21 de setembro de 2006

Estou a ficar, definitivamente, velha...

Recebi um e-mail de um amigo, e achei interessante partilhá-lo com o meu vasto público. Provavelmente, já todos o devem ter recebido, lido e sorrido com ele, mas aqui está ele, de qualquer das formas:

«Nascidos antes de 1986...
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado, aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos, mas sempre sem processos em tribunal.

Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles? Parabéns!

Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós. Isto, meus amigos, é, surpreendentemente, medonho... e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios:
A maioria dos estudantes que estão nas universidades hoje nasceu em 1986...chamam-se jovens. Para eles, sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles, o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse, um dia, deus da dança. Acreditam que Missão Impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1.. Entendes o que está escrito acima e sorris
2.. Precisas de dormir mais depois de uma noitada
3.. Os teus amigos estão casados ou a casar
4.. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores
5.. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis
6.. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez)
7.. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos

SIM... ESTÁS A FICAR VELHO!! (mas a idade é um estado de Espírito, certo!?)»

20 de setembro de 2006

Onde é que está??

Apercebi-me esta manhã que existe uma coisa que me irrita profundamente. Os pacotes de leite! Vêm todos com aquela fantástica inscrição "Abertura fácil"... e eu pergunto: abertura fácil?? Em que país? Nem aqui nem na China...

Pronto, já desabafei. Desculpem-me por este momento de insanidade.

4 de setembro de 2006

10 coisas que odeio vs 10 coisas que adoro

Já vi o filme "10 coisas que odeio em ti" há bastante tempo. Nessa altura, fiquei bastante pensativa e também elaborei a minha própria lista de 10 coisas que odiava. Passados alguns anos, reformulei a minha lista e, mais tarde, re-reformulei a bendita. Agora, em primeira apresentação ao público, aqui vai a minha lista de 10 coisas que odeio...
Mas como não sou uma rapariga de ódios, vou deixar também a lista das 10 coisas que mais adoro. Atenção: a ordem é completamente aleatória!

10 coisas que odeio:
1- Uma dor de cabeça (ou qualquer outra parte do corpo)
2- Sentir-me pressionada
3- Má educação
4- Hipocrisia
5- Música techno, house e afins
6- Tempestades com trovoada incluída
7- Chorar pelas razões erradas
8- Música descabida
9- Esperar
10- Estar num local cheio de fumo, barulho e gente, sem conseguir conversar

10 coisas que adoro:
1- Um beijo por mais simples que seja
2- Boa música tanto para ouvir como para dançar
3- A minha família e o meu namorado
4- Ir às compras :)
5- O riso de uma criança
6- Ouvir a chuva na rua, enquanto estou enrolada no sofá
7- Rir-me com os meus amigos, depois de um momento intimista daqueles que nunca mais iremos esquecer na vida
8- A minha profissão
9- Um "Amo-te" dito naquele momento
10- Conversar

E tu? O que odeias? E o que adoras?

3 de setembro de 2006

It's a kind of magic...

Sou, particularmente, apreciadora deste grupo. Considero que a voz de Freddie Mercury era um verdadeiro achado da Natureza (ahhhh, como eu odeio as pessoas que sabem cantar!!).

Durante a minha estadia em Rheine, tive a oportunidade de comprar os três CD's "Greatest Hits" dos Queen - fiz um "negócio da China" em pleno território bávaro - mas tentando esquecer este aparte, digo muito honestamente que ouvir temas como "Barcelona", "Too much love will kill you" ou outros é um privilégio. Tenho pena de não ter estado presente no mítico concerto em Wembley, em 1986, mas tinha três anitos... pensando bem e assim por alto, acho que seria ligeiramente complicadote. Opahh, mas também sou só eu a pensar!!

Deixando as brincadeiras de lado, Freddie era o genuíno "Great Pretender". A energia que transmitia em palco era algo fora do comum... actualmente temos muito boa música, que não é "comercial" ; e outra que... Jesus!!... toca o dia inteiro nas rádios.

Longe de mim criticar qualquer género musical, mas é imperativo que as pessoas saibam ouvir música. Se calhar só estou a começar a amadurecer, para a música, agora... ainda hoje li algures uma jovem a queixar-se de que os jovens não ouvem música clássica. Houve logo uma jovem (ainda mais jovem que a anterior) que rebateu com a frase "Que mania de atirarem a culpa sempre para os jovens!!" - dahhh... claro que a culpa é dos jovens!! A bela geraçãozinha MTV, com o seu hip-hop, calças largas e bonés virados ao contrário.

É oficial... estou a começar a ficar velha!

31 de agosto de 2006

As crianças... essas, sim, é que são sábias!

" O amor é... ?" - esta foi a pergunta feita a um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia, nos EUA.

"Amor é quando alguém te magoa, e tu, mesmo muito magoado, não gritas, porque sabes que isso fere os sentimentos da outra pessoa."
Mathew, 6 anos.

”Quando minha avó ficou com artrite, e deixou de poder dobrar-se para pintar as unhas dos pés, o meu avô passou a pintar as unhas dela, apesar de ele também ter muita artrite."
Rebecca, 8 anos.

”Amor é quando uma menina põe perfume e o menino põe loção pós-barba, depois saem juntos e se cheiram um ao outro."
Karl, 5 anos.

"Eu sei que minha irmã mais velha me ama porque ela dá-me todas as roupas velhas e tem que sair para comprar outras."
Lauren, 4 anos.

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, apesar de se conhecerem há muito tempo."
Tommy, 6 anos.

"Quando alguém te ama, a forma de dizer o teu nome é diferente..."
Billy, 4 anos.

"Amor é quando tu sais para comer e ofereces as tuas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela."
Chrissy, 6 anos.

“Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está ao gosto dele."
Danny, 6 anos.

“Se queres aprender a amar melhor, deves começar com um amigo de quem não gostas."Nikka, 6 anos.

"Quando contas a alguém alguma coisa feia sobre ti próprio, e ficas com medo que essa pessoa por causa disso deixe de gostar de ti, aí, ficas mesmo surpreendido, quando descobres que não só te continuam amando, como ainda te amam mais!"
Samantha, 7 anos.

"Há dois tipos de amor: o nosso amor e o amor de Deus. Mas o amor de Deus consegue juntar os dois."
Jenny, 4 anos.

"Amor é quando a nossa mãe vê o nosso papai chegar suado e mal cheiroso,e ainda diz que ele é mais bonito que o Robert Redford!"
Chris, 8 anos.

"Quando amas alguém, os teus olhos sobem e descem, e pequenas estrelas saem de ti!"
Karen, 7 anos.

"Amor é quando o teu cão te lambe a cara, mesmo depois de o teres deixado sozinho o dia inteiro."Mary Ann , 4 anos.

29 de agosto de 2006

Qual é a melhor idade para correr riscos?

Tenho 23 anos, tirei o curso há 1 ano e estou nesta Junta de Freguesia há 9 meses (sensivelmente)... todos os dias há alguém que me diz que em Leiria não vou ter qualquer hipótese de me desenvolver enquanto jornalista. Todos os dias há alguém que me pergunta "Porque não vens para Lisboa?". Todos os dias tenho pesadelos sobre todo esta situação: porque sou uma menina da mamã, porque tenho aqui os meus amigos, porque tenho medo de deixar um trabalho, aparentemente, seguro, porque tenho cá o meu namorado, porque... porque... merda!!

"Se não arriscares agora, vais ter dificuldades mais tarde" - disse-me o Pedro um dia destes. Eu sei que ele tem razão, mas eu sou uma menina da aldeia com medo da cidade grande. Vejo-me pequenina ao lado dos prédios grandes, negros, com bocas gigantescas e que me gritam «Não és daqui!!»

Eu sei que devia esquecer por uns instantes que tenho medo, mas outros arriscaram e tiveram êxito, porque serei eu uma excepção? Eu sei que esta é a melhor idade para arriscar, ou vou-me desculpar com a crise e, mais tarde, serei uma trintona frustrada e desiludida com a vida que eu própria escolhi...?

28 de agosto de 2006

Afinal é fácil...

No sábado, estive a conversar com a minha querida amiga Helena, educadora de infância de profissão, e ela contou-me uma história que se passou com ela própria, e que considerei fantástica.


Certo dia, ela foi com a sua turminha ver um espectáculo de marionetas, no Porto (ou nos arredores), e eis que a certa altura, um dos personagens transportava consigo uma caixa onde estava inscrita a palavra "Problemas", na vã tentiva de encontrar alguém que o ajudasse a resolvê-los.


Às duas por três, encontra um sábio que lhe diz ser capaz de lhe resolver esses problemas. Pega num martelo e aí vai ele de martelar a caixa, represente dos mesmos, até não sobrar mais caixa para contar a história.


Uma das crianças da turma da Helena, no alto esplendor dos seus 3 anos de idade, exclama: "Afinal é fácil resolver os problemas!!" - pois é, meu querido! Resolver qualquer problema é fácil de resolver, nós, os adultos, é que temos a mania de complicar.

24 de agosto de 2006

Cansada

Hoje ao (re)ler o blog de uma antiga colega de curso (Biscaia, se me estás a ouvir... foi o teu!), notei que o tempo está, de facto, a passar. É natural que me sinta assim... cansada!

Terminei o curso em Julho de 2005, comecei a trabalhar em Outubro do mesmo ano - em 3 meses arranjei uma ocupação que me paga a gasolina do carro. Não é isto que quero continuar a fazer! Paga-me a gasolina, mas não (a)paga a frustração que sinto em não estar a fazer aquilo que gosto e aquilo para o qual estudei. Todos nos sentimos assim... eu sei!

Estou cansada de remar contra uma maré que parece estar mais forte a cada dia que passa. Estou cansada de ouvir todos os dias, alguém perguntar "Ainda estás na Junta?". Estou cansada de ouvir, entre risos, alguém dizer "Qualquer dia, estás a apresentar o telejornal". Estou cansada, mas ainda não perdi a réstia de esperança que ainda sobrevive (ligada às máquinas... é certo... mas sobrevive)!

Estou cansada... é normal?

17 de agosto de 2006

Ping-pong

Já conheceram pessoas com a mesma profundidade de uma bola de ping-pong? Eu já... pessoas fúteis, sem interesse social, intelectual ou, até mesmo, sexual. Depois de ter conhecido um certo jovem com estas características (??), dei por mim a pensar "Como é que existem pessoas assim. Devo ser muito ingénua!".


A Internet é um veículo catalisador para se conhecerem pessoas dos mais variados feitios, das mais variadas crenças, opiniões, gostos... com algumas pessoas consegue-se ter conversas e discussões abertas e interessantes; há o reverso da moeda: outras, que mal abrem a boca, estragam o pouco que havia. Por exemplo, estamos registados num site de amizades (ou engate, para muitos). Se és mulher, todos os dias recebes recadinhos "És muito gira. Tens MSN?" - agora digam-me... onde está a beleza da troca de olhares? Um piscar de olho? Um roçar do dedo na mão? O sentir o cheiro do cabelo do outro? Se fores homem, recebes recados "Tens um corpo espectacular" ou "Os teus lábios são fantásticos" - Ya... e o resto? Eu, pecadora me confesso: já enviei recados assim. Mas depois... profundidade intelectual apenas comparada a uma bola de ping-pong!


Não digo que seja tudo mau. Conheci pessoas que realmente valem a pena. Mas foram só uma meia-dúzia de pessoas - não mais! É este o mundo que eu quero para os meus filhos? Aliás... pelo andar da carruagem, vou-me recusar, terminantemente, a ter filhos. As crianças não têm culpa.


Falando em crianças... há também aquele incrível fenómeno que o "PiTuXêS"... disponível num computador perto de si! Ainda bem que o meu avô não sobreviveu para ver isto! Mais: pobre Camões - andaste tu a trabalhar para, absolutamente, NADA...

11 de agosto de 2006

Flutuo

Para quem quer flutuar em qualquer altura... cantado por Susana Félix

Consigo deslindar o meu gosto
Sem esforço
Balanço, é o que a maré me dá
E eu não contesto

O meu destino está fora de mim
Eu aceito
Sou eu despida de medos
E culpas confesso

Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me, do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã

Flutuo
Consigo deslindar o meu gosto
Sem esforço
Balanço, é o que a maré me dá
E eu não contesto

Amanhã, pensar nisso
Sempre me dá mais jeito
Fazer de mim
Pretérito mais que perfeito

Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã… amanhã

Hoje eu vou fugir
Para não me dar
A vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã… amanhã… amanhã
Flutuo

 

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