20 de março de 2011

Lanche de domingo

Continuando a senda na cozinha entre gramas de açúcar e de farinha, hoje optei por uma tarte de amêndoa. Porque eu adoro tarte de amêndoa, seria, aliás, capaz de matar por tarte de amêndoa.

Depois de uns quantos sustos com a massa (nota mental: meter ligeiramente menos margarina na próxima vez... as receitas não se devem seguir rigorosamente), lá consegui chegar à pequena maravilha que vão ver na imagem. Tarte e sumo de laranja natural... hummmmm!!!!

18 de março de 2011

Rapidinhas de meio de tarde

1 - Toda eu fui alegria e felicidade durante todo o dia. O sol, o calorzinho primaveril, o pipilar dos passarinhos fazem-me sentir uma fénix renascida.

2 - As imagens do terramoto / tsunami / explosão nuclear no Japão continuam a provocar-me calafrios. É impressionante a poder da natureza e a impotência de cada um de nós em defender os nossos. Vejo pais, mães, filhos, avós, primos, tios, amigos à procura daqueles que mais amam.

3 - A conversa toda sobre a crise, a dívida soberana dos estados, sobre a possível demissão do PM caso o PEC IV leve um rotundíssimo "NÃO" no Parlamento, a pose quase vitoriosa de Passos Coelho que já fala de galo em público... fazem-ne enjoo! Assim do género como quando se come qualquer coisa extremamente doce que chega a parecer que arde... (percebem a ideia?).

4 - Os Homens da Luta vão ao Festival da Eurovisão. Até aí tudo bem. E eu pergunto-me: porque é que Reino Unido e a Espanha têm entrada directa na final? França e Itália vão voltar a entrar na competição... será que isto significa mais pontos para Portugal, já que os países de Leste votam todos uns nos outros?!

5 - Ando armada em cozinheira / doceira de fim-de-semana... é ver-me a fazer experiências culinárias aos sábados e domingos. Qualquer dia começo a receber encomendas de bolachinhas e outros docecos, para aniversários, casamentos, baptizados e funerais.

10 de março de 2011

"Quero ser feliz agora!"

Neste momento, o Benfica está a jogar com o PSG; o FC Porto e o Sp. Braga jogaram este fim de tarde, mas, sinceramente, isso passa-me ligeiramente ao lado.

(o Benfica está empatado)

Estou a ver a RTP e o debate, moderado pelo José Rodrigues dos Santos, 'A Canção é uma arma?'. Está a ser particularmente interessante, porque temos um Fernando Tordo, um Pedro Abrunhosa, um Jel e um (para mim desconhecido) Rui Vieira Nery a falarem sobre o valor intervencionista da música e sobre o seu papel na sociedade.

Um dia depois da tomada de posse de Cavaco Silva e no dia da apresentação da moção de censura do BE, Jel disse a frase que deu título a este post. Porque, para ele, só neste momento é que a música que fez e que acabou por vencer o Festival da Canção, faz sentido. E pela segunda vez esta semana, vejo-me a concordar com ele.

Desde a música 'Sem Eira, Nem Beira', dos Xutos e Pontapés, não me lembro de uma canção ter feito tanto 'frisson' junto da comunicação social como 'A Luta é Alegria!'. Há umas semanas, os Deolinda reavivaram a chama da (quase esquecida) música de intervenção, e Os Homens da Luta ousaram 'abandalhar' o tradicional Festival da Canção com uma imagem colada do PREC.

Gostei especialmente de ver o ar do Fernando Tordo a relembrar o processo de realização da sua (nossa) 'Tourada' que ainda hoje cabe, perfeitamente, no reportório nacional cançonetista.

(o Benfica acaba de marcar o 2.º - mas o debate também já acabou!!)

Confesso que gostei de ver. Gostei de assistir a uma conversa onde Jel despiu a personagem que apanha pancada de toda a gente, que já esteve preso e já foi processado variadíssimas vezes, e falou de forma a que as pessoas possam ver que de idiota não tem nada. Gostei de ver o Abrunhosa a defender a sua música, a sua dama, a sua arte com unhas e dentes.

Gostava de aqui colocar o vídeo do Fernando Tordo com a 'Tourada', aquando da ida ao Eurofestival, mas o Youtube decidiu embirrar comigo hoje. Acho que era a melhor forma de terminar este post, mas fico-me só pela intenção... toureiem muito e sejam felizes!

7 de março de 2011

Doceira de mão cheia (e estômago cheio também)

Deu-se-me para fazer doces. Ando com fastio de escrever e vingo-me na cozinha, entre pacotes de açúcar, de chocolate e outros ingredientes que tais.

Do meu leque de "especialidades", conto coisinhas como: bolo de maçã e noz, bolachas de manteiga e canela, bolachas com pepitas de chocolate e muffins... todos mimosinhos, cheirosinhos e saborosos como só eles.

Ando com fastio de escrever. Apetece-me inventar e ver o fermento a actuar na hora certa, no bolo certo. Estou a tornar-me uma doceira de truz (e faço casamentos, baptizados e funerais).

As escritas e descritas ficam para outros dias. Fica a promessa.

1 de março de 2011

E neste momento, o sr. Dior vai dando umas voltas na tumba

Notícias JN online:

Dior despediu Galliano, acusado de racismo e anti-semitismo

A marca francesa Dior anunciou o despedimento do estilista John Galliano, depois de este ter sido acusado de racismo e anti-semitismo.

A casa Dior afirma ter ponderado o despedimento do seu director artístico após a divulgação de um vídeo amador em que Galliano profere comentários anti-semiticos e racistas, e afirma adorar Hitler.

"Condeno firmemente o que foi dito por John Galliano, e que contradiz totalmente os valores que sempre foram defendidos por Christian Dior", disse o chefe executivo da Dior, Sidney Toledano.

Apesar de Galliano ter desmentido o sucedido e ter apresentado queixa por "difamação", chega ao fim o seu percurso de 15 anos na casa Dior.

23 de fevereiro de 2011

É HOJEEE!!!!

22 de fevereiro de 2011

Pensadorias da hora de almoço

Faltam menos de 24 horas para eu celebrar mais um aniversário. Relevância do facto? Zero. Todos os dias alguém - mais ou menos próximo de cada um de nós - celebra o seu aniversário. Mais cedo ou mais tarde - a bem ou a mal - cada um de vocês vai "soprar as velas".

Este vai ser o meu primeiro aniversário longe da família. Já houve outros aniversários em que não estava em casa, mas nenhum em que estivesse, efectivamente, debaixo da "saia da mãe". O que se torna, realmente, uma treta, é o facto de sentir saudades da família Duarte. Podem ser chatos, resmungões, ter problemas (quem não tem, não é?), mas... caramba... são a minha família. Posso ter pensado mil vezes no que faria quando saísse debaixo do tectos deles, mas há dias em que sinto mesmo a falta do colo da mãe.

Não estou triste, não estou com problemas... aliás, tudo me sorri, de momento, mas, às vezes, gostava que Leiria não fosse tão longe, que os preços da gasolina não estivessem tão altos, que as portagens fossem mais baratinhas...

14 de fevereiro de 2011

Porque o amor pode estar num prato de esparguete

Namorem muito!!

13 de fevereiro de 2011

Bolachas de canela e manteiga

Gosto de experimentar coisas novas, na cozinha. Hoje, deu-me para fazer bolachas. Tinha de "desencantar" uma receita, cujos ingredientes eu tivesse em casa. E encontrei uma receita de bolachinhas de canela e manteiga. Com um boa dose de improvisação (não tenho rolo de massa para estender a dita cuja...), lá fiz qualquer coisinha.

Receita:
100 gr. de manteiga
150 gr. de açúcar
raspa de 1 laranja
200 gr. de farinha
1 colher de chá de canela

Amassa-se a manteiga, numa tigela, com o açúcar, a raspa de laranja e a canela, juntando, gradualmente, a farinha. Aqui, inventei um bocadinho e juntei um dedal de leite, para a massa ficar mais fácil de moldar.Estende-se a massa com o rolo (ou com um qualquer outro objecto redondo...) até ficar com cerca de 5mm de altura.

Aqui a receita original falava em polvilhar a massa com açúcar e riscá-la com um garfo - não fiz nada disso.

Cortei a massa com a forma redondinha e levei ao forno, num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha, para não pegar. No forno, bastam 10 minutos a cerca de 190ºC. Et voilá... bolachinhas!!!

11 de fevereiro de 2011

Egipto deu 10-0 a Mubarak

Sentada no sofá, vejo, nos três canais nacionais, o noticiário da noite. O que faz a agenda do dia? A capitulação de Mubarak, no Egipto, menos de 24 horas depois de ter dito que não saía.

Vejo a felicidade no rosto das pessoas apanhadas pelas câmaras de televisão (mundiais); vejo lágrimas de alívio pelo final de 30 anos de ditadura... e pergunto se foi isto que os portugueses sentiram em 1974.

Vejo os principais líderes mundiais a congratularem o povo egípcio pela conquista, vejo os governantes dos países vizinhos a tremerem - não vá dar-se o caso da revolta popular ser como um vírus que se apanha, enquanto se bebe um copo de água.

Vejo uma série de pessoas a emitir opiniões, sobre uma situação à qual nunca prestaram grande atenção, porque o Egipto fica muito longe e só as pirâmides é que têm interesse.

Vejo tudo e isto e pergunto-me se estes mesmos manifestantes, embriagados pela liberdade repentina, vão saber - sensatamente - erigir um novo governo, com cabeça, tronco e membros? Pergunto-me se não vai surgir um grupo que volte a conduzir o país a um novo governo sufocante?

Por outro lado, assistimos a um momento grandioso. Assistimos à manifestação efectiva da força que as pessoas têm quando se juntam... e, caramba, que bom que é!
 

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