Hoje, despi-me à frente de um homem. E, ao contrário do que pensam, EU é que paguei! Damn!!
E este foi o segundo episódio da minha saga nos consultórios médicos. Num espaço inferior a 24 horas larguei 110 euros e nem chorei. Comportei-me ali como uma mulherzinha. E tive a confirmação que sou estupidamente saudável (e o doutor do dia anterior deixou-me a ouvir bem!!)
Mas o que me traz aqui é a descrição da minha epopeia de ontem após o teatro e o chocolate quente no melhor bar de Leiria (Alinhavar, Alinhavar, Alinhavar, Alinhavar...).
Chego a casa, estaciono o meu 'Star-mobile', dirijo-me à porta de chave em riste, insiro-a na ranhura e tento rodar.E ela não roda. Olho para o relógio... 1h20. Repito a operação, porque a porta, às vezes, tem vontade própria. Nada. Começo a preocupar-me. Lembro-me: "a minha mãe esteve a tirar os enfeites de Natal da varanda. Deixou a p**a da chave por dentro". Ding ding ding... a sua resposta é: CERTA!!
Prossigo para a cena típica de Romeu e Julieta: mandar pedrinhas à janela da mãe, porque o telemóvel está... isso mesmo... desligado! NADA! Vou bater à porta! NADA! Tocar à campainha! NADA. Olho para o relógio: 1h56. (aiocaralhinho)
Solução radical: vou telefonar para casa. Alguém tem de acordar. Uma vez. Toca mais três vezes. Ninguém acorda (seráquetomaramcomprimidos? aiocaralhinho). Até que pressinto movimentações. O gato começa a miar como se o estivessem a esganar. A minha mãe acende a luz. Vai ao telefone. Eu desligo e bato à janela desesperada: "MÃEEEEE, sou eu!! Estou a morrer de frio e deixaste a porcaria da chave por dentro!!". Chego ao quarto. Quentinho! O meu pai acorda! (sóagora,sôpolícia?!agoranãopreciso). Enfio-me na cama e durmo! Ahhhh... e sonho com o dia em que tenho a minha própria casa. A alegria! O júbilo! O paraíso!
10 de janeiro de 2009
Tira-me a carapaça!!!
Fui ao teatro. Há séculos que me apetecia ir ver uma peça e encontrei aquela que me preencheu as medidas: Monólogos da Marijuana. A um título apelativo, juntam-se dois dos três actores que são giros que fartam.
Esta deixa do "Tira-me a carapaça!!!" é só uma das milhentas tiradas brilhantes da peça. Divertida, infrmativa, jocosa... tem de tudo. AMEIIII.
Depois de uma comédia da vida real, a noite acabou num dos poucos bares de qualidade de Leiria: Alinhavar. Um nome a reter. Um bar onde podemos ler a última edição da 'Ípsilon', ou uma 'Grande Reportagem', datada de 1991. Onde somos atendidos pela proprietária, que interrompe uma conversa com uns quaisquer turistas ingleses. Onde somos convidados a voltar no dia seguinte, porque vai lá haver música ao vivo. Esse género de bares, onde podemos encontrar empresários a tocar umas guitarradas porque lhes dá na gana...
Já não ia lá há anos largos. Não me recordo porquê. E agora não preciso de desculpa para lá voltar, porque me lembrei da razão de me sentir confortável lá.
A epopeia do regresso a casa fica para amanhã. Entretanto, fiquem com 'Light Years' dos Pearl Jam... que me têm acompanhado esta semana!
Esta deixa do "Tira-me a carapaça!!!" é só uma das milhentas tiradas brilhantes da peça. Divertida, infrmativa, jocosa... tem de tudo. AMEIIII.
Depois de uma comédia da vida real, a noite acabou num dos poucos bares de qualidade de Leiria: Alinhavar. Um nome a reter. Um bar onde podemos ler a última edição da 'Ípsilon', ou uma 'Grande Reportagem', datada de 1991. Onde somos atendidos pela proprietária, que interrompe uma conversa com uns quaisquer turistas ingleses. Onde somos convidados a voltar no dia seguinte, porque vai lá haver música ao vivo. Esse género de bares, onde podemos encontrar empresários a tocar umas guitarradas porque lhes dá na gana...
Já não ia lá há anos largos. Não me recordo porquê. E agora não preciso de desculpa para lá voltar, porque me lembrei da razão de me sentir confortável lá.
A epopeia do regresso a casa fica para amanhã. Entretanto, fiquem com 'Light Years' dos Pearl Jam... que me têm acompanhado esta semana!
8 de janeiro de 2009
Farias 26 anos amanhã...
Vânia,
já se passaram tantos anos e continuo sem conseguir dizer o teu nome em voz alta. É um nome comum... a minha melhor amiga, curiosamente, tem o mesmo nome que tu. Mas continuo sem conseguir evitar um rio de lágrimas cada vez que penso nele, associado a ti.
Já se passaram quantos anos? Nove, julgo eu. Mas continuo a lembrar-me da última conversa que tivemos. Continuo a lembrar-me da primeira vez que fui a tua casa. Continuo a lembrar-me da última vez que olhei para ti. Continuo a lembrar-me que farias anos a um sábado e que tínhamos todos combinado que te íamos visitar ao hospital nesse dia. A mãe do Ruben levava-nos no jipe. Íamos comprar-te um urso de peluche grande.
Sabes? Acabámos por usar o dinheiro numa palma de flores. Foi a mãe do Ruben que tratou disso, porque nenhum de nós conseguiu.
Todos seguimos a nossa vida. Devias gostar de saber isso. A Elda casou há mais de um ano. A Sandra abriu uma clínica. O Ruben trabalha com o pai, abriu um negócio e namora há anos com a Joana. A Andreia foi caloira este ano. E a Tânia? Bem... já não a vejo há mais de um ano. O Márcio também casou. As tuas primas também se estão a safar bem.
Vânia, sinto a tua falta, miúda.
já se passaram tantos anos e continuo sem conseguir dizer o teu nome em voz alta. É um nome comum... a minha melhor amiga, curiosamente, tem o mesmo nome que tu. Mas continuo sem conseguir evitar um rio de lágrimas cada vez que penso nele, associado a ti.
Já se passaram quantos anos? Nove, julgo eu. Mas continuo a lembrar-me da última conversa que tivemos. Continuo a lembrar-me da primeira vez que fui a tua casa. Continuo a lembrar-me da última vez que olhei para ti. Continuo a lembrar-me que farias anos a um sábado e que tínhamos todos combinado que te íamos visitar ao hospital nesse dia. A mãe do Ruben levava-nos no jipe. Íamos comprar-te um urso de peluche grande.
Sabes? Acabámos por usar o dinheiro numa palma de flores. Foi a mãe do Ruben que tratou disso, porque nenhum de nós conseguiu.
Todos seguimos a nossa vida. Devias gostar de saber isso. A Elda casou há mais de um ano. A Sandra abriu uma clínica. O Ruben trabalha com o pai, abriu um negócio e namora há anos com a Joana. A Andreia foi caloira este ano. E a Tânia? Bem... já não a vejo há mais de um ano. O Márcio também casou. As tuas primas também se estão a safar bem.
Vânia, sinto a tua falta, miúda.
Rapidinhas
1 - Está um frio insuportável. E o estúpido da coisa é que tenho a mão esquerda quente e a direita gelada. Isto aborrece-me;
2 - Amanhã, tenho consulta por causa do sacana do ouvido;
3 - Ainda não consigo conceber o Dakar ser no Chile. Não consigo, pronto. É contra-natura;
4 - Hoje, no Record, li uma crónica onde já estava em vigor o acordo ortográfico. Ler "espetadores" em vez de "espectadores" deixou-me lixada! Há uns anos, alguma das minhas professoras obrigar-me-ia a escrever dez vezes, como trabalho de casa, "espectadores". Agora, passam impunes. E isto também me aborrece;
5 - O Cristiano Ronaldo teve um acidente. Ohhhhh.... 'tadinho! Ó, aqui, para mim tão preocupada por ele ter espatifado 160 mil euros. Lamentável mesmo é o circo à volta de um puto pedante. O que me aborrece é que estas porcarias vendem. E, contra mim falo, porque já noticei (e como tema de capa) a ida do dito cujo a um dentista em Pombal;
6 - Para a semana tenho de ir ao Porto.
2 - Amanhã, tenho consulta por causa do sacana do ouvido;
3 - Ainda não consigo conceber o Dakar ser no Chile. Não consigo, pronto. É contra-natura;
4 - Hoje, no Record, li uma crónica onde já estava em vigor o acordo ortográfico. Ler "espetadores" em vez de "espectadores" deixou-me lixada! Há uns anos, alguma das minhas professoras obrigar-me-ia a escrever dez vezes, como trabalho de casa, "espectadores". Agora, passam impunes. E isto também me aborrece;
5 - O Cristiano Ronaldo teve um acidente. Ohhhhh.... 'tadinho! Ó, aqui, para mim tão preocupada por ele ter espatifado 160 mil euros. Lamentável mesmo é o circo à volta de um puto pedante. O que me aborrece é que estas porcarias vendem. E, contra mim falo, porque já noticei (e como tema de capa) a ida do dito cujo a um dentista em Pombal;
6 - Para a semana tenho de ir ao Porto.
7 de janeiro de 2009
Caput!!
Estou surda! A sério. O meu ouvidinho esquerdo tirou férias. Oiço zero, niente, nothing...
E este foi o primeiro contratempo do novo ano. Muitos mais se esperam. Entretanto, na sexta-feira tenho consulta. Só tenho de aguentar até lá a ouvir a 50% e a rezar para que o ouvido direito não se lembre de ir esperar o esquerdo ao aeroporto.
E este foi o primeiro contratempo do novo ano. Muitos mais se esperam. Entretanto, na sexta-feira tenho consulta. Só tenho de aguentar até lá a ouvir a 50% e a rezar para que o ouvido direito não se lembre de ir esperar o esquerdo ao aeroporto.
6 de janeiro de 2009
Não sou estranha. Está é muito frio!
Está um frio indescritível. Sinto os pés e as mãos geladas, apesar de estar, praticamente, colada ao aquecedor. Apetecia-me sair, ir beber um chá à rua, mas a preguiça (e, de novo, o frio) obriga-me a esquecer essa ideia peregrina.
Devo parecer uma daquelas velhas que, quando não têm tema de conversa, falam do tempo. Ora do calor em excesso no Verão. Ora do frio, no Inverno. Lembro-me que em 2008, praticamente, não tive Verão e fui pouquíssimas vezes à praia. Agora sinto que está na hora de voltar o tempo quente.
Quando as temperaturas estão demasiado baixas, começo a sentir-me triste, como se o Inverno me atingisse a alma. Faço-me entender? Sinto autênticas tempestades no estômago. E o frio desta semana não está a ajudar minimamente a que me sinta melhor.
Uma das vantagens de ter um diário escancarado na Internet é que posso dar-me ao luxo de escrever o que me apetecer, porque ele é meu! E posso ser louca todas as vezes que me apetecer. Mesmo que não faça sentido para mais ninguém.
Devo parecer uma daquelas velhas que, quando não têm tema de conversa, falam do tempo. Ora do calor em excesso no Verão. Ora do frio, no Inverno. Lembro-me que em 2008, praticamente, não tive Verão e fui pouquíssimas vezes à praia. Agora sinto que está na hora de voltar o tempo quente.
Quando as temperaturas estão demasiado baixas, começo a sentir-me triste, como se o Inverno me atingisse a alma. Faço-me entender? Sinto autênticas tempestades no estômago. E o frio desta semana não está a ajudar minimamente a que me sinta melhor.
Uma das vantagens de ter um diário escancarado na Internet é que posso dar-me ao luxo de escrever o que me apetecer, porque ele é meu! E posso ser louca todas as vezes que me apetecer. Mesmo que não faça sentido para mais ninguém.
5 de janeiro de 2009
Antecipando o vosso stress
Quero-vos poupar à tortura de não saber o que me oferecer pelos anos. Sim, sei que falta mais de um mês, mas quero adiantar-me às vossas noites em claro e aos pesadelos.
E que tal um bilhete para os Oasis? Faço anos a 23 de Fevereiro. O concerto é no dia 15, mas eu juro que não levo a mal a prenda antecipada. Até posso pedir ao meu chefe para trocar as folgas, se for caso disso.
Obrigada pela atenção!
E que tal um bilhete para os Oasis? Faço anos a 23 de Fevereiro. O concerto é no dia 15, mas eu juro que não levo a mal a prenda antecipada. Até posso pedir ao meu chefe para trocar as folgas, se for caso disso.
Obrigada pela atenção!
4 de janeiro de 2009
Quando o voltar a casa, custa mais que nunca
Um dia de chuva. E frio. Frio com chuva na pior das combinações.
Quando queremos ficar onde nos sabe bem.
E não queremos voltar ao sítio que chamamos 'lar'.
Quando queremos gritar bem alto "Fly me to the moon", como Sinatra.
E dançar e cantar à chuva, como Gene Kelly.
Mas (e há sempre um "mas", para chatear)
Há que voltar.
Para as pessoas do costume. Aos lugares do costume. A fazer o costume.
Não me posso queixar muito. Existe sempre um novo regresso.
Quando queremos ficar onde nos sabe bem.
E não queremos voltar ao sítio que chamamos 'lar'.
Quando queremos gritar bem alto "Fly me to the moon", como Sinatra.
E dançar e cantar à chuva, como Gene Kelly.
Mas (e há sempre um "mas", para chatear)
Há que voltar.
Para as pessoas do costume. Aos lugares do costume. A fazer o costume.
Não me posso queixar muito. Existe sempre um novo regresso.
3 de janeiro de 2009
2 de janeiro de 2009
And now, something completely different
Viram a diferença abismal entre o dia 31 de Dezembro de 2008 e o dia 1 de Janeiro de 2009?! Hein? Uma mudança radical em todo o mundo após as 12 badaladas... valeu mesmo a pena esperar por aquele momento. Foi a loucura total e completa.
Agora a sério. A minha passagem de ano foi, no mínimo, invulgar. Estive com pessoas que mal conheço, mas que me convidaram a voltar. Pessoas que me fizeram rir como uma louca e esquecer que ainda não me transferiram o ordenado de Dezembro. Pessoas que, apesar de tão diferentes de mim, foram a companhia que precisava. Obrigada aos 4.