28 de maio de 2010

Dicionário de Português-Português

chorar
v. intr.
1. Ter choro.
2. Verter lágrimas.
3. Fluir humor a.
4. Lançar vapor aquoso (ex.: a vide quando deitada no lume).
v. tr.
5. Lamentar.
6. Afligir-se muito.
7. Destilar.
v. pron.
8. Queixar-se, lastimar-se chorando.


Pensava que despedir-me do meu local de trabalho ia ser complicado. Nunca imaginei que deixar o lar familiar fosse tão difícil. Olhar para os olhos da minha mãe e ver uma tristeza profunda onde antes existia carinho e amor; olhar para o meu irmão e não conter as lágrimas... corta-me o coração em pedacinhos.

Mas a mudança tem de ser feita. Agora só tenho de arranjar uma rotina ligeira para me tentar alhear das saudades que me apertam o peito.

21 de maio de 2010

Choro II

Praticamente, já acabou a parte em que tinha de me despedir dos meus colegas. Outra semana igual a esta e teria de pedir à Luso para assinar um protocolo de cooperação e hidratação, tal não foi a quantidade de água que perdi com as choradeiras quase diárias.

As pessoas gostam de mim e querem o melhor para mim, são fofas comigo e desejam-me "tudo de bom" a cada segundo, dizem que sou "luminosa" e que o meu sorriso preenche uma sala. E eu choro. A minha voz enrola-se. Tento engolir em seco, mas não consigo.

Para a semana há um novo passo a dar. Para a semana, pego nos meus 'tarecos' - que não são assim tantos quanto isso, posso garantir - e embarco numa nova aventura. Mas antes disso, em princípio, vai haver jantar de despedida. E eu vou chorar de certeza. Com a chuva, nem se vai notar...

20 de maio de 2010

Choro

Sou uma choramingas, confesso. Mas, nos últimos dias, tem sido demais. Basta apenas dizer a palavra "adeus" e desabo numa choradeira. Reforcei o meu stock de lenços de papel, mas nem mesmo assim as coisas ficam mais fáceis.

Para a semana, não vou entrar na redacção onde, de há 2 anos a esta parte, entrava praticamente todos os dias. Começo a ficar com o estômago pequenino e sinto as lágrimas a brotar, porque, afinal de contas, este Diário de Leiria fez parte da minha vida. Continuo a manter um discurso no plural, mas sei que isto tem de acabar.

As portas do DL Times, essas, ficaram abertas para mim.

18 de maio de 2010

Anúncio oficial

Este post é um anúncio oficial do que se vai passar na minha vida. Se há dois anos, celebrei entre amigos feitos na blogosfera que ia realizar um sonho e "virar" jornalista, hoje comunico que vou deixar de o ser.

Quem me conhece, sabe que adoro ser jornalista, adoro a adrenalina que daí advém, adoro sentir que, de alguma forma, tenho algo a dizer a quem me lê, adoro ser respeitada pelo trabalho que desenvolvo, adoro estar envolvida num projecto que me dá tanto conhecimento e experiências indescritíveis.

Mas, nem sempre, a vida nos dá todas as ferramentas necessárias para sermos, efectivamente, felizes no caminho que nos dá mais... felicidade. Vou sair do Diário de Leiria. Vou viver e trabalhar para o concelho de Sintra. Não vou ser jornalista, mas vou trabalhar com eles. É um estar nos bastidores. Vou deixar de escrever, diariamente, textos, que iriam ser lidos por centenas de pessoas. Vou tentar ser feliz, num outro caminho. Um caminho que decidi escolher.

10 de maio de 2010

OLARECAS!!

5 de maio de 2010

Tic-tic-tac-tac

O meu 'relógio' está um nadinha gago. É só esperar mais umas quantas horas até saber o que vou fazer à minha vida.

(continuo sem net em casa e, pelo andar da carruagem, só me vou ligar ao mundo virtual, ocasionalmente, nas horas de expediente. Obrigada a todos pelos comentários que vão deixando. Leio-os todinhos, só que não tenho tempo para responder).

2 de maio de 2010

Decisões, decisões...

... fazem-me perder o sono.
... fazem-me acordá-lo, sem querer.
... fazem-me pensar 37 milhões de vezes.
... fazem-me pesar 'prós e contras' outras tantas vezes.
... fazem-me repensar em tudo o que conquistei até agora e no que poderei vir a conseguir.

Será que é desta que as nossas escovas de dentes se juntam?

27 de abril de 2010

Cross your fingers

Pode ser que uma boa notícia esteja para breve. Preparem-se para fazer figas, de novo, por mim. Mas, desta vez, com mais força, porque o Sadeek, sozinho, não faz grande coisa.

(desculpem a falta de actualização do blogue. Estou sem net em casa... sinto-me tão século XIX)

22 de abril de 2010

Com banho ou sem banho

Há algum tempo que tenho em mente escrever um livro. Não é uma ideia nova. Continuo, contudo, a achar que ainda não atingi um certo nível intelectual para me lançar na escrita. Prefiro pensar que quando atingir a maturidade certa, essa inspiração surgirá naturalmente.

Ultimamente, a tendência tem sido para livros infantis. Porque gosto das cores, da ternura, do carinho que um livro infantil transmite. Porque acho que a minha maneira de ser de adequa mais a uma publicação em que todos terminam felizes para sempre.

E porque encontrei - numa caixa de cartão - o meu livro favorito de quando era criança. Mantém as mesmas cores, os meus traços, continua colorido e a chamar à leitura. Tem 12 páginas, sendo que a primeira é a capa, e continua lindo como no primeiro dia.

16 de abril de 2010

Banho de água fria

Desde criança que convivo com um membro da família com uma doença degenerativa. Uns dias melhores, outros piores, mas os anos foram passando e fui-me acostumando com a ideia, fui-me acostumando a dar explicações, fui-me acostumando com o facto dessa pessoa nunca vir a melhorar.

Mas sempre encarei tudo com naturalidade: no fundo, era tudo simples, apesar das dificuldades visíveis. Nunca quis agir como uma coitadinha só porque um dos parentes é limitado. Mas as coisas têm vindo a piorar. Toda a minha vida desde há uns meses a esta parte tem sido como um enorme balde de água gelada, lançado por mim abaixo. Sinto-me a tiritar.
 

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