tens tempo para, nem que seja, passar uma basesinha nessa cara.

E ainda paguei 15 euros para completar o retrato. PUMBA.

20 de setembro de 2013

Pedinchar em nome do Kiko - parte III

Esta "secção" há muito que não é actualizada (bem sei!!!); perdoem-me, portanto, os leitores que andam ávidos à procura de coisinhas à borlix.

A modos que muitas empresas têm fugido com o rabinho à seringa e fingiram-se de mortos quando pedi alguma coisa. Houve inclusivamente uma (já não me recordo qual), que agradeceu o contacto, mas disse que não enviada nada. Entrou, na hora, para a minha lista negra... não há produtinho para experimentar, não há dinheirinho para lhes dar a ganhar - este passou a ser o meu lema.

Adiante...

Recebi um salva-camas da Lindor. Sim, a Lindor é uma marca para incontinentes, mas aproveitei que eles estavam a dar (nunca apaguem todas as mensagens de "spam" sem ler primeiro, pelo menos, o assunto!) e pedi. Já me tinha esquecido deste pedido quando recebi na semana passada o dito salva-camas. Basicamente, o salva-camas é um resguardo para o colchão da cama do bebé, que evita que algum derramamento de xixis chegue ao colchão.

Na mesma altura, recebi vários talões de desconto da Vertbaudet (que não pedi, obviamente).

Esta semana, sem esperar, recebi três amostras de papinha Nutribén para seis meses. Como não pedi nada, achei estranho, mas quer-me parecer que aquilo vem da Felicitas (as minhas amostras são iguais a estas que encontrem na net - roubadinhas aqui).
Dá um jeitaço, porque tem sido esta marca que o Kiko tem comido e dá-se muito bem.
Agora, com a introdução das papinhas com glúten, e dos novos sabores, já vou perceber de qual ele gosta mais.

Pedi à Skip um doseador de detergente e houve uma campanha da Nívea que ofereciam 5.000 amostras do seu creme BB. Consegui pedir a minha amostra. Vamos ver quanto tempo levo a receber estas predinhas que não sendo para o Kiko, me vão deixar mais contentinha - e uma mãe contentinha faz um bebé feliz, não é?


16 de setembro de 2013

Me, myself and the Wardrobe

Passadas as festividades do meio ano do Kiko, passemos a mim. Há muito que sou fã da La Redoute. Desde pequenitates me lembro de ver o calhamaço que era o catálogo na altura.

(Um aparte para os meus leitores mais novos: houve um tempo, há muitooooo tempo, que não havia Internet e as pessoas viam as coisas em catálogos... de papel, que recebíamos em casa... pelos Correios! WOW... to much information, eu percebo-vos)

Continuando, agora voltei a receber o catálogo, graças a umas comprinhas que fiz há uns meses e a coisa parece-me assaz difícil, muito mais do que quando era miúda. Para começar, a cena dos tamanhos. Tenho o tamanho a.H. (antes de Henrique) e d.H. (depois de Henrique). Se antes, num abrir e fechar de olhos, encomendava o 36 (ou o 34/36, como os senhores da La Redoute têm), agora vou encomendar o 38 (ou o 38/40, seguindo a mesma lógica de classificação). Encomendaria o 38, de consciência tranquila, mas haver uma referência 40 nesta equação mexe-me com o sistema.

E desisto, frustrada, e penso que se quero roupa gira tenho mesmo de levantar o rabo e ir a uma loja e experimentar coisas (brrrrr... dá-me calafrios só de pensar!). E a La Redoute tem coisas tão fofinhas que enerva só a perspectiva de ter de desistir!
E eu quero andar gira, a sério que quero! Mas não tenho paciência para a peregrinação às lojas como aquelas mulheres todas fashion, e que descobrem coisas tão giras na Primark (sendo que eu posso lá andar uma semana inteira que aponto o dedo aos mínimos pormenores!) que me irrita profundamente. E a Cristina irritada ainda tem menos vontade de ir às compras.

Posto isto, tenho de comprar roupa. No último Inverno, estava grávida e no anterior... bem, as roupas não me servem. Tenho todo um guarda-roupa de Inverno para comprar. E não me apetece, com mais de 30 graus, andar a correr as capelinhas num veste-despe de roupas de Inverno; era tão mais fácil, abrir o catálogo, fazer um pim-pam-pum e já está.

(era bem mais simples quando era a minha mãe que tratava deste assunto...)

Dicas?

15 de setembro de 2013

Meio ano do mais profundo amor

Já se passaram seis meses, Henrique, desde que saíste da minha barriga e te juntaste a este mundo de gente louca, de crises económicas, de aumentos do desemprego...
Já se passaram seis meses, meu querido... minha vida...!

É meio ano em que aprendi (aprendemos! Eu e o teu pai!) que é possível amar mais além. Que é possível viver com o coração a dormir enroscadinho sobre si mesmo ao nosso lado, que é possível viver com o coração a sorrir-nos, que é possível viver com o coração a rebolar ou a palrar, a gargalhar, ou a deitar a língua de fora, a sorrir com o olhar...

É meio ano em que aprendemos que a vida tem muitas mais cores do que apenas o cinza ou o preto. Tem o azul do teu peluche, tem o vermelho da tua roca em forma de ouriço, ou de verde da outra roca-borboleta... tem as dezenas de cores do teu tapete encostado a um canto da sala, aquele mesmo canto que transformámos no teu canto de brincar.

É meio ano em que aprendemos a falar à "bebé" e com muitos (demasiados!) diminutivos que não sendo pedagógico, faz-te feliz. Ris quando sabes que é a hora da papinha, ou quando a "xopinha" da mamã te sabe bem. Ris quando te chamo "tontinho" ou "maluquinho" e fazes-me rir contigo quando lanças uma gargalhada por nada. Ou quando falas com a televisão e respondes a qualquer deixa da série que estiver a dar no momento.

Já apanhámos as tuas manhas, e do que gostas ou não. É fácil quando se vive tantas horas, tantos dias com uma pessoa. Mesmo que essa pessoa seja uma mini-pessoa.
Já olho para as tuas fotos "antigas" e sinto saudades de te ver tão pequenino (já nem me lembro de ti assim, com dois dedos de comprimento!). Agora estás enorme, e continuas a crescer a um ritmo alucinante... e mais bonito que nunca.

(ou um sexy motherfucker, como diz o teu pai!)

Seis meses de amor. Daquele para a vida. Daquele que dura duas vidas e mais além. Parabéns. Que sejas tão feliz (ou mais!) como sou agora, como fui ontem e como vou ser amanhã... só porque tu existes. 






12 de setembro de 2013

Doentinho

Esta semana, tive a "sorte" de viver a cena da maternidade em todo o seu esplendor: o Henrique esteve meio constipado. Uma constipação daquelas que traz tudo no pacote "doença para bebés": febre de 38ºC, que se recusava a descer, nariz entupido e corrimento nasal, espirros, tosse... all in one, portanto.

Pior do que o ver doentinho, era ver os olhinhos dele a pedirem ajuda cada vez que fechava a boca e percebia que assim não conseguia respirar, era ouvir o chorozinho dele de queixume, era perceber que ele tentava encontrar as nossas mãos (a minha e a do pai) como que para se sentir acompanhado nesta empreitada...

Felizmente aquilo foi coisa que se foi e não voltou. Alguns supositórios depois e de muitas limpezas ao nariz, muito mimo dos pais, o bichinho voltou à sua forma natural: mexidão, risonho e, especialmente, saudável.

Não é algo que deseje seja a quem for. Os nossos pimpolhos doentes é de lascar o coração.
 

(c)2009 Estrelices. Based in Wordpress by wpthemesfree Created by Templates for Blogger