6 de outubro de 2009

Olha o ego, Cristina Maria





Cabelo perfeito. Um sorriso maravilhoso. Uma pele linda. Um corpo de sonho. Quando vejo esta mulher, sinto-me tão bonita como uma marmota.



(foto tirada daqui)

Música que me acompanha: Marilyn Manson - Beautiful People

4 de outubro de 2009

Cristina e as contas

Estamos a 4 de Outubro. Véspera de mais um feriado. Há cerca de um mês andava com o estômago todo o embrulhado só de pensar nas despesas que tinha. Além do seguro, tinha o selo, revisão e inspecção do Cristina-mobile, tinha consultas no dentista (que obrigatoriamente resultavam em despesa na farmácia), deslocações diárias para Leiria (que, parecendo que não, pesam no orçamento mensal) e a alimentação.

Tudo bem misturado, ia resultar em, sensivelmente, 30 euros negativos. Pedi (encarecidamente) que uma boa alma me metesse em coma durante um mês, mas os meus desejos não foram atendidos e chego ao início de Outubro com 57 euros na conta e 10 (e uns trocos) na carteira.

Enfim. O agradável resultado de um mês de 'aperta o cinto'. Para isso contribuiu o facto de ter andado um mês a almoçar sandes de queijo, ou sandes de manteiga, ou sandes de presunto, ou fatias de pizza - coisinhas saudáveis, portanto. Também não fiz viagens de qualquer espécie, a inspecção e revisão foram mais baixas do que aquilo que tinha apontado e o dentista não cobrou a consulta.

Em Outubro, estou mais desafogada (já era tempo). Já posso fazer refeições decentes, um passeiozito de alguns dias, uma prendinha para ele e as compras para mim, e que ando a evitar há séculos. Como diria o Caco Antibes: tenho horror a pobre!

Música que me acompanha: Monty Python - Always Look On The Bright Side of Life

2 de outubro de 2009

O dia em que o meu mundo abanou

O meu perímetro de segurança (a minha família) sofreu hoje um abalo de 9.9 na escala de Richter. Foi de tal forma violento que me obrigou a vir escrever, na tentativa de acalmar e deixar de chorar. Escrever costuma ter o condão de me tranquilizar.

Descobrimos que um dos meus primos mais novos tem uma arritmia cardíaca desde nascença. Um miúdo que mal completou 13 anos. Um miúdo que vive para o futebol. Como é que não foi descoberto antes?! Ele joga futebol. Por Cristo!! Podia ter caído em campo. Em vez de sermos um núcleo de nove primos, podíamos ser só oito, se a coisa tem dado para o torto. Não me conformo com a sorte do Piolho. Não é justo para ele ter de deixar aquilo que mais gosta.

Desculpem. Estou revoltada.

Música que me acompanha: Ramones - I wanna be sedated

29 de setembro de 2009

Dicionário de Português-Português

distância
s. f.
1. Intervalo entre dois pontos, dois lugares, dois objectos!
2. Afastamento.
3. Grande diferença; desproporção; longitude.
4. Período de tempo que medeia entre dois factos, duas ocasiões ou épocas.
5. Fig. Diferença entre categorias sociais.


A distância que separa um ponto A de um ponto B é directamente proporcional à importância que têm: muita distância = muita importância; pouca importância = pouca distância.

À laia de criança impaciente para chegar ao parque de diversões, pergunto: falta muito?

28 de setembro de 2009

ABC da Sedução

Fui desafiada pela amiga do coração para sermos as únicas pessoas numa sala de cinema a meio da tarde de segunda-feira. Aproveitando a deixa, fomos ver o (tipicamente de gaja) 'The Ugly Truth', com a Katherine Heigl e o Gerard Butler.

O veredicto? Giro, giro, giro... estávamos cinco mulheres dentro de uma sala de cinema a rir que nem umas perdidas, que me deixou tranquila sabendo que existem pelo menos mais três gajas malucas nesta cidade.

A linha do filme é simples: uma produtora de televisão vê que o programa que possui está a perder audiências, sendo que a administração contrata um desbocado / machista / irritante comentador de relações. O género de homem que afirma como verdade incontornável que os homens só andam com as mulheres para as 'comerem'. E o que o único interesse das mulheres é "as mamas e o cu" (sic). Ela toda certinha, controladora e ele, isto...

Às duas por três, ele ajuda-a a conquistar o homem perfeito. Até que se apercebem que estão apaixonados (sim, mais do mesmo, dizem vocês, homens). Mas para, nós, gajas, é giro. E ri muitooooo. Para acabar em beleza, nada melhor que um cheesecake.

O filme é todo cheio daqueles clichézinhos que toda a gente odeia, mas é uma comédia divertidíssima. Valeu a pena ter abdicado do meu livro e do meu sofá.

26 de setembro de 2009

Vagas de pensamentos

Estou, neste momento, sozinha no jornal (Chefe, se me estiveres a ler, são quase 18h00 - hora de saída - e já tenho tudo feito!).

Gosto de trabalhar aos sábado. Parece um contra-senso ao que costumo dizer - que sou social, que gosto de me sentir rodeada de pessoas - mas, gosto mesmo de trabalhar aos sábados. Estou sozinha, trabalho ao meu ritmo, ando descalça na redacção e sou dona e senhora do meu tempo e da gestão que faço dele. Normalmente, são dias calmos e, especialmente, hoje, neste dia de fim de Setembro.

É engraçado apreciar que, no fim-de-semana, as pessoas acordam mais tarde e posso assistir ao levantar da cidade. Às vezes, desejo que todos os dias sejam sábado. Apesar de gostar do frenesim diário da redacção e de tudo o que envolve trabalhar num produto que é, efectivamente, bom, a calma dos sábados nestas quatro paredes, deste quarto andar (aos sábados, não esqueçam), deixa-me descansada no tempo de descanso que vem a seguir.

Amanhã, ao contrário das outras semanas em que trabalho ao sábado, não vou estar de folga. Vai ser um dia stressante, com eleições, e resultados, e telefonemas, e textos políticos, e percentagens...

Na segunda-feira, quando toda a gente acorda cedo para trabalhar, vou estar a dormir e aproveitar as simples 24 horas que o calendário de trabalho me destinou ao descanso. Descanso. Já a escrevi, neste texto, várias vezes, mesmo com os seus múltiplos associados. É uma palavra engraçada, mas temo começar a esquecer o que significa. Ando muito cansada e qualquer coisa me deixa os nervos em franja. Choramingo sem razão aparente. Resmungo com quem não devia. Calo-me quando devia resmungar. Mas tenho mais... (deixa pensar)... três semanas... de trabalho pela frente antes de conseguir tirar uns dias para pôr o descanso em dia.

30 anos


Estes sim, são os verdadeiros ministros.

(foto tirada daqui)

24 de setembro de 2009

Sondagem

Nestes períodos eleitorais, é bastante comum ouvir a palavra "sondagem", ou porque é giro, ou porque está na moda, ou porque dá mais uma arma de arremesso entre partidos quando as ofensas já não são suficientes. Assim, também eu, também eu vou fazer uma sondagem.

Pergunta: Devo eu tirar férias em que altura?
1 - Mal acabe o período eleitoral;
2 - Mal os períodos de férias dos meus colegas se esgotem;
3 - Um nadinha antes de dar entrada no hospital psiquiátrico mais próximo;
3 - Um nadinha antes de atirar um dos meus colegas pela varanda do 4.º andar.

No domingo, faço as percentagens e apresento os resultados. Até lá, respondam em consciência e sentido de dever cívico cumprido.

Um aparte
Breve passagem do livro 'Os Filhos da Meia-Noite' de Salman Rushdie:
Mas ele, na realidade, não gostava da democracia: «Malditas sejam as eleições, capitão - dizia ele - Sempre que há eleições, acontecem coisas ruins e os nossos concidadãos portam-se como palhaços.» Eu, apanhado pela febre-da-revolução, nunca discuti com o meu mentor.

23 de setembro de 2009

Sobre Amor

A verdade é que anda muito boa gente enganada quando houve falar da localidade de Amor, no concelho de Leiria. A culpa é do Fernando Alvim e do programa 'Prova Oral' - é o que dá não se conhecerem os sítios de que se ouve falar. Mas desmistifico já: é uma aldeia igual a tantas outras espalhadas por esse País fora.

Sim, o nome é sugestivo e faz-nos pensar que aquela freguesia é o último bastião dos enamorados. E sim, a lenda que dá nome à freguesia é a coisa mais porreira da dita - na minha opinião. Os moradores de Amor devem ter outra.

Fui à Wikipédia buscar a lenda, porque (honestamente) não me apetecia escrever palavra-por-palavra a já referida lenda. Assim:

Fazia o Senhor Rei D.Dinis e a sua Santa mulher, a Rainha Isabel, uma mais demorada pousada em Leiria, talvez para descansar dos muitos a fazeres do seu alto cargo. Um dia, o Rei passeando no seu fogoso corcel, galopou, galopou, campos fora, e, lá longe, num pequeno lugar vê uma camponesa formosa como nenhuma outra se vira ainda em muitas léguas ao derredor.
Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor. As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.
Também a Rainha soube dos novos amores do seu marido e Rei e, para lhe mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho por onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.
D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde voltava, com grande alumiação, de muitos fogachos, viu estar ali uma muda intenção crítica da Rainha, e exclamou: "Até aqui cego vim!" E o sítio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim", que, por uma natural corruptela popular se chama hoje Segodim.


E é isto. Para complementar (e ainda retirado da Wikipédia): Amor é uma freguesia portuguesa do concelho de Leiria, com 18,13 km² de área e 4 738 habitantes (2001). Densidade: 261,3 hab/km². As principais localidades desta freguesia são Amor, Casal dos Claros, Barreiros, Coucinheira, Casal Novo e Toco. Alguém avise o Fernando Alvim, por favor.

22 de setembro de 2009

You're like needing glasses

Em Anatomia de Grey, duas médicas envolvem-se. A Erica começa a descobrir a sua sexualidade e, depois de uma noite com a Callie, declara-se da forma mais entusiástica possível.

Erica: This is like needing glasses.
Callie: I blinded you?
Erica: No...when I was a kid, I would get these head aches, and I went to the doctor and they said that I needed glasses. I didn't understand that--it didn't make sense to me because I could see fine. And then I get the glasses, and I put them on, and I'm in the car on the way home and suddenly I yell...because the big green blobs I had been staring at my whole life, they weren't big green blobs--they were leaves...on trees. I could see the leaves. And I didn't even know I was missing the leaves--I didn't even know that leaves existed! And then...leaves!...You are glasses.
 

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