19 de janeiro de 2011

São insónias, senhor! São insónias...

São 7h52m. Estou acordada desde as 5h48m. Tentei dormir. Li, já vi as notícias em vários jornais online, mas a verdade é que só queria dormir. E não consigo.

Lá dentro, o despertador dele acabou de tocar. Os habituais 10 minutos mais cedo do que a hora de levantar. Enquanto que eu, aqui na sala, faço contas à rabugice que vai ser o meu dia.

Há cerca de 4 noites que não durmo em condições. No fim-de-semana disfarçou, porque pude estar na cama mais tempo, sem ter a obrigatoriedade do ritual diário do acordar-pequeno-almoço-banho-vestir-escritório.

Tenho sono. Enquanto escrevi estas míseras linhas, bocejei umas 10 vezes. Estou morta de sono, mas não consigo dormir descansada.

São 7h57m.

16 de janeiro de 2011

Doce de maçã e canela

Desde que vivemos juntos, tenho descoberto poderes (manner of speaking...). Sinto-me mais propensa a fazer coisas que, dantes, via a minha mãe fazer, tais como sobremesas e outras doçarias.

Hoje, deu-me para fazer doce de maçã. Assim, peguei numas quantas maçãs, descasquei-as e cortei-as em pedaços. Coloquei os pedaços num tachinho, com 4 colheres de sopa de açúcar, um pau de canela e água suficiente para cobrir.

Quando levantou fervura, baixei o lume e fui mexendo de quando em quando durante 30 minutos (sempre em lume brando). Findo esse tempo, retirei o pau de canela e passei a maçã pela varinha mágica e... tcharannnn... doce de maçã feito!

O sabor está óptimo, mas meti um pouco de água a mais e o doce está ligeiramente mais líquido que o espectável. Mas está docinho docinho... tal como eu queria :)

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Adenda das 19h38m: Descobri as maravilhas do "Ponto de Estrada", para o doce deixar de ter aquele aspecto líquido. Voltei a colocar o doce num tacho e mexi-o, até engrossar e deixar um rasto... como uma estrada. Tenho, finalmente, um doce em condições de ser consumido com o orgulho que merece :))

10 de janeiro de 2011

Carlos Castro e outras crónicas

1.
Carlos Castro, jornalista (sim, o senhor tinha Carteira Profissional, emitida pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista), comentador social e inventor do jet-set nacional, foi assassinado. Opções sexuais à parte, este crime foi brutal e horrendo. Contudo, não passou de mais um episódio de violência doméstica, como tantos que andam por aí, só que em vez de ser num casal homem-mulher, as duas partes envolvidas eram homens. Infelizmente, estamos tão habituados a ouvir falar em mortes femininas, que o choque da morte de Carlos Castro traz ao de cima o pior que há em cada um de nós: a homofobia.

Quantas piadolas já foram feitas desde que a notícia saltou para todos os jornais e canais televisivos, quantos nomes feios já foram chamados ao falecido e ao homicida (ele confessou, por isso salto a parte do "suposto")? Um "passeio" rápido pelos jornais online e pelos respectivos espaços de comentários "obriga-me" a concluir que vivo num País de gente mal-educada, de vistas curtas e de formação duvidável.

2.
A campanha presidencial não é bem isso. É uma campanha "contra Cavaco Silva". Nas últimas eleições, votei Manuel Alegre. Depois disso, já me arrependi 10 vezes por cada vez que o senhor abre a boca. Entretanto, todos os candidatos baseiam as suas passeatas por este País fora em falar mal daquele que ainda é Presidente da República. É a campanha do "bota abaixo" presidencial.

Quanto ao meu sentido de voto, ainda não decidi. Como aliás vou votar pela primeira vez na minha nova freguesia, talvez me inspire na paisagem sintrense no próprio dia. É a primeira vez que isto me acontece, já que sempre escolhi atempadamente.

3.
A mãe do bebé Cristianinho Ronaldinho quer o filho de volta; dizem as más-línguas que anda deprimida. Já deve ter acabado o dinheiro, presumo.

4.
Um helicóptero da TVI caiu num descampado, em Corroios; enquanto isso, no resto do País, o Pedro Passos Coelho já começa a magicar naquela sua cabecinha que tipo de decoração vai meter no gabinete quando for 1.º Ministro. O homem nem dorme descansado, só de prever a queda do actual Governo.

9 de janeiro de 2011

"IKEIA" para que te quero...

Desde que me mudei e passei a compartilhar alguns metros quadrados com o meu homem, andamos a adiar a compra de uma simples cómoda. Ora estava frio, ora estava muito calor, ora "vamos lá amanhã", ora "vamos lá para a semana", ora acordamos muito tarde, ora vou a casa dos meus pais... enfim, um sem número de desculpas.

Este fim-de-semana, decidimos que estava na hora. No sábado, vá de levantar o rabo da cama e abalar até ao IKEA, esse antro, esse semi-mundo de coisinhas pequeninas e que, de repente, (à traição), se tornam indispensáveis como o ar que respiramos. Really, Cristina?? Precisavas MESMO de mais duas almofadas para a sala?! E de mais uma manta "para tapar o sofá"?!

Além da cómoda, saímos de lá com mais uma mesa para entrada e um móvel para a sala, duas almofadas e uma manta maiorzinha.

Mas a aventura do bricolage sueco não pára aqui. No domingo (hoje, portanto), o senhor meu gajo começou a montar estas enormes peças de Lego, com pequenos parafusos, preguinhos, porcas e não sei o quê mais. O simples tornou-se complicado, e os móveis que, supostamente, necessitariam de mais mão-de-obra foram impecavelmente colocados nos lugares destinados.

E enquanto o berbequim ia funcionando e meia-dúzia de palavrões iam ecoando pela casa, a boa da Cristina ia fazendo a faxina. Somos um casal tão cool!!

No fim, só ficou por montar (va de retro, mentes perversas!!) o móvel da sala com mais arrumação e umas portinhas todas catitas.

5 de janeiro de 2011

Chamar a música, numa noite de chuva

Por alguma razão - não sei bem qual - sempre guardei esta música num cantinho especial do meu coração. Tesourinho deprimente? Talvez...

27 de dezembro de 2010

Ano zero

Encarei 2010 como o "ano zero" da minha vida. Curiosamente, o último algarismo de 2-0-1-0 é um "zero", logo ajudar-me-á no futuro quando deixar de me lembrar das pequenas divagações que aqui vou debitando.

Dizia: encarei 2010 como o ano zero. O ano dos recomeços. E é sempre interessante, moroso, fatigante, apaixonante e difícil recomeçar.

E como no fim de cada ano, cabem sempre as (auto) avaliações aos 365 dias que estão para trás, a minha é esta.

Vi 2010 como o ano de todas as esperanças. 2010 possibilitou-me fazer coisas, aceitar desafios que os anos anteriores não me tinham deixado. Foi um bom ano. Uma bela colheita.

Posto isto e já que faltam pouco mais de 12 horas e 50 minutos para terminar este ano, desejo-vos a todos um Feliz 2011, com muitas coisas boas e mais uns 360 e tal dias de boas resoluções.Até lá.

Prendinhas de Natal

Não há Natal sem filhoses, sem rabanadas, sem sonhos, sem família... mas também não há Natal sem prendinhas. Tinha pedido livros e livros tive... e mais umas quantas coisinhas que me vão proporcionar horas e horas de diversão. Estou feliz, feliz, feliz... (têm muitas imagens... façam scroll até ao fim - é só um bocadinho e não custa nada!!)

OS LIVROS










OS SORTIDOS
* Cartão-prenda da Modalfa
* Notinhas (que já me proporcionaram a compra de um belíssimo casaco que estreei na noite de Natal)
* Um cabaz de Natal
* Chocolates

LA PIÈCE DE RESISTENCE

23 de dezembro de 2010

Árvores, prendas e muito amorrrrrrr

BOAS FESTAS!




Imagem retirada daqui

21 de dezembro de 2010

Amores de sofá

Texto escrito em 2008 e já publicado aqui.

Não quero alugar um filme. Só quero estar contigo. Não, não estou aborrecida. Tem de haver uma razão para querer estar contigo? Apetece-me chegar a casa, tirar os sapatos (doem-me os pés), ficar descalça e deitar-me contigo.

Deitar-me só. Porque quero estar contigo. Quero chegar a casa e descalçar-me. Sentar-me no sofá e deixar-me escorregar até ao teu colo. Porque preciso estar contigo. Apetece-me mesmo: estar deitada no sofá, contigo. A fazeres-me festas no cabelo. A sentir o ritmo da tua respiração. A sentir o teu coração a bater.

Apaga a televisão. Esquece o filme. Vem para aqui. Deita-te aqui ao meu lado. Sei que o espaço é pequeno. Mas vamos estar juntos. Sabes que não é capricho meu. Há quanto tempo não estamos só os dois? A sentir a electricidade estática do corpo do outro?

Sei que sou tola. Não precisas de dizer. Mas vem para aqui. Deitas-te no sofá e fazemos conchinha. Quero apoiar a cabeça no teu braço. Quero ouvir-te dizer num leve murmúrio "gosto de ti". Quero que sejamos só nós. Sem muitas palavras. As palavras atropelam.

Deitada na teu colo, a fazeres-me festas no cabelo, ou deitados no sofá, em conchinha, só quero estar contigo.

Não temos que voltar a sair. Só quero estar contigo. Percebes agora? Nem precisas falar. Bastam o teu cheiro e o teu abraço. Porque contigo, sou mais eu. E agora, estou perdida. É por isso que tenho de estar contigo. Não importa que adormeças - e que lindo ficas a dormir! Vens?

19 de dezembro de 2010

Absolutamente fofinho

 

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