Chegados que estamos à época de Natal - não se esqueçam que faltam apenas 6 dias, e que os funcionários do Continente ameaçam com greve no dia 24 - toda a gente é solidária com toda a gente. O Estrelices não foge à regra.
Na impossibilidade de mover mundos e fundos, por não ter aqueles contactos privilegiados que toda a gente pensa que tenho, o Estrelices apenas se associa à causa da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Leiria, com a minha humilde divulgação.
Foi hoje apresentada a campanha do calendário. As crianças com paralisia cerebral, utentes da APPC, foram os protagonistas de um calendário, subordinado ao tema "Quando eu for grande, quero ser...". No calendário, os cerca de 30 modelos ocasionais "desfilam" como se fossem profissionais de várias áreas.
Além da óbvia angariação de fundos, o objectivo passa por transmitir a mensagem que estas crianças também aspiram a ser qualquer coisa, quando forem grandes (eu, aos 4/5 anos queria ser professora, polícia e médica... tudo ao mesmo tempo)
Os calendários custam cinco euros e podem ser encontrados por Leiria, por exemplo no ISLA ou na sede da APPC, ou encomendados através do número: 244 833 983. Vamos ajudá-los?
Ao mesmo tempo, está a decorrer uma venda de Natal, também da responsabilidade da APPC, num espaço na Avenida Combatentes da Grande Guerra, em Leiria (em frente ao Café Colonial - só para situar os leirienses). E ainda, a empresa Natureza Brincalhona, localizada na Incubadora de Empresas nos Parceiros, está a oferecer 1€ por cada exemplar vendido do livro "As Aventuras do Verdinho - O Planeta Verde".
E no âmbito de responsabilidade social desta instituição que é o Estrelices, acabo de apresentar três formas de ajudar as crianças da APPC.
17 de dezembro de 2009
16 de dezembro de 2009
Já comprei outro caderninho
Tenho um fetiche por cadernos novos, por 'moleskines' (tenho três do género) e por livros por estrear. Não resisto a um caderno em qualquer superfície comercial. A minha primeira reacção é procurar a secção de artigos de escritório.
Será fascínio pela escrita ou é só tolice?
(A minha capacidade para escrever posts com zero de conteúdo está a aperfeiçoar-se. Ao fim de três anos e tal de blogue já estava mais que na hora de ter discursos perfeitamente vazios. )
A música que me acompanha: OIOAI - Ponto Fraco
Será fascínio pela escrita ou é só tolice?
(A minha capacidade para escrever posts com zero de conteúdo está a aperfeiçoar-se. Ao fim de três anos e tal de blogue já estava mais que na hora de ter discursos perfeitamente vazios. )
A música que me acompanha: OIOAI - Ponto Fraco
9 de dezembro de 2009
Anotamentos
1 - Elegemos deputados palhaços e deputadas vendidas, que integram Comissões Permanentes. Finalmente, começa-se a ver alguma acção entre aqueles que têm os destinos do País nas mãos. Acho, contudo, que as coisas só vão ao sítio quando se perder a compostura, a malta 'rodar a baiana', estalar o verniz e começarem a voar sapatos na direcção de uns e outros deputados.
2 - Experimentei a sensação de um frio indescritível depois de uma discussão. Tiritei de frio, os pés estavam gelados e as lágrimas poderiam, a qualquer instante, formar estalactites. E lamento constatar que, para alguns, a vitimização é o melhor remédio, quando tudo o resto falha.
3 - Depois de uns dias em que tentei, por um bocadinho, esquecer que as coisas nem sempre correm como eu sonhei, voltei à minha vidinha costumeira. Chamemos-lhe "período pós-Paraíso". No trabalho, continua tudo na mesma. Em casa, idem idem aspas aspas. Onde é que é o botão 'off' desta porra toda?
4 - Continuo sem espírito natalício. Já fiz a árvore, já tentei ir às compras, já entrei em estabelecimentos onde se ouviam músicas de Natal, já fiz a lista daquilo que quero oferecer e a quem quero oferecer... mas nada resulta. Para mim, este ano, o Natal tem tanto interesse como a 2.ª Circular em hora de ponta.
5 - Sim. Também estou com TPM e ando a comer After-Eight como se o mundo acabasse amanhã.
2 - Experimentei a sensação de um frio indescritível depois de uma discussão. Tiritei de frio, os pés estavam gelados e as lágrimas poderiam, a qualquer instante, formar estalactites. E lamento constatar que, para alguns, a vitimização é o melhor remédio, quando tudo o resto falha.
3 - Depois de uns dias em que tentei, por um bocadinho, esquecer que as coisas nem sempre correm como eu sonhei, voltei à minha vidinha costumeira. Chamemos-lhe "período pós-Paraíso". No trabalho, continua tudo na mesma. Em casa, idem idem aspas aspas. Onde é que é o botão 'off' desta porra toda?
4 - Continuo sem espírito natalício. Já fiz a árvore, já tentei ir às compras, já entrei em estabelecimentos onde se ouviam músicas de Natal, já fiz a lista daquilo que quero oferecer e a quem quero oferecer... mas nada resulta. Para mim, este ano, o Natal tem tanto interesse como a 2.ª Circular em hora de ponta.
5 - Sim. Também estou com TPM e ando a comer After-Eight como se o mundo acabasse amanhã.
8 de dezembro de 2009
São dias assim
Passeios. Mimos. Cafézinho. Conversas sérias. Conversas a brincar. PS3. Risos (muitos). Mãos dadas. Cinema. Uma garrafa de vinho. Chuva na rua. Uma manta quentinha. Música. Ainda mais risos. Frio na rua. Abraços. Chá e torradas. Capuccino e bolachas.
É preciso tão pouco para ser feliz.
É preciso tão pouco para ser feliz.
3 de dezembro de 2009
Carta ao Pai Natal 2009
Querido Pai Natal,
sinceramente... este ano, não estou com pachorra para pedir seja o que for. Não vou fazer uma lista, dividida por cartas aqui publicadas, não vou fazer choradinhos, chantagens ou ameaças. Estou a ser o mais honesta possível.
Não te peço caixas de chocolates, CD's, livros, nem roupa.
Olha, fazemos o seguinte: distribui as prendas à malta, que eu fico com o último embrulhozinho do saco. Aquele pequenino que sobra sempre e que fica escondido numa dobra do teu saco mágico...
Xau-xau e até daqui a uns dias.
Beijinhos,
Cristina
sinceramente... este ano, não estou com pachorra para pedir seja o que for. Não vou fazer uma lista, dividida por cartas aqui publicadas, não vou fazer choradinhos, chantagens ou ameaças. Estou a ser o mais honesta possível.
Não te peço caixas de chocolates, CD's, livros, nem roupa.
Olha, fazemos o seguinte: distribui as prendas à malta, que eu fico com o último embrulhozinho do saco. Aquele pequenino que sobra sempre e que fica escondido numa dobra do teu saco mágico...
Xau-xau e até daqui a uns dias.
Beijinhos,
Cristina
1 de dezembro de 2009
December mood
Quase sem dar por ela chegámos a Dezembro. E começo a olhar para trás. No momento em que escrevo, entrámos no dia 2 de Dezembro há coisa de cinco minutos; temos, portanto, 29 longos dias para preparar a Passagem para 2010 e 22 longos dias para preparar o Natal e comprar as prendas.
Hoje... digo, ontem, dia 1... PRECISEI de fazer a árvore de Natal. Ainda não me sinto imbuída do espírito a época, prendas compradas é mentira, paciência e tempo para as fazer idem aspas. Pôr luzinhas, bolinhas, anjinhos, Pais-Natal miniaturas, sininhos e outros "inhos" na árvore e tornar mais natalícia a minha sala de estar foi o primeiro passo.
Precisamente, há um ano escrevi isto. E agora estou a preparar-me para o mesmo, mas com uma semana de atraso. É o que preciso para animar, levantar o ânimo e enfrentar o doce tormento de Dezembro com alma renovada.
A música que me acompanha: Mazzy Star - Flowers in December
Hoje... digo, ontem, dia 1... PRECISEI de fazer a árvore de Natal. Ainda não me sinto imbuída do espírito a época, prendas compradas é mentira, paciência e tempo para as fazer idem aspas. Pôr luzinhas, bolinhas, anjinhos, Pais-Natal miniaturas, sininhos e outros "inhos" na árvore e tornar mais natalícia a minha sala de estar foi o primeiro passo.
Precisamente, há um ano escrevi isto. E agora estou a preparar-me para o mesmo, mas com uma semana de atraso. É o que preciso para animar, levantar o ânimo e enfrentar o doce tormento de Dezembro com alma renovada.
A música que me acompanha: Mazzy Star - Flowers in December
Dicionário de Português - Português
verbalizar
v. tr.
Tornar verbal.
Podem vir enxurradas de palavras, mais ou menos compridas, mais ou menos eruditas, mais ou menos complicadas. Podem vir dezenas - centenas, milhares, dezenas de milhares de milhões de biliões - de pequenas letrinhas desenhar no céu outras pequenas palavrinhas, suficientes para escrever um livro. Porque tudo o que quero dizer é tão simples que é impossível haver mal-entendidos:
Gosto de ti!
v. tr.
Tornar verbal.
Podem vir enxurradas de palavras, mais ou menos compridas, mais ou menos eruditas, mais ou menos complicadas. Podem vir dezenas - centenas, milhares, dezenas de milhares de milhões de biliões - de pequenas letrinhas desenhar no céu outras pequenas palavrinhas, suficientes para escrever um livro. Porque tudo o que quero dizer é tão simples que é impossível haver mal-entendidos:
Gosto de ti!
27 de novembro de 2009
26 de novembro de 2009
Jornalismo ou prostituição?
Estamos em crise. Toda a gente já reparou nisso. É inevitável. Até a pessoa mais desatenta do Mundo consegue compreender que a época não está para brincadeiras. Um jornal não foge à regra. Há contas para pagar, há funcionários que precisam dos ordenados, há serviços que têm de ser cobrados, etc, etc, etc.
E o DL Times não é excepção. Todos os finais de mês, percebe-se quando estamos prestes a atingir o famigerado 'cash-flow' positivo. Mas há meses melhores que outros e nós não somos o Correio da Manhã. E a receita mensal é sempre a mesma: cobrar, cobrar, cobrar, fazer assinaturas, fazer contratos de publicidade... and so on.
Mas há coisas que me apoquentam todos os finais de mês. Mais do que saber, em que dia, cai o ordenado, é a capacidade do departamento comercial em vender notícias. Têm clientes. Clientes entram com dinheiro. Clientes 'choramingam' contrapartidas. Vendedoras vendem publicidade a troco de notícias. E volta e meia lá vem o e-mail a "pedir" para serem feitas notícias sobre loja/bar/restaurante/salão de cabeleireiro que remodelou instalações, ou fez 9 anos e seis meses, ou que passou a ter música ao vivo.
Enquanto jornalista, apesar de compreender que esta notícia significa mais uns quantos euros para o bolo, sinto-me defraudada, aprostituzada, desmotivada quanto à minha verdadeira missão: informar o meu leitor de eventos, efectivamente, importantes.
Esta semana, foi demais. Cheguei ao cúmulo de perguntar em cada manhã ao novo chefe: "S. o que é que tens para aí encomendado?!". Se não fosse tão ridículo, dava vontade de rir, até porque, nós, jornalistas, somos obrigados a perceber o que motiva o departamento comercial, mas aquelas cabecinhas não fazem um mínimo de esforço para perceber o nosso compromisso enquanto jornalistas.
23 de novembro de 2009
Problemas de Expressão
Dei por mim a ouvir os podcasts de algumas rubricas que passam nas diversas estações de rádio. Comecei pela nova 'Caderneta de Cromos', da Rádio Comercial, da autoria de Nuno Markl (simplesmente uma delícia), depois passei à 'Janela Indiscreta' de um dos meus comunicadores de eleição, Pedro Rolo Duarte.
E apercebi-me que, passei o dia a ouvir. A ouvir 'O amor é...', a ouvir gente a discutir, a ouvir pessoas a dizer "a doutora está em reunião", a ouvir o som de buzinas, porque os semáforos da cidade estão desligados há uma semana, a ouvir o ruído da estática a caminho de casa, a ouvir o som da água a correr para a banheira, a ouvir-me a cantarolar dentro de água... depois a ouvir os programas.
Ouvi muito e expressei-me muito pouco. Grave, em quem ganha a vida a comunicar.
Música que me acompanha: Clã - Problema de Expressão