Não gosto de ser apanhada na curva. Manias. Sempre - ou quase sempre - ando com qualquer coisa extra dentro da mala, "não vá o Diabo tecê-las". Ela é uma maçãzinha ou um iogurte líquido, "não vá ter fome". Ela é uma revistinha "para o caso de demorar mais no lugar XPTO". Ela era muda de roupa extra quando estava nos escuteiros, and so on...
E, desta vez, com a gravidez - e apesar deste meu cérebro andar a trabalhar ao relantim - não foi excepção. Há muito que mandei um mail para a maternidade para saber o que levar na mala, tanto para mim, como para o Henrique. Há muito que comecei a lavar as roupas dele e a planear que roupinhas levar e para que dias, etc.
Esta semana, deram-me uma informação extra. Que talvez, "pelo sim, pelo não", o melhor será levar toalhas de banho (para mim e para ele).
Resumindo, vou ter de mudar de mala... pela 3.ª vez... tal é a quantidade de coisinhas extra que vão pedindo e que poderão vir a fazer falta. Já dei por mim a desejar ter uma conversinha com o meu filhotinho e combinarmos hora certa e dia para o nascimento, para uma pessoa saber com o que é que conta.
Não está fácil!
***
Hoje foi também dia de comprar mais umas coisinhas. É impressionante a quantidade de coisinhas necessárias para seres tão pequenos. Este filho ainda não nasceu, mas se eu lhe fosse apresentar a conta de tudo o que já gastámos por causa dele... um balúrdio, senhores, um balúrdio!!! (imagino os desgraçados dos casais que têm de comprar tudo; felizmente, temos muita coisa dada / emprestada).
13 de fevereiro de 2013
8 de fevereiro de 2013
Retalhos da vida de uma grávida
Dia de fazer as últimas análises da gravidez (se há coisinha que não vou sentir saudades destes últimos meses é de tirar sangue para análises com tanta regularidade...) e lá vai a pata-choca (eu, entenda-se!) para Sintra.Encontro estacionamento com surpreendente facilidade e dirijo-me ao Laboratório. Chego e tiro a senha, passado segundos chamam-me (as maravilhas do atendimento prioritário!) e passados mais uns minutos, chamam-me novamente para tirar o sangue propriamente dito.
Análises despachadas em 3 tempos; vou tomar o pequeno-almoço, porque o regime de jejum não é bom para ninguém e escapo-me, por um triz, a uma daquelas campanhas manhosas de rua para a associação "xpto".
Vou a uma loja chinesa para ver se encontro uns chinelos para levar para a maternidade... muito fashion, eu sei!... mas nada se aproveita, excepto uns frasquinhos de plástico para levar o champô e gel duche na mala.
Como sabemos que os nossos esgares de "dor" são muito estranhos, depois de um pontapé de bebé bem aplicado? Quando o chinês que nos está a fazer o troco - por gestos, porque o português é mentira! - pergunta se está tudo bem.
"Sim, está tudo bem, obrigada!".
Estacionamento, aqui vou eu! Localizo o bólide, ponho-o em funcionamento, até que vejo o arrumador a fazer uns gestos e a dizer coisas. Abro ligeiramente o vidro, porque acho que ele está a ajudar-me na manobra. Mas não... o que ele diz é:
"Tenha cuidado, minha senhora! Não force a fazer a manobra... pode fazer mal ao bebé! Eu ajudo!". Vejo-me então a receber conselhos de maternidade de um arrumador bem-educado e preocupado com a saúde dos seus "utentes".
A gravidez, sem dúvida, que é o derradeiro estado de graça!
(imagem roubada daqui)
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1 de fevereiro de 2013
Retalhos da vida de uma grávida
Imaginem uma gelatina deixada na rua, num dia de tempestade? Assim está a minha barriga: mexe, treme, abanica-se, toma formas mais ou menos alienígenas.
Cheira-me que estou feita ao bife com este cachopo. Eu bem que falo com ele, tento meter-lhe algum bom senso na cabecinha:
"Vá, filho, sossega!"
"Henrique, estás a deixar a mãe desconfortável..."
"A mãe não se importa que te mexas, mas sê mais meiguinho..."
... mas até ao momento o meu nível de sucesso é abaixo de zero.
Tenho para mim que "lá dentro" as coisas são bem mais animadas do que, inicialmente, eu achava.
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24 de janeiro de 2013
Carta #03 ao meu filho que ainda não nasceu
Henrique,agora que faltam menos de 60 dias para nos conhecermos, quero que saibas que a mãe te adora. Desde o dia em que eras apenas uma risquinha num teste... esta risquinha rosa pálida que a imagem mostra.
Quando soube que eras um menino, passaste imediatamente para o topo da lista "Homens da minha vida!". És o 1.º, sem sombra de dúvida. És aquele que amo ainda mesmo antes de conhecer. Haverá amores assim, sequer parecidos com aquele que uma mãe sente pela sua cria? Acho que não...
E era apenas isto que te queria dizer.
A mãe e o pai estão à tua espera!
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17 de janeiro de 2013
66 dias
Fixe fixe é ter tempo. Tempo para dormir, descansar das noites mal dormidas, para preparar a chegada do herdeiro...E agora tenho esse tempo. Posso lavar as roupinhas dele com a ternura que merecem, arrumar o novo armário dele, com os brinquedos, as fraldas e as toalhitas que têm vindo a ser compradas... posso olhar para cada camisola, babygrow ou par de botinhas e pensar que daqui a 2 meses vão ser "habitadas" por um serzinho.
Começo a ficar curiosa. Como será que ele é? Moreno é, de certeza. Mas terá os olhos pretos do pai, castanhos claros da mãe, ou foi "buscar" os olhos claros do bisavô paterno? Vai ser pequenino ou matulão? Vai ser sossegadinho ou vai dar-me dores de cabeça?
Segundo o calendário que, estrategicamente, incluí neste blogue, faltam 66 dias para a semana 40 (dia 24 de Março). SESSENTA E SEIS DIAS. Ainda há pouco tempo estava grávida de 66 dias... tempo, where are you?!
Passa tão rápido.
Agora que ele tem um nome, uma identidade "a sério", parece que o fumo está a desvanecer e que isto vai mesmo acontecer. Não que os pontapés dele sejam "a brincar", mas estou a levar um chuto de realidade com toda a força e direccionadíssimo. Vou ser mãe. Daqui a 66 dias, mais ou menos.
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4 de janeiro de 2013
Gravidez e a prioridade
(Texto escrito sob a antiga grafia e num computador que nao tem acentos... desenrascai-vos!)
Num desses blogues muito famosos, discute-se a questao da prioridade das gravidas nas filas de supermercado. 'Bora la ver: http://apipocamaisdoce.clix.pt/2013/01/em-modo-prioritario.html#comment-form.
Na minha singela opiniao - e note-se que gostaria de receber as vossas opinioes - as gravidas devem, sim, ter prioridade e as pessoas que fazem "fretes" em deixar passar a gravida deviam levar com um menir na tromba... nao querem ser ultrapassadas, a soluçao e simples: nao vao para a fila prioritaria.
Antes de estar gravida, deixei passar muitas gravidas. As senhoras, portadoras de enormes barrigas, estavam no seu direito. Se ele existe, deve-se usufruir.
Chateia-me aquelas outras senhoras que vao as compras com o marido e depois querem prioridade porque sao "acompanhantes de crianças de colo", mesmo que o puto esteja ao colo do pai e tenha 5 anos.
Ja fizeram fretes comigo, ja houve quem fingisse que nao me viu, ja houve quem me deixasse passar com a maior das simpatias, ja houve quem reclamasse com a funcionaria da caixa porque eu estava a espera, ja houve um senhor (com apenas um item nas maos) que estava prestes a fingir que se tinha esquecido de qualquer coisa para eu passar - ate que o impedi de fazer isso... ja passei por todas as situaçoes possiveis e imaginarias, mas nao abdico do meu direito a usar a fila prioritaria.
Nao sou uma gravida de risco, mas so eu sei - e todas as outras gravidas deste Mundo - o quanto custa estar parada, de pe, a espera, com dores nas costas, vontade de ir ao WC e com um filho na barriga a dançar o samba.
Ao ler alguns dos comentarios no blogue d' A Pipoca, reparei em alguem que disse que se nao custa andar a passear no shopping tambem nao custa estar na fila. Ai custa, custa, filho - e a minha resposta. Uma coisa e andar, outra e estar parada, com um peso enorme na barriga a fazer pressao no baixo ventre. Experimenta estar com 2 / 3garrafas de agua agarradas a barriga, pernas a inchar e dores de costas e depois conversamos.
Num desses blogues muito famosos, discute-se a questao da prioridade das gravidas nas filas de supermercado. 'Bora la ver: http://apipocamaisdoce.clix.pt/2013/01/em-modo-prioritario.html#comment-form.
Na minha singela opiniao - e note-se que gostaria de receber as vossas opinioes - as gravidas devem, sim, ter prioridade e as pessoas que fazem "fretes" em deixar passar a gravida deviam levar com um menir na tromba... nao querem ser ultrapassadas, a soluçao e simples: nao vao para a fila prioritaria.
Antes de estar gravida, deixei passar muitas gravidas. As senhoras, portadoras de enormes barrigas, estavam no seu direito. Se ele existe, deve-se usufruir.
Chateia-me aquelas outras senhoras que vao as compras com o marido e depois querem prioridade porque sao "acompanhantes de crianças de colo", mesmo que o puto esteja ao colo do pai e tenha 5 anos.
Ja fizeram fretes comigo, ja houve quem fingisse que nao me viu, ja houve quem me deixasse passar com a maior das simpatias, ja houve quem reclamasse com a funcionaria da caixa porque eu estava a espera, ja houve um senhor (com apenas um item nas maos) que estava prestes a fingir que se tinha esquecido de qualquer coisa para eu passar - ate que o impedi de fazer isso... ja passei por todas as situaçoes possiveis e imaginarias, mas nao abdico do meu direito a usar a fila prioritaria.
Nao sou uma gravida de risco, mas so eu sei - e todas as outras gravidas deste Mundo - o quanto custa estar parada, de pe, a espera, com dores nas costas, vontade de ir ao WC e com um filho na barriga a dançar o samba.
Ao ler alguns dos comentarios no blogue d' A Pipoca, reparei em alguem que disse que se nao custa andar a passear no shopping tambem nao custa estar na fila. Ai custa, custa, filho - e a minha resposta. Uma coisa e andar, outra e estar parada, com um peso enorme na barriga a fazer pressao no baixo ventre. Experimenta estar com 2 / 3garrafas de agua agarradas a barriga, pernas a inchar e dores de costas e depois conversamos.
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31 de dezembro de 2012
Feliz Ano Novo - balanço de 2012
Este é o dia em que, por tradição, desejo um Bom Ano Novo a todas aquelas 3 pessoas que ainda se dão ao trabalho de ler o meu blogue ao invés do Facebook.Este é o dia em que, por tradição, estou a planear a roupa que levarei ao jantar "de logo à noite" com o pessoal do costume no restaurante do costume para, como de costume, irmos, de seguida, para casa de alguém passar um pouco de tempo - apenas e tão somente porque é noite de ano novo.
Hoje, ao contrário do que é costume, estou com uma barriga grande, com mais de 6 meses "and counting down", com um ser a mexer-se dentro de mim desde as 7 e tal da manhã, com dor de costas, sem saber o que vou vestir logo à noite, porque sei que vai chover e só tenho 2 pares de calças, com fome, apesar de ter comido há pouco tempo, mas com uma tremenda felicidade.
Estou feliz, porque sei que o meu novo ano vai ser feliz. Estou feliz, mas estou em pânico.
Não me interpretem mal, mas estou em pânico com a ideia de que, daqui a menos de 3 meses, um pequeno ser vai estar nos meus braços e que vai depender inteiramente de mim.
2012 não foi mau. Foi um ano pequenino. Para mim, este ano, só começou a valer depois de Maio.
Decidimos que nos íamos tornar pais, descobri que estava grávida e chorei perdidamente. Acordei o pai do meu filho para lhe dar a notícia e ensonado respondeu "Missão cumprida!".
Descobri que era um menino, apesar do meu pai e da minha sogra preferirem uma menina. "Não dá para trocar, lamento!" foi o que lhes respondi, "A loja não faz devoluções!".
Escolhi um médico que me transmite a maior das tranquilidades e que me faz sentir a grávida melhor acompanhada do Mundo. Fiz duas ecografias, onde vi que estava tudo bem com o meu bebé. Chorei perdidamente quando ouvi o coração dele.
As minhas hormonas andaram malucas. Chorei desesperadamente por causa de um par de calças e por causa de um estendal cheio de roupa molhada.
Vibrei de felicidade quando o senti a mexer pela 1.ª vez (e de todas as vezes que ele me dá pontapés!) - é a melhor sensação do Mundo. Comprei roupinhas de bebé, toalhitas e fraldas. Comprei uma t-shirt dos Kiss. Arranjei um bauzinho para meter os brinquedos que recebi no Natal... fiquei com a garganta apertada por cada pecinha que me ofereceram para um bebé que ainda não tem nome composto - já tem dois apelidos e um nome, falta outro nome para ter uma identidade definida.
Desde há uns meses que a minha vida tem sido mais feliz e sei que 2013 vai prolongar essa sensação de felicidade. Mais não seja porque vou ter o meu 1.º Dia da Mãe, na qualidade de... mãe.
Não vai ser fácil, eu sei, mas qual seria a piada da vida sem um pouquinho de aventura? Acompanham-me nesta? Feliz 2013!!!
24 de dezembro de 2012
O Natal do pimpolho ainda por nascer
Este cachopo ainda não nasceu e já tem um lote de presentes de Natal... faltam ainda as das avós e mais uma ou outra que apareça.
Prendas da "vovó" Ni e dos tios Lena e Pedro, respectivamente.
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15 de dezembro de 2012
Resumo rápido de 6 meses de gravidez
Parece mentira, mas já passaram 6 meses. Só faltam 3 meses para o meu piolhito nascer, e acho que ainda não estou bem em mim.Vejo a barriga a crescer - e modéstia à parte, estou uma grávida bastante elegante, apesar da barriga já respeitável - vejo que o espaço entre mim e tudo o resto diminuiu, deixei de ver tudo o que está para baixo da linha barriga (imaginem-na como se fosse a linha do Equador... a América do Sul está fora do meu campo de visão!).
No dia 1 do 4.º mês estabeleceu-se o limite para os enjoos. De um dia para o outro, deixei simplesmente de enjoar e andar com cara de pescada cozida e passei a fazer algo que já não fazia há 2 meses: comer em condições.
Neste 2.º trimestre, recomecei a comer o que me apetecia, sem que os cheiros me fizessem ir a correr para a casa-de-banho. Neste 2.º trimestre, continuei sem aumentar de peso (apesar de me sentir mais pesadona, lenta e desmemoriada), excepto os quilitos a mais por causa dele, e do líquido onde ele está envolvido.
Neste 2.º trimestre, soube que o meu filhote está a crescer bem e que é perfeitinho. Comecei a sentir os pontapés e todas as mexidas e remexidas deste pequeno ser. Ahhh... e as estrias também não querem nada comigo!
As hormonas deram de si. Chorar descontroladamente por causa de um par de calças, agora, pode parecer engraçado / ridículo (riscar o que vos apetecer), mas, na altura, é dramático!
Esta 26.ª semana de gravidez é uma espécie de marco. Acho que, a partir daqui, a frase "Ainda falta imenso tempo!" começa a deixar de fazer sentido. É emocionante, é enervante, é toda uma salada russa de emoções...
Já só faltam 3 meses, caramba!!! E parece que foi ontem que tudo começou.
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