Esta semana, um determinado cavalheiro proferiu a seguinte frase "
Não percebo nada de gajas". Pode parecer chocante, mas não somos assim tão complicadas quanto isso. Aprendam que não duro sempre.
Vocês, homens, estão como que 'formatados' a odiar o sexo oposto desde a escola primária [desculpem, senhores professores... ensino básico do 1.º ciclo]. Os vossos paizinhos e avós ensinaram-vos que somos um alvo a abater e, desde então, são muito poucos aqueles que se dão sequer ao trabalho de parar 30 segundos e ouvir as vozes [as nossas, entenda-se].
Não quero massacrar-vos, nem entrar por pormenores escusados, mas, por norma, só somos mais intrincadas quando queremos. E, normalmente, por dois motivos: ou porque gostamos demasiado de vocês, e gostamos de espicaçar, ou porque vos queremos à distância.
Quando estamos chateadas, é fácil perceber. Aquele "nada" que respondemos, quando perguntam "passa-se alguma coisa?", é o mais revelador. Passa-se alguma coisa quando andamos demasiado caladas, ou demasiado ocupadas... mas não significa que seja, necessariamente, convosco.
Se ficamos fulas quando se esquecem de nós? Claro que ficamos. É lógico. Quem não ficaria? Um mimo nunca fez mal a ninguém e vocês não perdem a vossa masculinidade se forem, um nadinha, mais atentos a certas situações. Como diria uma antiga professora de Físico-Química: "Dúvidas? Questões? Passemos então ao teste..."