14 de outubro de 2012

Carta #01 para o meu filho que ainda não nasceu!

Filho, a mãe quer-te contar uma coisa. Hoje, no dia em que fazes 17 semanas dentro da barriga da mamã, houve um senhor com um parafusito a menos na cabeça, que lhe conferia uma coragem brutal, saltou de uma cápsula a mais de 36.575 metros de altitude.

Este senhor chamado Felix Baumgartner, de 42 anos, conseguiu, num salto, bater o recorde de altitude, o recorde de salto livre e ainda teve tempo para bater a velocidade do som...

Esteve a saltar, sem pára-quedas, durante mais de 4 minutos e depois esteve cerca de 2 minutos no ar, até  aterrar em segurança.

Conselho: NUNCA faças uma coisa destas ou quando chegares ao chão levas uma tareia de criar bicho!!! Estás ABSOLUTAMENTE PROIBIDO. No máximo, deixo-te subir a árvores.

11 de outubro de 2012

Baby-post #10.1 - Tem palavra a tia Ju

Tem a palavra a tia Ju:

"eu sei que ele é a sério! Juro! ( embora esteja deserta para sentir um pontapé ou outro...assim que começarem temos caravana até à terra das queijadas :P) O meu problema é que tenho de começar a personalizar os babetes e as fraldas pá! Se seguir as ideias do pai vai ser tudo corrido a caveiras!"

e ainda:

"quanto à festa, já estou a delinear um chá de bebé! daí precisar de um nome...ahhhh...e de uma data! Já tenho a decoração planeada ando a testar os cupcakes de cobertura azul :P...sim JÁ ANDO A PENSAR NISTO À MUITO TEMPO ..."

e termina com:

"vamso ter convites e tudo. só estou à espera que essa barriguita cresça :P"

Conclusão: estou "prisioneira" das minhas próprias expectativas! Aguardam-se novos desenvolvimentos 

Baby-post #10: A crónica do sem nome

Já lá vão uns dias desde que escrevi pela última vez. O mini-gajo, que no domingo entrou nas 16 semanas, anda a portar-se lindamente e já teve direito às suas primeiras calças de ganga.

Agora, a máxima preocupação do povo que nos adora, é o nome do nosso rapaz. O petit-bean ainda não tem nome. Ainda só é o "filhote da mãe", "petit-bean", "mini-gajo" e "rapaz"...

A minha mãe, todos os dias, baptiza-o com um nome diferente. Estamos a chegar a um ponto em que é crónico.

O rapaz ainda não tem nome. Já tem alguma roupa, tem onde dormir, mas não tem nome... preocupante? Pessoalmente, não acho. Ainda tenho uns longos 5 meses pela frente e até lá garanto que chegamos a um consenso e que a criança nascerá com um nome digno.

"Ahhh mas e tal, quero começar a tratá-lo como um ser humano a sério!", disse a tia Ju.

Tia Ju, se andasses a vomitar, a fazer xixi de 10 em 10 minutos, se te crescesse uma barriga "de um dia para o outro", irias acreditar que está aqui um ser humano a sério!! Acredita em mim que nunca te menti!

Quando o mini-gajo tiver um nome, o mesmo será apresentado com pompa e circunstância. Marco uma festa e lanço confettis.

2 de outubro de 2012

Baby-post #09: um livro de instruções

Quando uma mulher fica grávida, além do Boletim da Grávida, devia receber também outros dois livros assaz pertinentes: um ligado aos sintomas, alterações e à gravidez em geral, e um manual de instruções sobre como lidar com o ser que vem aí.

Para colmatar essa terrível falha do sistema de saúde, pululam por essa internet fora vários blogues, fóruns, sites que falam sobre as maravilhas da gravidez. Analisam cada centímetro de esticamento da pele feminina, analisam cada contracção e cada dia das 40 semanas de gravidez.

Quanto ao segundo, alegrem-se, também já existe. E eu tenho um. Gentil oferta dos amigos E. e D. que também estão prestes a ser papás e que quiseram partilhar alguma da experiência que eles (também não) têm.

O livro é bem-humorado e "descreve" o bebé quase como se fosse um qualquer aparelho electrónico que tenhamos em casa. É giro, giro, giro... ainda só dei uma vista de olhos, mas aquilo que li, agradou. Grávidas, tenham um! É obrigatório!

30 de setembro de 2012

Baby-post #08: Verdades e Mitos do 1.º trimestre de gravidez

Completo hoje 15 semanas. Estou mais do que oficialmente no 2.º trimestre da gravidez. Por esta altura, o meu filhotinho está, mais ou menos, com 11 centímetros. A barriga começa a notar-se, apesar de ser pequenina; tenho o feeling que vou ser daquelas grávidas que só vai ganhar uma barriguinha básica. Na minha última consulta (que foi há 2 semanas), ainda não tinha engordado um único grama.

Armada em parva ainda não ganhei o hábito de me besuntar de creme anti-estrias: grávidas deste Mundo, não façam o mesmo que eu... e previnam-se mal descubram a gravidez!!! E mais ainda: de entre todas as roupinhas que as avós já compraram, falta-me vestuário para os primeiros dias e acho que é nisso que vou pensar nos próximos dias.

Abaixo estão algumas verdades e mitos - comentados e revistos - sobre o primeiro trimestre (que, para mim, foram só dois meses, porque quando soube já tinham passado 4 semanas!)

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1 - Evitas os enjoos matinais se, antes de te levantares, comeres uma bolacha de água-e-sal - MITO
É treta, e se, eventualmente, resultar é pura coincidência (aconteceu comigo!). Comecei a comer umas bolachinhas antes de levantar a cabeça da almofada e não vomitava. Quando fui de férias não as levei... comecei a suar frio e pensei que ia ter as férias arruinadas, que ia vomitar as entranhas todas as manhãs... e não aconteceu nada. Aliás, depois disso deixei de comer as benditas e nunca mais vomitei de manhã - aliás, vomitei, há 3 dias.

2 - Evita fritos, doces, manteiga; come só coisas saudáveis e vais ter uma gravidez perfeita - MITO
As minhas primeiras semanas foram passadas a comer apenas iogurtes, pão com queijo, fruta e sopa. O estômago ardia até ao meu mais profundo ser se comia outra coisa qualquer - mesmo que fosse a iguaria mais saudável do mundo...

3 - Já sinto o bebé a mexer - MITO
Queridinha, a isso chamam-se gases. Sentir o bebé só depois das 16 semanas.

4 - O calor incomoda mais do que o habitual - VERDADE
Andamos com as hormonas todas aluadas. O nosso termómetro corporal anda aluado. É horrível, mas é verdade; a coisa boa é que, durante o Inverno, não serão precisas toneladas de roupa para aquecer.

5 - Memória de peixinho e falta de concentração - VERDADE
Vão-se habituando. Há dias em que tenho de escrever num papel "Fazer o jantar!", senão esqueço-me... mais uma vez, culpem as hormonas (são a desculpa perfeita para TUDO!!). Nesta altura do campeonato, todo o sangue flui para todo o lado, excepto para os nossos neurónios.

6 - Choraminguices em todos os episódios da "Anatomia de Grey" - VERDADE
Mais uma vez: vão-se habituando. Alterações hormonais no seu expoente máximo (todas em uníssono: as hormonas... !!). Por isso, chorar quando vez a Meredith a discutir com o Derek, e logo depois ir desabafar com a Christina não é devido à profundidade dos diálogos e do argumento, garanto.
Chorar a sério vais chorar quando vires o bebé na ecografia pela primeira vez, ou quando ouvires o coração, ou quando o médico disser a frase mágica "Está tudo normal!".

7 - Apetece-me gelado de chocolate com papaia verde, às 3 da manhã - MITO
Isso não são desejos, é pura maluquice. Pode-te apetecer comer mais uma coisa do que outra, mas desejos propriamente ditos, são a desculpa que muita mulher grávida arranja para meter o marido à procura de morangos em pleno mês de Dezembro.

8 - Passar de um estado "não tenho fome" para um estado "podia comer uma zebra inteira" em 5 minutos - VERDADE
Não tenho nenhuma explicação lógica para isto, mas... honestamente... não há nada de lógico neste estado.

26 de setembro de 2012

Baby-post #07: O enxoval vai crescendo, e crescendo, e crescendo

Desde que a minha mãe soube que eu tenho um bebé na barriga, começou a loucura das compras. Antes de se saber o sexo, tudo o que existia nas lojas em laranja, branco, verde foi varrido pela loucura compradora da avó São.

Só para terem uma pequena ideia do que o petit-bean já tem. As fotografias foram todas tiradas pelo meu irmão.






21 de setembro de 2012

Baby-post #06: Estou apaixonada!

A partir daquele segundo em que soube que trazia dentro de mim algo mais do que os orgãos vitais, o meu mundo mudou.

Não foram apenas aquelas alterações físicas ou emocionais. Não foram aquelas pequenas adaptações que tive de fazer na minha alimentação ou na minha postura. Foi toda aquela visão de que... a partir daquele instante... nunca mais ia ficar sozinha, um segundo que fosse.

A percepção de ter alguém que depende exclusivamente dos meus actos, tornou o meu dia-a-dia mais cauteloso.

É aquele amor incondicional por um ser que nunca vi e que não conheço. É a paixão por alguém que ainda não agarrei, não cheirei, não senti...

Provavelmente, todas as mulheres que estão ou estiveram grávidas tiveram esta coisa, esta paixão, este amor a gritar cá dentro e que nos faz arder...
Nunca me importei muito com o sexo do bebé, sabê-lo mais cedo do que o "normal" foi um bónus. Tudo o que desejei nas primeiras semanas era saber se as medidas eram as certas, se o coração batia, se as mãos e os pés eram quatro, se os dedos eram vinte...

A partir daquele segundo em que soube que estava à espera de um pequeno ser, passei a falar com ele, a mimá-lo, a dar-lhe de comer, a cuidar dele...

Agora que a barriga começa a crescer, vejo que o meu amor, a minha paixão cresce com ela. Apercebo-me que dentro de seis meses, sensivelmente, vou ter ao meu lado, o grande amor da minha vida (não desfazendo o meu excelso homem, que é um moço bastante apessoado!)

É isto que é ser mãe?

18 de setembro de 2012

Baby-post #05: As primeiras palavras do pai para o seu filho

Ontem, o meu excelso homem falou com o filho. Palavras belas e que ainda recordo com uma lágrima no canto do olho. Foram palavras de sabedoria e de experiência de quem é mais velho.

Bem... foi quase assim. Aliás, foi tudo menos isto. A descrição acima era o cenário ideal. Mas não aconteceu.

A verdade é esta: o meu homem deu miminhos à minha barriga e depois disse as seguintes frases... foram apenas 4 frases. Daquelas, decisivas para a relação pai-filho.

- A mamã é porca! Escreve que vai ser super-fixe, mas não...

- O papá é que é fixe!

- Porto, Porto, Porto... és a nossa glória!

- O Benfica é bosta!

E foi isto. É este o homem que é o pai desta criança que cresce (vertiginosamente) no meu útero. As primeiras palavras que dirige ao filho são: para denegrir a imagem da mãe (eu!), para se auto-elogiar, para incitar ao FC Portismo e para meter abaixo um clube rival. É bonito... ainda estou comovida! (not!!)

14 de setembro de 2012

Baby-post #04: A 1.ª ecografia a sério...

Na semana em que foi tornado público o meu "estado de graça", fomos os três (eu, pai e petit-bean) fazer a ecografia das 12 semanas.

(para quem não sabe, fazem-se 3 ecos durante a gravidez, uma por trimestre)

Basicamente, a ideia geral é fazer medições para confirmar o tempo de gestação, o tamanho do crânio e do fémur, ouvir o coração e outras coisinhas que têm como objectivo tranquilizar os pais e ver se está tudo bem com o pequeno ser.

O médico que nos atendeu, apesar de pessoa de parcas palavras, pareceu-me saber da poda, e lá foi comentando o que estávamos a ver e mostrava as pernas, as mãos, os dedos, o nariz... até que a determinada altura, vira-se para o meu excelso homem e pergunta:
"Sabe o que é isto?", enquanto apontava para uma determinada parte da anatomia da criaturinha (que estava acordada e bem acordada! O que aquele coração batia...!).

O meu excelso homem, primeiro estranhou e depois entranhou, e a "medo" respondeu com uma pergunta: "É o pénis?"

"Exactamente. Temos rapaz!", disse o Doutor.

Fiquei, obviamente, contente, mas depois aquilo "bateu-me": não é que o puto é um sem-vergonha? Em vez de fazer como todos os bebés, ditos "normais", e esconder-se mais umas quantas semanas... nahhhh, isso é para meninos... abre o pername e mostra tudo a quem quiser ver.

E se fosse uma médica? Esta criança ainda me anda a nadar dentro do ventre (espaço não lhe falta, por enquanto) e não mostra nem um bocadinho de decoro e educação... estou feita! O que será de mim quando ele nascer?!

13 de setembro de 2012

Baby-post #03: As cenas de ser mãe antes mesmo de ser mãe

Uma das alterações mais visíveis no meu corpo, imediatamente após a descoberta da gravidez, foi o alargamento, nomeadamente da cintura e dos apêndices mamários (vulgo, mamas).

(acho que é das primeiras vezes que escrevo "mamas" neste blogue... adiante! Há sempre uma primeira vez para tudo!)

Passadas 3 semanas da transformação de Cristina Duarte para incubadora humana, os soutiens deixaram de servir, e as calças apertam na cintura.
Numa altura em que se pede contenção económica, tenho de fazer compras. Já vou em 3 meses de gestação e ainda só comprei 2 peças de roupa interior. "E porquê apenas e tão somente essas duas singelas peças?", pergunta o caro leitor - acredito piamente que os meus leitores falam assim no quotidiano.

Porque:

1.º - é ridículo o quão feiinhas são as roupas de grávidas. A sério. Pensei que, por exemplo, uma C&A tivesse um leque de roupitas para grávidas mais agradáveis à vista. Mas, desengane-se, caro leitor. As calças estão formatadas para que as grávidas magritas, como eu, aumentem 20 números o tamanho normal da roupa que vestem e eu não vou dar "não-sei-quantos-euros" por um par de calças n.º 42.

2.º - a mal ou bem, as minhas roupas ainda me vão servindo. Neste momento, tenho a uso 2 pares de calças, que, nos meus melhores dias, eram usadas com cinto e que agora caem que é uma maravilha. Devo ter duas blusas e poucos mais tops (mesmo estes têm de ser "escrutinados" antes de vestir por causa dos soutiens pré-mamã, peças com sensualidade igual ou inferior a zero, mas que são confortáveis). Um vestido stretch de Verão (ohhh f$%k, faltam pouquíssimos dias para o Verão terminar).

3.º - não fazia sentido comprar coisas antes deste tempo... e estou a começar a ficar com barriga!

Apresentados os pontos principais, tenho de me armar de coragem e rumar ao centro comercial e começar a investigar a fundo que tipo de roupa é: menos feia e mais adequada ao meu estado de graça, sem gastar um ordenado inteiro. E pensar que eu julgava que a gravidez era uma cena cool e simples... vou-me inspirar aqui: http://fraldas-e-rabiscos.blogspot.pt/2012/04/pecas-de-roupa-essencias-para-uma.html
 

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