5 de maio de 2013

Dia da Mãe







Porque sou Mãe...

Porque adoro a minha Mãe...

Um dia feliz!!!

4 de maio de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - LM vs LA

Definitivamente, o meu leite (leite materno daqui em diante tratado por LM) vai entrar na categoria de "leite magro - especial dieta". Um dos grandes culpados do Henrique chorar como um desesperado era o meu leite: pouco gordo, pouco satisfatório, pouco alimentício...
Mais uma semana em que o meu bichinho engordou o mínimo para satisfazer as pretensões da pediatra e da enfermeira do posto médico. Chorei - mais uma vez como uma perdida - queria, porque queria que o LM fosse mais do que suficiente para o alimentar e pensar que a minha mini-dose andou a passar momentos de fome, tortura-me! 
"A Natureza, por um desígnio estranho, não permite que o teu leite seja gordo suficiente; às vezes, sou eu que saio daqui a chorar porque há mães que simplesmente se recusam a amamentar. Tu fizeste tudo o que podias. Fica de consciência tranquila. Não deixas de ser boa mãe por causa disto", foi isto que ouvi da enfermeira Cláudia, que tem sido um dos meus grandes pilares.

Amamentar não é fácil. Requer disponibilidade, paciência, resistência... amamentar dói. Causa dores no peito, encaroçamento, fissuras, mamas duras... 
Optar pela amamentação foi a melhor decisão que tomei. Superei as fissuras com Purelan. Superei o encaroçamento e a dureza com toalhas encharcadas em água quente. Superei as dores com o deleite do Henrique a mamar. Optei por amamentar sem pestanejar. Fá-lo-ia outra vez. Queria que o meu macaquinho tivesse a hipótese de, literalmente, sugar todos os anti-corpos e nutrientes que eu lhe pudesse proporcionar. 

Não deixo de amamentar. Mais uma vez, optei por continuar a amamentar, porque, apesar de tudo, quaisquer nutrientes, quaisquer anti-corpos, por mais diluídos que sejam, deixam-me tranquila. Prefiro assim. Tenho de complementar cada refeição dele com um biberão de leite artificial (LA). Após cada sessão, faz-se um biberão, e fico com a plena certeza que a mini-dose de gente fica de estômago forrado, bem alimentado e com maiores probabilidades de começar a aumentar de peso como gente grande. 

A 1.ª noite, após a introdução do novo regime alimentar, foi das melhores noites que tive desde que o Henrique nasceu. Mamava, dava-lhe o biberão e adormecia em 3 tempos, e permitia que também eu tivesse tempo para descansar. E já fez sestas - o que NUNCA acontecia! Estamos os dois mais felizes. E o meu filho feliz é a melhor prenda do Dia da Mãe que posso desejar.

28 de abril de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - mummy meets cólicas

Há dias em que - perdoa-me, Senhor - tenho saudades de estar grávida. Viver a cena toda de novo sem os incómodos do choro incessante que se entranha no resquício mais profundo da massa cerebral.

Na sexta-feira, tivemos mais uma experiência. Daquelas experiências a que eu torcia o nariz quando ouvia falar: andar de carro para acalmar o bicharoco Henrique. E assim foi. Eram umas nove e tal da noite e nós a fazermos um percurso em Mem Martins, a queimar gasóleo para que ele dormisse. Era prisão de ventre a grande culpada do estado lastimoso da minha mini-dose.

Ontem, pânico novamente. O berreiro que não parava por mais beijinhos e miminhos que fossem dados. O Henrique contorcia-se, chorava - mummy meets cólicas e prisão de ventre. Em desespero de causa, acabei por comprar uns mini-clisteres para aliviar a cria (não foram usados). Ante a perspectiva de inserir qualquer coisa no corpo por outro local que não a boca, o bichinho optou por sujar a fralda, voluntariamente.

O pai foi o bombeiro de serviço para acalmar a criaturinha que ainda assim não queria dormir.

Depois disso, a calmaria. Uma noite tranquila. O sossego. O silêncio. Quando estava grávida não dormia, mas pelo menos não ouvia chorar horas a fim, por isso, perdoa-me Senhor, mas em dias de cólicas, preferia estar apenas e tão somente grávida.

24 de abril de 2013

Retalhos da vida de uma mãe - o peso


O Henrique é um bebé franzino. Mesmo antes de nascer, o médico dizia que seria um bebé pequeno. E assim é: magrito e "alto". E tem-me dado uma montanha de ralações na questão do peso. Proporcional aos centímetros que ele vai ganhando.

Quando nasceu tinha 2.510 kg, depois perdeu o peso que seria de esperar. Depois aumentou pouco. Depois, introduzimos leite artificial (LA) 3 vezes ao dia. Depois aumentou demasiado e reduzimos a dose de LA para metade. Depois voltou a perder peso e voltámos a duplicar a dose de LA. Depois aumentou pouco por alguma razão desconhecida (minha má alimentação? problemas de estômago? vírus? stress por causa de eventuais dores?). E reforcei o meu plano de refeições e de ingestão de líquidos e suplemento alimentar para produzir mais. E estamos assim.
E bolçava muito. Demasiado para meu gosto.

Entretanto, até já uma ecografia abdominal foi feita para despistar qualquer problema no estômago. E tenho na mão o pedido para uma análise à urina para ver se houve alguma infecção urinária que provocasse esta flutuação no peso.

Hoje, na 1.ª consulta de pediatria que tivemos, a médica voltou a dizer que o Henrique é magrinho. Eu sei. Eu vejo-o todos os dias. E também esta médica, que nos viu pela 1.ª vez, quer o peso do Henrique controlado. Sinto que tenho em casa um leitãozinho que é preciso engordar (não é à toa que lhe chamo bacorinho).

Sentir que um filho está com fome, ou que não mama o suficiente dá cabo dos nervos a qualquer pessoa. Não me posso enervar. É uma das condições que me impuseram. Mas é inevitável que me sinta frustrada por saber que ando a fazer tudo quanto posso (e que não posso) para que o Henrique aumente de peso e que as minhas expectativas sejam em tom de cinzento.

Pensava eu que, nesta altura do campeonato, podia deixar o meu mini-me dormir à noitinha, sem ter de o acordar para comer, mas não, não posso... o Henrique tem, OBRIGATORIAMENTE, que comer à noite. O meu ritual nocturno: acordá-lo, mudar a fralda, dar-lhe peito, pô-lo a arrotar, dar-lhe outro peito, pô-lo a arrotar - eventualmente, voltar a mudar a fralda - adormecê-lo, pô-lo na caminha e rezar aos anjinhos para que ele não acorde, até daí a 2 horas.

Mas... agora já sorri para os pais, e um sorrisinho dele faz aliviar, por um bocadinho, o aperto que tenho no peito quando sinto que ele não está totalmente satisfeito apesar de tudo.

17 de abril de 2013

retalhos da vida de uma mãe

(mais uma vez, com o henrique atascado no meu colo, ou é berraria daqui à lua)

cada vez que o henrique chora, dói-me no coração. vejo a fralda, dou miminhos ou dou-lhe de comer - uma das três pára o berreiro - mas dói-me sempre.
o meu serzinho teve o rabinho assado. sempre que o mudava, ele chorava de dores, e eu derretia-me a dar-lhe beijinhos e a pedir-lhe desculpa por o estar a magoar.

agora, anda numa fase em que bolça este mundo e o que está para vir; e fico sempre com o coração nas mãos, porque tenho a constante sensação que ele fica com fome. esta noite, acordou desesperado, e muito antes da hora prevista, com fome. que mãe gosta de saber que a sua cria está com fome?

(agora... vou à minha vida, porque está na hora de um certo senhorzito se alimentar - dá-me a ideia que ele tem um relógio no lugar do estômago
. futuras mães, um conselho - e este é gratuito - vão perder muito tempo que antes tomavam como certo. organizem-se de forma a não tomarem o pequeno-almoço à hora de lanchar.)

10 de abril de 2013

vitamina d ou a vã tentativa de bronzear o puto (e secar a roupa)

(post escrito com o baby duarte vilela a dormir no meu colo. perdoem-me não existirem maiúsculas)

o primeiro mês de vida de um bebé é um mês perdido. ele é choro, ele é mudanças constantes de fraldas e de roupas,  ele é alimentar a cria de 3 em 3 horas, ele é lavar a roupa que o "bacorinho" bolça ou onde está uma fonte de xixi. o pouco tempo que resta é dedicado ao descanso, senão não há corpo que aguente.

é ainda pior quando está um tempo miserável. em quase 4 semanas, dá para contar pelos dedos as vezes que saí de casa. queria espairecer, queria mimar o meu filhote com o sobejamente conhecido bom tempo português. queria que o henrique apanhasse sol, ar puro e que visse mais qualquer coisa para além das paredes de casa (não que ele veja grande coisa, mas vocês percebem a ideia).

o mau tempo instalou-se há semanas... eiiii, s. pedro, tens previsões para uma melhoriazita? o meu miúdo precisa de sol! e eu também. raciocino melhor quando há vitamina d no meu organismo.

4 de abril de 2013

Sou mãe-galinha ou o Henrique é o mais giro do Universo?

O Henrique é o miúdo mais giro do Universo. Não digo isto por ser mãe dele. É uma constatação simples. Basta olhar para ele e pensa-se logo: "Sem dúvida, este é o miúdo mais giro do Universo!".

Mas é manhoso e um castigo para o pôr a dormir. Há dias que nem eu própria consigo vencer a discussão "mas afinal quem é que manda aqui!". Basicamente, e resumindo, é ele quem manda. Abre berreiro e é vê-lo a ficar roxo e sem ar de tanto gritar. Não há beijinhos nem mimos que calem aquela pequena sirene.

Diziam que a vida de uma pessoa muda com um filho. Uma pessoa vai-se mentalizando que é assim mesmo. Desenganem-se: é pior! Nada, nem ninguém nos prepara para acordar às 4 da manhã e só voltar a dormir às 23h; nada, nem ninguém nos prepara para mudar uma fralda e 10 segundos depois vê-la a ser bombardeada com um xixi (or the number two, if you know what I mean) em forma de esguicho.

Mas... que se lixe: o meu filho é o mais giro do Universo!


25 de março de 2013

"Viver com o coração fora do corpo"

A frase não será exactamente assim. Li-a há uns meses (julgo que ainda não estava grávida) e, no entanto, fiquei com ela retida na mente.

Tanto que poderia dizer sobre estes primeiros 10 dias de Henrique. Podia falar do quanto fico desesperada com o choro dele pela madrugada adentro, ou quando tento mudar-lhe uma fralda e ele esperneia até me deixar louca, ou quando sou brindada com um dos fa-bu-lo-sos xixis em repuxo, ou quando finge que mama... podia falar das vezes que chorei quando ele estava a ser vacinado, e a fazer o teste do pezinho...
("não fizeste nada que eu não tivesse feito quando foi de ti ou do teu irmão, filha! é a nossa cria que está ali...", disse-me a minha mãe), ou do cansaço que sinto ao fim do dia e que me faz entrar de gatas na cama.

Mas, olho para o Henrique, cheiro o Henrique, vivo o Henrique, e as dores passam... finalmente, compreendi que ser Mãe é viver com o coração num sítio completamente diferente; é viver com o coração onde está a minha cria.

23 de março de 2013

Retalhos da vida de uma... MÃE!!!

E eis que, de repente, tudo muda. Entre a ideia que as nossas vidas mudam depois do nascimento de um filho e a vivência diária vai uma distância medonha.
Sabíamos que íamos sofrer uma mudança radical, mas continuamos a aprender e esforçamos-nos diariamente para lidar com esta miniatura que invadiu o nosso espaço.

Para terem uma ideia: apenas na 5.ª feira consegui sentar-me no sofá um pouco e ver televisão durante pouco mais de uma hora (e mesmo assim adormeci, por instantes, durante uma cena de guerra, sangue e esfaqueamentos na série "Spartacus").

No geral, o Henrique não é um bebé que dê muitos "problemas" durante o dia. O complicado, realmente, são as noites / madrugadas. É um castigo pô-lo a dormir depois de comer.
Chora, chora, chora, engasga-se, soluça, faz beicinho, quando pensamos que finalmente adormeceu, abre a pestana e recomeça a berraria. Os nossos vizinhos devem andar felicíssimos em ouvir os pulmões do meu filhotinho às tantas da madrugada... enquanto que eu ando toda grogue a trocar as horas da madrugada.
E é um fiteiro, senhores!!! As vezes que começa a "miar" até que alguém lhe pegue, para imediatamente parar, são dignas de nota... normalmente, o pai é que é a vítima. E depois é ver o pequenitates a olhar para o tecto como se nada fosse ou a fazer a expressão que apelidei de "tem alguma dignidade, pá!"

Ontem, o pirralho fez 1 semana de vida. E é um gozo olhar para ele e ver o quanto já mudou em apenas alguns dias. Se, na maternidade, estava cheio de manchas na cara e no corpo, agora já está mais "limpo" e a cara começa a arrendondar mais.

E é um gozo maior ainda olhar para ele e perceber que apesar das noites mal-dormidas, de fraldas trocadas em catadupa, de roupinhas trocadas a uma velocidade ainda maior, do choro incessante que se entranha no cérebro (e como se entranha!!!), das dores iniciais da amamentação, do desconforto dos pontos da cesariana... esta coisinha mágica é o meu filho!

E quem se consegue sentir mal quando olha para a sua própria criação?!


14 de março de 2013

Retalhos da vida de uma grávida: do que vou ter ou não saudades, depois de amanhã.

Henrique, olha a mãe na véspera de nasceres!!!
As hormonas são uma treta. É muito estrogénio a correr de um lado para o outro, nesta "altura do campeonato".

Daqui a cerca de 24 horas, a correr tudo dentro dos conformes, o Excelentíssimo Senhor Doutor Henrique João Duarte Vilela já terá dado os primeiros berros. E, caramba, já sinto a falta deste barrigão. "i num instante tudo muda!" era, há uns anos, o lema do lançamento de um dos nossos jornais diários. Encontram algo tão mais apropriado a este instante?

Num dia, estou grávida... cheia de "ais" e "uis", com dores nas costas, pés e mãos inchados, com uma barriga que nem sequer permite que cheguemos ao lavatório para lavar as mãos ou ver os pés e que alterou o nosso centro de gravidade.
No segundo seguinte, estou a marcar o dia para "perder" esta barriga com que lido há meses. É quase como implorar para me baterem. Ainda estou grávida e já sinto saudades de estar grávida.

Não vou sentir saudades dos enjoos e das corridas para a casa-de-banho. Não vou sentir saudades de ir fazer xixi todas as meias horas. Não vou sentir saudades de estar com azia. Não vou sentir saudades de não puder comer camarão, por exemplo. Ou presunto. Não vou sentir saudades das noites de insónia. Não vou sentir saudades das faltas de ar. Não vou sentir saudades de parecer um pinguim a andar. Não vou sentir saudades de estar sempre cansada.

Estas são as coisas que não vou sentir a falta.

Mas já sinto falta de ver a barriga a crescer um bocadinho todas as semanas, de sentir umas bolhinhas na barriga e depois uns pés, cotovelos, cabecinha e rabiosque a navegar à volta dela, de ver uns deditos enfiados na boca durante as ecografias, de ouvir as palavras-chave "está tudo bem!", "parece-me tudo normal!", "os resultados estão óptimos!", de ver a barriga a tremer, a remexer-se como se estivesse a acontecer um terramoto no meu organismo, de comprar roupinhas tão pequenas que serviriam à minha boneca Nancy, de ter prioridade nas filas de supermercado, do meu cabelo estar espectacular, de não ter borbulhas na cara, do fascínio que era saber como é que o bebé se desenvolvia semana-a-semana... e por aí fora.

São tantas as coisas que vou sentir a falta. E como.
 

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