31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo - balanço de 2012

Este é o dia em que, por tradição, desejo um Bom Ano Novo a todas aquelas 3 pessoas que ainda se dão ao trabalho de ler o meu blogue ao invés do Facebook.

Este é o dia em que, por tradição, estou a planear a roupa que levarei ao jantar "de logo à noite" com o pessoal do costume no restaurante do costume para, como de costume, irmos, de seguida, para casa de alguém passar um pouco de tempo - apenas e tão somente porque é noite de ano novo.

Hoje, ao contrário do que é costume, estou com uma barriga grande, com mais de 6 meses "and counting down", com um ser a mexer-se dentro de mim desde as 7 e tal da manhã, com dor de costas, sem saber o que vou vestir logo à noite, porque sei que vai chover e só tenho 2 pares de calças, com fome, apesar de ter comido há pouco tempo, mas com uma tremenda felicidade.

Estou feliz, porque sei que o meu novo ano vai ser feliz. Estou feliz, mas estou em pânico.
Não me interpretem mal, mas estou em pânico com a ideia de que, daqui a menos de 3 meses, um pequeno ser vai estar nos meus braços e que vai depender inteiramente de mim.

2012 não foi mau. Foi um ano pequenino. Para mim, este ano, só começou a valer depois de Maio.
Decidimos que nos íamos tornar pais, descobri que estava grávida e chorei perdidamente. Acordei o pai do meu filho para lhe dar a notícia e ensonado respondeu "Missão cumprida!".
Descobri que era um menino, apesar do meu pai e da minha sogra preferirem uma menina. "Não dá para trocar, lamento!" foi o que lhes respondi, "A loja não faz devoluções!".
Escolhi um médico que me transmite a maior das tranquilidades e que me faz sentir a grávida melhor acompanhada do Mundo. Fiz duas ecografias, onde vi que estava tudo bem com o meu bebé. Chorei perdidamente quando ouvi o coração dele.
As minhas hormonas andaram malucas. Chorei desesperadamente por causa de um par de calças e por causa de um estendal cheio de roupa molhada.
Vibrei de felicidade quando o senti a mexer pela 1.ª vez (e de todas as vezes que ele me dá pontapés!) - é a melhor sensação do Mundo. Comprei roupinhas de bebé, toalhitas e fraldas. Comprei uma t-shirt dos Kiss. Arranjei um bauzinho para meter os brinquedos que recebi no Natal... fiquei com a garganta apertada por cada pecinha que me ofereceram para um bebé que ainda não tem nome composto - já tem dois apelidos e um nome, falta outro nome para ter uma identidade definida.

Desde há uns meses que a minha vida tem sido mais feliz e sei que 2013 vai prolongar essa sensação de felicidade. Mais não seja porque vou ter o meu 1.º Dia da Mãe, na qualidade de... mãe.
Não vai ser fácil, eu sei, mas qual seria a piada da vida sem um pouquinho de aventura? Acompanham-me nesta? Feliz 2013!!!


24 de dezembro de 2012

O Natal do pimpolho ainda por nascer

Este cachopo ainda não nasceu e já tem um lote de presentes de Natal... faltam ainda as das avós e mais uma ou outra que apareça. 

Prendas da "vovó" Ni e dos tios Lena e Pedro, respectivamente.
 
 


15 de dezembro de 2012

Resumo rápido de 6 meses de gravidez


Parece mentira, mas já passaram 6 meses. Só faltam 3 meses para o meu piolhito nascer, e acho que ainda não estou bem em mim.

Vejo a barriga a crescer - e modéstia à parte, estou uma grávida bastante elegante, apesar da barriga já respeitável - vejo que o espaço entre mim e tudo o resto diminuiu, deixei de ver tudo o que está para baixo da linha barriga (imaginem-na como se fosse a linha do Equador... a América do Sul está fora do meu campo de visão!).

No dia 1 do 4.º mês estabeleceu-se o limite para os enjoos. De um dia para o outro, deixei simplesmente de enjoar e andar com cara de pescada cozida e passei a fazer algo que já não fazia há 2 meses: comer em condições.

Neste 2.º trimestre, recomecei a comer o que me apetecia, sem que os cheiros me fizessem ir a correr para a casa-de-banho. Neste 2.º trimestre, continuei sem aumentar de peso (apesar de me sentir mais pesadona, lenta e desmemoriada), excepto os quilitos a mais por causa dele, e do líquido onde ele está envolvido.
Neste 2.º trimestre, soube que o meu filhote está a crescer bem e que é perfeitinho. Comecei a sentir os pontapés e todas as mexidas e remexidas deste pequeno ser. Ahhh... e as estrias também não querem nada comigo!

As hormonas deram de si. Chorar descontroladamente por causa de um par de calças, agora, pode parecer engraçado / ridículo (riscar o que vos apetecer), mas, na altura, é dramático!

Esta 26.ª semana de gravidez é uma espécie de marco. Acho que, a partir daqui, a frase "Ainda falta imenso tempo!" começa a deixar de fazer sentido. É emocionante, é enervante, é toda uma salada russa de emoções...

Já só faltam 3 meses, caramba!!! E parece que foi ontem que tudo começou.

14 de dezembro de 2012

Botinha 'mai linda da sua mãe

Olhem quem veio partilhar mesa e habitação com nosotros...

(Lojas SEASIDE)

12 de dezembro de 2012

Baby-post #13: os melhores métodos para incomodar uma mãe

Diz-se, por aí, que os bebés nascem com manhas. Que desde cedo, eles desenvolvem técnicas engenhosas para enganar os pais e receber mais mimos... assim como uma espécie de chantagenzinha emocional.

Na minha sincera opinião, eles desenvolvem essas técnicas já desde a barriga.

Quando o meu filho tem fome, pontapeia-me.
Quando tem sede, pontapeia-me.
Quando estou numa posição que já não lhe agrada, pontapeia-me.
Quando estou deitada, pontapeia-me.
Quando está aborrecido com a vida, pontapeia-me.

Em resumo, passo uma parte do dia (bastante alargada!) literalmente a ser agredida por um ser que ainda nem sequer nasceu.

Este frenético mexer é delicioso!

Adoro ser "agredida". É bom sinal! É sinal que tenho um garotão, no mínimo, muito activo. Dou por mim a fazer-lhe festinhas, ou simplesmente com a mão em cima da barriga apenas a senti-lo.

Num destes dias, senti-o a "dar uma curva". Literalmente. Estava a dormir e acordei com uma "anaconda" dentro da minha barriga a remexer-se. Muito estranho... mas fascinante e fabuloso.

É uma misturada de sensações!

Tudo bem que chega a ser inconveniente... mas às grávidas tudo é perdoado.

Esta segunda-feira, fui fazer a análise à glicemia. Tive de tomar um xarope mega-doce e esperar 2 horas. Enquanto esperava, reparei em alguém a olhar-me. (o rapaz estava hiperactivo: beber um xarope mega-doce em jejum mete qualquer um meio-pedrado!). Até que me apercebi que a pessoa olhava para a minha barriga... que se estava a mexer. Uns picos estranhos moviam-se, à vista desarmada, por todo o lado... estava na minha hora de agir: uns quantos mimos depois, ele acalmou.

Digam lá se não é uma delícia?!

(o interessante é que ele só "responde" ao meu toque. Quando o pai, coloca a mão dele por cima da minha barriga, o cachopo pára logo de mexer. "É o respeitinho!", diz orgulhoso o meu excelso gajo)

(imagem roubada daqui)

22 de novembro de 2012

Retalhos da vida de uma grávida

O que se torna insuportável durante este tempo é a falta de memória. E a lentidão. E o cansaço mórbido ao fim do dia.
Pensava que era mito, mas não: além de uma memória de peixinho, nós, as grávidas, seremos o equivalente humano à tartaruga.

Quando à noite, me despeço do meu excelso homem, e digo "boa noite, vou-me deitar" isso significa em português corrente: "daqui a 40 minutos, estou pronta para apagar a luz e tentar dormir!".

Vejamos:
no percurso entre a sala e o quarto, passo pela cozinha, vejo se está tudo pronto para o pequeno-almoço e aproveito e bebo o último copo de água do dia. Depois, chego ao quarto, e ainda volto à cozinha, porque, invariavelmente, não fiz alguma coisa. Volto para o quarto. Vou ao wc. Volto para o quarto. Entro na cama. Apago a luz. Volto a acender a luz e a ir ao wc. Volto para o quarto e para a cama, claro.

Entretanto, lembro-me que ainda não pus a roupa do dia seguinte a jeito. Acendo a luz. Levanto-me e preparo a roupa. Fico indecisa: volto para a cama ou faço uma última visita ao wc?! Em 90% das vezes, opto pela 2.ª hipótese.

Com isto tudo, já passaram mais de 35 minutos desde a frase "boa noite, vou-me deitar".

Até que me deito para, finalmente, dormir. Depois tenho frio. Puxo o edredão até ao nariz. Depois começo a ter calor. Tiro as meias. E mais calor. O edredão fica ao nível do peito (até que, a meio da noite, vai parar ao chão).

E, mais uma vez, com isto tudo é quase meia-noite. O bebé começa a mexer. E aquilo que este ser mexe, senhores?! Dou-lhe festinhas e falo, em voz mansinha, com ele, para que acalme e deixe a mãe dormir.

Até que acabo por adormecer, vencida pelo cansaço. No dia seguinte, repete-se a receita.
(imagem roubada daqui, apesar de me retratar na perfeição.)

18 de novembro de 2012

Baby-post #12: O dia em que o meu filho sofreu de bullying às mãos do pai

Ontem, sábado, foi dia de ecografia. A segunda desta travessia. Acordámos cedo, tomámos o pequeno-almoço e dirigimo-nos a Miraflores.

O rapaz, já prevendo o que o esperava, estava mais agitadinho do que o costume. O médico era simpático ao cubo: bem humorado, falador, e acima de tudo, muito detalhado e explicativo. Começou logo por dizer que esta era das ecografias, a mais importante... logo, que não nos assustássemos se demorasse muito tempo.

Vimos cada cavidade, cada artéria, cada dedo... vimos os ventrículos e as aurículas, vimos o coração bater e bombear o sangue, vimos os rins, os pulmões, e os intestinos. Resumo: uma ecografia que foi um autêntico tratado de anatomia fetal.

Só dois apontamentos: tanto a barriga, como a cabeça do bebé têm os tamanhos um pontinho acima do considerado "normal". Nada de especial, já que a determinada altura o bebé vai deixar de crescer tanto em tão pouco espaço de tempo.
O médico fartou-se de elogiar a perfeição do meu garoto, e a facilidade com que ele se deixou explorar (mal o senhor sabia que a irritação do mini-me estava a ser direccionada para a mãe que levou todo o tempo a ser massacrada com pontapés e murros...).

À saída, a deixa brilhante do meu excelso homem (e não esqueçamos que é este homem o pai do meu filho!!!):

- Ó cabeçudo, já corrias um bocado para abater essas banhas, não?!

Sim, um episódio de bullying mesmo antes do nascimento. Era exactamente isso que o bebé precisava. Em vez de ter o carinho e o apoio do pai, só ouviu provocações desnecessárias... tss tss [estou a abanar a cabeça num claro sinal de reprovação].

Ele ainda tentou argumentar, dizendo que era para lhe fortalecer o espírito e prepará-lo para o futuro, mas não sei se acreditei muito nisso!

(este post é claramente a minha pequena "vendetta" para com o meu excelso homem e para as vezes que ele diz à minha barriga "o papá é que é fixe!" e "a mamã está gorda!". PUMBAAA!!!)

15 de novembro de 2012

Retalhos da vida de uma grávida

Antes de tudo, um grande beijinho à marca Mustela que é uma fofa!!!

E, sim, sou uma vendida: basta que me ofereçam coisas que eu entrego logo os pontos.

Há umas semanas, registei-me no site da Mustela. Nada de especial, porque também me registei no site da Dodot e outras marcas que tais... quando tenho um computador ao pé de mim, sinto-me uma grávida sem controlo.

Ontem, cheguei a casa e tinha um envelope à minha espera. Daqueles castanhos, almofadados, com o carimbo de uma qualquer farmacêutica.

"Ó catano!", pensei eu. "Que é isto?".

Ao abrir, vejo uma bolsinha cor-de-rosa, com uma série de amostras de produtos Mustela, um cartão-fidelidade e não-sei-o-quê mais.

Uns fofinhos, é o que eles são! Porque além disto, têm um site simpático e informativo.

Graviduchas, que andais por essa internet fora, ide ao site e inscrevam-se no clube Mustela... há um miminho à vossa espera!

(o meu é igual a este... só não recebi a amostrinha azul! Esta imagem foi "roubada" daqui.)

10 de novembro de 2012

Retalhos da vida de uma grávida

É oficial. Passei de "pessoa com óbvios problemas de peso" para "senhora grávida". E confesso que não sabe nada mal, especialmente nas filas de supermercado.

Estou no supermercado, com uns 4 itens na mão. Nada de muito pesado. Também é um dos dias em que não estou com pressa. Vejo a caixa com menos gente e dirijo-me para lá (sem reparar que era a caixa prioritária ... na minha mente, era apenas a caixa com menos fila).

Antes de chegar ao último da fila, ele afasta-se e dá-me passagem. Agradeço. E aguardo a minha vez (estão mais dois homens à minha frente).

A determinado instante, aquele que me deu passagem pergunta-me porque não passo à frente das outras pessoas. Não se esqueçam que eu não tinha reparado que era a caixa prioritária.
Respondo que não gosto de passar à frente, a não ser que me cedam o lugar, porque há pessoas que não gostam e reclamam, e blábláblá.... antes de terminar a minha explicação, já o vejo a fazer sinal à moça da caixa, em como está ali uma "senhora grávida" (relembrem este episódio em que me chamaram "senhora" e deliciem-se com a minha coerência!!!)

A rapariga manda-me passar à frente. Os dois que estão à minha frente pedem desculpa por não terem reparado que estava ali uma grávida e deixam-me passar. Agradeço e sorrio, noto o gigantesco sinal de fila prioritária, pago as minhas compras e vou embora... feliz por ter demorado, no máximo, 10 minutos no supermercado.

Estar grávida começa a ter as suas vantagens. Obrigada, filhote!!!

3 de novembro de 2012

Carta #02 ao meu filho que ainda não nasceu

Filhote, vou dar-te uma pequena visão geral do calendário. Segundo as contas, deverás permanecer na barriga da mãe - no máximo dos máximos - até ao dia 31 de Março de 2013 e - no mínimo dos mínimos - até dia 17 de Março de 2013 (a não ser que sejas como o tio Tiago e queiras nascer 1 mês mais cedo...)

Adiante...

Nasces, portanto, na 2.ª quinzena de Março. O Carnaval é em Fevereiro. Dia 12, mais exactamente. No limite, nasces na altura da Páscoa. Como podes ver, são duas datas diametralmente opostas.

Apresentado que está o calendário de festividades, vou resumir: a barriga da mãe não é o Sambódromo do Rio de Janeiro e ainda estamos muito longe do Carnaval. E só vais saber o que é o Carnaval lá para 2014, quando tiveres quase 1 ano de idade. Por isso, acordar a mãe, às pancadas, às 8 e pouco, de um sábado de Novembro não é uma opção.

Vamos ter juizinho, ok?
 

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