24 de janeiro de 2013

Carta #03 ao meu filho que ainda não nasceu

Henrique,

agora que faltam menos de 60 dias para nos conhecermos, quero que saibas que a mãe te adora. Desde o dia em que eras apenas uma risquinha num teste... esta risquinha rosa pálida que a imagem mostra.

Quando soube que eras um menino, passaste imediatamente para o topo da lista "Homens da minha vida!". És o 1.º, sem sombra de dúvida. És aquele que amo ainda mesmo antes de conhecer. Haverá amores assim, sequer parecidos com aquele que uma mãe sente pela sua cria? Acho que não...

E era apenas isto que te queria dizer.

A mãe e o pai estão à tua espera!

17 de janeiro de 2013

66 dias

Fixe fixe é ter tempo. Tempo para dormir, descansar das noites mal dormidas, para preparar a chegada do herdeiro...

E agora tenho esse tempo. Posso lavar as roupinhas dele com a ternura que merecem, arrumar o novo armário dele, com os brinquedos, as fraldas e as toalhitas que têm vindo a ser compradas... posso olhar para cada camisola, babygrow ou par de botinhas e pensar que daqui a 2 meses vão ser "habitadas" por um serzinho.

Começo a ficar curiosa. Como será que ele é? Moreno é, de certeza. Mas terá os olhos pretos do pai, castanhos claros da mãe, ou foi "buscar" os olhos claros do bisavô paterno? Vai ser pequenino ou matulão? Vai ser sossegadinho ou vai dar-me dores de cabeça?

Segundo o calendário que, estrategicamente, incluí neste blogue, faltam 66 dias para a semana 40 (dia 24 de Março). SESSENTA E SEIS DIAS. Ainda há pouco tempo estava grávida de 66 dias... tempo, where are you?!
Passa tão rápido.

Agora que ele tem um nome, uma identidade "a sério", parece que o fumo está a desvanecer e que isto vai mesmo acontecer. Não que os pontapés dele sejam "a brincar", mas estou a levar um chuto de realidade com toda a força e direccionadíssimo. Vou ser mãe. Daqui a 66 dias, mais ou menos.


4 de janeiro de 2013

Gravidez e a prioridade

(Texto escrito sob a antiga grafia e num computador que nao tem acentos... desenrascai-vos!)

Num desses blogues muito famosos, discute-se a questao da prioridade das gravidas nas filas de supermercado. 'Bora la ver: http://apipocamaisdoce.clix.pt/2013/01/em-modo-prioritario.html#comment-form.

Na minha singela opiniao - e note-se que gostaria de receber as vossas opinioes - as gravidas devem, sim, ter prioridade e as pessoas que fazem "fretes" em deixar passar a gravida deviam levar com um menir na tromba... nao querem ser ultrapassadas, a soluçao e simples: nao vao para a fila prioritaria.

Antes de estar gravida, deixei passar muitas gravidas. As senhoras, portadoras de enormes barrigas, estavam no seu direito. Se ele existe, deve-se usufruir.
Chateia-me aquelas outras senhoras que vao as compras com o marido e depois querem prioridade porque sao "acompanhantes de crianças de colo", mesmo que o puto esteja ao colo do pai e tenha 5 anos.

Ja fizeram fretes comigo, ja houve quem fingisse que nao me viu, ja houve quem me deixasse passar com a maior das simpatias, ja houve quem reclamasse com a funcionaria da caixa porque eu estava a espera, ja houve um senhor (com apenas um item nas maos) que estava prestes a fingir que se tinha esquecido de qualquer coisa para eu passar - ate que o impedi de fazer isso... ja passei por todas as situaçoes possiveis e imaginarias, mas nao abdico do meu direito a usar a fila prioritaria.

Nao sou uma gravida de risco, mas so eu sei - e todas as outras gravidas deste Mundo - o quanto custa estar parada, de pe, a espera, com dores nas costas, vontade de ir ao WC e com um filho na barriga a dançar o samba.
Ao ler alguns dos comentarios no blogue d' A Pipoca, reparei em alguem que disse que se nao custa andar a passear no shopping tambem nao custa estar na fila. Ai custa, custa, filho - e a minha resposta. Uma coisa e andar, outra e estar parada, com um peso enorme na barriga a fazer pressao no baixo ventre. Experimenta estar com 2 / 3garrafas de agua agarradas a barriga, pernas a inchar e dores de costas e depois conversamos.

31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo - balanço de 2012

Este é o dia em que, por tradição, desejo um Bom Ano Novo a todas aquelas 3 pessoas que ainda se dão ao trabalho de ler o meu blogue ao invés do Facebook.

Este é o dia em que, por tradição, estou a planear a roupa que levarei ao jantar "de logo à noite" com o pessoal do costume no restaurante do costume para, como de costume, irmos, de seguida, para casa de alguém passar um pouco de tempo - apenas e tão somente porque é noite de ano novo.

Hoje, ao contrário do que é costume, estou com uma barriga grande, com mais de 6 meses "and counting down", com um ser a mexer-se dentro de mim desde as 7 e tal da manhã, com dor de costas, sem saber o que vou vestir logo à noite, porque sei que vai chover e só tenho 2 pares de calças, com fome, apesar de ter comido há pouco tempo, mas com uma tremenda felicidade.

Estou feliz, porque sei que o meu novo ano vai ser feliz. Estou feliz, mas estou em pânico.
Não me interpretem mal, mas estou em pânico com a ideia de que, daqui a menos de 3 meses, um pequeno ser vai estar nos meus braços e que vai depender inteiramente de mim.

2012 não foi mau. Foi um ano pequenino. Para mim, este ano, só começou a valer depois de Maio.
Decidimos que nos íamos tornar pais, descobri que estava grávida e chorei perdidamente. Acordei o pai do meu filho para lhe dar a notícia e ensonado respondeu "Missão cumprida!".
Descobri que era um menino, apesar do meu pai e da minha sogra preferirem uma menina. "Não dá para trocar, lamento!" foi o que lhes respondi, "A loja não faz devoluções!".
Escolhi um médico que me transmite a maior das tranquilidades e que me faz sentir a grávida melhor acompanhada do Mundo. Fiz duas ecografias, onde vi que estava tudo bem com o meu bebé. Chorei perdidamente quando ouvi o coração dele.
As minhas hormonas andaram malucas. Chorei desesperadamente por causa de um par de calças e por causa de um estendal cheio de roupa molhada.
Vibrei de felicidade quando o senti a mexer pela 1.ª vez (e de todas as vezes que ele me dá pontapés!) - é a melhor sensação do Mundo. Comprei roupinhas de bebé, toalhitas e fraldas. Comprei uma t-shirt dos Kiss. Arranjei um bauzinho para meter os brinquedos que recebi no Natal... fiquei com a garganta apertada por cada pecinha que me ofereceram para um bebé que ainda não tem nome composto - já tem dois apelidos e um nome, falta outro nome para ter uma identidade definida.

Desde há uns meses que a minha vida tem sido mais feliz e sei que 2013 vai prolongar essa sensação de felicidade. Mais não seja porque vou ter o meu 1.º Dia da Mãe, na qualidade de... mãe.
Não vai ser fácil, eu sei, mas qual seria a piada da vida sem um pouquinho de aventura? Acompanham-me nesta? Feliz 2013!!!


24 de dezembro de 2012

O Natal do pimpolho ainda por nascer

Este cachopo ainda não nasceu e já tem um lote de presentes de Natal... faltam ainda as das avós e mais uma ou outra que apareça. 

Prendas da "vovó" Ni e dos tios Lena e Pedro, respectivamente.
 
 


15 de dezembro de 2012

Resumo rápido de 6 meses de gravidez


Parece mentira, mas já passaram 6 meses. Só faltam 3 meses para o meu piolhito nascer, e acho que ainda não estou bem em mim.

Vejo a barriga a crescer - e modéstia à parte, estou uma grávida bastante elegante, apesar da barriga já respeitável - vejo que o espaço entre mim e tudo o resto diminuiu, deixei de ver tudo o que está para baixo da linha barriga (imaginem-na como se fosse a linha do Equador... a América do Sul está fora do meu campo de visão!).

No dia 1 do 4.º mês estabeleceu-se o limite para os enjoos. De um dia para o outro, deixei simplesmente de enjoar e andar com cara de pescada cozida e passei a fazer algo que já não fazia há 2 meses: comer em condições.

Neste 2.º trimestre, recomecei a comer o que me apetecia, sem que os cheiros me fizessem ir a correr para a casa-de-banho. Neste 2.º trimestre, continuei sem aumentar de peso (apesar de me sentir mais pesadona, lenta e desmemoriada), excepto os quilitos a mais por causa dele, e do líquido onde ele está envolvido.
Neste 2.º trimestre, soube que o meu filhote está a crescer bem e que é perfeitinho. Comecei a sentir os pontapés e todas as mexidas e remexidas deste pequeno ser. Ahhh... e as estrias também não querem nada comigo!

As hormonas deram de si. Chorar descontroladamente por causa de um par de calças, agora, pode parecer engraçado / ridículo (riscar o que vos apetecer), mas, na altura, é dramático!

Esta 26.ª semana de gravidez é uma espécie de marco. Acho que, a partir daqui, a frase "Ainda falta imenso tempo!" começa a deixar de fazer sentido. É emocionante, é enervante, é toda uma salada russa de emoções...

Já só faltam 3 meses, caramba!!! E parece que foi ontem que tudo começou.

14 de dezembro de 2012

Botinha 'mai linda da sua mãe

Olhem quem veio partilhar mesa e habitação com nosotros...

(Lojas SEASIDE)

12 de dezembro de 2012

Baby-post #13: os melhores métodos para incomodar uma mãe

Diz-se, por aí, que os bebés nascem com manhas. Que desde cedo, eles desenvolvem técnicas engenhosas para enganar os pais e receber mais mimos... assim como uma espécie de chantagenzinha emocional.

Na minha sincera opinião, eles desenvolvem essas técnicas já desde a barriga.

Quando o meu filho tem fome, pontapeia-me.
Quando tem sede, pontapeia-me.
Quando estou numa posição que já não lhe agrada, pontapeia-me.
Quando estou deitada, pontapeia-me.
Quando está aborrecido com a vida, pontapeia-me.

Em resumo, passo uma parte do dia (bastante alargada!) literalmente a ser agredida por um ser que ainda nem sequer nasceu.

Este frenético mexer é delicioso!

Adoro ser "agredida". É bom sinal! É sinal que tenho um garotão, no mínimo, muito activo. Dou por mim a fazer-lhe festinhas, ou simplesmente com a mão em cima da barriga apenas a senti-lo.

Num destes dias, senti-o a "dar uma curva". Literalmente. Estava a dormir e acordei com uma "anaconda" dentro da minha barriga a remexer-se. Muito estranho... mas fascinante e fabuloso.

É uma misturada de sensações!

Tudo bem que chega a ser inconveniente... mas às grávidas tudo é perdoado.

Esta segunda-feira, fui fazer a análise à glicemia. Tive de tomar um xarope mega-doce e esperar 2 horas. Enquanto esperava, reparei em alguém a olhar-me. (o rapaz estava hiperactivo: beber um xarope mega-doce em jejum mete qualquer um meio-pedrado!). Até que me apercebi que a pessoa olhava para a minha barriga... que se estava a mexer. Uns picos estranhos moviam-se, à vista desarmada, por todo o lado... estava na minha hora de agir: uns quantos mimos depois, ele acalmou.

Digam lá se não é uma delícia?!

(o interessante é que ele só "responde" ao meu toque. Quando o pai, coloca a mão dele por cima da minha barriga, o cachopo pára logo de mexer. "É o respeitinho!", diz orgulhoso o meu excelso gajo)

(imagem roubada daqui)

22 de novembro de 2012

Retalhos da vida de uma grávida

O que se torna insuportável durante este tempo é a falta de memória. E a lentidão. E o cansaço mórbido ao fim do dia.
Pensava que era mito, mas não: além de uma memória de peixinho, nós, as grávidas, seremos o equivalente humano à tartaruga.

Quando à noite, me despeço do meu excelso homem, e digo "boa noite, vou-me deitar" isso significa em português corrente: "daqui a 40 minutos, estou pronta para apagar a luz e tentar dormir!".

Vejamos:
no percurso entre a sala e o quarto, passo pela cozinha, vejo se está tudo pronto para o pequeno-almoço e aproveito e bebo o último copo de água do dia. Depois, chego ao quarto, e ainda volto à cozinha, porque, invariavelmente, não fiz alguma coisa. Volto para o quarto. Vou ao wc. Volto para o quarto. Entro na cama. Apago a luz. Volto a acender a luz e a ir ao wc. Volto para o quarto e para a cama, claro.

Entretanto, lembro-me que ainda não pus a roupa do dia seguinte a jeito. Acendo a luz. Levanto-me e preparo a roupa. Fico indecisa: volto para a cama ou faço uma última visita ao wc?! Em 90% das vezes, opto pela 2.ª hipótese.

Com isto tudo, já passaram mais de 35 minutos desde a frase "boa noite, vou-me deitar".

Até que me deito para, finalmente, dormir. Depois tenho frio. Puxo o edredão até ao nariz. Depois começo a ter calor. Tiro as meias. E mais calor. O edredão fica ao nível do peito (até que, a meio da noite, vai parar ao chão).

E, mais uma vez, com isto tudo é quase meia-noite. O bebé começa a mexer. E aquilo que este ser mexe, senhores?! Dou-lhe festinhas e falo, em voz mansinha, com ele, para que acalme e deixe a mãe dormir.

Até que acabo por adormecer, vencida pelo cansaço. No dia seguinte, repete-se a receita.
(imagem roubada daqui, apesar de me retratar na perfeição.)

18 de novembro de 2012

Baby-post #12: O dia em que o meu filho sofreu de bullying às mãos do pai

Ontem, sábado, foi dia de ecografia. A segunda desta travessia. Acordámos cedo, tomámos o pequeno-almoço e dirigimo-nos a Miraflores.

O rapaz, já prevendo o que o esperava, estava mais agitadinho do que o costume. O médico era simpático ao cubo: bem humorado, falador, e acima de tudo, muito detalhado e explicativo. Começou logo por dizer que esta era das ecografias, a mais importante... logo, que não nos assustássemos se demorasse muito tempo.

Vimos cada cavidade, cada artéria, cada dedo... vimos os ventrículos e as aurículas, vimos o coração bater e bombear o sangue, vimos os rins, os pulmões, e os intestinos. Resumo: uma ecografia que foi um autêntico tratado de anatomia fetal.

Só dois apontamentos: tanto a barriga, como a cabeça do bebé têm os tamanhos um pontinho acima do considerado "normal". Nada de especial, já que a determinada altura o bebé vai deixar de crescer tanto em tão pouco espaço de tempo.
O médico fartou-se de elogiar a perfeição do meu garoto, e a facilidade com que ele se deixou explorar (mal o senhor sabia que a irritação do mini-me estava a ser direccionada para a mãe que levou todo o tempo a ser massacrada com pontapés e murros...).

À saída, a deixa brilhante do meu excelso homem (e não esqueçamos que é este homem o pai do meu filho!!!):

- Ó cabeçudo, já corrias um bocado para abater essas banhas, não?!

Sim, um episódio de bullying mesmo antes do nascimento. Era exactamente isso que o bebé precisava. Em vez de ter o carinho e o apoio do pai, só ouviu provocações desnecessárias... tss tss [estou a abanar a cabeça num claro sinal de reprovação].

Ele ainda tentou argumentar, dizendo que era para lhe fortalecer o espírito e prepará-lo para o futuro, mas não sei se acreditei muito nisso!

(este post é claramente a minha pequena "vendetta" para com o meu excelso homem e para as vezes que ele diz à minha barriga "o papá é que é fixe!" e "a mamã está gorda!". PUMBAAA!!!)
 

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