15 de maio de 2013

Dois meses de Henrique

O Henrique faz hoje dois meses e já é impressionante ver as diferenças. Finalmente, começou a sorrir e começa a perceber que há um canal de televisão onde passam coisas que lhe chamam a atenção, com cores vibrantes e músicas.

Não é um rapaz de muitas sestas - aliás, recebi uma newsletter onde diz que eles, nesta altura, dormem cerca de 20 horas... pois sim! - não é um rapaz de chuchas, nem de mudar de fralda (pode estar com cocó até à sua 5.ª essência, mas não se queixa).

O que gosta mesmo é de colo, andar em grandes passeatas e de um boneco de corda que dá música com 30 anos (era meu!).

O Kiko é chorãozeco e resmungão, mas quando abre aquele sorriso, esquecemos tudo.

O meu tempo agora é contado em Henrique. Tenho 2 meses de Henrique na minha vida. E nunca foram meses tão compensadores. O Henrique era tudo o que me faltava para ser um pouco mais feliz, mais realizada...
Ser mãe do Henrique é o meu melhor momento. E não queria fazer mais nada, apenas isto: ser a mãe do Henrique!

11 de maio de 2013

Criei um monstro?

Facto 1 - o Henrique não adormece na caminha dele;

Facto 2 - o Henrique não gosta de chucha;

Facto 3 - o Henrique adormece que é uma categoria no meu colo, com o meu dedo mindinho a fazer de chucha.

Pergunta de 1 milhão de euros: criei um pequeno monstro ou estes maus hábitos acabam por ir desaparecendo?
Tento - ao máximo - que ele não chuche no meu dedo, mas o sacaninha já aprendeu a procurar a minha mão e logo que a encontra agarra nos meus dedos e encaminha-os logo para a boca.
Tento - ao máximo - introduzir-lhe a chucha: com aero-om, sem aero-om, quando ele está adormecido, quando está hiper-desperto, mas ele dá-lhe 3 chupadelas e manda-a fora com o maior dos descaramentos. Olha para mim com cara de "vá, dá-me mas é o teu dedo e deixa-te de tretas..." ou a fazer beicinho e, em desespero de causa, acabo por lhe meter o dedo na boca.

Quanto ao colo, dizem os especialistas que se deve dar mimo aos bebés quando eles choram, e é também um facto que o Henrique larga um berreiro se está sozinho na cama. A opção? Adormeço-o ao colo e depois deposito-o na cama dele... e assim vai resultando.
A "cena" foi termos começado. Ao mínimo choro, lá íamos a correr dar colo ao bebé "que ele é tão pequenino e quer miminho dos pais". E como pais de 1.ª viagem não podíamos estar mais babados com a nossa criação. Logicamente que dar colo constante é um dos nossos primeiros mandamentos.

Os primeiros filhos são uma constante sucessão de erros e de maus hábitos. E contra mim falo... raios, porque é que tenho um filho tão fofinho?!

Nova vida, novo design

"Agora que sou Mãe, o Estrelices reflecte a minha viagem por este novo mundo... são pormenores, momentos, retalhos da vida de uma new mum!"

É esta a minha nova introdução. Passei (abruptamente) de Cristina do Estrelices a mãe do Henrique. E sinto-me bem nessa nova condição.
Logo, era urgente tornar este blog mais mummy-friendly (pode ser que assim haja um caçador de talentos e me torne blogger profissional e ganhe rios de dinheiro... MUAHAHAH... ou então não!) e com ele relatar ao mundo e arredores como é ser a Cristina-mãe: as alegrias, as dúvidas, as certezas, os desesperos (que também os há!)...

Nova vida, novo design ("roubadíssimo" deste site)!  

5 de maio de 2013

Dia da Mãe







Porque sou Mãe...

Porque adoro a minha Mãe...

Um dia feliz!!!

4 de maio de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - LM vs LA

Definitivamente, o meu leite (leite materno daqui em diante tratado por LM) vai entrar na categoria de "leite magro - especial dieta". Um dos grandes culpados do Henrique chorar como um desesperado era o meu leite: pouco gordo, pouco satisfatório, pouco alimentício...
Mais uma semana em que o meu bichinho engordou o mínimo para satisfazer as pretensões da pediatra e da enfermeira do posto médico. Chorei - mais uma vez como uma perdida - queria, porque queria que o LM fosse mais do que suficiente para o alimentar e pensar que a minha mini-dose andou a passar momentos de fome, tortura-me! 
"A Natureza, por um desígnio estranho, não permite que o teu leite seja gordo suficiente; às vezes, sou eu que saio daqui a chorar porque há mães que simplesmente se recusam a amamentar. Tu fizeste tudo o que podias. Fica de consciência tranquila. Não deixas de ser boa mãe por causa disto", foi isto que ouvi da enfermeira Cláudia, que tem sido um dos meus grandes pilares.

Amamentar não é fácil. Requer disponibilidade, paciência, resistência... amamentar dói. Causa dores no peito, encaroçamento, fissuras, mamas duras... 
Optar pela amamentação foi a melhor decisão que tomei. Superei as fissuras com Purelan. Superei o encaroçamento e a dureza com toalhas encharcadas em água quente. Superei as dores com o deleite do Henrique a mamar. Optei por amamentar sem pestanejar. Fá-lo-ia outra vez. Queria que o meu macaquinho tivesse a hipótese de, literalmente, sugar todos os anti-corpos e nutrientes que eu lhe pudesse proporcionar. 

Não deixo de amamentar. Mais uma vez, optei por continuar a amamentar, porque, apesar de tudo, quaisquer nutrientes, quaisquer anti-corpos, por mais diluídos que sejam, deixam-me tranquila. Prefiro assim. Tenho de complementar cada refeição dele com um biberão de leite artificial (LA). Após cada sessão, faz-se um biberão, e fico com a plena certeza que a mini-dose de gente fica de estômago forrado, bem alimentado e com maiores probabilidades de começar a aumentar de peso como gente grande. 

A 1.ª noite, após a introdução do novo regime alimentar, foi das melhores noites que tive desde que o Henrique nasceu. Mamava, dava-lhe o biberão e adormecia em 3 tempos, e permitia que também eu tivesse tempo para descansar. E já fez sestas - o que NUNCA acontecia! Estamos os dois mais felizes. E o meu filho feliz é a melhor prenda do Dia da Mãe que posso desejar.

28 de abril de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - mummy meets cólicas

Há dias em que - perdoa-me, Senhor - tenho saudades de estar grávida. Viver a cena toda de novo sem os incómodos do choro incessante que se entranha no resquício mais profundo da massa cerebral.

Na sexta-feira, tivemos mais uma experiência. Daquelas experiências a que eu torcia o nariz quando ouvia falar: andar de carro para acalmar o bicharoco Henrique. E assim foi. Eram umas nove e tal da noite e nós a fazermos um percurso em Mem Martins, a queimar gasóleo para que ele dormisse. Era prisão de ventre a grande culpada do estado lastimoso da minha mini-dose.

Ontem, pânico novamente. O berreiro que não parava por mais beijinhos e miminhos que fossem dados. O Henrique contorcia-se, chorava - mummy meets cólicas e prisão de ventre. Em desespero de causa, acabei por comprar uns mini-clisteres para aliviar a cria (não foram usados). Ante a perspectiva de inserir qualquer coisa no corpo por outro local que não a boca, o bichinho optou por sujar a fralda, voluntariamente.

O pai foi o bombeiro de serviço para acalmar a criaturinha que ainda assim não queria dormir.

Depois disso, a calmaria. Uma noite tranquila. O sossego. O silêncio. Quando estava grávida não dormia, mas pelo menos não ouvia chorar horas a fim, por isso, perdoa-me Senhor, mas em dias de cólicas, preferia estar apenas e tão somente grávida.

24 de abril de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - o peso


O Henrique é um bebé franzino. Mesmo antes de nascer, o médico dizia que seria um bebé pequeno. E assim é: magrito e "alto". E tem-me dado uma montanha de ralações na questão do peso. Proporcional aos centímetros que ele vai ganhando.

Quando nasceu tinha 2.510 kg, depois perdeu o peso que seria de esperar. Depois aumentou pouco. Depois, introduzimos leite artificial (LA) 3 vezes ao dia. Depois aumentou demasiado e reduzimos a dose de LA para metade. Depois voltou a perder peso e voltámos a duplicar a dose de LA. Depois aumentou pouco por alguma razão desconhecida (minha má alimentação? problemas de estômago? vírus? stress por causa de eventuais dores?). E reforcei o meu plano de refeições e de ingestão de líquidos e suplemento alimentar para produzir mais. E estamos assim.
E bolçava muito. Demasiado para meu gosto.

Entretanto, até já uma ecografia abdominal foi feita para despistar qualquer problema no estômago. E tenho na mão o pedido para uma análise à urina para ver se houve alguma infecção urinária que provocasse esta flutuação no peso.

Hoje, na 1.ª consulta de pediatria que tivemos, a médica voltou a dizer que o Henrique é magrinho. Eu sei. Eu vejo-o todos os dias. E também esta médica, que nos viu pela 1.ª vez, quer o peso do Henrique controlado. Sinto que tenho em casa um leitãozinho que é preciso engordar (não é à toa que lhe chamo bacorinho).

Sentir que um filho está com fome, ou que não mama o suficiente dá cabo dos nervos a qualquer pessoa. Não me posso enervar. É uma das condições que me impuseram. Mas é inevitável que me sinta frustrada por saber que ando a fazer tudo quanto posso (e que não posso) para que o Henrique aumente de peso e que as minhas expectativas sejam em tom de cinzento.

Pensava eu que, nesta altura do campeonato, podia deixar o meu mini-me dormir à noitinha, sem ter de o acordar para comer, mas não, não posso... o Henrique tem, OBRIGATORIAMENTE, que comer à noite. O meu ritual nocturno: acordá-lo, mudar a fralda, dar-lhe peito, pô-lo a arrotar, dar-lhe outro peito, pô-lo a arrotar - eventualmente, voltar a mudar a fralda - adormecê-lo, pô-lo na caminha e rezar aos anjinhos para que ele não acorde, até daí a 2 horas.

Mas... agora já sorri para os pais, e um sorrisinho dele faz aliviar, por um bocadinho, o aperto que tenho no peito quando sinto que ele não está totalmente satisfeito apesar de tudo.

17 de abril de 2013

retalhos da vida de uma mãe

(mais uma vez, com o henrique atascado no meu colo, ou é berraria daqui à lua)

cada vez que o henrique chora, dói-me no coração. vejo a fralda, dou miminhos ou dou-lhe de comer - uma das três pára o berreiro - mas dói-me sempre.
o meu serzinho teve o rabinho assado. sempre que o mudava, ele chorava de dores, e eu derretia-me a dar-lhe beijinhos e a pedir-lhe desculpa por o estar a magoar.

agora, anda numa fase em que bolça este mundo e o que está para vir; e fico sempre com o coração nas mãos, porque tenho a constante sensação que ele fica com fome. esta noite, acordou desesperado, e muito antes da hora prevista, com fome. que mãe gosta de saber que a sua cria está com fome?

(agora... vou à minha vida, porque está na hora de um certo senhorzito se alimentar - dá-me a ideia que ele tem um relógio no lugar do estômago
. futuras mães, um conselho - e este é gratuito - vão perder muito tempo que antes tomavam como certo. organizem-se de forma a não tomarem o pequeno-almoço à hora de lanchar.)

10 de abril de 2013

vitamina d ou a vã tentativa de bronzear o puto (e secar a roupa)

(post escrito com o baby duarte vilela a dormir no meu colo. perdoem-me não existirem maiúsculas)

o primeiro mês de vida de um bebé é um mês perdido. ele é choro, ele é mudanças constantes de fraldas e de roupas,  ele é alimentar a cria de 3 em 3 horas, ele é lavar a roupa que o "bacorinho" bolça ou onde está uma fonte de xixi. o pouco tempo que resta é dedicado ao descanso, senão não há corpo que aguente.

é ainda pior quando está um tempo miserável. em quase 4 semanas, dá para contar pelos dedos as vezes que saí de casa. queria espairecer, queria mimar o meu filhote com o sobejamente conhecido bom tempo português. queria que o henrique apanhasse sol, ar puro e que visse mais qualquer coisa para além das paredes de casa (não que ele veja grande coisa, mas vocês percebem a ideia).

o mau tempo instalou-se há semanas... eiiii, s. pedro, tens previsões para uma melhoriazita? o meu miúdo precisa de sol! e eu também. raciocino melhor quando há vitamina d no meu organismo.

4 de abril de 2013

Sou mãe-galinha ou o Henrique é o mais giro do Universo?

O Henrique é o miúdo mais giro do Universo. Não digo isto por ser mãe dele. É uma constatação simples. Basta olhar para ele e pensa-se logo: "Sem dúvida, este é o miúdo mais giro do Universo!".

Mas é manhoso e um castigo para o pôr a dormir. Há dias que nem eu própria consigo vencer a discussão "mas afinal quem é que manda aqui!". Basicamente, e resumindo, é ele quem manda. Abre berreiro e é vê-lo a ficar roxo e sem ar de tanto gritar. Não há beijinhos nem mimos que calem aquela pequena sirene.

Diziam que a vida de uma pessoa muda com um filho. Uma pessoa vai-se mentalizando que é assim mesmo. Desenganem-se: é pior! Nada, nem ninguém nos prepara para acordar às 4 da manhã e só voltar a dormir às 23h; nada, nem ninguém nos prepara para mudar uma fralda e 10 segundos depois vê-la a ser bombardeada com um xixi (or the number two, if you know what I mean) em forma de esguicho.

Mas... que se lixe: o meu filho é o mais giro do Universo!


 

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