29 de setembro de 2009

Dicionário de Português-Português

distância
s. f.
1. Intervalo entre dois pontos, dois lugares, dois objectos!
2. Afastamento.
3. Grande diferença; desproporção; longitude.
4. Período de tempo que medeia entre dois factos, duas ocasiões ou épocas.
5. Fig. Diferença entre categorias sociais.


A distância que separa um ponto A de um ponto B é directamente proporcional à importância que têm: muita distância = muita importância; pouca importância = pouca distância.

À laia de criança impaciente para chegar ao parque de diversões, pergunto: falta muito?

28 de setembro de 2009

ABC da Sedução

Fui desafiada pela amiga do coração para sermos as únicas pessoas numa sala de cinema a meio da tarde de segunda-feira. Aproveitando a deixa, fomos ver o (tipicamente de gaja) 'The Ugly Truth', com a Katherine Heigl e o Gerard Butler.

O veredicto? Giro, giro, giro... estávamos cinco mulheres dentro de uma sala de cinema a rir que nem umas perdidas, que me deixou tranquila sabendo que existem pelo menos mais três gajas malucas nesta cidade.

A linha do filme é simples: uma produtora de televisão vê que o programa que possui está a perder audiências, sendo que a administração contrata um desbocado / machista / irritante comentador de relações. O género de homem que afirma como verdade incontornável que os homens só andam com as mulheres para as 'comerem'. E o que o único interesse das mulheres é "as mamas e o cu" (sic). Ela toda certinha, controladora e ele, isto...

Às duas por três, ele ajuda-a a conquistar o homem perfeito. Até que se apercebem que estão apaixonados (sim, mais do mesmo, dizem vocês, homens). Mas para, nós, gajas, é giro. E ri muitooooo. Para acabar em beleza, nada melhor que um cheesecake.

O filme é todo cheio daqueles clichézinhos que toda a gente odeia, mas é uma comédia divertidíssima. Valeu a pena ter abdicado do meu livro e do meu sofá.

26 de setembro de 2009

Vagas de pensamentos

Estou, neste momento, sozinha no jornal (Chefe, se me estiveres a ler, são quase 18h00 - hora de saída - e já tenho tudo feito!).

Gosto de trabalhar aos sábado. Parece um contra-senso ao que costumo dizer - que sou social, que gosto de me sentir rodeada de pessoas - mas, gosto mesmo de trabalhar aos sábados. Estou sozinha, trabalho ao meu ritmo, ando descalça na redacção e sou dona e senhora do meu tempo e da gestão que faço dele. Normalmente, são dias calmos e, especialmente, hoje, neste dia de fim de Setembro.

É engraçado apreciar que, no fim-de-semana, as pessoas acordam mais tarde e posso assistir ao levantar da cidade. Às vezes, desejo que todos os dias sejam sábado. Apesar de gostar do frenesim diário da redacção e de tudo o que envolve trabalhar num produto que é, efectivamente, bom, a calma dos sábados nestas quatro paredes, deste quarto andar (aos sábados, não esqueçam), deixa-me descansada no tempo de descanso que vem a seguir.

Amanhã, ao contrário das outras semanas em que trabalho ao sábado, não vou estar de folga. Vai ser um dia stressante, com eleições, e resultados, e telefonemas, e textos políticos, e percentagens...

Na segunda-feira, quando toda a gente acorda cedo para trabalhar, vou estar a dormir e aproveitar as simples 24 horas que o calendário de trabalho me destinou ao descanso. Descanso. Já a escrevi, neste texto, várias vezes, mesmo com os seus múltiplos associados. É uma palavra engraçada, mas temo começar a esquecer o que significa. Ando muito cansada e qualquer coisa me deixa os nervos em franja. Choramingo sem razão aparente. Resmungo com quem não devia. Calo-me quando devia resmungar. Mas tenho mais... (deixa pensar)... três semanas... de trabalho pela frente antes de conseguir tirar uns dias para pôr o descanso em dia.

30 anos


Estes sim, são os verdadeiros ministros.

(foto tirada daqui)

24 de setembro de 2009

Sondagem

Nestes períodos eleitorais, é bastante comum ouvir a palavra "sondagem", ou porque é giro, ou porque está na moda, ou porque dá mais uma arma de arremesso entre partidos quando as ofensas já não são suficientes. Assim, também eu, também eu vou fazer uma sondagem.

Pergunta: Devo eu tirar férias em que altura?
1 - Mal acabe o período eleitoral;
2 - Mal os períodos de férias dos meus colegas se esgotem;
3 - Um nadinha antes de dar entrada no hospital psiquiátrico mais próximo;
3 - Um nadinha antes de atirar um dos meus colegas pela varanda do 4.º andar.

No domingo, faço as percentagens e apresento os resultados. Até lá, respondam em consciência e sentido de dever cívico cumprido.

Um aparte
Breve passagem do livro 'Os Filhos da Meia-Noite' de Salman Rushdie:
Mas ele, na realidade, não gostava da democracia: «Malditas sejam as eleições, capitão - dizia ele - Sempre que há eleições, acontecem coisas ruins e os nossos concidadãos portam-se como palhaços.» Eu, apanhado pela febre-da-revolução, nunca discuti com o meu mentor.

23 de setembro de 2009

Sobre Amor

A verdade é que anda muito boa gente enganada quando houve falar da localidade de Amor, no concelho de Leiria. A culpa é do Fernando Alvim e do programa 'Prova Oral' - é o que dá não se conhecerem os sítios de que se ouve falar. Mas desmistifico já: é uma aldeia igual a tantas outras espalhadas por esse País fora.

Sim, o nome é sugestivo e faz-nos pensar que aquela freguesia é o último bastião dos enamorados. E sim, a lenda que dá nome à freguesia é a coisa mais porreira da dita - na minha opinião. Os moradores de Amor devem ter outra.

Fui à Wikipédia buscar a lenda, porque (honestamente) não me apetecia escrever palavra-por-palavra a já referida lenda. Assim:

Fazia o Senhor Rei D.Dinis e a sua Santa mulher, a Rainha Isabel, uma mais demorada pousada em Leiria, talvez para descansar dos muitos a fazeres do seu alto cargo. Um dia, o Rei passeando no seu fogoso corcel, galopou, galopou, campos fora, e, lá longe, num pequeno lugar vê uma camponesa formosa como nenhuma outra se vira ainda em muitas léguas ao derredor.
Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor. As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.
Também a Rainha soube dos novos amores do seu marido e Rei e, para lhe mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho por onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.
D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde voltava, com grande alumiação, de muitos fogachos, viu estar ali uma muda intenção crítica da Rainha, e exclamou: "Até aqui cego vim!" E o sítio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim", que, por uma natural corruptela popular se chama hoje Segodim.


E é isto. Para complementar (e ainda retirado da Wikipédia): Amor é uma freguesia portuguesa do concelho de Leiria, com 18,13 km² de área e 4 738 habitantes (2001). Densidade: 261,3 hab/km². As principais localidades desta freguesia são Amor, Casal dos Claros, Barreiros, Coucinheira, Casal Novo e Toco. Alguém avise o Fernando Alvim, por favor.

22 de setembro de 2009

You're like needing glasses

Em Anatomia de Grey, duas médicas envolvem-se. A Erica começa a descobrir a sua sexualidade e, depois de uma noite com a Callie, declara-se da forma mais entusiástica possível.

Erica: This is like needing glasses.
Callie: I blinded you?
Erica: No...when I was a kid, I would get these head aches, and I went to the doctor and they said that I needed glasses. I didn't understand that--it didn't make sense to me because I could see fine. And then I get the glasses, and I put them on, and I'm in the car on the way home and suddenly I yell...because the big green blobs I had been staring at my whole life, they weren't big green blobs--they were leaves...on trees. I could see the leaves. And I didn't even know I was missing the leaves--I didn't even know that leaves existed! And then...leaves!...You are glasses.

21 de setembro de 2009

GRRRRRRRRRRRRR

Odeio que me queiram fazer passar por parva, porque (sortezinha a minha) parva é coisa que não sou. Um dia destes, rodo a baiana e levo tudo à frente.

Música do dia

20 de setembro de 2009

Ordem na desordem?

Na minha profissão, além do Sindicato e da (castrante) Entidade Reguladora, conhecida por ERC, somos também geridos pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), uma entidade misteriosa que nos dá o tão almejado número de trabalho que nos permite ser jornalistas (?).

Hoje, no Twitter, voltou-se a discutir a eventualidade de criar uma Ordem dos Jornalistas, para pôr (de vez?) ordem no caos que existe no acesso à profissão.

Por exemplo: pedi a minha Carteira Profissional em Março, apesar de ter começado a exercer alguns meses antes. No formulário, escrevi que tinha começado a trabalhar em Julho. O meu chefe anexou uma declaração em como tinha começado em Julho. Paguei quase 20 euros por um cartão verde que atesta o número do meu "Título Provisório", mas que atesta que comecei... em Março. Nesta altura do campeonato, já podia ter a Carteira de Jornalista, mas continuo com uma verdinha sem graça, que me avisa que sou estagiária até Março do próximo ano, exactamente 20 meses depois de ter começado a exercer.

As renovações - cada 2 anos - são uma pequena fortuna. Sem contar com o facto da CCPJ só servir para isso mesmo: emitir e gerir os cartões. Todos sabemos de antemão que há anos, "n" jornalistas trabalham sem o cartaozinho. São menos jornalistas que isso? Provavelmente, são-no muito mais que eu que ando aqui há 2 dias. Mas os problemas não se limitam à emissão de Carteiras: prendem-se essencialmente com, outro exemplo, questões deontológicas and so on.

Vou seguir as discussões com atenção e meditar.
 

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