22 de agosto de 2011

Melgaço style #01


20 de agosto de 2011

O meu homem é uma pessoa má

Sim, ele é uma pessoa má. Assim, daquelas vingativas, daquelas que fazem as más acções e vão arder no fogo do Inferno para todo o sempre (se ele acreditasse que havia um Céu e um Inferno, era vê-lo agora a tremer!! Muahahah).

Pois bem, íamos tranquilos a conduzir para Sintra, atrás de um outro carro que ia, claramente a "pisar ovo", e eis que decorre o seguinte diálogo (ligeiramente editado, mas sem alterar o sentido):
Ele: estes velhos, pahhh... só saem com o carro ao sábado e depois é isto...
Eu: mas é fim-de-semana...
Ele: vão mesmo a passear
Eu: e tu vais a passear atrás deles!
Ele: argumentas tão bem! (riso)

Um pouco mais à frente, o carro "pisador de ovos" quase se coloca em "cima" de nós, e o meu excelso homem apita. Mas um apitar forte... daqueles à séria.

Ele: vou confessar: adiantei-me um bocado mais para lhe apitar. Estava a prever que ele se ia meter e quis apitar.
Eu: és uma pessoa má. Vou escrever um post no blogue sobre tu seres uma pessoa má.

E aqui está ele: um post intitulado "O meu homem é uma pessoa má", para que não me acusem de não cumprir promessas.

19 de agosto de 2011

Estrelices alinha na rentrée

Tenho várias ideias para mexer um pouco mais este blogue. A sério que tenho, não se riam!

Queria começar a fotografar mais, a colocar aqui mais vídeos de músicas que gosto (eu sou uma moça nada egoísta e partilho o que existe de bom!), a falar das palermices da vida comum com o meu excelso gajo...

Queria (re)começar a escrever texto "sim, senhor!", daqueles que só se escrevem uma vez na vida, comentar assuntos (sejam eles quais forem!)...

Queria dissertar sobre nada.

Talvez para a semana! Sim, para a semana era uma boa altura de começar. Uma rentrée do Estrelices. Alinham?!

18 de agosto de 2011

Cristina, a Toupeira!

A minha vida é feita de pequenos dramas. Quando não são bolhas nos pés, é a lâmpada da casa-de-banho que não acende, ou o prédio do escritório que teve uma ruptura e ficou sem água dois dias, ou o cabelo que me chateia, ou, ou, ou...

Ultimamente, têm sido os olhos. Já ando a dizer há muito tempo que ando a ver cada vez pior. Já marquei consulta, como uma menina de bem deve fazer, mas isto de andar com a vista meio desfocada tem muito que se lhe diga.
Nem os óculos fazem efeito. E isto cansa-me. Tenho de fazer um esforço mil vezes maior para conseguir ler seja o que fôr, as dores de cabeça têm sido mais frequentes e perco vontade de escrever (ou mesmo de trabalhar), estou constantemente a lacrimejar e os meus olhinhos picam.

Tenho consulta no sábado. Estou a contar cada segundinho até lá, porque sei que o meu bem-estar é a prioridade.

Se nos próximos dias não escrever, não é por mal... estarei é ceguinha como uma toupeira!!

10 de agosto de 2011

O drama do eterno feminino: hoje 'tou com a bolha!!

Não sou uma gaja que se possa dizer vaidosa. Mas, com o casamento do cunhado a aproximar-se a passos largos, gaja que se preze tenta aparecer no seu melhor. Ontem, terça-feira, deu-se me para ir às compras.

Mandei uma mensagem ao meu homem a dizer que ia ver "umas coisinhas" ao Fórum e abalei para aquele centro de pecado e consumismo. Primeiro ataque: calçado.

(por mais pares de sapatos que uma mulher tenha, mais umas sandálias nunca são demais)

E vá de comprar umas havaianas (marca Ipanema), umas sandalocas azuis e umas sabrinas. Seguiram-se as lojas de roupa e de acessórios. Saí do Fórum Sintra cheia de sacos e mais aliviada na carteira.

Chegada a casa, voltei a experimentar uma ou outra peça e, de volta à rua, decidi usar as sabrinas. Inicialmente, tudo bem. Achei que íamos ter uma amizade duradoura e de amor mútuo, até ter começado a ter dores. Vermelhito nos calcanhares e no dedo pequenino do pé, mas... gaja que é gaja aguenta as dores nos pés - até se tornarem atrozes e insuportáveis. E até começar a coxear. Hoje... era isto!!!



As bolhas mais pavorosas de todos os tempos. E a sabrina a rir-se, à sucapa... a estúpida!

Quero mudar!

Acusa-me o meu homem de ser preguiçosa no que ao escrever diz respeito. Acho que ele lá terá alguma razão no que diz.

Já em Julho do ano passado, eu me queixava do mesmo. Sinto que o cérebro tem desligado um pouco e que as palavras não me saiem com a mesma cadência de outros tempos.

"Começa a faltar-te calo!", argumenta ele. E continuo a dar-lhe razão. Porque dantes as frases mesmo não fazendo sentido, tinham um significado e agora tudo o que escrevo parece forçado, arrancado a ferros... Dantes, nos tempos da velha senhora, as frases, as expressões saíam pintalgadas de sentimentos e de significado e agora sinto-me demasiado cansada para pensar. Quero tanto mudar!

Quero voltar a escrever. Quero voltar a ter um blogue visitado! Quero que as pessoas tenham prazer em ler-me. Quero que este espaço seja o meu espaço de expressão.

8 de agosto de 2011

Aborrecimento atroz

Estou no trabalho. Perdoem-me aqueles que defendem a produtividade nas 8 horas de expediente, mas tinha de escrevinhar umas letras ou daria em louca. Sinto-me aborrecida. Estou neste escritório há cinco horas (se excluirmos os anteriores 11 meses e sete dias) e apetecia-me ir para um cantinho dormitar.

Não estou cansada, nem sonolenta... só precisava de uma sestinha para (me) retemperar e enfrentar o qua falta deste dia de trabalho.

Enquanto isso, a minha mente divaga: esqueci-me de tirar as espetadas do congelador, devia pôr a máquina a lavar a roupa quando chegar, temos de fazer as malas para o fim-de-semana, tenho de passar pelo Pingo Doce e comprar (o quê mesmo?! Esqueci-me...)...

Na rádio, oiço Bonnie Tyler a cantar "Holding Out for a Hero", e acho que ela tem muita razão em cantar. Porque quem canta seus males espanta e até pode ser que o herói lhe apareça mesmo, mas a malvada da música ainda me está a dar mais sono. Este mês de Agosto está mesmo a dar-me cabo da sanidade mental. Silly season, here I gooooo...

(Imagem tirada daqui)

22 de julho de 2011

Uma seca colossal

Há que esmiuçar cada declaração, cada vídeo, cada gravação... há que encher jornais e minutos em televisão e rádio... há que esquecer que existe mais Mundo para além de Olivença... há que apanhar, custe o que custar, o 1.º Ministro ou o Ministro das Finanças a contradizerem-se.

Por favor, voltem a falar sobre a crise!! Estão perdoados!

7 de julho de 2011

Jornalismo Farinha Amparo?

Ainda sou do tempo (como eu adoro esta frase) em que ensinavam na escola a dizer sempre a verdade. Lembro-me de um episódio passado quando ainda estava na primária. A D.Raquel - a professora, entenda-se - perguntou-me quem tinha copiado num certo trabalho, se eu ou se fora a Sandra. Muito envergonhada, respondi apontando para mim própria. A D. Raquel olhou para mim, riu-se e disse que copiar não se fazia, mas como eu tinha dito a verdade não ia acontecer nada.

Eu tinha uns 6 ou 7 anos e ainda me lembro.

Esta semana vi notícias que me deixaram chocada, porque o conceito que eu conheço de verdade foi completamente abalado, porque mexe com os sentimentos de pessoas. E mais ainda quando se trata de um jornal.

O tablóide britânico "News of the World" utilizou abusivamente escutas telefónicas para a obtenção de informações para as suas notícias, nomeadamente em casos que envolviam familiares de militares desaparecidos ou mortos, familiares e vítimas do atentado terrorista de 2005 ou o desaparecimento de menores (que mais tarde foram encontradas mortas).

Além de colocar em risco o trabalho de investigação policial, o jornal faltou com a verdade aos seus leitores. Tablóide ou de referência, o jornalismo deve viver da verdade. E foi isso que sempre amei nesta arte: a capacidade de transmitir informação às pessoas que nos lêem.

Não existe nada de mais compensador receber uma chamada, um telefonema, um e-mail de um leitor. Mesmo que seja com uma crítica negativa. Porque é com os erros que aprendemos, porque é uma prova que somos lidos, porque estamos lá e escrevemos aquilo que 1, 10 ou 100 ou 1000 pessoas lêem.

O que o 'News of the World' fez não é nada. É anti-ético, é vergonhoso, é criminoso. Não é jornalismo. Pode parecer-se, mas as semelhanças são mera coincidência.

4 de julho de 2011

É Nobre, mas só de nome

Achei bem que Fernando Nobre se tivesse candidatado à Presidência da República. Mais não fosse como candidato das consciências e dos bons valores. Achei que o senhor esteve muito bem durante a campanha - fora uma ou outra posta mais ao lado - e "aplaudi" o discurso da meia-vitória.

Contudo... torci o nariz na altura da campanha para as legislativas. O senhor apresentava-se com a intenção de ser Presidente da AR, e eu disse cá para comigo "Cristina Maria, se isto não é uma banhada das antigas, não sei o que será!". O Pedrito Passos Coelho tinha, literalmente, colocado a pata na poça e o futuro deu-me razão.

Hoje, dia 4 de Julho de 2011, o Dr. Fernando Nobre renunciou ao cargo de deputado, depois de duas votações 'pralá' de falhadas para um dos cargos mais importantes da República Portuguesa. Teve, até ao momento, a única posição coerente que lhe conheço da sua (breve) passagem pela vida política. Mas mais nobre seria manter-se como deputado, mesmo que isso lhe custasse alguma liberdade, decorrente das tretas do "sentido de voto da bancada". Talvez chegasse mesmo a secretário de Estado, onde eventualmente poderia mesmo ter algum poder. Escolhas!

Era previsível este desfecho, sabendo de antemão que, por duas ocasiões, Fernando Nobre não apareceu na AR, justificando com "doença" (o que só por si me parece irónico). Parece-me uma daquelas saídas à criança que não quer ir à escola...

Enfim... a ver vamos - já dizia o cego!
 

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