1 de dezembro de 2009

December mood

Quase sem dar por ela chegámos a Dezembro. E começo a olhar para trás. No momento em que escrevo, entrámos no dia 2 de Dezembro há coisa de cinco minutos; temos, portanto, 29 longos dias para preparar a Passagem para 2010 e 22 longos dias para preparar o Natal e comprar as prendas.

Hoje... digo, ontem, dia 1... PRECISEI de fazer a árvore de Natal. Ainda não me sinto imbuída do espírito a época, prendas compradas é mentira, paciência e tempo para as fazer idem aspas. Pôr luzinhas, bolinhas, anjinhos, Pais-Natal miniaturas, sininhos e outros "inhos" na árvore e tornar mais natalícia a minha sala de estar foi o primeiro passo.

Precisamente, há um ano escrevi isto. E agora estou a preparar-me para o mesmo, mas com uma semana de atraso. É o que preciso para animar, levantar o ânimo e enfrentar o doce tormento de Dezembro com alma renovada.

A música que me acompanha: Mazzy Star - Flowers in December

Dicionário de Português - Português

verbalizar
v. tr.
Tornar verbal.


Podem vir enxurradas de palavras, mais ou menos compridas, mais ou menos eruditas, mais ou menos complicadas. Podem vir dezenas - centenas, milhares, dezenas de milhares de milhões de biliões - de pequenas letrinhas desenhar no céu outras pequenas palavrinhas, suficientes para escrever um livro. Porque tudo o que quero dizer é tão simples que é impossível haver mal-entendidos:

Gosto de ti!

27 de novembro de 2009

Peppermint taste

Sabe a hortelã-pimenta aquele "bom dia" dengoso que só tu sabes dar.

26 de novembro de 2009

Jornalismo ou prostituição?

Estamos em crise. Toda a gente já reparou nisso. É inevitável. Até a pessoa mais desatenta do Mundo consegue compreender que a época não está para brincadeiras. Um jornal não foge à regra. Há contas para pagar, há funcionários que precisam dos ordenados, há serviços que têm de ser cobrados, etc, etc, etc.

E o DL Times não é excepção. Todos os finais de mês, percebe-se quando estamos prestes a atingir o famigerado 'cash-flow' positivo. Mas há meses melhores que outros e nós não somos o Correio da Manhã. E a receita mensal é sempre a mesma: cobrar, cobrar, cobrar, fazer assinaturas, fazer contratos de publicidade... and so on.

Mas há coisas que me apoquentam todos os finais de mês. Mais do que saber, em que dia, cai o ordenado, é a capacidade do departamento comercial em vender notícias. Têm clientes. Clientes entram com dinheiro. Clientes 'choramingam' contrapartidas. Vendedoras vendem publicidade a troco de notícias. E volta e meia lá vem o e-mail a "pedir" para serem feitas notícias sobre loja/bar/restaurante/salão de cabeleireiro que remodelou instalações, ou fez 9 anos e seis meses, ou que passou a ter música ao vivo.

Enquanto jornalista, apesar de compreender que esta notícia significa mais uns quantos euros para o bolo, sinto-me defraudada, aprostituzada, desmotivada quanto à minha verdadeira missão: informar o meu leitor de eventos, efectivamente, importantes.

Esta semana, foi demais. Cheguei ao cúmulo de perguntar em cada manhã ao novo chefe: "S. o que é que tens para aí encomendado?!". Se não fosse tão ridículo, dava vontade de rir, até porque, nós, jornalistas, somos obrigados a perceber o que motiva o departamento comercial, mas aquelas cabecinhas não fazem um mínimo de esforço para perceber o nosso compromisso enquanto jornalistas.

23 de novembro de 2009

Problemas de Expressão

Dei por mim a ouvir os podcasts de algumas rubricas que passam nas diversas estações de rádio. Comecei pela nova 'Caderneta de Cromos', da Rádio Comercial, da autoria de Nuno Markl (simplesmente uma delícia), depois passei à 'Janela Indiscreta' de um dos meus comunicadores de eleição, Pedro Rolo Duarte.

E apercebi-me que, passei o dia a ouvir. A ouvir 'O amor é...', a ouvir gente a discutir, a ouvir pessoas a dizer "a doutora está em reunião", a ouvir o som de buzinas, porque os semáforos da cidade estão desligados há uma semana, a ouvir o ruído da estática a caminho de casa, a ouvir o som da água a correr para a banheira, a ouvir-me a cantarolar dentro de água... depois a ouvir os programas.

Ouvi muito e expressei-me muito pouco. Grave, em quem ganha a vida a comunicar.

Música que me acompanha: Clã - Problema de Expressão

19 de novembro de 2009

O dia em que 100% da minha vida correu bem

- abri o mail e já lá tinha três sorrisos magníficos;

- a directora informou-me que o estágio profissional já estava aprovado (depois de cerca de oito meses de espera);

- ao fim do dia, bebi café com o ex-chefinho e com os restantes 66% da minha motivação laboral e percebi que, realmente, os amigos são o melhor do mundo;

- estava a fazer zapping pela rádio, enquanto conduzia (feliz) para casa, e ouvi algumas das minhas músicas favoritas quase de seguida;

- todos os dias, me apaixono mais um bocadinho pelo menino mais lindo.

Dicionário de Português - Português

sonhar
v. intr.
1. Ter um sonho ou sonhos.
2. Fantasiar; devanear.
3. Ter ideia fixa.
4. Cuidar em.
5. Pensar com insistência em.
v. tr.
6. Ver em sonhos.

s. m.
7. Sonho.

Um destes dias, acordei em sobressalto. Não foi um pesadelo. Foi um sonho que me deixou atordoada. Acordada, perguntei-me: "foi mesmo um sonho, ou isto passou-se realmente comigo?". Era demasiado bom. Só podia ser mesmo um sonho.

15 de novembro de 2009

Passado em caixotes. Um álbum de futuros.

Volta e meia, dou uma volta pelo quarto e faço uma selecção do que fica ou não fica "à mão de semear". E todas as vezes que faço isso, tenho a leve sensação que encaixoto pedaços do meu passado, recente ou não. Escondidinhos e longe dos olhares indiscretos permanecem certos bocadinhos quase insignificantes da Cristina de há uns meses, ou anos.

Hoje, olhei para fotografias e desejei ardentemente construir novos álbuns com imagens dos tempos que correm. Destes tempos em que estou tão feliz.

Por isso, lanço um apelo a todos vocês que me lêem: enviem-me fotografias vossas. Cópias de imagens em que são felizes. Quero construir um álbum de sorrisos. O email está ali ao lado.

13 de novembro de 2009

Toques, sabores e sons

A chuva cai lá fora. Oiço os pingos a baterem na janela. Nasce-me uma vontade quase louca de sair e gritar. Porque é só isso que me apetece: gritar, para libertar todo o ruído que ocupa espaço no meu corpo.

Toda uma estranheza de sentimentos que me invade: gosto, não gosto, quero, não quero, durmo, acordo, tenho fome, tenho sede, espero e desespero. Vivo.

Música que me acompanha - Leonard Cohen: In My Secret Life

Aviso desde já...

... que se alguém me andar a escutar, as últimas chamadas que fiz foram para a minha mãe e para um professor que me ia dar umas informações. Mais que isso, é mentira. Esclareço já, para evitar que os senhores do DIAP percam tempo comigo.
 

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