24 de setembro de 2009

Sondagem

Nestes períodos eleitorais, é bastante comum ouvir a palavra "sondagem", ou porque é giro, ou porque está na moda, ou porque dá mais uma arma de arremesso entre partidos quando as ofensas já não são suficientes. Assim, também eu, também eu vou fazer uma sondagem.

Pergunta: Devo eu tirar férias em que altura?
1 - Mal acabe o período eleitoral;
2 - Mal os períodos de férias dos meus colegas se esgotem;
3 - Um nadinha antes de dar entrada no hospital psiquiátrico mais próximo;
3 - Um nadinha antes de atirar um dos meus colegas pela varanda do 4.º andar.

No domingo, faço as percentagens e apresento os resultados. Até lá, respondam em consciência e sentido de dever cívico cumprido.

Um aparte
Breve passagem do livro 'Os Filhos da Meia-Noite' de Salman Rushdie:
Mas ele, na realidade, não gostava da democracia: «Malditas sejam as eleições, capitão - dizia ele - Sempre que há eleições, acontecem coisas ruins e os nossos concidadãos portam-se como palhaços.» Eu, apanhado pela febre-da-revolução, nunca discuti com o meu mentor.

23 de setembro de 2009

Sobre Amor

A verdade é que anda muito boa gente enganada quando houve falar da localidade de Amor, no concelho de Leiria. A culpa é do Fernando Alvim e do programa 'Prova Oral' - é o que dá não se conhecerem os sítios de que se ouve falar. Mas desmistifico já: é uma aldeia igual a tantas outras espalhadas por esse País fora.

Sim, o nome é sugestivo e faz-nos pensar que aquela freguesia é o último bastião dos enamorados. E sim, a lenda que dá nome à freguesia é a coisa mais porreira da dita - na minha opinião. Os moradores de Amor devem ter outra.

Fui à Wikipédia buscar a lenda, porque (honestamente) não me apetecia escrever palavra-por-palavra a já referida lenda. Assim:

Fazia o Senhor Rei D.Dinis e a sua Santa mulher, a Rainha Isabel, uma mais demorada pousada em Leiria, talvez para descansar dos muitos a fazeres do seu alto cargo. Um dia, o Rei passeando no seu fogoso corcel, galopou, galopou, campos fora, e, lá longe, num pequeno lugar vê uma camponesa formosa como nenhuma outra se vira ainda em muitas léguas ao derredor.
Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor. As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.
Também a Rainha soube dos novos amores do seu marido e Rei e, para lhe mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho por onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.
D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde voltava, com grande alumiação, de muitos fogachos, viu estar ali uma muda intenção crítica da Rainha, e exclamou: "Até aqui cego vim!" E o sítio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim", que, por uma natural corruptela popular se chama hoje Segodim.


E é isto. Para complementar (e ainda retirado da Wikipédia): Amor é uma freguesia portuguesa do concelho de Leiria, com 18,13 km² de área e 4 738 habitantes (2001). Densidade: 261,3 hab/km². As principais localidades desta freguesia são Amor, Casal dos Claros, Barreiros, Coucinheira, Casal Novo e Toco. Alguém avise o Fernando Alvim, por favor.

22 de setembro de 2009

You're like needing glasses

Em Anatomia de Grey, duas médicas envolvem-se. A Erica começa a descobrir a sua sexualidade e, depois de uma noite com a Callie, declara-se da forma mais entusiástica possível.

Erica: This is like needing glasses.
Callie: I blinded you?
Erica: No...when I was a kid, I would get these head aches, and I went to the doctor and they said that I needed glasses. I didn't understand that--it didn't make sense to me because I could see fine. And then I get the glasses, and I put them on, and I'm in the car on the way home and suddenly I yell...because the big green blobs I had been staring at my whole life, they weren't big green blobs--they were leaves...on trees. I could see the leaves. And I didn't even know I was missing the leaves--I didn't even know that leaves existed! And then...leaves!...You are glasses.

21 de setembro de 2009

GRRRRRRRRRRRRR

Odeio que me queiram fazer passar por parva, porque (sortezinha a minha) parva é coisa que não sou. Um dia destes, rodo a baiana e levo tudo à frente.

Música do dia

20 de setembro de 2009

Ordem na desordem?

Na minha profissão, além do Sindicato e da (castrante) Entidade Reguladora, conhecida por ERC, somos também geridos pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), uma entidade misteriosa que nos dá o tão almejado número de trabalho que nos permite ser jornalistas (?).

Hoje, no Twitter, voltou-se a discutir a eventualidade de criar uma Ordem dos Jornalistas, para pôr (de vez?) ordem no caos que existe no acesso à profissão.

Por exemplo: pedi a minha Carteira Profissional em Março, apesar de ter começado a exercer alguns meses antes. No formulário, escrevi que tinha começado a trabalhar em Julho. O meu chefe anexou uma declaração em como tinha começado em Julho. Paguei quase 20 euros por um cartão verde que atesta o número do meu "Título Provisório", mas que atesta que comecei... em Março. Nesta altura do campeonato, já podia ter a Carteira de Jornalista, mas continuo com uma verdinha sem graça, que me avisa que sou estagiária até Março do próximo ano, exactamente 20 meses depois de ter começado a exercer.

As renovações - cada 2 anos - são uma pequena fortuna. Sem contar com o facto da CCPJ só servir para isso mesmo: emitir e gerir os cartões. Todos sabemos de antemão que há anos, "n" jornalistas trabalham sem o cartaozinho. São menos jornalistas que isso? Provavelmente, são-no muito mais que eu que ando aqui há 2 dias. Mas os problemas não se limitam à emissão de Carteiras: prendem-se essencialmente com, outro exemplo, questões deontológicas and so on.

Vou seguir as discussões com atenção e meditar.

18 de setembro de 2009

Luta de titãs

Só agora - 23h35 - é que estou sentada, calma e tranquilamente, ao computador e a ler tudo o que se escreveu sobre a manchete do Diário de Notícias. Veredicto: hiper-grave. E este vai ser um dos meus posts mais sérios de sempre.

A primeira coisa que me vem à cabeça é: como é que o DN teve acesso àquele (suposto) email do Luciano Alvarez ao Nóbrega? No meu mail de trabalho, só eu é que mexo e só alguém com más intenções ou com adevida autorização é que abre a minha conta. Mas o SIS?? Não me parece. Também acho muito estranho que o mail - se verdadeiro - venha a público uma semana antes das eleições e um mês depois da história ter sido lançada pela primeira vez. E ainda mais confusão me faz tendo em consideração que aconteceu no ano passado. A justificação dada pelo José Manuel Fernandes (JMF), director do Público, é contundente: investigação (*).

A segunda coisa que me ocorre é: como foi que o tal Rui Paulo da Silva Figueiredo - o "infiltrado", chamemos-lhe assim - se integrou na comitiva do presidente à Madeira? Aliás, não me espanta que elementos dos gabinetes ministeriais acompanhem visitas do PR, mas porque razão foi ele convidado a sentar-se na mesma mesa do presidente? Normalmente, esses convites não são feitos levianamente. Alguém o pôs lá.

A terceira coisa que me ocorre é: a ser verdade toda esta história, o facto do PR ter suspeitas sobre o PM é muito grave. Talvez mais grave do que muita gente pensa. Não estamos em condições do chefe do Governo e o rosto do País estarem de candeias às avessas.

E quarto lugar e falando na condição de jornalista: isto faz-me lembrar um pouco a história de Watergate. A história das fontes jornalísticas e do anonimato que cai sobre essa "figura misteriosa" que se ergue das sombras que dar a "cacha" (a manchete, a estória), a história das teorias da conspiração, o segredo que só dois ou três jornalistas profissionais - falo do Alvarez, do Nóbrega e do JMF - tudo isso mostra o poder que o jornalismo tem. É um caso que me deixa a pensar profundamente.

(*) Infelizmente, e porque o tempo anda contra nós, a investigação é um género jornalístico que não tem tido muita expressão. O tempo é um inimigo e o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira. E é mais fácil, desmentir amanhã uma notícia do que investigar a fundo. E é pena.

16 de setembro de 2009

Não há meias verdades: só te quero a ti...


15 de setembro de 2009

Cenas minhas

1 - Há três grandes temas que me causam borbulhas nos dedos cada vez que tenho de escrever sobre eles: desporto, política e religião. Basta uma distracção para deitarmos a perder uma boa peça. Sou apartidária, mas já telefonaram para o jornal a perguntar se não tinham 'vergonha' em ter uma pessoa tão manifestamente social-democrata a trabalhar com eles. Já me ameaçaram quando uma vez escrevi mal de uma das minhas equipas do coração. Já disseram que não tenho "moral" para falar de certos assuntos, quando fiz toda a catequese, cantei no coro e fui assistente de catequista, isto sem contar com os meus 10 anos de escutismo católico. Vidas...

2 - Li isto há pouco: "A vítima de uma tentativa de homicídio no âmbito da Noite Branca, que na altura dos factos atribuiu os disparos de que foi alvo a Bruno P. "Pidá", diz agora que a pessoa que o atingiu tinha outras características" (notícia retirada daqui). É lamentável que haja pessoas que, por medo, se deixem continuar a aterrorizar. Depois de dois anos, vem alguém dizer "Desculpem, enganei-me. O outro é mais alto". Onde é que vamos parar?

3 - Tenho gostado daquilo que vi do programa 'Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios'. Imitação do 'Daily Show', dizem alguns. Eu digo: é verdade, mas eles avisaram. O Eng. Sócrates esteve muito bem, tal como a (surpreendente) Dra. Manuela Ferreira Leite. Achei que ela conseguiu estar à altura de Ricardo Araújo Pereira, numa entrevista quase improvável, em que ele lhe pede um "desconto no IRS" por ser "cliente habitual".

4 - Uma atleta, com trejeitos masculinos, pode vir a ser proibida de competir. A culpa de, eventualmente, ser hermafrodita é dela? Sendo mulher poderá não competir com as mulheres por causa da ser homem. Sendo mulher não pode competir por não ser homem. Confusos? Eu também.

5 - Um dia, disseram-me que só é jornalista quem ama realmente a profissão. Quem respira o jornalismo. Desde os 13 anos, com algumas intermitências, sempre soube que isto era o meu caminho certo, mas, por outro lado, também penso se fiz a opção certa. Há por aí mais pessoas com dúvidas profissional-existenciais? Se sim, metam o dedo no ar. Hoje, voltei mais uma vez a duvidar, quando um dos BB (big bosses) me disse que escrevia bem. Pois. Sei que sim, obrigada. E qual é o meu ganho? Ganho mais por isso?! Deixem-se de coisas e reconheçam efectivamente que sou boa naquilo que faço. Motivem-me para ser ainda melhor.

6 - Está na minha agenda para trabalhos próximos: entrevistar o director-executivo da Playboy portuguesa. É de Leiria e já trabalhou no meu DL Times. Estou ansiosa.

Shine a light

Acho estranho o fenómeno de só se reconhecerem as pessoas quando morrem. Aconteceu com o Michael Jackson e, hoje, com o Patrick Swayze. Aos 57 anos, morreu (prefiro a palavra "morrer" à "falecer", perdoem-me) mais um ícone da década de 80.

Tendo nascido em 1983, eu era pequenita na altura de 'Dirty Dancing' (de 1987), por isso não vivi o entusiasmo da dança, nem da paixão com Swayze. O 'Ghost' (de 1990) vi muitos anos mais tarde e, aí sim, caí de amores por ele.

Patrick Swayze morreu ontem. Foi mais uma das vítimas de cancro, como o havia sido há um ano o belíssimo Paul Newman. Apagou-se mais uma estrela que não conseguiu matar uma doença.

Foto tirada daqui
 

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