8 de agosto de 2010

Uma nova vaga de sonhos

Fomos ver o filme 'Inception'. Depois de termos lido maravilhas do mesmo e de termos ouvido o pior e de termos quase gritado "não contes o fim", rendemo-nos e dirigimo-nos ao Allegro em Alfragide para ver o filminho.

(antes de irmos para a sala, passámos pelo Starbucks e bebi um daqueles chá gelados absolutamente fabulosos... mas isso são outras núpcias)

O filme é, efectivamente, bom. A Ellen Page continua a ser a minha actriz fetiche, o Leo DiCaprio está um actorzão, o Cillian Murphy (que vi pela primeira vez no 'Breakfast on Pluto) faz um secundário brilhante... em resumo: não há uma má personagem. O sacaninha do Christopher Nolan é que me tramou com aquele final. Não se faz. Quero saber.

A premissa do filme é básica: um grupo de pessoa consegue criar diferente cenários e níveis de sonhos de modo a conseguir extrair informações/segredos/whatever aos pobres incautos e simples mortais. Neste caso, é feito um desafio: 'plantar' uma ideia, ao invés de a extrair. Impossível? Não, mas muito difícil.

Em mais de duas horas de filme, somos confrontados com dúvidas, emoções, diferentes níveis de realidade que saímos, juro, a olhar para o lado e a pensar "isto é a sério?!". É um filme algo denso, mas bom, muito bom.

7 de agosto de 2010

Um cheiro doce no ar

Nestes dias mais quentes, conduzo de janelas abertas. O vento de Sintra bate-me na cara e ajuda a abater o calor, às vezes, de 30 graus. O bom de Sintra é que o Verão não é quente-quente como na Leiria que conheço. Entendo agora os reis que, no Verão, trocavam Lisboa por Sintra... local onde se encontravam as residências estivais da realeza portuguesa.

Mas não é isso que me fez escrever. Todos os dias, com as minhas janelas do carro abertas, sinto um cheiro doce e quente no ar. Pensei que fosse impressão minha - afinal de contas o cheiro localiza-se na mesma zona do McDonald's e poderia, apenas e tão somente, ser uma partida da mente. Mas não.

O cheiro docinho, que me faz pensar em algodão doce, em gomas de morango e em todas aquelas memórias queridas de infância permanece, ali "paredes meias" com a IC19.

A razão é simples: a fábrica das pastilhas elásticas 'Gorila' fica nas proximidades. Depois de fazer parte da minha infância, a 'Gorila' é a amiga que todos os dias me cumprimenta, pela manhã.

31 de julho de 2010

Música para um bom fim de tarde

Já vi isto ao vivo e continua mimoso, tal como me lembro. Espero que gostem.

18 de julho de 2010

A palavra (ou a falta dela)

Num destes dias, disse que me começa a faltar vocabulário. Leio e releio livros, trabalhos jornalísticos, reportagens de várias temáticas, mas estou com o cérebro preguiçoso.

Recomendaram-me que volte a escrever. Mas... escrever como? Com que palavras? Aquelas que me faltam ou aquelas outras que não conheço?

Recomeço, portanto, com palavras de outra pessoa. Palavras sobre a palavra. E tem palavra... Madre Teresa de Calcutá:

Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão

29 de junho de 2010

Sem título, porque não me apetece

Era tão mais fácil criticar a selecção, meter a cabeça do primeiro-ministro no cadafalso, falar nas facilidades ou dificuldades da nova vida longe do colo da mãe, apontar o dedo aos ministros que teimam em falar em aumentos e sacrifícios ou colocar o vídeo de uma musiquinha boa...

Mas não...

Tenho a 'loja' da imaginação de férias. Não me sinto capaz de escrever um texto embonecado. Fica para a próxima, sim?

24 de junho de 2010

Estou em modo 'chocodependente'

20 de junho de 2010

Ainda há princesas

Uma história de princesas termina com sorrisos e um "foram felizes para sempre". Assim seja.

18 de junho de 2010

José Saramago

A si, Saramago:

Comecei com 'Ensaio sobre a Lucidez', passei para 'As intermitências da Morte' e 'O Ano da morte de Ricardo Reis'. Vi o 'Ensaio sobre a Cegueira' e 'A Jangada de Pedra'. Durante muitos anos, o senhor parte da minha vida e hoje deixou este Mundo. Obrigada por tudo - já que muitos outros, com mais poder, não lhe agradeceram.

Obrigada!

13 de junho de 2010

Momentos e movimentos

Tenho-me desleixado um pouco dos agradecimentos aos vossos comentários; prometo que vou tentar fazê-lo com maior frequência.

Este fim-de-semana fui visitar a família. Depois de duas semanas a ouvi-los perguntar "quando vens a casa?", achei que devia ir dar-lhes um beijinho. O estranho foi entrar no meu quarto e vê-lo semi-despido, porque muitos dos meus pertences já estão cá. Os pequenos objectos mantém-se nos sítios onde os deixei.

Mamãe estava com saudades da filhota. A filhotinha mais velha que sempre se habituou a ver e a sentir entre as paredes da moradia. A filhotinha que escolheu o seu próprio quarto aquando da primeira mudança de residência já lá vão mais de duas décadas. A filhotinha que voltou durante 48 horas e que era necessário encher de mimos suficientes para mais umas semanas.

De resto, tudo igual. Excepto eu. Começo a aperceber-me que gosto desta maior liberdadezinha de movimentos que tenho desde que me mudei.

7 de junho de 2010

Pedra sobre pedra

Começo (lentamente) a aperceber-me que tudo aquilo que conhecia está a alguns quilómetros de distância e que agora é tempo para criar novas rotinas, conhecer outras pessoas - se bem que aquelas que preenchiam a minha vida vão estar sempre presentes ainda que só as veja de quando em quando - e dar valor às coisinhas que anteriormente me irritavam.

Todos os dias me perguntam "Quando vens a casa?". Respondo "assim que puder", contudo deito-me quase todos os dias a pensar "esta agora é a minha casa".

No trabalho, as coisas estão a correr bem. Apanhei uma altura complicadota, mas penso que estou a engrenar rapidamente no sistema. Mas todos os dias sinto falta do sacana do burburinho da (minha) redacção. Por isso, tento compensar essa "falta" com tudo o resto: com maior concentração naquilo que faço, com a procura de outros interesses e com a presença em várias actividades. No sábado, à noite, "mergulhei" na História (adaptada) das fontes de Sintra. Uma companhia de teatro local andou pela vila a contar pequenas histórias sobre a presença dos mouros em Portugal. Ri-me muito. Substituí as lágrimas por gargalhadas e diverti-me imenso.

É aqui, em Sintra, que estou a encontrar ferramentas para construir mais um pedaço do meu caminho na Vida.
 

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