18 de setembro de 2009

Luta de titãs

Só agora - 23h35 - é que estou sentada, calma e tranquilamente, ao computador e a ler tudo o que se escreveu sobre a manchete do Diário de Notícias. Veredicto: hiper-grave. E este vai ser um dos meus posts mais sérios de sempre.

A primeira coisa que me vem à cabeça é: como é que o DN teve acesso àquele (suposto) email do Luciano Alvarez ao Nóbrega? No meu mail de trabalho, só eu é que mexo e só alguém com más intenções ou com adevida autorização é que abre a minha conta. Mas o SIS?? Não me parece. Também acho muito estranho que o mail - se verdadeiro - venha a público uma semana antes das eleições e um mês depois da história ter sido lançada pela primeira vez. E ainda mais confusão me faz tendo em consideração que aconteceu no ano passado. A justificação dada pelo José Manuel Fernandes (JMF), director do Público, é contundente: investigação (*).

A segunda coisa que me ocorre é: como foi que o tal Rui Paulo da Silva Figueiredo - o "infiltrado", chamemos-lhe assim - se integrou na comitiva do presidente à Madeira? Aliás, não me espanta que elementos dos gabinetes ministeriais acompanhem visitas do PR, mas porque razão foi ele convidado a sentar-se na mesma mesa do presidente? Normalmente, esses convites não são feitos levianamente. Alguém o pôs lá.

A terceira coisa que me ocorre é: a ser verdade toda esta história, o facto do PR ter suspeitas sobre o PM é muito grave. Talvez mais grave do que muita gente pensa. Não estamos em condições do chefe do Governo e o rosto do País estarem de candeias às avessas.

E quarto lugar e falando na condição de jornalista: isto faz-me lembrar um pouco a história de Watergate. A história das fontes jornalísticas e do anonimato que cai sobre essa "figura misteriosa" que se ergue das sombras que dar a "cacha" (a manchete, a estória), a história das teorias da conspiração, o segredo que só dois ou três jornalistas profissionais - falo do Alvarez, do Nóbrega e do JMF - tudo isso mostra o poder que o jornalismo tem. É um caso que me deixa a pensar profundamente.

(*) Infelizmente, e porque o tempo anda contra nós, a investigação é um género jornalístico que não tem tido muita expressão. O tempo é um inimigo e o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira. E é mais fácil, desmentir amanhã uma notícia do que investigar a fundo. E é pena.

16 de setembro de 2009

Não há meias verdades: só te quero a ti...


15 de setembro de 2009

Cenas minhas

1 - Há três grandes temas que me causam borbulhas nos dedos cada vez que tenho de escrever sobre eles: desporto, política e religião. Basta uma distracção para deitarmos a perder uma boa peça. Sou apartidária, mas já telefonaram para o jornal a perguntar se não tinham 'vergonha' em ter uma pessoa tão manifestamente social-democrata a trabalhar com eles. Já me ameaçaram quando uma vez escrevi mal de uma das minhas equipas do coração. Já disseram que não tenho "moral" para falar de certos assuntos, quando fiz toda a catequese, cantei no coro e fui assistente de catequista, isto sem contar com os meus 10 anos de escutismo católico. Vidas...

2 - Li isto há pouco: "A vítima de uma tentativa de homicídio no âmbito da Noite Branca, que na altura dos factos atribuiu os disparos de que foi alvo a Bruno P. "Pidá", diz agora que a pessoa que o atingiu tinha outras características" (notícia retirada daqui). É lamentável que haja pessoas que, por medo, se deixem continuar a aterrorizar. Depois de dois anos, vem alguém dizer "Desculpem, enganei-me. O outro é mais alto". Onde é que vamos parar?

3 - Tenho gostado daquilo que vi do programa 'Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios'. Imitação do 'Daily Show', dizem alguns. Eu digo: é verdade, mas eles avisaram. O Eng. Sócrates esteve muito bem, tal como a (surpreendente) Dra. Manuela Ferreira Leite. Achei que ela conseguiu estar à altura de Ricardo Araújo Pereira, numa entrevista quase improvável, em que ele lhe pede um "desconto no IRS" por ser "cliente habitual".

4 - Uma atleta, com trejeitos masculinos, pode vir a ser proibida de competir. A culpa de, eventualmente, ser hermafrodita é dela? Sendo mulher poderá não competir com as mulheres por causa da ser homem. Sendo mulher não pode competir por não ser homem. Confusos? Eu também.

5 - Um dia, disseram-me que só é jornalista quem ama realmente a profissão. Quem respira o jornalismo. Desde os 13 anos, com algumas intermitências, sempre soube que isto era o meu caminho certo, mas, por outro lado, também penso se fiz a opção certa. Há por aí mais pessoas com dúvidas profissional-existenciais? Se sim, metam o dedo no ar. Hoje, voltei mais uma vez a duvidar, quando um dos BB (big bosses) me disse que escrevia bem. Pois. Sei que sim, obrigada. E qual é o meu ganho? Ganho mais por isso?! Deixem-se de coisas e reconheçam efectivamente que sou boa naquilo que faço. Motivem-me para ser ainda melhor.

6 - Está na minha agenda para trabalhos próximos: entrevistar o director-executivo da Playboy portuguesa. É de Leiria e já trabalhou no meu DL Times. Estou ansiosa.

Shine a light

Acho estranho o fenómeno de só se reconhecerem as pessoas quando morrem. Aconteceu com o Michael Jackson e, hoje, com o Patrick Swayze. Aos 57 anos, morreu (prefiro a palavra "morrer" à "falecer", perdoem-me) mais um ícone da década de 80.

Tendo nascido em 1983, eu era pequenita na altura de 'Dirty Dancing' (de 1987), por isso não vivi o entusiasmo da dança, nem da paixão com Swayze. O 'Ghost' (de 1990) vi muitos anos mais tarde e, aí sim, caí de amores por ele.

Patrick Swayze morreu ontem. Foi mais uma das vítimas de cancro, como o havia sido há um ano o belíssimo Paul Newman. Apagou-se mais uma estrela que não conseguiu matar uma doença.

Foto tirada daqui

13 de setembro de 2009

P.S.: I Love You

Holly (Hilary Swank) has been married nine years to a wild Irishman, Gerry Kennedy (Gerard Butler), and her one true love. Unfortunately for Holly, Gerry is diagnosed with a terminal brain tumor. Knowing he only has a short time to live; Gerry writes Holly a series of letters that will guide her through her grief. The first message arrives on Holly's 30th birthday. Gerry has sent her a birthday cake and a tape recording explaining the letters that she will be getting in the mail. Over the next year, Gerry wants Holly to follow the orders in his letters by going on new adventures and to celebrate life by finding herself. Holly's best friends, Denise (Lisa Kudrow) and Sharon (Gina Gershon), accompany her on her journey. Gerry always signs off each letter with "P.S. I Love You."

Não posso ver filmes românticos. Aliás, vou auto-censurar-me e punir-me severamente cada vez que me sentar em frente à televisão e deleitar-me com um destes filmes que puxam à lágrima. É sadismo puro.

Pergunto-me: porque é que tenho de ter o meu doce longe?! Não é justo!

12 de setembro de 2009

O problema não sou eu. És tu!


Acabadinha de chegar de mais uma Assembleia Municipal, deparei-me com um pequeno problema, motivador, quiçá, de muitas das 'tricas' que eu e o meu pai mantemos: a minha profissão.

O pai Duarte ainda não percebeu que a profissão de jornalista tem horário de entrada - às vezes - mas raramente, tem de saída. Para ele, que sempre trabalhou na função pública, é complicado entender que um horário das 09h00 às 17h00 só me dá vontade de rir. E ainda lhe é mais difícil entender que eu não tenho esse horário, sendo que entrar em casa de madrugada, porque estive numa reunião é normal.

E pior: tenho que ir trabalhar no dia seguinte. Por isso, quando lhe respondo "Pai, está tudo bem, vai-te deitar", quando ele me pergunta "Amanhã vais trabalhar?", não só é, minimamente, respeitoso, como ainda é proteccionista, porque, na verdade, me apetecia dizer "Nahhh. Para quê? Eles que tapem os buracos que deixaram para as minhas peças com 'comics' do 'Calvin Hobbes' para dar um colorido às páginas de política". Valha-me o santo padroeiro!

10 de setembro de 2009

Alegria no trabalho: cenas de redacção

Cena 1
Eu: Meus caros, só para avisar que quando a Gripe A pegar de estaca, vou ficar de baixa, porque o meu sistema imunitário é uma bela treta. 'Tou a ver é que nunca mais é sábado... preciso de uns dias de descanso.
A colega H: Aiiii que parva!
O Chefe: Nahhh... não te fies nessa. Toda a gente sabe que as coisas chegam muito mais tarde às aldeias. (referência ao facto de eu viver numa aldeola atrás do mundo)
Risada geral

Cena 2
A colega H: Vocês já viram? Diz aqui na Lusa que o Hulk não rejeita a hipótese de jogar na selecção portuguesa.
A estagiária S: Faz lembrar a piada que anda a circular: que o maior sonho da selecção brasileira é ser campeã europeia.
Risada geral

Cena 3
Entra o estagiário N - grande aficionado da festa taurina - e o estagiário G simula a aplicação de bandarilhas.
Eu: Ó G... achas bonito o que fizeste??
O Chefe: Ó N... e tu não fazes nada?! Nem sequer lhe dás uma marrada?!
Risada geral

9 de setembro de 2009

Categoria: Músicas que... pois... coiso

Já me fartei de rir à conta desta música. Cheguei a ela através desta versão. Não sei se gosto mais do original, se da adaptação.


Sobre a banda:
The Creepshow is a band from Burlington, Ontario, Canada. The band formed in 2005 when the four members got together with the purpose of starting a hellbilly band. The Creepshow writes the majority of their songs about horror films, with the music fitting the horror punk genre - hence hellbilly.

Fonte: Wikipédia

8 de setembro de 2009

Ainda vamos na 1.ª semana de Setembro e...

... já perdi peso;

... já ando a deitar contas às horas de sono em falta;

... já tenho duas contas pagas, duas despesas que pensei que tinha, mas acabei por não ter e as duas maiores ainda por realizar;

... já ando tão cansada como se, todos os dias, andasse 50 quilómetros;

... sinto-me tão atraente como uma ratazana de esgoto.

É este o meu sentimento para as próximas semanas

Wake me up JUST ONLY when September ends! Lá para meados de Outubro, portanto.

 

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