21 de dezembro de 2010

Amores de sofá

Texto escrito em 2008 e já publicado aqui.

Não quero alugar um filme. Só quero estar contigo. Não, não estou aborrecida. Tem de haver uma razão para querer estar contigo? Apetece-me chegar a casa, tirar os sapatos (doem-me os pés), ficar descalça e deitar-me contigo.

Deitar-me só. Porque quero estar contigo. Quero chegar a casa e descalçar-me. Sentar-me no sofá e deixar-me escorregar até ao teu colo. Porque preciso estar contigo. Apetece-me mesmo: estar deitada no sofá, contigo. A fazeres-me festas no cabelo. A sentir o ritmo da tua respiração. A sentir o teu coração a bater.

Apaga a televisão. Esquece o filme. Vem para aqui. Deita-te aqui ao meu lado. Sei que o espaço é pequeno. Mas vamos estar juntos. Sabes que não é capricho meu. Há quanto tempo não estamos só os dois? A sentir a electricidade estática do corpo do outro?

Sei que sou tola. Não precisas de dizer. Mas vem para aqui. Deitas-te no sofá e fazemos conchinha. Quero apoiar a cabeça no teu braço. Quero ouvir-te dizer num leve murmúrio "gosto de ti". Quero que sejamos só nós. Sem muitas palavras. As palavras atropelam.

Deitada na teu colo, a fazeres-me festas no cabelo, ou deitados no sofá, em conchinha, só quero estar contigo.

Não temos que voltar a sair. Só quero estar contigo. Percebes agora? Nem precisas falar. Bastam o teu cheiro e o teu abraço. Porque contigo, sou mais eu. E agora, estou perdida. É por isso que tenho de estar contigo. Não importa que adormeças - e que lindo ficas a dormir! Vens?

19 de dezembro de 2010

Absolutamente fofinho

18 de dezembro de 2010

Adeus moradia, olá apartamento!

Seis meses (e uns trocos) depois de me ter mudado, ainda há uma coisa que me faz muita impressão: o barulho vindo dos restantes apartamentos.

Sei que, mais dia menos dia, me vou habituar, mas até lá continuo a acordar a meio da manhã com o barulho dos vizinhos. Parece (como dizem os brasileiros) frescura, mas saibam que sempre vivi numa moradia e os únicos vizinhos que eu ouvia eram os meus pais e o meu irmão.

Portas a abrir, janelas a fechar, torneiras abertas, pessoas a discutir, bebés a chorar... são alguns dos espécimes auditivos que me chegam e aos quais ainda não estou habituada. Com o tempo, a coisa vai lá...

16 de dezembro de 2010

Carta aberta ao Pai Natal

Olá, 'Santa'...

Estás bonzinho? Ouvi há uns dias no 'Bom dia, Portugal' que já saíste da Lapónia... a viagem está a correr bem?! Não puxes muito pelo Rudolfo - já não vai para novo e estas viagens compridas (e ao frio) não lhe fazem nada bem.

Sabes que não sou muito destas coisas de pedinchar (lá vão os anos - tipo, há dois anos - em que pedia tudo, mas agora cresci!), mas, desta vez, não resisti.

Além do habitual - saúde da boa, blábláblá - sou "pobrezinha" a pedir. Um livrinho novo... é tudo o que quero. Daqueles novinhos, a estrear. Há muito que não abro um ainda com cheiro a novo, com as páginas imaculadas.

Para ajudar, e como sugestão, dou-te alguns dos títulos 'cutchi-cutchi' que eu gostava de ostentar na prateleira da sala. Escolhe um e ficamos quites.
* Anna Karenina, de Tolstoi (isto só para me armar ao pingarelho e ter uma coisa em grande)
* A Queda dos Gigantes ou O Vale dos Cinco Leões ou os dois volumes de Os Pilares da Terra, do Ken Follet
* O Desertor, do Daniel Silva

Não sou esquisita. Entretanto, aviso que, hoje, já tenho mais uma prenda para colocar debaixo da 1.ª árvore que fiz, na qualidade de "dona-de-casa".

13 de dezembro de 2010

Sem título e sem mais palavras

Descobri, este fim-de-semana, até que ponto pode ir a crueldade humana. Dois bebés foram abandonados, expostos ao frio, à chuva, ao sol, à sua sorte... um teve a sorte de ser encontrado vivo por alguém com valores mais altos do que aqueles demonstrados pelas criaturas que deitaram fora os bebés. O segundo não teve tanta sorte.

Literalmente, deitaram fora. Largados no lixo e no mar.

Questiono-me que razões levaram uma pessoa a deitar, num caixote do lixo, um bebé? Que diabos... há tanta gente a querer engravidar, adoptar, constituir família e estes animais não ponderaram sequer em deixar recém-nascidos numa igreja ou numa instituição que cuidasse deles?!

Penso seriamente se não estaremos a tornar-nos mais animais do que os próprios... porque, esses, não desistem das suas crias.

10 de dezembro de 2010

102... o número mágico

Quer se aprecie o género ou não, amanhã, sábado, dia 11 de Dezembro, o Mestre Manoel de Oliveira comemora o seu 102.º aniversário.

É impressionante a vitalidade mental deste homem, que ainda tem em mente mais um par de projectos. Pessoalmente, nunca vi nenhuma película do mais velho realizador do Mundo ainda em actividade - tentei ver 'Non, ou a Vã Glória de Mandar', mas desisti, confesso.

Contudo, há que dar mérito a quem o merece e Oliveira é uma dessas pessoas. Autor de 32 longas metragens, 14 curtas e médias metragens e 4 filmes enquanto actor, Manoel de Oliveira é um nome consensual e aclamado um pouco por todo o Mundo.

Parabéns, Mestre!!!

7 de dezembro de 2010

O Sonho é o Destino...

"Dream is destiny" é uma das primeiras falas do último filme que vimos juntos, 'Waking Life'. Trata-se de um filme, que recorre à animação, e que aborda diversas questões filosóficas sobre a condição humana, o sonho, a religião...

Não é um filme fácil - especialmente se o vemos a horas em que estamos "mais para lá, do que para cá", mas acaba por nos fazer pensar em diversas problemáticas que, provavelmente, nunca teríamos pensado em ocasiões anteriores. Um jovem não consegue sair de um sonho, e nesses sucessivos sonhos (fez-me lembrar um pouco o filme 'Inception' onde se aborda a existência de diversos níveis de sonho...) ele vai encontrando várias pessoas que lhe vão falando sobre o significado e propósitos da Existência.

No final, ele despertou em mim a ideia da exploração do sonho enquanto alternativa à realidade. Ou seja, se conseguissemos controlar os nossos sonhos e ter consciência dos mesmos, podíamos daí construir uma realidade alternativa. Não podemos esquecer que passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir. É muito tempo "desperdiçado". Quantos e quantos de nós, não sonharam já com trabalho, ou com questões que podem - directa ou indirectamente - solucionar problemas que, enquanto acordados, não "desatamos o nó"?

6 de dezembro de 2010

"Cinco pontes e quatro fins-de-semana prolongados"

Este "meu" título, é o título utilizado pelo Jornal de Notícias desta manhã onde anunciava quais os números oficiais de dias-extra que teremos em 2011. Teremos, não, alguns terão...

Hoje era segunda-feira. Dia 6 de Dezembro. Ainda faltam 26 dias para terminar o ano. Cerca de 3 meses antes do 1.º feriado oficial - Terça-feira de Carnaval, em Março - se excluirmos o dia 1 de Janeiro. Haverá mesmo necessidade de criar já a ideia de "vamos ter mais pontes em 2011"? Nesta altura? A silly season natalícia já anda a dar ares de si?

3 de dezembro de 2010

O Natal de 2010 vem a caminho...

Na semana em que:
- a fantástica dupla Portugal e Espanha perdeu a organização do Mundial de 2018 (tão longeeeeee....);
- uma mãe matou o filho de 2 anos;
- o País está a ser alvo directo de uma frente fria;
- se assinalou mais um Dia Mundial Contra a Sida...

... eu e ele fizemos a nossa primeira árvore de Natal conjunta. Pode parecer lamechinhas e tão irritantezinho de fofinho, mas, para mim, significa muito. Tanto como daqui às estrelas. Agora sim, sinto o espírito natalício de 2010.

13 de novembro de 2010

Mark Zuckerberg: sacaninha ou gajo fixe?

Ontem, eu e o meu homem fomos ver o filme 'A Rede Social'. Era daqueles filmes que queríamos mesmo ver e não simplesmente sacar da net ou esperar que saísse em DVD. Assim, fomos até ao Cascais Shopping tentar a nossa sorte; comíamos qualquer coisa por lá e aproveitávamos a sessão das 21h30. Má ideia.

O shopping estava a abarrotar. Parecia mesmo que toda a gente tinha tido precisamente a mesma ideia. A primeira coisa a fazer era garantir os bilhetes e, depois sim, comer. Má ideia.

Provavelmente - e mais uma vez - toda a gente teve a mesma ideia e o feliz casal quando conseguiu chegar à caixa já não havia bilhetes juntos. Rodámos os calcantes e fomos comer uma pizzazinha, antes de abalar para o Beloura Shopping (o restaurante que elegemos - aquele que tinha a fila mais pequena - foi também o eleito pelo modelo Afonso Vilela que é giro giro giro...)

Pizza comida, pegámos em nós e fomos para o Beloura que estava praticamente às moscas. O filme é simplesmente brutal. Percebe-se claramente o porquê do Mark ter processado pessoas ligadas à produção do filme. Mas se, por um lado, o fundador do Facebook é retratado como um autêntico cretino, por outro, também se tem a ligeira sensação que ele era apenas um puto influenciável e talvez um pouco ingénuo, apesar da inteligência que, claramente possui. O filme não responde a todas as dúvidas que se tem - ou teria de ser desdobrado em 3 ou 4 partes, mas é bastante interessante. A ver, sem dúvida.

As dúvidas que são levantadas são mais a nível técnico e prático, mais relacionadas com a parte dos investimentos realizados. Talvez um gestor consiga perceber os pormenores que não foram mostrados na grande tela :)

Contudo, sai-se da sala de cinema com a percepção que basta ter uma grande ideia para se conseguir ficar rico. E não tem que ser uma ideia genial, basta ser boa e diferente. Dá uma motivação extra aos empreendedores.
 

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